Padre acusado falsamente de abusos é absolvido 8 anos depois

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29 de março de 2019

Há alguns anos, o Padre Adam Stanisław Kuszaj, sacerdote polonês, foi em missão para a República Tcheca, na Diocese de Ostrava-Opava: queria servir os católicos desse País, considerado um dos mais descristianizados do mundo. Ele, porém, nunca pensou que acabaria em um tribunal, acusado de assédio sexual por uma jovem de 16 anos.

Em 2011, o Padre Adam foi suspenso pelas autoridades eclesiásticas e deixou de exercer o ministério sacerdotal. Além disso, foi considerado culpado pelo tribunal e condenado. Expulso da sua congregação, privado de meios de subsistência, com a infame marca de assédio e abandonado por seus conhecidos, ele teve que mudar completamente a sua vida, trabalhando como operário.

Recentemente, enquanto decorria no Vaticano o encontro para tratar a respeito de abusos sexuais contra menores, o tribunal da cidade de Jesenik absolveu o padre polonês, conforme informações publicadas pela ACI Stampa. No apelo à sentença, alguns jovens amigos da suposta vítima revelaram que as alegações de assédio haviam sido inventadas. Até os especialistas afirmaram que as histórias da suposta abusada não eram confiáveis.

No fim, descobriu-se que a acusadora queria se vingar do Padre porque este não lhe queria dar dinheiro. Como disse o porta-voz da Diocese, Pavel Suida, depois de considerar esses novos fatos, a suspensão do Sacerdote foi retirada e até mesmo os superiores da congregação à qual ele pertencia devem analisar a nova situação.

O próprio Padre Adam disse que queria voltar ao ministério sacerdotal o mais rapidamente possível: “Este é o meu sonho e quero que isso aconteça. Sempre quis servir as pessoas e a Deus antes de tudo. Percebo que perdi nove anos, mas também aprendi muito”, disse o Padre a uma rádio católica tcheca.

Ninguém poderá compensar o Padre Adam pelos sofrimentos e humilhações durante o julgamento, pela perseguição nos meios de comunicação social, pelo distanciamento dificilmente suportável do sacerdócio e pelos anos de trabalho árduo para sobreviver. No entanto, seu caso levanta questões: o que teria acontecido se não houvesse testemunhas que revelassem a intriga e se apenas as palavras da acusadora fossem consideradas verdadeiras?

Fonte: ACI Stampa
 

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