Migrantes e refugiados são acolhidos por comunidades em todo o Brasil

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10 de mai de 2019

Na quarta-feira, 8, o meeting point durante a 57ª Assembleia da CNBB, em Aparecida foi sobre o tema “Migrantes e refugiados: realidades, desafios e ações  da Igreja no Brasil” com Dom José Luiz Salles, bispo de Pesqueira (PE), bispo referencial do Setor da Mobilidade Humana da CNBB e da Pastoral do Povo de Rua.

“Essa é uma realidade que me emociona muito e eu tenho dito que eu vou aprendendo a ser cada vez mais bispo a partir dessas situações, dessa realidade que tenho vivido”, disse Dom José Luiz Ferreira, ao falar sobre a questão que envolve o acolhimento de imigrantes e refugiados no Brasil.

Durante o evento, foi destacado o projeto da Cáritas Brasileira ‘Caminhos de Solidariedade’ de acolhimento a imigrantes e refugiados. A diocese e Pesqueira foi uma das dez do país a se candidatar para receber os venezuelanos vindos de Roraima e acolhe, desde fevereiro, duas famílias.

“Nós estamos com duas famílias. São cinco pessoas que estão vivendo no interior de Pernambuco. Tem sido um trabalho muito bonito de preparação das pessoas, de organização da casa, tivemos que envolver até o Poder Público nessa missão. A grande dificuldade agora é conseguir emprego, para que possam manter suas famílias. O nosso sonho é acolher mais pessoas na nossa diocese, mas dentro da nossa pobreza, da questão da seca, a gente tem que ir devagarinho para acolher bem”, disse o Bispo.

TENDÊNCIAS GLOBAIS

Em 3 de julho de 2017, o jornal O SÃO PAULO publicou uma reportagem sobre o relatório “Tendências Globais”, o maior levantamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em relação ao ano de 2016. São 22,5 milhões de refugiados, somente entre aqueles que saíram devido aos conflitos na Síria. Ao todo, existem 12 milhões de refugiados sírios espalhados pelo mundo ou que se deslocaram dentro do próprio País.

A situação de refúgio não é a única quando se trata de deslocamento humano. Muitas pessoas deixam seus locais de origem em busca de oportunidades ou simplesmente por vislumbrarem uma vida melhor em outro estado ou país. Leia mais 

MIGRAÇÃO É OPORTUNIDADE

O que leva uma pessoa a deixar sua cidade ou o país em que nasceu e procurar um novo lugar para recomeçar a vida? E o que dá a alguém o direito de permanecer em algum lugar? As perguntas, embora genéricas e superficiais, fazem pensar sobre uma questão que afeta pessoas em todo o mundo: a migração.

Guerras, catástrofes naturais, crises políticas, perseguição religiosa. Muitas pessoas são obrigadas a deixar suas casas, no entanto, outras escolhem sair, em busca de uma especialização ou mesmo de uma oportunidade de trabalho. O fato é que nunca como hoje o mundo viu crescer o número de pessoas que chegam, desejam ou precisam permanecer em regiões que, em princípio, parecem não ter lugar para elas.  A reportagem sobre fluxos migratórios foi publicada em 20 de junho de 2018 e pode ser lida pelo site

SOLIDARIEDADE QUE MUDA VIDAS

Em 2019 foi publicada também uma reportagem sobre a acolhida de refugiados venezuelanos na Região Episcopal Brasilândia, da Arquidiocese de São Paulo. Os imigrantes acolhidos fazem parte do “Plano Nacional de Integração Caminhos de Solidariedade: Brasil & Venezuela”, promovido pela Caritas Diocesana de Roraima, com a Cáritas Brasileira, o Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), o Serviço Pastoral do Migrante, o Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados (SJMR), com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para agilizar o processo de interiorização, integração e acolhida dos migrantes em pelo menos 90 dioceses do Brasil, dentre elas a Arquidiocese de São Paulo.

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Com informações da CNBB

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Missa recorda bispos falecidos e reflete sobre o cuidado de Deus com os mais necessitados

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07 de mai de 2019

Em memória aos bispos falecidos desde a última assembleia em abril de 2018, o Arcebispo de Vitória (ES), dom Dario Campos presidiu a Santa Missa, nesta terça-feira (07), sétimo dia de Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Como seria bonito e se o tempo nos permitisse ouvir as histórias de cada um [dos bispos] no seu pastoreio”, apontou.

Dom Dario refletiu três pontos da liturgia desta terça. O primeiro está no Salmo 30 no qual o salmista se coloca inteiramente nas mãos amorosas de Deus. O segundo está no Evangelho quando Jesus diz “Eu sou o pão da vida” e o terceiro está no martírio de Santo Estevão relatado na primeira leitura.

“A confiança que depositamos no Senhor deve ser alimentada cotidianamente por meio da nossa intimidade com Ele. De maneira especial do mistério pascal, a Eucaristia”, disse.

O bispo falou ainda que os desafios para evangelização são imensos e por vezes parecem intransponíveis. “Muitos são os apelos de irmãos e irmãs nossos famintos de sentido, de rumo, e principalmente, de vida digna e plena marcado por situações que clamam aos céus”.

E continuou: “Somente fortalecidos e alimentados com o pão da vida, na experiência cotidiana é que vamos nos deixar de tocar pela intimidade do Senhor, é que seremos capazes de realizar a missão que Ele mesmo nos confiou como pastores chamados a conduzir as Igrejas particulares afim de que sejamos sinais de uma verdadeira de igreja em saída, sempre mais solidaria, compassiva, generosa, próxima e ao lado dos pequenos e empobrecidos. Sinal claro do cuidado de Deus”, ressaltou.

Ao finalizar dom Dario falou do martírio de Santo Estevão descrito pelo evangelista Lucas que insere no texto a figura do jovem Saulo que recebia aos seus pés as roupas daquele que morria. Segundo o bispo muitos autores dizem que Saulo foi profundamente questionado pela fé e testemunhos de muitos cristãos que ele mesmo levava acorrentados para as prisões.

“Aqui se encontra a força do testemunho do martírio semente de novos cristãos. Verdadeiros discípulos de Cristo. Podemos dizer que muitos de nós fomos tocados pelo testemunho de nossos irmãos que já partiram, pelas suas palavras, atitudes que nos marcaram e nos animaram no caminho do serviço ao Senhor”, destaca.

Ao final, ressaltou que todos “Assumiremos com alegria o desprendimento na nossa missão. Na confiança de que o Senhor jamais irá nos abandonar. Nossas vidas e o nosso testemunho serão como sementes lançadas no terreno da história como foram a vida de tantos irmãos que nos precederam e que hoje estamos fazendo memória nesta Eucaristia. Por tudo isso, descanse em paz os nossos irmãos. Amém”.

Desde a última assembleia, em abril de 2018, faleceram 11 bispos brasileiros.

Dom Ramón Lopez Carrozas, bispo emérito de Bom Jesus do Gurguéia (PI)

Dom Luciano José Cabral Duarte, arcebispo de Aracajú (SE)

Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Conrado Walter, bispo Emérito de Jacarezinho (PR)

Dom Celso José Pinto da Silva, arcebispo emérito de Teresina (PI)

Dom Dirceu Vegini, bispo de Foz, do Iguaçu (PR)

Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná (RO)

Dom Frederico Heimler, bispo emérito de Cruz Alta (RS)

Dom Francisco de Paula, bispo auxiliar emérito de Brasília (DF)

Dom José Belvino do Nascimento, bispo emérito de Divinópolis (MG)

Dom Silvestre Luiz Scandian, arcebispo emérito de Vitória (ES)

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Dom Walmor Oliveira de Azevedo é o novo presidente da CNBB

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06 de mai de 2019

O sexto dia da 57ª Assembleia Geral da CNBB foi marcada pela eleição do presidente que estará à frente do episcopado brasileiro pelos próximos quatro anos. O eleito foi Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (MG).

"Nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça, imprescindível para a construção da paz” – com essas palavras, o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, recebeu o comunicado de sua eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nos próximos quatro anos, durante a realização da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).

BIOGRAFIA

Dom Walmor nasceu em 26 de abril de 1954, em Côcos (BA). É doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, ambos em Roma. Estudou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio entre 1972 e 1973, em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras durante 1974 e 1975, em São João Del-Rei (MG). De 1974 e 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, também em Juiz de Fora.

Após ser ordenado sacerdote em 1977, foi incardinado a Arquidiocese de Juiz de Fora. Durante sua missão como Padre, foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica entre 1986 e 1995 e da Paróquia do Bom Pastor de 1996 a 1998.

Foi, ainda, coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes de 1988 a 1989, coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional entre 1978 e 1984 e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de 1989 a 1997.

ATUAÇÃO ACADÊMICA

O novo presidente da CNBB foi professor de Ciências Bíblicas e Teologia, também coordenou os cursos de Filosofia e Teologia e fez parte do corpo docente da PUC-Minas de 1986 a 1990. Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio nos anos de 1992, 1994 e 1995.

Dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais, dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves, recebeu a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em 2012.

NOMEAÇÃO EPISCOPAL

Em 21 de janeiro de 1998, Dom Walmor foi nomeado Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de Salvador (BA), por São João Paulo II. Sua ordenação episcopal ocorreu em 10 de maio de 1998, pelo Cardeal Dom Lucas Moreira Neves.

O Papa João Paulo II o nomeou Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, em 2004, tomando posse dos seus ofícios no dia 26 de março do mesmo ano. Em outubro de 2008, foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.

REFERENCIAL PARA O RITO ORIENTAL

O Arcebispo de Belo Horizonte foi nomeado em fevereiro de 2014, pelo Papa Francisco como membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, era referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.

CARGOS NA CNBB

Desde 2009, Dom Walmor é membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Na CNBB, foi presidente da Comissão para a Doutrina da Fé por oito anos entre 2003 e 2011. Presidiu, ainda, o Regional Leste II da CNBB, que abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Com informações: Arquidiocese de Belo Horizonte

Apuração: Jenniffer Silva

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Bispos elegem a partir de hoje a nova presidência da CNBB

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06 de mai de 2019

Nesta segunda-feira, 6 de maio, tem início o processo eleitoral que escolherá os bispos que estarão à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pelo próximo quadriênio (2019-2023). O episcopado brasileiro, através de voto secreto, elegerá presidente, vice-presidente, segundo vice-presidente, secretário-geral, presidentes das Comissões Episcopais Pastorais  e seus representantes junto ao Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).

Foram instaladas 17 urnas eletrônicas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, local onde é realizada a 57ª Assembleia Geral da CNBB. Os equipamentos foram testados por todos os bispos no último sábado, 4. A urnas, com um sistema desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação da CNBB, foram idealizadas para rodar em plataforma web, conectada a um servidor de banco de dados.

Durante as votações, que podem acontecer até a próxima quinta-feira, 9, cada urna terá como responsável um presidente e um secretário, para garantir o sigilo e a privacidade dos eleitores, durante o processo. Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas se encarregará da apuração dos votos. Será emitido um relatório com o nome dos candidatos votados, por ordem decrescente, indicando se o candidato mais votado atingiu o percentual de votos exigido para aquele escrutínio.

O processo de votação – Para votar, cada bispo deverá se dirigir até o secretário da seção eleitoral. Assinada a lista de votação, o eleitor deverá entregar ao presidente sua carteira de identificação episcopal para validação e liberação da urna de votação. A carteira será posicionada sobre um leitor de cartão por rádio frequência, para que seja feita a leitura digital da matrícula.

Após a liberação da urna, será disponibilizada na tela uma cédula de votação contendo o cargo para qual está votando, o número do escrutínio e a informação: ‘Digite o número de matrícula do seu candidato’. Com a digitação do número de matrícula, aparecerá automaticamente a foto, o nome e a vinculação correspondente ao candidato escolhido. No mesmo instante, o sistema solicitará a confirmação do voto, apertando a tecla ‘SIM’. Caso o bispo aperte a tecla ‘NÃO’, o sistema voltará ao ponto inicial da votação, aguardando a digitação do número correto. Os votos de abstenção e nulos também serão computados, a fim de se calcular o número de votantes.

Para facilitar o processo, cada bispo recebeu um manual de instrução para uso do sistema de votação, com o número de matrícula de todos os candidatos e eleitores. Todos os membros da CNBB podem ser votados, mas apenas os bispos presentes na Assembleia Geral têm direito ao voto. Os bispos eméritos presentes na Assembleia Geral podem ser consultados, mas não têm direito ao voto.

Apuração dos votos – Com o término de cada escrutínio, será emitido um relatório com o nome de todos os candidatos votados com indicação se o mais votado alcançou o percentual necessário. Também serão emitidos relatórios individuais por urna, indicando somente o nome do eleitor, para auxiliar na análise quantitativa dos votos.
Será eleita uma comissão que acompanhará o processo de votação e apuração dos escrutínios. Com a aprovação por parte da Comissão, o resultado de cada escrutínio será apresentado à Presidência da CNBB. Se o mais votado atingir o percentual necessário, ele deverá manifestar publicamente sua aceitação para a finalidade a qual acaba de ser eleito. Caso o mais votado não tenha alcançado o percentual necessário ou, tendo atingido, apresente motivos para não aceitar a função para a qual foi eleito, será solicitado um novo escrutínio.

Será votada uma função por vez, podendo apenas ser votado outro cargo após o anúncio do eleito no escrutínio anterior.

Posse da nova presidência – A atual presidência permanece em suas funções até o término da 57ª Assembleia Geral, onde serão empossados os bispos eleitos para a nova presidência da CNBB, assim como os presidentes das Comissões Episcopais. A cerimônia de posse acontece na manhã da próxima sexta-feira, 10 de maio.

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Papa nomeia o Cardeal Hummes como relator geral do Sínodo para a Pan-Amazônia

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04 de mai de 2019

O Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes foi nomeado pelo Papa Francisco neste sábado, 4, como relator geral do Sínodo Pan-Amazônico.

Esta Assembleia Especial acontecerá no Vaticano, entre os dias 6 a 27 de outubro, com o tema “Amazônia: novos caminho para a Igreja e por uma ecologia integral”.

Também foram nomeados como secretários especiais Dom David Martinez de Aguirre Guinea, O.P, Vigário Apostólico de Puerto Maldonado, no Peru; e o Monsenhor Michael Zcerny, S.J, Subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Gratidão

Em entrevista ao portal da CNBB, Dom Claudio disse receber a notícia com o sentimento de responsabilidade porque o Sínodo é muito importante e poderá ser histórico. “Eu agradeço ao Papa a confiança na gente, em mim, e quero dar o meu melhor para realizar este serviço”, afirmou.

A nomeação para o cargo de relator geral, para o Cardeal Hummes, não significa nenhuma distinção especial. “Os nove países temos as mesmas responsabilidades e esperanças e estamos fazendo o nosso melhor para que este sínodo seja frutuoso”, afirmou.

Dom Claudio disse estar feliz por prestar este serviço em função do grande amor à Amazônia e a todo o processo já desenvolvido desde a convocação do Sínodo pelo Papa Francisco, em 2017. Ele ressaltou o papel que a Repam vem desenvolvendo de preparação junto com os bispos de toda a Pan-Amazônia e da Secretaria-Geral dos Sínodos, órgão do Vaticano.

O Arcebispo Emérito de São Paulo referiu-se, principalmente, ao trabalho de escuta da população amazônica, de seus sonhos e temores do futuro, especialmente dos indígenas que, em sua avaliação, estão sendo ameaçados. Estas escutas vão redefinir, segundo ele, a presença da Igreja junto a estas populações ameaçadas em seus territórios.

(Com informações da CNBB e Vatican News)

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Cardeal Scherer: ‘A CNBB acompanha a vida em sociedade’

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04 de mai de 2019

No contexto da 57ª Assembleia Geral da CNBB, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, falou ao Vatican News sobre os principais destaques do encontro do episcopado brasileiro em 2019.

Dom Odilo explicou que as novas diretrizes estão sendo concluídas e, que neste ano, haverá a eleição da nova presidência geral, das 12 comissões e nova secretaria para os próximos quatros anos.

O Arcebispo enfatizou, ainda, que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está unida aos bispos e as realidades cotidianas atuais e que não é nem defende partidos ou governantes políticos: “A CNBB é uma organização da Igreja, que está inserida na sociedade e acompanha a vida em sociedade”.

MENSAGEM AO PAPA      

Em todas as assembleias, os bispos enviam uma mensagem ao Santo Padre apresentando as propostas de cada encontro e pedido a ele sua bênção para a realização dos trabalhos.

Dom Odilo explicou que neste envio é manifestado a comunhão e solidariedade com as preocupações do Pontífice diante dos desafios do mundo, e afirmou que a mensagem da 57ª Assembleia Geral da CNBB deve ser enviada ao Papa dentro de alguns dias.

TODOS OS DETALHES DA ASSEMBLEIA

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

 

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Dom Armando Bucciol: ‘A liturgia é a fonte da fé da Igreja’

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02 de mai de 2019

Durante a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece entre os dias 1º e 10, em Aparecida (SP), foi apresentada ao episcopado a última parte da revisão da tradução do Missal Romano, livro litúrgico que contém as orações e ritos da celebração missa.

O trabalho da revisão é de responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, presidida por Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA). Ele abordou o assunto na entrevista coletiva do 2º dia de Assembleia, nesta quinta-feira, 2.

O MISSAL

O Missal Romano foi promulgado por São Paulo VI em 1969, após a reforma litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II. Em 2002 foi publicada pela Santa Sé a terceira edição do Missal em Latim, língua oficial da Igreja. A partir dessa edição, as conferências episcopais de todo o mundo devem revisar suas traduções locais.

Para isso, foi constituída uma equipe com a participação de especialistas. Esse grupo tem trabalhado na revisão nos últimos 12 anos.  “É um trabalho, ao mesmo tempo, delicado, complexo, precioso e importante. Como se sabe, a liturgia é a fonte da fé da Igreja”, afirmou Dom Armando.   

“A Teologia da Liturgia fundamenta, ilumina, sustenta, proclama e canta a santidade de Deus e o amor de Deus para com a humanidade. E suscita o amor fiel e o testemunho coerente dos cristãos”, acrescentou o Bispo.

REVISÃO

Em cada Assembleia Geral, era submetida à aprovação do episcopado uma parte da revisão dos textos litúrgicos. A última parte apresentada neste ano são os textos referentes às missas para diversas necessidades, votivas e dos defuntos.

Depois de aprovado pelos bispos, o livro passará, ainda por últimas revisões e averiguações e correções antes de ser encaminhado para a Congregação para o Culto Divino, no Vaticano, para a aprovação.

FIDELIDADE AO LATIM

O Bispo esclareceu que, ao contrário de boatos propagados pelas redes sociais recentemente, nunca houve por parte da CNBB “desvios de doutrina” ou alterações dos textos litúrgicos que não condizem com a versão original. Mas, sim, uma revisão pedida pela Santa Sé. 

Dom Armando explicou que a Comissão buscou manter um equilíbrio entre a fidelidade ao original latino e uma linguagem próxima à compreensão do povo. "O texto foi traduzido por uma equipe que tinha sólido conhecimento da língua latina e de liturgia", reiterou. 

“A proposta é que se faça agora uma ulterior revisão, pedindo a análise de teólogos, liturgistas e biblistas e especialistas em linguagem, para ver se há alguma expressão que pode ser melhorada, sempre dentro da fidelidade ao texto aprovado pela Assembleia Geral”, explicou o Bispo, informando que acredita que em até um ano e meio será publicado a nova edição do Missal Romano no Brasil.

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.   

(Com informações da CNBB)

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Meeting Points e coletivas aprofundam assuntos referentes à ação da Igreja no Brasil

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30 de abril de 2019

O credenciamento dos profissionais de imprensa que farão a cobertura da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terminou na sexta-feira, dia 19. Ao todo, 138 profissionais se inscreveram para acompanhar de perto o episcopado brasileiro.

Uma modalidade a mais de relação dos bispos com os jornalistas e mídias que cobrem a Assembleia Geral foi proposta pela assessoria de imprensa da entidade com o objetivo de aprofundar assuntos referentes à ação da Igreja no Brasil. É o famoso “Meeting Point”.

A ideia é que eles aconteçam em seis dias da 57ª Assembleia Geral da CNBB, que este ano ocorrerá de 01º a 10 de maio, em Aparecida (SP). O primeiro deles já acontece na quinta-feira, dia 02 de maio, às 9h, com o tema Exortação Sinodal “Christus vivit” e desafios da recepção no Brasil do sínodo sobre a Juventude. O convidado é o bispo coadjutor de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que atenderá à imprensa na sala de coletiva da 57ª Assembleia Geral.

Além dos “meeting points”, todos os dias haverá entrevistas coletivas que acontecerão às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Even­tos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia. Os assuntos serão brevemente divulgados.

Confira, abaixo, a programação completa dos meeting points:

“MEETING POINTS”
Local: Sala de Coletiva da 57ª Assembleia Geral, às 09h.

Data: 02 de maio –  Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Exortação Sinodal “Christus vivit” e desafios da recepção no Brasil do sínodo sobre a Juventude

Bispo: Dom Gilson Andrade da Silva, bispo coadjutor de Nova Iguaçu (RJ)

Data: 03 de maio –  Live pela página da CNBB no Face

Tema: Novos ministérios na realidade Amazônica rumo ao Sínodo 2019

Bispo: Dom Wilmar Santin, bispo de Itaituba (PA)

Data: 06 de maio –  Live pela página da CNBB no Face

Tema: Mineração no Brasil – Os desafios da atuação da Igreja

Bispo: Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias (MA), presidente do GT da Mineração da CNBB

Data: 07 de maio – Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Mês Missionário Extraordinário – como dinamiza-lo nas Igrejas locais?

Bispo: Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó (SC) e coordenador do GT do Mês Missionário Extraordinário da CNBB

Data: 08 de maio – Transmissão ao vivo pelo portal A12

Tema: Migrantes e refugiados: realidades, desafios e ações  da Igreja no Brasil

Bispo: Dom José Luiz Salles, bispo de Pesqueira (PE), bispo referencial do Setor de Combate ao Tráfico Humano da CNBB

Data: 09 de maio – Live pela página da CNBB no Face

Tema: Salvaguarda e restauração dos bens culturais da Igreja no Brasil

Bispo: Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió (AL)

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O desafio de atualizar as novas diretrizes para a Igreja no Brasil e eleger a nova presidência da CNBB

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26 de abril de 2019

De 1º a 10 de maio acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida (SP), a 57ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da qual podem participar, segundo o Estatuto da CNBB, os 323 bispos na ativa, os 171 bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja. Este ano, a AG tem a tarefa central de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023.

A versão que os bispos aprovarão na 57ª AG, produzida inicialmente pela Comissão Especial sobre a atualização das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019/2023, foi objeto de sugestões e emendas dos órgãos da CNBB, como seu Conselho Permanente, dos bispos, dos organismos e pastorais da Igreja no Brasil. Sua atualização teve início ainda na 56ª AG do ano passado quando os bispos apontaram as primeiras sugestões.

O arcebispo de São Luiz (MA) e presidente do Regional Nordeste 5, dom José Belisário da Silva, coordenador dos trabalhos desta comissão, lembra que a atuação da Igreja no mundo urbano, conforme já amadurecido pelos bispos do Brasil, é o foco do documento. “O texto reforça que vivemos uma cultura urbana, com predominância no país das grandes cidades”, acentua.

Segundo o presidente da Comissão Especial, o grupo recebeu significativas contribuições. A tendência da equipe, segundo dom Belisário, foi acolher todas as emendas propostas, exceto as que apresentaram caráter contraditório. A equipe se encontrou mais uma vez antes da antes da 57ª AG com a missão de incorporar as últimas contribuições enviadas. É desta reunião, reforça, que saiu o texto final que será aprovado pelos bispos em Aparecida (SP).

Estrutura do documento

 As Diretrizes que os bispos aprovarão estão estruturadas a partir da imagem da comunidade cristã como “casa”. No centro, como eixo, está a Comunidade Eclesial Missionária, sustentada por “quatro pilares”: Palavra, Pão, Caridade e Missão.

O texto está estruturado em 4 partes. A primeira, que inclui uma introdução e o 1º capítulo, aprofunda os rumos da Igreja no mundo urbano atual. O 2º capítulo aprofunda o olhar dos discípulos missionários; o 3º capítulo trata da ideia-força da Igreja nas Casas, retomando a inspiração das primeiras comunidades cristãs; O 4º, e último capítulo, constitui-se de indicadores que apontam sobre qual que maneira a Igreja em Missão no Brasil pode estar presente da melhor maneira possível neste novo mundo urbano.

“Fundamentalmente, a nossa pergunta é: como que a nossa Igreja no Brasil agora se coloca diante deste novo momento da realidade brasileira?”, questiona dom Belisário. O desafio, após a 57ª AG, será transformar estas Diretrizes em projetos pastorais que, respeitando a unidade da Igreja em todo o Brasil, respondam às realidades regionalmente diversificadas.

A 57ª AG da CNBB também tem como desafio eleger a nova presidência da CNBB para o próximo quadriênio. Esta é composta pelo presidente, vice-presidente e secretáriogeral. Na ocasião também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e o delegado e o suplente junto ao Conselho Episcopal Latino Americano (Celam).

Outros temas prioritários e diversos como reuniões, comunicações, celebrações e retiro integram a pauta da Assembleia. Esta edição prevê, inicialmente, duas mensagens e carta final sendo uma ao papa Francisco e outra ao prefeito da Congregação para os Bispos.

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

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