Arquidiocese tem Comissão voltada para o cuidado da liturgia da Igreja

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19 de fevereiro de 2019

A celebração do mistério da redenção está no centro da vida da Igreja, sacramento de Cristo na terra. Tal mistério é expresso por meio da liturgia, pela qual, “Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção”, ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Com o objetivo de zelar pela celebração do culto divino, as Igrejas particulares contam com comissões que, conforme recomenda o Concílio Vaticano II, têm a função de “dirigir, guiada pela autoridade eclesiástica territorial, a pastoral litúrgica no território da sua competência, promover os estudos e as experiências necessárias sempre que se trate de adaptações a propor à Santa Sé”. Em São Paulo, essa missão é desempenhada pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL).

 

O QUE É LITURGIA?

A palavra liturgia tem origem grega e significa “ação do povo”. Segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, na tradição cristã, significa que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”.

O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Sacrosanctum Concilium, recorda que a liturgia é “o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo”. “Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros.”

Por esse motivo, a liturgia jamais pode ser uma ação individual ou personalista, uma vez que mesmo que o ministro celebre o rito sozinho, sempre o fará como corpo de Cristo. De igual modo, a liturgia precede e supera o ser humano, pois é “dom que vem do alto” e “mistério de salvação”. Por essa razão, ela não pode ser modificada ou negligenciada.

 

UNIDADE

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Helmo Cesar Faccioli, Assistente Eclesiástico da CAL, ressaltou que a liturgia possui uma unidade que foi construída ao longo de 20 séculos de existência da Igreja. “Existe, na diversidade das culturas, a unidade dos gestos, da oração. No mundo inteiro, reza-se a mesma liturgia. As mesmas leituras e orações que fazemos aqui são feitas no Japão, na China e em qualquer parte do mundo”, explicou.

Tal unidade não impede que haja adaptações, sempre com a finalidade de permitir que povos compreendam e vivenciem cada vez mais os santos mistérios. “Em algumas culturas, por exemplo, o beijo no altar é um gesto de veneração; em outras, esse gesto pode representar exatamente o oposto. Já para os asiáticos, o gesto de se inclinar é muito mais respeitoso que o beijo”, enfatizou, recordando que é sempre a autoridade da Igreja quem dá a última palavra para que tais adaptações sejam introduzidas nos formulários litúrgicos.

 

CONSCIÊNCIA

A liturgia cristã não pode ser confundida com uma encenação, nem seus símbolos entendidos como mera representação de uma realidade sagrada. “Na liturgia, o símbolo significa uma eficácia, é um sinal que realiza uma ação, e essa ação é sempre uma ação de Jesus Cristo. Se determinado símbolo não transmitir nada, a liturgia pode também cair no risco de fazer sem significar”, alertou Padre Helmo.

O documento conciliar ressalta a preocupação da Igreja para que os fiéis “não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, piedosa e ativamente, por meio de uma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos na Palavra de Deus”.

Nesse sentido, a formação catequética dos fiéis a respeito do sentido da liturgia é uma das missões da Comissão.

 

NA ARQUIDIOCESE

Além de cuidar da organização das grandes celebrações da Arquidiocese, a CAL realiza formações e animações litúrgicas em âmbito arquidiocesano, regional e setoriais, com o auxílio de especialistas.

Em 2019, os dois encontros arquidiocesanos, nos dias 23 de março e 14 de setembro, irão abordar o tema da Liturgia da Palavra, voltado para aquelas pessoas que proclamam a leituras nas celebrações. “Haverá, ainda, no dia 6 de abril, um terceiro encontro sobre música litúrgica, destinado a todos os responsáveis pelo canto litúrgico das paróquias e comunidades da Arquidiocese”, informou Padre Helmo.

No âmbito regional, também acontecem formações periódicas. No ano passado, por exemplo, houve na Região Episcopal Sé quatro encontros sobre espaço litúrgico.

 

ORIENTAÇÕES

Padre Helmo enfatizou que a equipe da CAL está à disposição de padres e agentes de pastoral para tirar dúvidas sobre liturgia. “A Comissão tem a disponibilidade de fazer animações locais. É só nos chamar”, disse.

A CAL também é procurada para dar orientações a respeito de eventuais reformas que afetem diretamente o espaço litúrgico dos templos. “Por exemplo, quando é apresentado para a Arquidiocese o projeto de alguma mudança no templo que altere o espaço litúrgico, geralmente somos consultados para fazermos nossas observações”, explicou o Assistente.

 

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Arquidiocese da Paraíba emite nota sobre reportagem de televisão

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29 de janeiro de 2019

Em nota pública, divulgada na segunda-feira, 21, o Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, teceu comentários sobre a reportagem veiculada pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, no domingo, 20, a respeito da investigação do Ministério Público do Trabalho sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres e pelo Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto.

Dom Manoel observou que a reportagem teve pleno acesso a detalhes do processo judicial que corre em segredo de Justiça e disse que o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, “violou explicitamente o sigilo ao conceder indevidamente entrevista, inclusive, atribuindo à Juíza do Trabalho, que prolatou a decisão, a responsabilidade pela divulgação ilegal de informações protegidas”.

A respeito do conteúdo veiculado, a Arquidiocese da Paraíba informou que “foi instaurado o processo canônico devido, desde o recebimento da primeira denúncia, para apuração dos fatos mencionados. Nitidamente, o protagonista da reportagem, o Eduardo Varandas, pinçou trechos de depoimentos prestados sem o crivo do contraditório, omitindo deliberadamente as inúmeras contradições dos depoimentos apresentados perante o Ministério Público do Trabalho e perante a Justiça do Trabalho, para conferir à matéria o enredo que mais interessava e tentar condenar previamente a Igreja Católica, sem a devida análise pela Justiça até a última instância. A Arquidiocese defenderá de forma veemente a aplicação do direito e confia plenamente na Justiça”.

A íntegra da nota pode ser acessada no site da Arquidiocese da Paraíba.

 

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Dom Odilo preside Páscoa dos Militares na Catedral da Sé

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27 de setembro de 2018

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu na sexta-feira, 21, na catedral da Sé, a Missa pela “Páscoa da Família Militar”. A tradição nasceu a partir da necessidade dos militares que, estando em missão durante o período pascal, queriam celebrar a Páscoa junto da comunidade eclesial e de seus familiares. A primeira “Páscoa dos Militares” foi celebrada em 1945, no Rio de Janeiro, com aqueles que voltaram da 2ª Guerra Mundial. Ficou então convencionado que a “Páscoa dos Militares” seria em período diferente do tradicional. 

Representantes da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana lotaram a Catedral da Sé. No início da celebração, todos cantaram o hino nacional brasileiro e, solenemente, foram trazidas a bandeira do Brasil e outras bandeiras, além da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
 

PELO BEM COMUM

“Essa celebração é um privilégio particular dado aos militares, devido às suas particularidades”, disse o Cardeal durante a homilia. Ele salientou ainda que a Páscoa é o centro da fé católica. “Assim, mais importante do que o calendário litúrgico é o que nós professamos com a Páscoa: que Jesus ressuscitou e apareceu vivo aos seus!”.

Ao falar sobre o significado da Páscoa, o Arcebispo recordou que a vida na pátria terrena prepara a vida eterna da Pátria celeste. “A ressurreição de Jesus é o anúncio daquilo que Deus tem preparado para cada um de nós. Por isso, São Paulo diz que Jesus é o primogênito entre nós, o primeiro a ressuscitar”, continuou. 

Dom Odilo convidou a todos a serem promotores da paz e do bem comum. "Quero convidar a todos a vivermos de maneira consequente esse chamado, preocupados com o bem comum, com o respeito à ordem, à justiça e à dignidade. Que vivendo nossa missão, possamos contribuir para que nossa Pátria celeste seja um lugar de felicidade. Que os males sejam superados e que o Brasil, lugar de gente tão boa, possa ser um lugar de alegria”, afirmou.

No fim da celebração, Padre Reni Nogueira dos Santos, Capelão do Comando Militar do Sudeste - São Paulo (SP), agradeceu a presença de todos e recordou o aniversário natalício de Dom Odilo, comemorado naquele dia.

 

ORDINARIADO MILITAR DO BRASIL

O Ordinariado Militar do Brasil é uma Circunscrição Eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, subordinada diretamente à Santa Sé, e participa do Conselho Episcopal Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Sé Episcopal está na Catedral Militar Rainha da Paz, na cidade de Brasília, no Distrito Federal. O Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando José Monteiro Guimarães, é o responsável por todas as capelanias militares católicas do Brasil. 

Mais detalhes pelo site: Arquidiocese Militar do Brasil
 

 

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Sínodo arquidiocesano é assunto em destaque em reunião do clero

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13 de setembro de 2018

O clero atuante na Região Episcopal Sé reuniu-se, no dia 5, para refletir sobre o sínodo arquidiocesano, na Catedral da Sé, com a coordenação do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

O café da manhã foi oferecido pela Missão Belém, no marco da misericórdia da Arquidiocese de São Paulo, o Edifício Nazaré, que funciona 24 horas por dia e acolhe os moradores em situação de rua e os encaminha para os sítios da Missão Belém.

A reunião começou com a acolhida feita por Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar de São Paulo na Região Sé, seguida da oração conduzida pelo Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral da Sé, e pelo Padre Helmo César Faccioli, Auxiliar do Cura da Catedral.

Em seguida, Padre Baronto fez uma breve apresentação do histórico e da atuação pastoral da Catedral da Sé.

Dom Odilo acolheu a todos e explicou sobre os encaminhamentos do sínodo arquidiocesano. Fez ainda a leitura do Regulamento das Assembleias Paroquiais do sínodo e do Instrumento de Trabalho das Assembleias Paroquiais do sínodo.

Na sequência, Padre José Roberto Pereira, Coordenador Regional de Pastoral, comunicou alguns avisos pertinentes à Região Sé.

O encontro terminou com a Celebração Eucarística do Aniversário da Dedicação da Catedral da Sé, presidida por Dom Odilo e concelebrada por Dom Eduardo e os padres atuantes na Região Sé.

 

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12º ‘Abraça São Paulo’ celebra 40 anos da Canção Nova

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18 de abril de 2018

No domingo, 15, o “Canção Nova Abraça São Paulo” aconteceu no Espaço das Américas. Sob o tema “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20), o evento celebrou 40 anos da Comunidade Canção Nova, os 50 anos dos encontros do Padre Jonas Abib com jovens do Liceu Sagrado Coração de Jesus e os 25 anos da presença da Canção Nova na Capital Paulista.

Na ocasião, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu aos fundadores da Canção Nova - Monsenhor Jonas Abib, Wellington Silva Jardim e Luzia Santiago - o título de cidadãos paulistanos, uma homenagem, em forma de agradecimento, pelo bem que a Comunidade tem feito ao município.

O evento contou com diversos momentos de oração e formação: Padre Marcelo Rossi e Padre Adriano Zandoná conduziram o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. Padre Fábio Camargos rezou levando o público a uma experiência com o Abraço do Pai das Misericórdias. A animação do Ministério de Música da Canção Nova ficou por conta dos cantores Thiago Tomé, Ana Lúcia, Juliana de Paula, Márcio Todeschini e Pitter Di Laura.

O dia de festa e de confirmação dessa união entre São Paulo e a Canção Nova foi encerrado com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer. “Crer em Jesus não é simplesmente crer intelectualmente, mas voltar-se de todo coração, arrepender-se dos pecados e acolher o dom da Salvação, para assim vivermos a Misericórdia Divina que é para todos”, disse na homilia.

 

Hosana São Paulo e próximos eventos da Canção Nova

No final da celebração, a Canção Nova anunciou o evento ‘Hosana São Paulo’ previsto para o dia 26 de agosto. Para o dia 2 de junho, os missionários preparam uma noite de vigília na Basílica Nossa Senhora da Penha, na zona Leste. No bairro da Liberdade, a Canção Nova realiza todas as segundas e quartas-feiras, às 19h30, a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora do Líbano, próximo ao Metrô São Joaquim.

 

Canal 59.1 da TV Canção Nova

No evento, também foi anunciado o lançamento da TV Canção Nova na cidade de São Paulo, que, até agora, só era disponibilizada por assinatura. “É uma feliz oportunidade para a Canção Nova ter um canal [59.1] na maior cidade da América Latina. A Canção Nova não é um aglomerado de paredes nem de aparelhos. Para aonde formos vamos levar esse carisma”, afirmou Padre Fábio de Melo, um dos pregadores do evento.

(Colaboraram: Malu Sousa e Rodrigo Luiz do Santos)

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Arquidiocese de São Paulo realiza formação litúrgica

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23 de fevereiro de 2018

A Comissão Arquidiocesana de Liturgia da Arquidiocese de São Paulo promoverá, em 10 de março, o 1º Encontro de Formação Litúrgica Arquidiocesana, com o tema “O espaço litúrgico e a celebração da palavra de Deus”. As atividades terão início às 08h30 e seguem até às 13h.

O evento é destinado a todos os responsáveis pela animação litúrgica das comunidades e paróquias da Arquidiocese. A assessoria será feita pelo Padre Thiago Faccini, Especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra, além de perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

Os interessados devem se inscrever pelo e-mail secretariapastoralbelem@gmail.com  ou pelo fax (11) 2683-0287 (ambos destinados aos cuidados de Geane), contendo as seguintes informações: nome, paróquia, número de telefone e e-mail. Além disso, está sendo pedido aos participantes uma contribuição de R$ 10,00, um prato de doce ou salgado e um refringente para o momento do lanche comunitário.

O local escolhido para sediar o encontro é o Centro Pastoral São José, localizado na Avenida Álvaro Ramos, 366, próximo ao Metrô Belém. 

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PUC-SP e Arquidiocese promovem evento sobre a superação da violência

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23 de fevereiro de 2018

Para refletir e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)  e a Arquidiocese de São Paulo, em parceria com a Coordenação para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, promoveram um dia de atividades sobre a “Fraternidade e Superação da Violência”, na terça-feira, 20.

“Pela superação da violência institucional: diminuição da população prisional, fim da política prisional, desmilitarização e não criminalização das pessoas pobres e das lutas populares” foram as linhas centrais abordadas nas palestras que aconteceram das 9h às 12h e das 19h às 22h. No período da tarde, a programação contou com atividades culturais como filmes, documentários e debates.

Os estudantes, principalmente os recém-chegados à Universidade, participaram em grande número, bem como os demais estudantes de diferentes cursos, professores e membros de pastorais, organizações e movimentos sociais. Pela manhã, após a saudação da Professora Alexandra Geraldini, Assistente Doutora que representou a Professora Maria Amália Abib, Reitora; de Dom Luiz Carlos Dias, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Belém; e do Professor Luiz Antônio Amaral, Assessor da Pastoral da Educação no Regional Sul 1 da CNBB, os convidados para a mesa puderam expor o tema conforme a programação.

Dom Luiz Carlos recordou a história da Campanha da Fraternidade, iniciada em uma pequena comunidade do Rio Grande do Norte, na década de 1960. “A Campanha da Fraternidade difunde a cultura da fraternidade e deseja instalar uma base para superar os males que nos atingem”, disse. Ele salientou também o fato de a Igreja estar atenta às realidades sociais contemporâneas e propor caminhos de superação para problemas como a violência, por exemplo.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, explicou os objetivos principais da Campanha da Fraternidade e que o tema deste ano foi escolhido porque a Igreja tem a consciência de que a violência nunca é uma resposta justa. “Toda violência ultrapassa os limites – fere a dignidade das pessoas e, por isso, não pode ser um recurso nem uma opção válida e digna diante de qualquer situação, qualquer que seja a situação”, disse o Bispo que também foi um dos debatedores do evento.

Ele chamou atenção para a cultura da violência que parece estar enraizada, muitas vezes, na prática das pessoas e recordou os referenciais contidos na Palavra de Deus e na Doutrina Social da Igreja: “A Igreja é defensora dos marginalizados, dos mais fracos, e isso tudo constitui um patrimônio que não é apenas dela. É bom ressaltar que a violência não é um acontecimento exclusivo dos nossos tempos. A Igreja, ao longo da sua história, já vivenciou e enfrentou muitas formas de violência contra as pessoas.”

“Essa instituição [PUC-SP] tem por tradição a questão dos direitos humanos. O evento de hoje é bastante inspirador, pois teremos muitas perspectivas: a religiosa, a social e a jurídica.  Preparamos uma programação diversificada com momentos de descontração, culturais, palestras e a constante discussão de temas relevantes para todos nós”, afirmou a Professora Alexandra Geraldini.

Dados
“As múltiplas formas de violência no Brasil contemporâneo” foram comentadas pelo Professor Pedro Estevam Serrano, Docente da Faculdade de Direito da PUC-SP, que apresentou, como ele mesmo disse, “apenas uma pequena parte” de uma pesquisa mais ampla que desenvolve acerca do tema.
Sobre a questão das prisões, o Professor Serrano recordou que o Brasil é o terceiro País que mais aprisiona no mundo. “Da década de 1990 até hoje, nós mais que quadruplicamos o número de presos e chegamos a 750 mil. Crescemos 7% ao ano.”

Para ele, a sociedade está regredindo quando precisa defender princípios básicos de civilização. “O fato de não reconhecermos os 60 mil mortos por ano no Brasil como uma forma de genocídio faz com que esses mortos percam a dignidade. Eles não têm memória nem nome. O nosso papel, na universidade, é dar nome a esse tipo de fenômeno, é mostrá-lo”, continou.

Fábio Pereira, estudante de Ciências Sociais e membro da Associação de Amigos e Familiares de Presos (Amparar), apresentou casos de violência dentro das prisões. Ele disse ser importante refletir antes de repetir chavões acerca do sistema prisional brasileiro, e comentou o fato de as pessoas serem mantidas em situação de cárcere antes de serem julgadas e a necessidade de apoio às famílias, algo que, poucas vezes, é dado pelo Estado.

Gustavo Diniz Junqueira, Defensor Público e Docente da Faculdade de Direito da PUC-SP, que falou sobre a não criminalização das pessoas pobres e das lutas sociais, recordou dados como o de a pena para o furto de um veículo automotor ser, por exemplo, maior do que a praticada por crimes de tortura ou a de manutenção de pessoas em situação análoga à escravidão.

“Esses desequilíbrios da legislação mostram que ela tende a servir mais a uma tutela patrimonial do que à tutela da dignidade, da integridade, da vida, da honra, da liberdade, da autonomia etc. E partindo daí, se o direito penal tem essa inclinação, é uma consequência quase inevitável a criminalização da pobreza”, afirmou Junqueira.

Outro exemplo trazido pelo Defensor foi o fato de ser comum que o suspeito fique preso por não conseguir provar residência fixa nem emprego formal. “Mas é claro que não, em um País de tantas e tantos milhares de sem--teto, quando o sujeito vai provar residência fixa? Ele não a tem, por isso vai ficar preso; e a não prova do trabalho formal, igualmente, é motivo reiterado nos Tribunais para se manter alguém preso”, explicou.

Alternativas
Já o tema da desmilitarização foi apresentado pelo Tenente Coronel Adilson Paes de Souza. Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e Mestre em Direitos Humanos pela USP, ele comentou sobre a necessidade de se repensar a segurança pública no Brasil. Alguns caminhos foram apontados para que isso aconteça, como a aplicação do Programa Estadual de Direitos Humanos, proposta de ação do Governo do Estado de São Paulo aprovada em 1997, mas, mesmo depois de 20 anos, ainda não aplicada.

“Também é importante que o Ministério Público exerça o controle da atividade policial, e precisamos começar a pautar a discussão sobre a unificação das polícias”, afirmou o Coronel, autor do livro “Guardião da Cidade - Reflexões Sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares”.

Sobre as alternativas que contribuam para mudar uma cultura de criminalização da pobreza, Junqueira disse que não vê um mecanismo que consiga isso a curto prazo. “Parece-me que, a médio e longo prazo, uma série de medidas podem ser tomadas em tantos campos de atuação e dentro da Universidade, como por exemplo, um ensino mais crítico sobre o papel do jurista e do operador do Direito. Até que ponto o Direito deve ser apenas um instrumento de manutenção como sempre
foi? Ou pode ter um papel transformador?”, questionou.

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Aos 67 anos, morre o Padre João Bosco dos Santos

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24 de dezembro de 2017

A Arquidiocese de São Paulo comunica o falecimento no sábado, 23 de dezembro, do Padre João Bosco dos Santos, aos 67 anos, no Hospital Santa Catarina, em decorrência de um câncer de próstata.

Nascido em Cachoeira Paulista (SP), em 5 de abril de 1950, Padre João Bosco foi ordenado sacerdote em 1982, aos 32 anos de idade.

Na Arquidiocese de São Paulo, atuou especialmente na Região Episcopal Belém. Foi pároco nas paróquias Santa Madalena, Natividade do Senhor, São José do Maranhão e São Benedito. Também colaborou na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O sepultamento do sacerdote foi em Cachoeira Paulista. Pelas redes sociais, amigos de sacerdócio e leigos que atuaram com o Padre João Bosco dos Santos recordaram da disponibilidade do presbítero em servir à Igreja e também de suas homilias, que faziam todos a aprofundar cada vez mais os valores da fé católica.

(Com informações do Padre Fausto Marinho)

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Ordenação Sacerdotal na Arquidiocese de São Paulo

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27 de novembro de 2017

Eram 11 os diáconos que foram ordenados sacerdotes na Arquidiocese de São Paulo, no sábado, 25, às 15h. Presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, a missa teve um rito próprio e foi concelebrada pelos bispos auxiliares e muitos outros sacerdotes que puderam renovar suas promessas sacerdotais e acolher os novos irmãos no ministério.

Conheça os Neossacerdotes 

Num dos momentos fortes da celebração, Dom Odilo, seguido de todos os demais concelebrantes impõe as mãos sobre os que foram ordenados e por eles rezam, silenciosamente. “Este é também um momento de acolhida fraterna. Os sacerdotes são irmãos e o que os une é o laço espiritual”, afirmou o Cardeal.

Enviados para as seis regiões episcopais da Arquidiocese, os neossacerdotes foram acolhidos com muita alegria por toda a comunidade de fiéis que participou da celebração.

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Curso de teologia para agentes de pastoral tem início em 7 de agosto

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04 de agosto de 2017

Na segunda-feira, 7, começará o Curso de Doutrina Social da Igreja (DSI), na Paróquia Nossa Senhora da Lapa. O curso terá duração de quatro meses, com orientação do Professor Carlos Camargo.

Carlos Camargo é Engenheiro Químico formado pela Escola Politécnica da UPS, com Mestrado em Teologia pela PUC-SP foi também membro do Pontifício Concelho Cor Unum de 2008 a 2016 e da Diretoria da Caritas Arquidiocesana de São Paulo em 2011.

Desde de 1995, o projeto tem o objetivo de aproximar os participantes da Palavra de Deus, aprofundando o conhecimento da Doutrina Social da Igreja (DSI) pelo estudo dos documentos do Magistério e promovendo a reflexão sobre os aspectos estruturais da sociedade contemporânea, as estruturas do pecado e as respostas da Igreja.

O programa é apoiado pela Arquidiocese de São Paulo e pela Pastoral Fé e Política da Região Episcopal Lapa.

Programação

Durante os quatro meses de formação, as abordagens serão divididas pela proximidade dos assuntos. Logo no início, as relações sociais e religiosas – estudo sobre o pensamento de Gregório XVI, Pio XI e Leão XIII.

Posteriormente, a relação Concílio Vaticano II – João XXIII, João Paulo II e Bento XVI. Além dos conceitos do Papa Francisco e de Globalização.

Os perigos das redes sociais e dimensão de pecado, partilha e avaliação serão os temas finais abordados no curso.

LEIA A ÍNTEGRA DA PROGRAMAÇÃO

Inscrições

Os interessados em participar do curso devem fazer reserva de vagas previamente pelos seguintes contatos:

(11) 3865- 1542, com Rosinha

(11) 3022-6821/ (11) 3554-8269, com Caci – caciamaral@uol.com.br

m.angela.palma@gmail.com – com Maria Ângela

O curso será na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Afonso Sardinha, 62, Lapa), às segundas-feiras, das 20h às 22h. Outras turmas, em outros locais, serão organizadas se houver número suficiente de alunos.

(Com informações da Pastoral Fé e Política)

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