Faculdade de Direito Canônico ‘São Paulo Apóstolo’ comemora o seu quinto aniversário

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12 de abril de 2019

A primeira Faculdade de Direito Canônico reconhecida no Brasil pela Congregação para a Educação Católica completou 5 anos na segunda-feira, 8. A Faculdade de Direito Canônico “São Paulo Apóstolo”, da Arquidiocese de São Paulo, foi erigida canonicamente em 26 de fevereiro de 2014. Na mesma ocasião, foram aprovados, também por cinco anos, os estatutos da Faculdade.

Após 15 anos de funcionamento, a Sé Apostólica acolheu o projeto e o pedido da Arquidiocese de São Paulo para que o Instituto de Direito Canônico “Padre Giuseppe Benito Pegoraro” fosse elevado à condição de Faculdade Eclesiástica de Direito Canônico.

 

AÇÃO DE GRAÇAS

Uma missa, presidida por Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Santana e Presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas, desde 2011, foi celebrada pela manhã.

“Com alegria nos reunimos nesta manhã para render ação de graças pelo quinto aniversário da Faculdade de Direito Canônico ‘São Paulo Apóstolo’. Agradecer a todos os professores e estudantes que fazem parte desta história e que vieram participar da celebração”, disse Dom Sergio de Deus, no início da missa que contou com a presença de alunos, professores, funcionários e outras pessoas ligadas à Faculdade.

Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Ipiranga, e Cônego Martin Segú Girona, Decano da Faculdade, além de outros padres, concelebraram a missa, que aconteceu na Capela do Seminário de Teologia Bom Pastor, no Ipiranga, zona Sul de São Paulo.

Na homilia, ao refletir sobre a liturgia do dia, Dom Sergio recordou que nos dias que antecedem a Páscoa, “é preciso reavivar o dom recebido no Batismo, aquela chama que, por vezes, arrisca ser sufocada, alimentando-a com a oração e com a caridade em relação ao próximo”.

 

CRESCIMENTO

No fim da celebração, Cônego Segú agradeceu a todos os presentes o apoio, dado, desde sempre, pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano e Grão-Chanceler da Faculdade de Direito Canônico, bem como ao Padre Carlos Roberto Santana da Silva, Diretor da Faculdade e titular da Congregação para a Educação Católica.

Em 2019, foram matriculados 32 mestrandos e 4 doutorandos. No Instituto, em Marília (SP), são 34 os mestrandos. Ao todo, 66 estudantes estão matriculados. Durante os 5 anos de existência, colaram grau 29 mestres e 8 doutores.

Além disso, a Faculdade propiciou 11 cursos de extensão, além das cinco semanas do Direito Canônico, atividade promovida anualmente e aberta ao público em geral e publica, regularmente, a revista Suprema Lex.

O Cônego recordou, ainda, a visita do Cardeal Giuseppe Versaldi, atual Prefeito da Congregação para a Educação Católica, em novembro de 2018. “Ficamos todos surpresos, pois Vossa Eminência chegou duas horas antes do tempo marcado para a sessão solene. Chegou para conversar conosco e nos dizer oralmente que a Congregação para a Educação Católica estava satisfeita com nossa caminhada e incentivou-nos que continuássemos assim, pois hoje somos respeitados tanto quanto qualquer outra Faculdade de Direito Canônico”, disse Cônego Segú.

 

FRUTOS E PERSPECTIVAS

Padre Vicente Gilson dos Santos, da Diocese de Santo Amaro, faz parte do corpo docente da Faculdade de Direito Canônico “São Paulo Apóstolo” desde 2014. Ele fez mestrado e doutorado quando a Faculdade ainda era Instituto.

“Eu ia para Roma para fazer doutorado, quando abriu a primeira turma no Instituto, e, hoje, leciono aqui, além de trabalhar no Tribunal Eclesiástico. Para mim, é um dom grande, porque sempre gostei do Direito e vejo o quanto tem crescido o interesse de sacerdotes, religiosos e leigos pelo Direito Canônico, o que é muito bom”, avaliou Padre Vicente.

 

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Museu Catavento celebra 10 anos com programação especial

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26 de março de 2019

A partir desta terça-feira (26) até o fim do mês, o Museu Catavento terá uma programação especial para comemorar os 10 anos da inauguração do equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

Entre as atrações estão duas exposições temporárias, “10 anos do Catavento” e “Exposição de carros antigos”, o espetáculo “Química em Show” e apresentação da Banda Sinfônica das Fábricas de Cultura da zona leste. Veja mais detalhes abaixo:

Exposição temporária 10 ANOS DO CATAVENTO

A exposição 10 ANOS DO CATAVENTO será composta por 10 painéis com imagens do acervo fotográfico do museu, que ilustrarão momentos inusitados, dos bastidores à montagens de exposições, assim como momentos e personagens emblemáticos que ajudaram a construir essa trajetória de uma década.

A partir de 26 de março – ao longo do dia.
Local: Varanda frontal.

Apresentação musical – Banda Sinfônica Fábricas da Cultura

A Banda Sinfônica das Fábricas Cultura Zona Leste fará apresentação em comemoração aos 10 anos do Museu Catavento com repertório popular e temas famosos do cinema. A banda é formada por aprendizes das Fábricas de Cultura, equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e faz parte do Projeto Musicando.

O Projeto Musicando busca o fazer musical no território da zona leste; repertório de pesquisa baseado na música de concerto brasileira: “Danças e Ritmos Brasileiros”, em diálogo com a música de concerto mundial, além da integração de aprendizes das unidades da zona leste com outros que já se destacam por terem entrado em grupos e instituições de ensino profissionais de música no país e no exterior.

Direção artística: Ênio Antunes
Regência e direção musical: Marcelo Correa e Moisés Inácio
Educador de percussão: Fernando Gamba

Dia 27 de março – 16h.
Local: Auditório.

Espetáculo QUÍMICA EM SHOW

A ONU promulgou 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica, marcando os 150 anos de sua descoberta pelo cientista Dimitir Mendeleev. No aniversário do Museu Catavento, jovens cientistas (monitores e educadores do museu) mostrarão o que é a química no dia-a-dia com um divertido espetáculo.

O público será convidado a assistir demonstrações dos diversos experimentos com fenômenos interessantes e atrativos, que vão desde misturar líquidos até segurar fogo com as próprias mãos sem se queimar. Os líquidos mudam de cor, os sólidos passam por variações e os gases são liberados.

Além disso, será possível presenciar diferentes tipos de energia como a luz, o som e o calor e experiências como Luminol, Bomba de Hidrogênio com oxigênio, entre outros, que vão unir educação e diversão.

30 e 31 de março – 11h30, 13h30 e 15h.
Local: Auditório.

Exposição de carros antigos        

A exposição de carros antigos estará no pátio externo do Museu Catavento. Para a ocasião, cerca de 100 veículos de diferentes marcas e épocas poderão ser apreciados pelos visitantes ao longo do dia. Além da exposição, também acontecerá uma feira com peças para veículos antigos.

31 de março – ao longo do dia.
Local: área externa.

Sobre o museu

O Museu Catavento foi inaugurado em março de 2009 e tem mais de 250 instalações divididas em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade). Cada seção foi elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes.

Atrações como borboletário, sala de realidade virtual Dinos do Brasil, simuladores, aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma maquete do sol e uma parede de escaladas, onde é possível ouvir histórias de personalidades da história, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo.

Na área externa também é possível conferir equipamentos como a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia. Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial.

Mais informações sobre o Museu Catavento

 

SERVIÇO

Museu Catavento 10 anos
Onde: Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP.
Telefone: (11) 3315-0051
Quando: terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h).
Quanto: R$ 10 e R$ 5 meia-entrada para estudantes, idosos e portadores de deficiência.
Entrada gratuita às terças-feiras.
Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de sete anos.
Como chegar: www.cataventocultural.org.br/mapas.asp
Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II.
Estacionamento: R$ 15 até 4 horas (para visitantes do museu). Adicional por hora: R$ 5 (capacidade para 200 carros). Ônibus e vans: R$ 30. Adicional por hora: R$ 10.
Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência locomotora.

 

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Rádio 9 de Julho: há 20 anos, tocando a sua vida melhor

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20 de março de 2019

Na terça-feira, 19, a rádio 9 de Julho iniciou as comemorações dos seus 20 anos de reabertura, ocorrida nesta data, em 1999, em caráter experimental.

Ao longo de 2019, a programação da emissora estará voltada para festejar as duas décadas de reinauguração, como explica Dom Devair Araújo da Fonseca, Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação e Diretor da Rádio. “Nosso objetivo é trazer as pessoas para que elas conheçam os estúdios da Rádio e o espaço da redação do jornal O SÃO PAULO, que está unificado com a Rádio. Queremos deixar que elas conheçam pessoalmente os comunicadores”, disse ao O SÃO PAULO.

“A rádio 9 de Julho tem uma importância para a Arquidiocese e para a cidade de São Paulo, por ser uma rádio católica, que une a evangelização, a informação, o divertimento e a alegria. É companheira das pessoas que estão nas suas casas, em seus carros, e que usam a Rádio como veículo de evangelização”, destacou o Bispo, que vê nas mudanças feitas na grade da programação nos últimos meses o compromisso da Rádio em cumprir seu caráter religioso, católico e de presença da Igreja na metrópole.

 

COMEMORAÇÃO E SOLIDARIEDADE

Uma missa realizada na noite da segunda-feira, 18, no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), no bairro do Limão, na zona Norte de São Paulo, marcou o início das comemorações.

A celebração eucarística foi presidida pelo Padre Marcos Roberto Pires, Pároco da Paróquia Santíssima Trindade, na Região Lapa, que apresenta o programa “Orando em Família” na emissora. Concelebrou o Padre Christopher Velasco, Vigário do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, no Ipiranga.

Na ocasião, houve espaço para um gesto concreto de solidariedade com as vítimas das enchentes da Região Metropolitana de São Paulo, no último dia 11. Os fiéis foram convidados pelos comunicadores a depositar doações de roupas e alimentos nos pontos de coletas espalhados no CTN.

 

TEMPO DE CARIDADE

As ouvintes Maria Cristina dos Santos e Maria Gorete viram no tempo quaresmal uma maior motivação para o exercício da caridade. Elas foram até o Centro de Tradições Nordestinas para não só celebrar os 20 anos de reabertura, mas também para ajudar os irmãos que necessitam de atenção neste momento. “É poder ajudar. Pouco é muito para quem não tem nada”, frisou Maria Cristina.

“Nosso agradecimento profundo a essas pessoas que se sensibilizaram com a dor e o sofrimento de outros tantos irmãos que a gente não conhece, mas sabe que perderam tudo. Que Deus as abençoe”, expressou Dom Devair.

 

REPOSTAS DO PODER PÚBLICO

Um dos bairros mais afetados pelas enchentes na Capital Paulista foi o Ipiranga, na zona Sul, onde a Paróquia Nossa Senhora Aparecida realizou um mutirão para arrecadar doações às vítimas. “A população ainda não se sente satisfeita com as respostas que o poder público lhe deu”, manifestou o Padre Zacarias de Carvalho Paiva, Pároco, que também é Reitor do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida.

Padre Zacarias agradeceu a generosidade das pessoas diante da situação. “Não há como mensurar a grande quantidade de alimentos, roupas, colchões e outros itens que chegaram às paróquias na Região Ipiranga. Nós ficamos surpresos com isso, e pudemos sentir de parte da população, dos católicos e de todos os irmãos de boa vontade, essa grande generosidade”, concluiu.

Após a missa, as doações foram levadas para a Missão Belém, que tem contribuído com a distribuição dos mantimentos às vítimas.

 

REABERTURA DA RÁDIO

Em 1996, assim que obteve a confirmação do Governo Federal de que a rádio 9 de Julho poderia voltar ao ar, a Arquidiocese de São Paulo, sob o comando de Dom Paulo Evaristo Arns, na época Arcebispo Metropolitano, começou a reestruturar o retorno de suas atividades. O primeiro passo foi definir o local dos estúdios, que foram instalados em parte das dependências do Seminário Santo Cura D´Ars, na Freguesia do Ó, zona Noroeste da cidade.

Todos os passos para a reinauguração foram concluídos em 1999, já quando o Arcebispo Metropolitano era Dom Cláudio Hummes. Naquele ano, a Rádio voltou ao ar em caráter experimental em 19 de março e, de modo definitivo, em 23 de outubro. Finalmente, a emissora estava reaberta depois de ser fechada pelo governo militar em 1973.

Em 19 de março de 1999, o primeiro som ouvido em AM 1.600 kHz foi a música “Seu nome é Jesus Cristo”, do Padre André Luna.

A rádio 9 de Julho é a voz da Arquidiocese de São Paulo, que faz ressoar o Evangelho pela cidade e as orientações e atos do Arcebispo Metropolitano, o Cardeal Odilo Pedro Scherer.

(Colaborou: Daniel Gomes)
 

DA INAUGURAÇÃO À ABERTURA

1953 Criação da emissora, com autorização para funcionamento temporário em ondas médias e ondas curtas;

1954 Repasse da emissora, por parte do Governo Federal, à Arquidiocese de São Paulo;

1955 Efetivação da concessão à Arquidiocese, pelo Decreto nº 37.744, de 12 de agosto de 1955, assinado pelo presidente da República, Juscelino Kubitschek;

1956 Início das transmissões como emissora da Arquidiocese de São Paulo;

1973 Por decreto do presidente da República, Emílio Médici, a emissora foi fechada em 5 de novembro;

1985 Pedido da Arquidiocese ao Governo Federal para a retomada da concessão;

1993 Governo Federal dá parecer favorável ao pedido de devolução da Rádio;

1996 Solenidade em Brasília (DF) que anulou o decreto de Médici de 1973, permitindo assim que a devolução da Rádio à Arquidiocese;

1999 Em 19 de março, a Rádio retornou ao ar em caráter experimental; e, em 23 de outubro, em solenidade no Mosteiro da Luz, a emissora foi oficialmente reinaugurada.

Fonte: Rádio 9 de Julho.

 

 

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‘São Paulo é uma das únicas cidades brasileiras em que a razão da sua criação é extremamente cristã’

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25 de janeiro de 2019

Carla Galdeano Candiotti, 34, é historiadora do Cuidado do Patrimônio Histórico e Cultural da Província dos Jesuítas do Brasil, com formação em História e Comunicação. Ela é responsável pela organização, pesquisa histórica, catalogação e salvaguarda de acervos móveis e imóveis da Província Brasileira dos Jesuítas, entre outras funções. Ao O SÃO PAULO, Carla falou sobre curiosidades da fundação da cidade de São Paulo, como a origem do nome dado à rua Direita e a retomada do triângulo histórico da fundação, que compreende três igrejas: o Mosteiro de São Bento, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e o Convento de São Francisco.

 

O SÃO PAULO - POR QUE O DIA 25 DE JANEIRO FOI ESCOLHIDO COMO DATA PARA A FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO?

Carla Galdeano Candiotti - Os jesuítas escolheram o dia 25 de janeiro para inaugurar o Colégio de São Paulo de Piratininga, e o nome do Colégio leva o nome do Apóstolo São Paulo justamente por causa da evangelização dos gentios. Em torno desse Colégio, nasce um povoado, e esse povoado, crescendo, deu origem à cidade de São Paulo que assumiu, por sua vez, o nome do Colégio. A cidade foi fundada só em 1611, quando aconteceu a oficialização do nome. A Companhia de Jesus não tinha intenção de fundar uma cidade. A preocupação era, desde o início, com a evangelização dos indígenas. O povoado, contudo, começou a crescer, sobretudo depois que a Vila de Santo André da Borda do Campo de Piratininga [primeira povoação europeia na América Portuguesa a se distanciar do litoral] se transferiu para o povoado em torno do Colégio, devido aos ataques constantes dos nativos. Nesse momento, o povoado começou a ter algumas características de cidade, como o comércio diferenciado.

 

A NOME DADO À RUA “DIREITA” FOI INSPIRADO NA PASSAGEM BÍBLICA DA CONVERSÃO DE SAULO?

Há muitas histórias orais sobre a rua Direita. Antigamente, ela se chamava Direita também por estar à direita da Igreja de Santo Antônio da Praça do Patriarca [que começou a ser erguida em 1592], uma vez que a Sé ainda não tinha sido construída. Importante lembrar que a rua Direita é anterior à Catedral e a antiga Sé ficava num lugar diferente da Sé de hoje. Por isso, é muito provável que o nome tenha a ver com a tradição bíblica e remeta à rua Direita em que São Paulo se converteu, na estrada para Damasco

 

PODEMOS DIZER QUE A FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO É MARCADA POR UMA HISTÓRIA DE FÉ?

Sim. Se pensarmos no resgate que foi feito após o 4º Centenário da Cidade, nos anos 1950, e a retomada do triângulo das igrejas históricas - Nossa Senhora do Carmo, Mosteiro de São Bento e o Convento de São Francisco -, podemos dizer que essa história começou a ser retomada ali.

A nomeação de São Paulo Apóstolo como patrono da cidade, recentemente, e a própria reconstrução do Pateo do Collegio nos ajudam, igualmente, a recontar essa história. São Paulo é uma das únicas cidades brasileiras em que a razão da sua criação é extremamente cristã, ou, se quisermos, é o próprio Cristo. Recordar a história nos ajuda a repensar mais uma vez esse motivo. As estátuas de São José de Anchieta e de São Paulo na Praça da Sé são elementos muito importantes nesse processo.

Podemos dizer que essa retomada nasceu também a partir da Semana de Arte Moderna, de 1922, em que um dos objetivos era, justamente, olhar para a história e ver o que ainda tínhamos. Havia um movimento de retomada dos traços característicos da nossa arquitetura, sobretudo do período barroco, arquitetura essa que estava desaparecendo por completo. A Semana de 1922 pretendia identificar esses prédios e preservá-los. Podemos dizer que a valorização do triângulo histórico e das igrejas que o compõe foi um dos frutos da Semana de Arte Moderna.

Em 1929, por sua vez, houve a instalação do Monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, do escultor italiano Amadeo Zani, em frente ao Pateo do Collegio. O Monumento é uma alegoria da cidade, que é uma mulher vitoriosa com a tocha da sabedoria, afinal, a cidade nasce de um colégio. Ela é a tocha da sabedoria e do próprio Cristo. Do outro lado, a mulher tem o louro e a foice, elementos que remontam à sabedoria e ao trabalho. Naquela década, houve a retomada desses espaços históricos e a reunião de pessoas para a devolução do espaço do Pateo do Collegio à Companhia de Jesus.

 

NO PATEO, QUE ELEMENTOS NOS AJUDAM A MELHOR CONHECER A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO?

O Pateo do Collegio é um complexo histórico cultural e religioso composto pelo Museu Anchieta, a Igreja São José de Anchieta, o Café do Pateo e a Biblioteca Padre Antonio Vieira. Em cada um desses espaços, podemos destacar alguns objetos que nos remontam a esse início da cidade. No Café, temos uma parede de taipa de pilão de 1585 (a taipa de pilão é uma técnica construtiva que consiste em comprimir a terra em formas de madeira). Essa parede sobreviveu a todas as transformações do Pateo do Collegio. Na igreja, vamos encontrar o fêmur de São José de Anchieta, um dos fundadores da cidade, e um dos crucifixos mais antigos de São Paulo, que está no altar central. O crucifixo é do início do século XVI. No Museu, iremos encontrar as paulistinhas, que são imagens sacras dos santos e da Virgem Maria que foram construídas pelos indígenas. São cerca de 15 imagens de terracota e barro, com um pequeno apoio de madeira, e que têm esse nome porque foram moldadas em São Paulo pelos nativos e apresentam traços próprios das etnias indígenas. A imagem do menino Jesus paulistinha, por exemplo, temos na versão europeia e na versão indígena, e ela é interessante para que as pessoas compreendam como se deu esse processo de evangelização. Não eram imagens somente decorativas, mas usadas no processo de catequese e, a partir delas, vemos o cuidado dos jesuítas para que os indígenas pudessem compreender os mistérios de fé. Na Biblioteca, temos um vasto acervo, desde o século XVI, sobre a história da cidade de São Paulo. Temos uma edição da Vita Cristhi, do Ludolfo da Saxônia, que foi um dos livros essenciais para a conversão de Santo Inácio de Loyola, e, por sua vez, da fundação dos jesuítas. Na Biblioteca, há, ainda, duas cartas do próprio São José de Anchieta, que foram escritas aqui em Piratininga. Essas cartas, em especial, remontam-nos imediatamente ao momento da fundação de São Paulo.

 

COMO HISTORIADORA, QUE CARACTERÍSTICA VOCÊ VÊ COMO MARCANTE NA CIDADE DE SÃO PAULO?

São Paulo cresceu de maneira desordenada e, por isso, muitos migrantes e imigrantes vieram para cá. Essa característica multicultural marca muito a cidade. O resultado disso é a quantidade de cultura, de uma rica gastronomia e de outras manifestações que são universais. É uma particularidade de São Paulo que atrai muitas pessoas e que torna a cidade um lugar diferenciado.

 

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Parabéns a São Paulo com muito esporte

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24 de janeiro de 2019

Na semana em que a cidade de São Paulo completa 465 anos, competições de diferentes modalidades são opções de entretenimento para quem vai passar o feriado prolongado na Capital Paulista, como um torneio internacional de polo aquático, uma experiência interativa com dois esportes de inverno no Museu do Futebol, corridas de rua e de automóvel, além da final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. 

 

Polo aquático definirá vagas para o Mundial na Coreia do Sul

Segue até o próximo sábado, 26, a Copa Uana de Polo Aquático, na unidade do Sesi da Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835), na zona Oeste.

O torneio masculino está sendo disputado por Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina; o feminino por Brasil, Cuba e Canadá. Os campeões e os vices garantirão lugar no Mundial de Esportes Aquáticos, que acontecerá em Gwangju, na Coreia do Sul, em julho

Após a estreia na terça-feira com derrota para o Canadá por 18 a 8, a seleção feminina enfrentará Cuba, na quinta-feira, 24, às 15h30. Já a seleção masculina (foto), após ter enfrentado Canadá e Estados Unidos, terá pela frente a Argentina, na quinta-feira, 24, às 18h30.

As semifinais serão na sexta-feira, 25: a feminina envolverá, às 15h30, a 2ª e 3ª colocadas na fase inicial, já que a seleção de melhor campanha estará automaticamente classificada para a decisão; já as duas semifinais do torneio masculino serão às 17h e às 18h30. No sábado, 26, a final feminina começará às 11h; a disputa do 3º lugar masculino às 12h30; e a decisão masculina às 14h.

PREPARATIVOS

A seleção masculina está em intenso trabalho de preparação para a Copa Uana desde 3 de janeiro, mantendo a base do time que conquistou o título do Sul-Americano de Polo Aquático, em novembro. Na avaliação do técnico do Brasil, André Avallone, jogar próximo à torcida pode ser decisivo.

"A motivação dos atletas, o conhecimento das piscinas, do local de disputa, a temperatura da água e do ambiente, pois especialmente os canadenses e norte-americanos não estão acostumados ao nosso calor nem à nossa comida bem típica, tudo isso pode fazer a diferença em favor do Brasil”, afirmou Avallone ao O SÃO PAULO.

O treinador acredita que a seleção masculina tem boas chances de alcançar uma das vagas no Mundial, mas espera bém como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu. que o confronto na semifinal não seja contra os Estados Unidos. “Contra Canadá e Argentina, nós temos boas condições, mas não será fácil e contamos com a torcida a favor da gente. Temos também como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu.

 

Esportes de inverno no Museu do Futebol

A experiência promete ser, no mínimo, curiosa: conhecer os esportes de inverno sem ter gelo por perto. Isso poderá ser vivenciado por quem for ao Museu do Futebol (Praça Charles Müller, no Estádio do Pacaembu), no domingo, 27, das 9h às 18h.

Uma das modalidades será o curling, o jogo em que uma série de pedras são jogadas com o objetivo de ficar mais próxima do alvo, marcado do outro lado da pista. Só que em vez de gelo, a pista no Museu do Futebol será feita com plástico resistente e as pedras terão uma espécie de rodinha para que sejam deslocadas mais facilmente. Nesse formato adaptado, o esporte é mais conhecido como street curling (foto) e tem o objetivo principal de oferecer uma vivência para o entendimento da dinâmica do esporte.

Essa experiência com o street curling já foi levada a outras partes do País pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A outra modalidade que será mostrada de maneira recreativa é bobsled, aquele em que um trenó desliza sobre um tobogã de gelo. Quem for ao Museu do Futebol terá uma experiência mediada com essa modalidade, por meio da tecnologia de óculos de realidade virtual.

Final da 50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior

Mais tradicional competição do futebol de base do Brasil, a Copa São Paulo de Futebol Júnior será decidida na sexta-feira, 25, às 15h30, no Estádio do Pacaembu, entre São Paulo e Vasco da Gama.

Este ano, a “Copinha”, como é mais conhecida, é disputada pela 50ª vez, desde 2 de janeiro, na Capital e em outras cidades do Estado. O campeão será conhecido após sete fases de disputa, totalizando 255 jogos, com 128 equipes, e mais de 3 mil atletas em ação.

Na história, os maiores campeões da Copinha são Corinthians (10 títulos), Fluminense (5), Flamengo e Internacional (4 títulos para cada um).

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Igrejas ajudam a contar a história da fé e da arte na cidade

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24 de janeiro de 2019

O versículo bíblico “Deus habita esta cidade” (Sl 47,9), destacado na celebração do centenário da Arquidiocese de São Paulo, em 2008, tornou-se um lema para falar da presença da Igreja na Capital Paulista. Uma das expressões dessa presença são as igrejas históricas ao redor das quais nasceram bairros e que são verdadeiras obras de arte, nem sempre conhecidas pelos paulistanos.

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO (DO Ó)

Construída em 1901, a Igreja Nossa Senhora da Expectação, na Freguesia do Ó, zona Noroeste, é uma das mais antigas construções da Capital. A matriz original, de 1716, foi destruída por um incêndio cem anos depois. A igreja atual foi construída próxima do local da antiga.

A Igreja tem estilo romano e começou a ser pintada na década de 1940 por Salvador Ligabue, artista plástico que morou no bairro. Na cúpula, há uma pintura que representa o Espírito Santo. Na Capela do Santíssimo Sacramento, a pintura retrata a passagem dos discípulos de Emaús e a visita de Maria a Isabel. Conta-se que os anjos que adornam o Santíssimo foram reproduzidos a partir dos rostos dos filhos do pintor. Os grandes quadros do presbitério que retratam a multiplicação dos pães e a cura do paralítico são de autoria do Padre Mario Chelle. Em 2016, o templo passou por um restauro em sua fachada e no interior.

 

Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, s/nº, Freguesia do Ó 

 Telefone: (11) 3932-1702

 

 

SANTUÁRIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Localizada no bairro de Campos Elíseos, a igreja-matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus foi inaugurada em 1901, sendo elevada à categoria de santuário agregado à Basílica de São Pedro em 1914. É o mais antigo templo de estilo clássico-renascentista de São Paulo.

Seus painéis e afrescos são de autoria de Pedro Gentili e de uma grande pintora florentina, cujo nome é mantido em segredo, a seu pedido. A nave central é uma miniatura da nave da Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. Os altares laterais possuem imagens esculpidas em madeira e mármore de origem italiana, francesa e alemã.

A arquitetura do prédio e o altar-mor, em mármore Carrara, são obras do artista salesiano Domingos Delpiano, assim como o Cristo Redentor de sete metros de altura, no alto da torre, em cobre dourado.

 

• Endereço: Alameda Dino Bueno, 285, Campos Elíseos (próximo ao Terminal Princesa Isabel)

• Telefone: (11) 3221-3622

 

BASÍLICA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E SANTA IFIGÊNIA

Construída em 1794, no lugar da antiga matriz, a Igreja Nossa Senhora da Conceição e Santa Ifigênia, no Centro, funcionou como catedral provisória de São Paulo, de 1930 a 1954, durante a construção da Catedral da Sé. Em 1958, foi elevada pelo Papa Pio XII à categoria de basílica menor.

Projetado pelo arquiteto Johann Lorenz Madein, o templo foi inspirado em igrejas românicas alemãs. Seu interior é revestido de pinturas decorativas de Benedito Calixto, Carlos Oswald e Gino Catani. Outro destaque são os vitrais fabricados em Veneza, na Itália. Além da beleza artística, a Igreja Santa Ifigênia é conhecida por promover a adoração ao Santíssimo Sacramento ao longo de todo o dia.

 

• Endereço: Rua Santa Ifigênia, 30, Santa Ifigênia (próximo à estação São Bento do Metrô)

• Telefone: (11) 3229-6706

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA BOA MORTE

Construída em 1810, no centro de São Paulo, para acolher a Irmandade dos Homens Pardos de Nossa Senhora da Boa Morte, essa é a única igreja da cidade que fica aberta durante as 24 horas do dia com adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento e atendimento aos pobres.

De construção modesta, em taipa de pilão, possui, no interior, uma capela-mor com tribunas e altar com a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, além das talhas em estilos rococó e neoclássico. Em 2005, foi fechada para restauro, sendo reaberta em 2010. Durante o restauro, foi encontrada, sob camadas de tinta, uma pintura barroca representando o Coroamento da Virgem Maria. Também foram restauradas 13 imagens sacras, uma delas a do Senhor Bom Jesus, que pertenceu ao antigo colégio dos Jesuítas. Em 2016, os três sinos da igreja foram restaurados com o patrocínio do Grupo Comolatti.

 

• Endereço: Rua do Carmo, 202, Centro (próximo à estação Sé do Metrô)

• Telefone: (11) 3101-6889

 

 

CATEDRAL GRECO-MELQUITA NOSSA SENHORA DO PARAÍSO

Localizada no bairro do Paraíso, o templo é sede da Eparquia Nossa Senhora do Paraíso, da Igreja Católica Greco-Melquita, um dos ritos orientais católicos, de origem sírio-libanesa.

Sua arquitetura exprime a tradição bizantina, como o iconóstase – parede decorada com ícones que separa a nave da igreja de seu presbitério (santuário). Há também ícones dos 12 Apóstolos e dos sagrados, um representando o Pantocrator (Cristo Onipotente), e o outro a Theotokos (Mãe de Deus). As pinturas na abóbada e nas paredes laterais apresentam a história da salvação.

 

• Endereço: (próximo à estação Paraíso do Metrô)

• Telefone: (11) 3141-0639

 

 

BASÍLICA NOSSA SENHORA DO CARMO

Inaugurada em 1934, essa igreja foi elevada à categoria de basílica menor em 1950, pelo Papa Pio XII. Idealizado pelo polonês Georg Przyrembel, adepto da arquitetura neocolonial, o templo aproveitou retábulos e componentes da antiga igreja conventual demolida em 1928.

As pinturas do forro foram feitas por Tullio Mugnaini, e as Vias-Sacras são obra de Carlos Oswald, o mesmo artista responsável pelo desenho final do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Os vitrais são obra da conhecida Casa Conrado. O órgão alemão de 1934, com dois teclados e 2.206 tubos, foi ampliado com acoplamentos que duplicam o seu efeito, dando-lhe, assim, a sonoridade de um instrumento de 9,6 mil tubos.

 

 Endereço: Rua Martiniano de Carvalho, 114, Bela Vista (próximo à estação São Joaquim do Metrô)

• Telefone: (11) 3146-4500

 

 

Além dos templos famosos, como a Catedral da Sé, a Igreja do Pateo do Collegio, o Convento São Francisco e o Mosteiro de São Bento, há muitas outras igrejas em diferentes bairros que valem a pena ser conhecidas por sua beleza e capacidade de conduzir os fiéis a uma experiência profunda com o sagrado, além de serem verdadeiros patrimônios culturais e arquitetônicos. Algums desses templos hoje não estão mais no território da Arquidiocese, mas são parte de sua história. Confira.

 

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO

Anexa à igreja do Convento São Francisco, no Centro, o templo teve sua construção concluída em 1787. Os altares laterais são dedicados a santos que pertenceram à Ordem Terceira Franciscana, como Santo Ivo e Santa Isabel de Portugal. Possui uma cúpula octogonal, decorada com pinturas do século XVIII.

No altar-mor, feito em estilo rococó por José de Oliveira Fernandes, em 1791, há uma imagem de São Francisco recebendo as chagas no Monte Alverne. O interior da igreja também possui diversas pinturas de autoria de José Patrício da Silva Manso – dentre elas, destacam-se a que São Francisco entrega sua regra aos irmãos terceiros e a da capela-mor, representando São Francisco subindo aos céus num carro de fogo. Após sete anos fechada para restauro, a igreja foi reaberta em 2014.

 

• Endereço: Largo São Francisco, 173, Centro (próximo às estações Sé e Anhangabaú do Metrô)

• Telefone: (11) 3291-2400 (Convento)

 

 

 

 

 

 

 

 

IGREJA SANT’ANA

Criada em 1895, a Paróquia Sant’Ana, na zona Norte, teve sua matriz construída entre 1907 e 1940. Projetado pelo arquiteto belga Affonso Bonjean em estilo românico com planta em forma de cruz, o templo possui obras do artista italiano Arthur Pederzolli, como as imagens de Sant’Ana e São Joaquim no altar, executadas entre 1933 e 1955, em madeira.

Há pinturas e afrescos do pintor espanhol Vicente Maeso, como a tela do casamento de Sant’Ana e São Joaquim. Também chama a atenção a escultura da imagem do Cristo Morto em dimensões naturais, em madeira, de Marino del Favero, datada do início do século XX. A igreja possui, ainda, uma imagem primitiva da padroeira, que pertenceu à Capela da Fazenda Sant’Ana dos jesuítas, tendo sua origem sido estimada entre os séculos XVI e XVII.

 

• Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 2.060, Santana (próximo à estação Santana do Metrô)

• Telefone: (11) 2281-9085

 

 

CAPELA SÃO MIGUEL ARCANJO

Considerada a igreja mais antiga do município de São Paulo, a Capela São Miguel Arcanjo, hoje pertencente à Diocese de São Miguel Paulista, na zona Leste, foi construída nas terras da antiga aldeia de El-Rei de São Miguel de Ururaí, administrada pelos missionários jesuítas nos séculos XVI e XVII. A primeira capela, construída por volta de 1580, foi substituída pela atual em 1622. No seu interior, existem peças em jacarandá torneadas. Foi um dos primeiros imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938. Passou por restaurações em 1939 e 2011.

 

• Endereço: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, s/nº (próximo à estação São Miguel Paulista da CPTM)

 Telefone: (11) 2032-3921

 

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DO BRASIL

Criada em 1940, a Paróquia Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, teve sua matriz inaugurada em 1958. A autoria do projeto inicial da igreja, em estilo colonial brasileiro modernizado, era de autoria do engenheiro George Przirembel. No entanto, o projeto foi efetivamente executado pelo arquiteto e professor Bruno Simões Magro, catedrático da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Antônio Paim Vieira, pintor e ceramista, definiu a decoração dos interiores. É de sua autoria a pintura no teto da capela-mor que mostra o céu estrelado como no dia da Natividade de Maria. Ao centro, a Virgem e o Menino estão cercados de representantes das diversas regiões brasileiras, vestidos com roupas típicas. Os vitrais, azulejos, painéis e esculturas completam o conjunto arquitetônico. O teto da igreja é decorado com reproduções de pinturas da Capela Sistina.

 

• Endereço: Praça N. Sra. do Brasil, s/nº, Jardim América

• Contato: (11) 3082-9786

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA PAZ

Construída pela comunidade italiana, em 1940, na baixada do Glicério, e atualmente frequentada principalmente por imigrantes latino-americanos, essa igreja possui um rico acervo cultural desconhecido pela maioria dos paulistanos.

O arquiteto responsável pelo templo foi Leopoldo Pettini. Sua obra dialoga muito com a arte greco-romana. Destacam-se os afrescos de Fúlvio Pennacchi, considerado um dos maiores muralistas do País durante o século XX, e as esculturas de Galileo Emendabili.

 

• Endereço: Rua do Glicério, 225, Liberdade

• Telefone: (11) 3209-5388 

 

 

 

 

(Com informações de Veja, Sesc, Patrimônio Espiritual e São Paulo Antigo)

 

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Contagem regressiva para a Celebração dos 30 anos da Diocese

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22 de janeiro de 2019

2019 chegou e com ele um motivo maior para toda a nossa diocese celebrar! Em 02 de junho, em uma grande festa programada para o Ginásio de Itapecerica da Serra, todos nós celebraremos como família os 30 anos de criação da Diocese de Campo Limpo.

Já são três décadas despertando Fé, semeando a Esperança, vivendo a Caridade. A Diocese de Campo Limpo criada em 15.03.1989 e instalada em 04.06 do mesmo ano, foi desmembrada, com outras três regiões, Santo Amaro, São Miguel Paulista e Osasco, da então Arquidiocese de São Paulo. Naquela época era estimada uma população de dois milhões de habitantes para esta região e a nova diocese tinha apenas 32 paróquias constituídas. 30 anos depois, o território diocesano, já ultrapassa os três milhões de habitantes que contam com 102 paróquias divididas em nove foranias e quatro regiões episcopais.

Teremos quase seis meses de preparação para a grande celebração dos 30 anos e não é um caminho de espera, mas de grande interação entre as regiões episcopais, as foranias e as paróquias. Um subsídio de cinco encontros está sendo preparado para inspirar as famílias, as pastorais, movimentos e todo o povo diocesano para as Celebrações da Unidade que acontecerão no mês Maio, mês que antecede a festa, em todas as foranias.

O primeiro Bispo Diocesano, Dom Emílio Pignoli, já em seu discurso de posse, vislumbrava o quanto essa porção do povo de Deus frutificaria: “Que sejamos realmente um Campo Limpo para o trabalho da Evangelização. “Campo” que acolhe a boa semente da Palavra de Deus e a faz frutificar. “Limpo”: sem os espinhos “das preocupações mundanas, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças que a sufocam e a tornam infrutíferas” (Mc 4,18), mas “terra boa, que escuta a Palavra, acolhe-a e faz dar fruto: trinta, sessenta e cem por um” (Mc 4,20).

E com a graça de Deus e a intercessão da Sagrada Família padroeira desta Diocese, assim se fez, não só durante todos os 19 anos do frutuoso governo do Bispo ítalo-brasileiro, mas até os dias atuais com o pastoreio de Dom Luiz Antônio Guedes, que ao assumir o chamado confiando no Senhor, ‘em quem depositou a sua fé’ (2Tm 1,12b), sabia que era preciso ser fermento para fortificar  e espalhar o amor de Deus, como disse ao receber o báculo de seu antecessor: “É grande e desafiadora a realidade na qual a Igreja de Campo Limpo está inserida. Assim como toda a Igreja no Brasil e na Ámerica Latina, ela recebe as interpelações das grandes transformações sociais, culturais, econômicas, políticas, ecológicas e religiosas. Não apenas uma época de mudanças nós estamos vivendo, mas uma mudança de época (cf D.A. nº44). E nesta situação nova que somos colocados como fermento na massa a fim de contribuir para a autêntica humanização à luz do amor de Cristo.”

Uma história marcada por lutas e muitas conquistas que precisa ser celebrada e você faz parte desta história. A partir desta edição todo mês traremos curiosidades sobre nossa Diocese e novidades sobre a festa de celebração. Anote aí na sua agenda dia 02 de Junho, Celebração dos 30 anos da Diocese, no Ginásio de Itapecerica da Serra, um dia festivo de oração e união.

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Padre Cilto José Rosembach celebra 30 anos de sacerdócio

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17 de dezembro de 2018

No sábado, 8, na Paróquia São José, no Setor Pastoral Perus, o Padre Cilto José Rosembach celebrou 30 anos de sacerdócio, acompanhado com a comemoração das lideranças da paróquia, com o lema “Um por todos e todos pela comunidade”. A celebração foi transmitida pala Pascom paroquial e retransmitida pela Pascom Brasilândia, e contou com a presença de padres amigos do jubilando, autoridades civis e pessoas de comunidades por onde o sacerdote passou. Após a missa, houve uma recepção no salão paroquial com a partilha de lanche comunitário.

 

PADRE JOSÉ CILTO ROSEMBACH

Nascido em 16 de julho de 1954, Padre Cilto foi ordenado no dia 10 de dezembro de 1988. 

Sua vida sacerdotal se destaca na virtude de comunicar-se, o sacerdote é assessor eclesiástico da Pastoral da comunicação na Região Episcopal Brasilândia e vice - diretor da Associação Cantareira de Comunicação.

 

(Com Informações de Arquidiocese de São Paulo)

 

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Na era digital, rádio 9 de julho completa 19 anos de reabertura

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24 de outubro de 2018

Na terça-feira, 23, a rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo, completou 19 anos de sua reabertura, após um período de 26 anos lacrada pelo regime militar. Voz da Igreja Católica em São Paulo, a emissora é constantemente desafiada a se renovar para corresponder à missão de testemunhar Jesus Cristo na Metrópole em meio às mudanças tecnológicas e culturais. 

Desde julho, a emissora passa por uma fase de remodelação da grade de programação. “Já foram feitas algumas mudanças, algumas alterações diretas na programação, outras estão sendo realizadas, e outras ainda vão começar a ser feitas, porque a intenção é conquistar novos ouvintes sem perder aquilo que nós temos. Hoje, ela [a rádio] tem bons índices de audiência”, explicou Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Diretor-Geral da rádio 9 de Julho.

Um dos objetivos principais da constante renovação é ampliar a faixa de ouvintes. “É claro que aqui a gente se depara com algumas limitações: as pessoas que ouvem rádio na frequência AM são de um grupo talvez reduzido, mas é exatamente por isso que a rádio tem ampliado sua participação nas redes sociais, porque assim alcança mais pessoas”, acrescentou o Bispo.

Além de dar maior destaque para padres comunicadores, a programação da emissora mantém o compromisso com questões que despertam a responsabilidade social da população. 

Outro fator que tem agregado ao conteúdo da 9 de Julho é a integração com o jornal O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese, ambos mantidos pela Fundação Metropolitana Paulista. Desde julho de 2017, as equipes de jornalismo dos dois veículos trabalham em uma mesma redação, no bairro da Freguesia do Ó. “Isso proporciona uma integração maior entre produção da rádio e do jornal. Assuntos dos dois meios fluem de uma maneira em que todas as pessoas envolvidas na comunicação participem do processo. Isso também é uma maneira de a gente atrair mais pessoas”, enfatizou Dom Devair, que também é Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação na Arquidiocese. 

A renovação da programação tem acontecido aos poucos e ainda há novidades por vir. “É claro que toda mudança causa um deslocamento de público, de certas pessoas que não gostam disso e que gostavam daquilo, mas o fato é que por onde a gente vai passando, a gente escuta pessoas dizendo: ‘Olha, estou ouvindo a rádio 9 de Julho e estou gostando dessa programação”, destacou Dom Devair. 

 

NAS REDES SOCIAIS

Se há 19 anos as únicas formas de interação dos ouvintes com a rádio eram o telefone e as cartas, hoje a rádio não só é ouvida como é vista, graças às novas tecnologias digitais.  

Além do site e do aplicativo “Rádio 9 de Julho ” para smartphones (nos sistemas operacionais Android e iOS), que permite ouvir a rádio via internet, a emissora tem potencializado sua interação com os internautas em redes sociais como o Facebook, pelo qual alguns programas são transmitidos ao vivo, além da produção de conteúdos exclusivos para a rede, com informações sobre os bastidores dos programas e interações com os ouvintes. Recentemente, a rádio também começou interações via Instagram, rede de compartilhamento de fotos e vídeos.

Os números mostram os bons resultados da presença da emissora no ambiente digital. De junho a setembro, as publicações da rádio no Facebook tiveram um alcance de mais de 1 milhão de pessoas. Nesse mesmo período, a página da rádio teve cerca de 2 mil novos seguidores. 

Ao contrário do que se possa pensar, o público que interage com a rádio pelas mídias digitais não se restringe aos jovens. Tem crescido o número de ouvintes acima dos 50 anos de idade que estão acessando os conteúdos da emissora nas redes sociais. Muitas chegam a entrar em contato com a rádio para pedir orientações sobre o acesso às novas tecnologias, especialmente em relação ao aplicativo, que permite ouvir a rádio onde o sinal não chega ou em dispositivos que não recebem a fre- quência AM. 

A maior interação acontece por meio do WhatsApp exclusivo da rádio, pelo qual os ouvintes mandam mensagens e participam da programação: (11) 98371-9681. Esses canais digitais também ampliam a interação com os amigos evangelizadores, que colaboram financeiramente com a manutenção dos meios de comunicação da Arquidiocese de São Paulo.
 

Cardeal odilo pedro Scherer aponta desafios como oportunidades para renovação

 

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, ressaltou que a missão de uma rádio da Igreja se identifica com a própria Igreja Católica: “Deve contribuir, da forma que lhe é própria, para o anúncio e testemunho do Evangelho, a formação da opinião pública segundo critérios coerentes com o Evangelho, a difusão dos valores cristãos e da cultura permeada com a sabedoria da fé em Cristo”. 

Dom Odilo salientou que são muitos os desafios que, ao mesmo tempo, são oportunidades para a rádio. “Há o desafio da audiência, que precisa ser conquistada e cultivada no meio de uma quantidade e variedade de vozes; o desafio da sustentabilidade, pois a manutenção de uma rádio custa muito caro; há o desafio da tecnologia, pois os avanços da técnica requerem constante atualização do instrumental técnico da rádio; há, ainda, o desafio da qualidade da programação, feita por pessoas preparadas e focada numa linha editorial coerente com a mensagem da Igreja e, ao mesmo tempo, cativante e formativa”, disse.

O Arcebispo não tem dúvidas que, diante das novas tecnologias, o rádio, como veículo de comunicação, precisa sempre se reinventar. “Hoje, estamos com uma estação que transmite em AM, e, assim, não atinge os jovens, mas apenas uma faixa de idade mais madura. Temos que renovar todo o nosso equipamento e, acima de tudo, adquirir uma nova concessão para transmitir em FM. E tudo isso requer uma enormidade de recursos”, destacou o Cardeal Scherer. 

Dom Odilo salientou que também a linha editorial e a programação precisam passar pelo mesmo processo de “conversão pastoral e missionária” dos demais organizações eclesiais e pastorais. 

HISTÓRIA

A rádio 9 de Julho nasceu em 1953 com autorização temporária para preparar e comemorar o 4º centenário de fundação da cidade de São Paulo em 1954. Quando terminaram os festejos, o Presidente da República em exercício, Café Filho, ofereceu a emissora à Arquidiocese de São Paulo. Inaugurada em 1956, a rádio funcionou até 1973, quando sua concessão foi declarada extinta pela Ditadura Militar.

Após longo processo para tentar reavê -la, em 1996, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso devolveu a emissora à Arquidiocese, que tinha como Arcebispo o Cardeal Paulo Evaristo Arns. Em 23 de outubro de 1999, a emissora foi oficialmente reinaugurada pelo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo à época.

 

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Padre Euclides completa 35 anos de sacerdócio

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29 de agosto de 2018

No sábado, 18, na Paróquia Cristo Jovem da Lapa de Baixo, no Setor Pastoral Lapa, a comunidade paroquial comemorou o aniversario de 35 anos de ordenação sacerdotal do Padre Euclides Eustáquio de Castro. Além de uma missa de ação de graças, a comunidade promoveu um jantar beneficente. 

Padre Euclides agradeceu a toda comunidade e pediu que rezassem por ele, para iluminar o seu caminho na evangelização.

 

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