Leigos: testemunhas de Deus na cidade

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30 de novembro de 2018

“O Ano do Laicato acabou, porém, a nossa missão de ser cristãos leigos e leigas, de acordo com o nosso carisma e vocação, continua na Igreja e na sociedade.”

A frase foi escrita em um dos cartazes que foram feitos para convidar membros de organizações de leigos, associações de fiéis, movimentos e novas comunidades para o encerramento do Ano Nacional do Laicato, vivido desde o dia 26 de novembro de 2017 pela Igreja Católica no Brasil. A data foi escolhida por coincidir com as comemorações do Dia do Leigo, celebrada anualmente na festa litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo.

O encerramento na Arquidiocese de São Paulo foi marcado pela missa presidida pelo Cardeal Scherer, no domingo, 25, às 11h, na Catedral da Sé. Na Solenidade de Cristo, Rei do Universo, o Cardeal agradeceu a todos os leigos e leigas que se dedicam à evangelização na cidade de São Paulo.

A missa foi concelebrada por outros padres e teve a participação de leigos representantes dos vários organismos e comunidades da Arquidiocese. Velas acesas e recipientes com sal foram levados durante a procissão de apresentação das ofertas da missa, para recordar que os leigos são chamados a ser “sal e luz” para o mundo, tema escolhido e refletido durante o Ano Nacional do Laicato.

Na homilia, o Cardeal afirmou que é missão de todos promover o Reino de Deus, reino de justiça, amor e paz. Ele salientou, também, que os leigos têm um papel essencial na Igreja e que, com o trabalho cotidiano dos leigos, pode-se evangelizar em todos os lugares.

“Estamos comemorando os cristãos leigos e leigas, todos discípulos de Cristo Rei, para que com a sua presença nas muitas realidades do mundo e com seus pensamentos e atitudes, sejam sal, luz do mundo, fermento no meio da massa. Que possam, mais e mais, inserir o sal e o fermento bons do Evangelho e do Reino de Deus. Queridos irmãos leigos e leigas, esta é a tarefa da Igreja e de todos os batizados que são chamados a fazer aparecer o seu testemunho do Reino de Deus no meio do mundo. Somos testemunhas de Deus na cidade, oxalá se todos nós compreendêssemos e assumíssemos o significado disso”, afirmou Dom Odilo.

No fim da celebração, Marcelo Cypriano Motta, membro da Comissão Arquidiocesana do Ano Nacional do Laicato, agradeceu em nome de todos e falou sobre o fato de o Ano Nacional do Laicato ter coincidido com o sínodo arquidiocesano. “A simultaneidade do Ano do Laicato com a tomada de consciência da sinodalidade, como dimensão constitutiva e caminho da Igreja do terceiro milênio, enriqueceu sumamente o Ano, pois pudemos sentir como nossos pastores agiram sob a Graça, demonstrando saber ouvir o que o Espírito Santo diz à Igreja, seja no nível universal, seja no nível intermédio da Conferência Episcopal que propôs o Ano do Laicato, seja, ainda, no nível particular da nossa Igreja em São Paulo, que acertou duplamente ao convocar o sínodo arquidiocesano, já que este, também, veio a coincidir tanto com o Ano do Laicato quanto com a entrada da Igreja inteira num tempo sinodal”, disse.

No sábado, 24, a Comissão promoveu atividades no Colégio Luiza de Marillac, na zona Norte de São Paulo. Uma feira com workshops para mostrar os diferentes organismos da Arquidiocese e apresentações musicais marcaram a programação que contou, ainda, com apresentação de bandas e dos ministérios de música, e adoração ao Santíssimo Sacramento.

Frei Agostinho da Grande Mãe de Deus, membro da Comunidade Voz dos Pobres e da Comissão, explicou que o evento reuniu grupos diferentes e que deve se repetir nos próximos anos.

 

 

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Ano Nacional do Laicato em destaque na Noite Teológica do Itelsé

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10 de outubro de 2018

No dia 1º, o Instituto de Teologia para Leigos da Região Sé promoveu a Noite Teológica, no Colégio Maria Imaculada, com o tema: “Ano Nacional do Laicato”. A assessoria foi do professor João Décio Passos. 

O papel do leigo na Igreja como sujeito, tal qual é ensinado pelo Concílio Vaticano II, e a Igreja como parcela da sociedade que acolhe o Reino de Deus e tem a missão de anunciá-lo foram dois elementos, entre tantos, discutidos na Noite Teológica. A orientação do Papa Francisco para uma “Igreja em saída” procura cumprir essa missão de anúncio do Reino e evitar que a Igreja se torne autorreferencial e clericalista. 

O conferencista traçou brevemente a função dos leigos ao longo da história recente da Igreja, desde a consideração de “braço da hierarquia”, passando pela 

Ação Católica e outros movimentos que anteciparam e prepararam o Concílio Vaticano II.

(Colaborou: Padre Sérgio Bradanini) 
 

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ITELSÉ promove Noite Teológica

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01 de outubro de 2018

O Instituto de Teologia para Leigos da Região Episcopal Sé (ITELSÉ), promoveessa segunda, 1, às 19h30, uma Noite Teológica, no Colégio Maria Imaculada, na Avenida Bernadino de Campos, 79 – Próximo à Estação Paraíso do Metrô.

O encontro terá a assessoria do Professor João Décio, que falará sobre o tema: “Ano Nacional do Laicato”. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone: 3826-4999, ou pelo site da região sé.

 

O ITELSÉ

O Instituto de Teologia para Leigos tem como objetivo proporcionar um aprofundamento Teológico- Pastoral, pretendendo contribuir com a ação evangelizadora dentro do território da Região Episcopal Sé.

Além da noite teológica, o Instituto oferece um curso permanente, com duração de três anos, dirigido pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Vigário Episcopal para a Região Sé, Dom Eduardo Vieira dos Santos, as aulas são ministradas no Colégio Maria Imaculada, às segundas-feiras, das 19h30 às 21h45.

Ao longo dos três anos de formação, os participantes têm a oportunidade de estudar sobre a Introdução à Teologia, no primeiro ano de curso. No ano seguinte, a História de Israel e por fim, a temática de Jesus Histórico - Introdução ao Novo Testamento. Há também cursos opcionais de Teologia Bíblica, com os professores Padre Shige Nakanose e Maria Antonia Marques e Teologia sistemática (Cristologia, Eclesiologia, Missiologia e Pneumatologia), com o Professor Padre Paulo Parise.

Conheça o folder explicativo sobre o curso em 2018

Veja a programação do curso para o ano de 2018

 

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Clero e leigos testemunham o Evangelho

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14 de abril de 2018

No segundo meeting point realizado durante a 56a Assembleia Geral da CNBB, na sexta-feira, 13, em Aparecida (SP), Dom Severino Clasem, Bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, e Marilza Schuina, Presidente do Conselho Nacional de Leigos da CNBB, falaram sobre o Ano Nacional do Laicato.

Dom Severino afirmou que, no momento em que vive a Igreja, falar em protagonismo dos leigos significa convidá-los a testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo e assim, redescobrir a pessoa de Jesus de Nazaré. “A grande maravilha que a Igreja cada vez mais está querendo destacar e evidenciar é o protagonismo dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na evangelização”, disse.

O Bispo apontou três documentos da CNBB que falam sobre a presença dos leigos: os documento 100, 105 e 107. Ele enfatizou que, nestes documentos, o leigo é apresentado como fundamental na vida da Igreja e na sociedade de forma geral.

Marilza Schuina, por sua vez, recordou uma passagem do documento 105: “A realidade eclesial, pastoral e social dos tempos atuais se torna também um forte apelo à uma avalização, aprofundamento e abertura do ano do laicato”.

Ela falou sobre os objetivos do Ano Nacional do Laicato, que são: “confirmar a eclesiologia de Povo de Deus” e “aprofundar a identidade, vocação, a espiritualidade e a missão dos Cristãos e Leigos”.

Marilza recordou os eventos que acontecerão durante o ano. Os seminários em grande parte dos regionais da CNBB; a semana missionária, que acontecerá de 22 a 29 de julho, e a Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, que será realizada em Aparecida (SP), de 22 a 25 de novembro.

 

Na Arquidiocese de São Paulo

Na Arquidiocese de São Paulo, a Comissão para o Ano do Laicato também está preparando eventos e trabalhando para que os leigos se envolvam sempre mais com as atividades eclesiais, bem como assumam sua missão de ser “sal e luz” no mundo.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Marcelo Cypriano Motta, membro da Comissão formada para o Ano Nacional do Laicato na Arquidiocese, destacou que “o leigo precisa ser acompanhado principalmente na ação do Espírito que age nele e que o impele para realizar-se na Igreja de Cristo”.

“Amar a Igreja é o dom e, ao mesmo tempo, um critério do cristão, como ensinou Santo Agostinho, nesta sentença que pode ser lida no documento conciliar sobre a Formação dos Sacerdotes, o Decreto Optatam totius, 8: ‘Na medida em que alguém ama a Igreja de Cristo, nesta mesma medida possui o Espírito Santo’”, recordou Marcelo Cypriano.

(Colaborou: Jenniffer Silva)

 

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Leigos são sujeitos e não beneficiários da missão da Igreja

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16 de março de 2018

A vida e a missão dos cristãos leigos na Igreja e na sociedade foram a temática do Simpósio do Ano Nacional do Laicato, realizado pela Arquidiocese de São Paulo nos dias 10 e 11, no campus Santana da PUC-SP.   

O evento reuniu representantes das diferentes organizações dos leigos presentes na Igreja em São Paulo – pastorais, movimentos, associações, novas comunidades e demais organismos – para aprofundarem o estudo do Documento 105 da CNBB, com o título “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – Sal da terra e luz do mundo (Mt, 13-14)”. Aprovado em 2016, o Documento foi trabalhado nas assembleias da CNBB em 2014 e 2015. 

O Simpósio contou com três conferências que apresentaram cada um dos três capítulos do Documento. O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, aprofundou o primeiro capítulo – “O cristão leigo, sujeito na Igreja e no mundo: esperanças e angústias”; Vinícius Rodrigues Simões, Coordenador Estadual da Renovação Carismática Católica (RCC) no Rio de Janeiro, falou sobre o segundo capítulo – “Sujeito eclesial: discípulos-missionários e cidadãos do mundo”; e Cláudio Zorzan, Professor da Faculdade de Teologia da PUC de Campinas (SP), tratou do terceiro capítulo – “Ação transformadora na Igreja e no mundo”.

Antes de falar propriamente do Documento 105, Dom Odilo apresentou uma contextualização sobre a vocação dos leigos na Igreja a partir do Concílio Vaticano II, especialmente da Constituição Dogmática Lumen Gentium . Ele recordou que os leigos sempre participaram da vida eclesial de muitas formas, não só a partir do Concílio, citando, por exemplo, a Ação Católica, organização laical que reunia os fiéis a partir dos seus diferentes âmbitos de atuação na sociedade. 

 

SUJEITOS ECLESIAIS

Segundo Dom Odilo, o Vaticano II retomou a presença e atuação do leigo na vida da Igreja a partir de um novo enfoque, ao reforçar o papel de todos os batizados na Igreja compreendida enquanto povo de Deus. “A vida e a missão da Igreja precisam ser assumidas por todos os batizados, superando uma ideia, que ainda não está superada, de que a Igreja não é uma organização do clero no qual os fiéis leigos são os beneficiários, os assistidos por essa Igreja. Usando outra linguagem, é como se a Igreja fosse uma espécie de mercado e o restante do povo fosse o freguês”, chamou a atenção.

Ainda sobre esse aspecto, o Arcebispo salientou que no corpo de Cristo, que é Igreja, existem diferentes carismas e responsabilidades, dentre os quais os dos ministros ordenados, que exercem a missão de Jesus Cristo, pastor e sacerdote, em favor de todo o povo de Deus. Nesse sentido, o Cardeal condenou uma compreensão equivocada da relação entre clero e leigos a partir de uma ideia de diferenças de classes, na qual a hierarquia é vista como uma “classe dominante” e o restante do povo seria a “classe dominada”. 

O Cardeal Scherer explicou que o objetivo do Documento 105 é reafirmar que o leigo é sujeito eclesial, não parte passiva da Igreja, nem objeto apenas da evangelização, mas membro vivo e participativo. 

DESTAQUES DO DOCUMENTO 105

“Queremos recordar e insistir que o primeiro campo e âmbito da missão do cristão leigo é o mundo. A realidade temporal é o campo próprio da ação evangelizadora e transformadora que compete aos leigos.” (63)

“Os cristãos leigos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo.” (102)

“O cristão leigo é o verdadeiro sujeito eclesial mediante sua dignidade de batizado, vivendo fielmente sua condição de filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores.” (119)

“Não é preciso ‘sair’ da Igreja para ‘ir’ ao mundo, como não é preciso ‘sair’ do mundo para ‘entrar’ e ‘viver’ na Igreja.” (166)

Outra característica importante do texto é afirmar a índole secular da missão dos leigos, isto é, sua presença e atuação no meio do mundo, no trabalho, na família, na educação, na cultura, nas ciências, na política e na transformação da sociedade, sem deixar de lado a missão interna da Igreja. “Leigos são a base da Igreja, como fermento na massa e sal da terra, que dá o sabor próprio do Evangelho, do Reino de Deus em todas as instâncias e realidades do mundo”, disse. 

 

CONSCIENTIZAÇÃO

Membro da Comissão Arquidiocesana para o Ano Nacional do Laicato e uma das organizadoras do Simpósio, Elisabete dos Santos destacou ao O SÃO PAULO que o Documento 105 demonstra a preocupação da CNBB para que todos os católicos se conscientizem sobre o valor e a missão dos leigos. Citando o sacerdote italiano Virginio Rotondi, Elisabete salientou que o cristão leigo, muitas vezes, “fica em cima do muro, de braços cruzados para ver o mundo lá embaixo, quando, na verdade, deve estar no meio do mundo para transformá-lo”.

 

 

 

 

 

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Comissão do Ano do Laicato tem reunião com Dom Odilo

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07 de dezembro de 2017

Em 29 de novembro, no Centro Pastoral São José, no Belém, o Cardeal Odilo Scherer realizou um encontro com o grupo referencial da comissão arquidiocesana do Ano Nacional do Laicato e os representantes de entidades laicais das seis regiões episcopais. 

Na ocasião, as duas linhas principais invocadas por Dom Odilo foram a de profundar a participação dos leigos na Igreja e na sociedade, notadamente na vida pública, de acordo com um grande esforço que tem partido da Pontifícia Comissão para a América Latina, da qual Dom Odilo é membro, para que ocorra essa transformação que urge ocorrer nos nossos países e ampliar, como um todo, a partir de um novo dinamismo e conversão missionários, o alcance das ações laicais.

Houve, ainda, momentos de reflexão e planejamento, de comum acordo, do programa básico a ser desenvolvido e dinamizado nas diversas comunidades da Igreja em São Paulo até o encerramento do Ano Nacional do Laicato. Conforme se pronunciou a Comissão arquidiocesana composta por oito integrantes, que são os animadores referenciais, o programa do Ano do Laicato para a Arquidiocese inclui seminários, vigílias, solenes celebrações litúrgicas, obras de misericórdia, com a participação das diversas expressões eclesiais e suas centenas comunidades, além do chamamento dos cristãos afastados. 

Dom Odilo ainda recordou que, segundo o tesouro da tradição, nunca pode ser esquecido na Igreja, tampouco nos objetivos deste Ano, o anúncio, a santificação e a caridade. A plena sintonia com o sínodo é, da mesma forma, condição sine qua non para o bom desenvolvimento do Ano. Ao final de duas horas, a Comissão referencial encarregou-se de encaminhar a Dom Odilo uma minuta das propostas para a programação básica do Ano, a ser definida e divulgada oportunamente.

 

(Com informações Marcelo Cypriano)

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