Novo Arcebispo de Paris é médico especialista em Bioética

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11 de janeiro de 2018

“Ninguém na minha família era praticante, exceto minha mãe, que ia à missa aos domingos. Nunca fui coroinha nem escoteiro e não frequentei uma escola católica”, contou Dom Michel Aupetit, novo Arcebispo de Paris. Com um percurso diferente da maioria dos bispos, Dom Michel se formou em Medicina e atuou como médico durante 12 anos. Ele se especializou em Bioética e ensinou essa disciplina no Hospital Henri Mondor de Créteil. 

Aos 39 anos, decidiu entrar no seminário para se tornar sacerdote: “Deus me chamou para ser padre quando eu era médico”, disse em uma entrevista ao canal de televisão KTO . Cinco anos depois, Dom Michel recebeu sua ordenação sacerdotal na Arquidiocese de Paris. Ele realizou seu ministério em diferentes paróquias da Arquidiocese durante mais de dez anos, tendo sido, também, capelão em diferetes escolas de Paris. 

Em 2013, foi nomeado Bispo Auxiliar de Paris e recebeu sua ordenação episcopal das mãos do Cardeal André Vint-Trois, seu predecessor. Foi nomeado Bispo de Nanterre, em 2014, e, finalmente, Arcebispo de Paris no dia 7 de dezembro. A missa de instalação do novo Arcebispo foi celebrada no sábado, 6. Dom Michel convidou os presentes a “reconhecer a dignidade divina nos mais fracos, nos mais pobres e nos mais frágeis”.

Fontes: La Croix/ Catholic Herald
 

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Dom Odilo participa da inauguração da II Mostra sobre Dom Bosco

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20 de outubro de 2017

No final da tarde do domingo, 15, o Reitor-Mor, Padre Ángel Fernández Artime, inaugurou a II Mostra sobre Dom Bosco “A Utopia e a Realidade na Missão Salesiana”, no Museu da Obra Salesiana no Brasil, em São Paulo.

A exposição, dividida em diversos espaços, mostra traços do carisma salesiano na formação da Inspetoria de São Paulo e também o trabalho missionário realizado em diversas regiões do Brasil.

Na mostra, dividida em cinco blocos (O Grande Mestre, As Missões, Liturgia, Gabinete de Curiosidades e Educação), houve a preocupação de apresentar os pioneirismos dos primeiros salesianos, seja nas missões junto a povos indígenas, seja com religiosos e educadores voltados para a população mais carente, que crescia na cidade de São Paulo no final do século XIX, com a libertação dos escravos e com a vinda dos imigrantes europeus.

A placa de inauguração da mostra foi revelada pelo Padre Ángel, juntamente com o Cardeal Odilo Pedro Scherer, enquanto o corte da fita inaugural foi realizado pelo Padre Ángel e pelo Inspetor Salesiano, Padre Edson Castilho.

Estiveram presentes o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer; o Exarca Apostólico da Igreja Armênia de Rito Oriental Católica, Dom Vartan Boghossian; o Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom Eduardo Vieira dos Santos; os Bispos Salesianos Dom Milton Santos, Arcebispo de Cuiabá; Dom Antonio Carlos Altieri, Arcebispo Emérito de Passo Fundo; Bispo Emérito de São Miguel Paulista, Dom Fernando Legal; Bispo da Diocese de Santos, Dom Tarcísio Scaramussa; além de sacerdotes salesianos, Filhas de Maria Auxiliadora, Irmãs da Caridade de Jesus e muitos educadores, colaboradores das casas salesianas e membros da comunidade em geral.

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Sínodo Arquidiocesano: um caminho feito em comunhão

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15 de junho de 2017

Despertar uma nova consciência dos católicos sobre a vida e a missão da Igreja em São Paulo e provocar um processo de conversão e renovação pastoral. Esses são os principais frutos que o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, espera do Sínodo Arquidiocesano, convocado por ele na quinta-feira, 15, durante a missa da Solenidade de Corpus Christi, na Praça da Sé. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Odilo explicou como se realizará o Sínodo, com várias etapas até a assembleia sinodal que concluirá o caminho ao longo de quase três anos. Segundo o Arcebispo, o povo nas paróquias, comunidades e realidades eclesiais de base poderá participar das atividades sinodais. “O Espírito Santo é o principal protagonista do Sínodo e é ele quem move a Igreja a se converter e renovar”, destacou.

Confira a entrevista.

 

O SÃO PAULO – A partir da convocação, quais serão os próximos passos do sínodo arquidiocesano?

Cardeal Odilo Pedro Scherer – O Sínodo deverá ser uma grande ação eclesial de nossa Arquidiocese na busca conjunta da melhor forma de correspondermos à vida e à missão da Igreja em nosso tempo. Na sua realização, são previstos diversos passos: uma etapa prévia de motivação, divulgação, oração e tomada de consciência sobre o próprio Sínodo; uma dupla etapa preparatória, em âmbito de paróquias e de vicariatos episcopais; finalmente, haverá a assembleia sinodal arquidiocesana propriamente dita. Prevê-se um caminho longo e complexo de cerca de três anos até à conclusão do Sínodo.

Quais serão o tema e o lema do sínodo?

O Sínodo será dedicado à vida e à missão da Igreja na Arquidiocese de São Paulo. De maneira estrita, o tema terá esta formulação: “Sínodo da Arquidiocese de São Paulo: caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”. E o lema será: “Deus habita esta Cidade. Somos suas testemunhas”.

Como as pessoas dos diferentes âmbitos da vida eclesial poderão participar desse caminho sinodal?

É desejada uma ampla participação, que poderá acontecer de muitos modos. Primeiramente, pelo interesse para compreender melhor a proposta do Sínodo; para isso, haverá matérias à disposição de todos. Mas, é muito importante que todos rezem ao Espírito Santo pelo bom êxito do Sínodo. O Espírito Santo é o principal protagonista do Sínodo, e é ele quem move a Igreja a se converter e renovar, a corresponder e realizar melhor sua vida e sua missão. No âmbito das paróquias, comunidades e realidades eclesiais de base, haverá ampla possibilidade e necessidade de envolvimento do povo nas ações sinodais; no âmbito dos vicariatos regionais e ambientais, bem como no âmbito arquidiocesano, a participação será por representação, conforme regulamento do Sínodo.

Como será a assembleia sinodal?

Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de chegar à assembleia sinodal propriamente dita, última etapa do Sínodo. Na assembleia sinodal arquidiocesana, serão apresentados e analisados os relatórios das etapas anteriores e serão elaboradas propostas para os encaminhamentos pós-sinodais.

O senhor destaca a necessidade de uma grande revisão da pastoral na Arquidiocese. Por quê?

Vivemos um período de “mudança de época”, como já se afirmou na Conferência de Aparecida, em 2007. Tendo em vista as grandes transformações sociais, culturais e religiosas do nosso tempo, e levando em consideração os fortes apelos da própria Igreja para a promoção de uma nova evangelização, é preciso perguntar: isso também diz respeito a nós, aqui em São Paulo? Um amplo discernimento sobre a vida e a organização pastoral será útil para saber como estamos, de fato. Não podemos fazer de conta que nada mudou e que tudo continua como sempre foi. Na passagem para o novo milênio cristão, houve a indicação de grandes metas e diretrizes para a vida e a missão da Igreja neste período da história da humanidade. Será que que essas metas estão presentes em nossa evangelização e vida pastoral? A Conferência de Aparecida convocou a Igreja da América Latina e do Caribe a uma renovação missionária, uma verdadeira conversão pastoral e missionária: será que estamos realizando esse processo? O Papa Francisco nos conclama a vivermos a alegria do Evangelho como uma “Igreja em saída missionária”: será que isso nos diz respeito e já está acontecendo? Existe uma profunda crise de fé em boa parte do povo cristão e católico, e se constata que a evangelização está insuficiente, também em São Paulo: isso tem algum significado para nossa ação pastoral? Os casamentos na Igreja, os batizados, as primeiras comunhões, as vocações sacerdotais e à vida consagrada estão em queda acentuada: o que está acontecendo e o que vamos fazer? O Sínodo poderá ser de grande ajuda para responder essas e outras questões.

Quais são os principais frutos que se esperam desse Sínodo?

Espera-se, com a ajuda de Deus, uma nova consciência do povo católico sobre a vida e a missão da Igreja em São Paulo, e também provocar um processo de conversão e renovação pastoral. Daí poderá resultar uma revisão das diretrizes e orientações pastorais em vários sentidos e uma eventual reestruturação da organização pastoral da Arquidiocese. Mas, para se chegar a esses frutos, será preciso semear muito e percorrer o caminho sinodal, com paciência e fé, contando com a ajuda do Espírito Santo.

Será publicado um documento final do Sínodo?

Ao longo do caminho sinodal deverão ser produzidos e publicados diversos subsídios. Espera-se chegar a boas conclusões sinodais, que também serão publicadas. Mais importante que os textos, porém, deverão ser as novas atitudes pastorais e a renovação da consciência eclesial. Esses deverão ser os frutos principais e esperamos que eles apareçam com o passar do tempo, com a graça de Deus, o esforço de todos e a paciência da fé.

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