INTERNACIONAL

Nigéria

Violência anticristã pode se transformar em genocídio

Por Filipe David
10 de julho de 2018

Em 16 meses, foram mortas 725 pessoas  na região, 98% das quais eram cristãs.

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Dom William Avenya, Bispo de Gboko, alertou para a ameaça de um genocídio na região. A violência já matou mais de 492 pessoas no Estado de Benue, de população majoritariamente cristã. A violência tem sido provocada pelos Pastores Fulanis, muçulmanos e nômades.

Dom William descreveu os ataques contra os cristãos como uma “limpeza étnica” e explicou que a situação pode se tornar tão grave quanto o genocídio de Ruanda: “Não esperem que o genocídio aconteça antes de intervir... Por favor, não cometam o mesmo erro que foi cometido com o genocídio de Ruanda. Aconteceu debaixo dos nossos narizes, mas ninguém o impediu.” 

Outros bispos e autoridades eclesiásticas – como Dom Peter Adoboh, Wilfred Anagbe e Matthew Audu – também têm denunciado a grave situação dos cristãos locais e alguns falam de uma tentativa de islamização forçada da região. Segundo a organização caritativa Open Doors, em 16 meses, foram mortas 725 pessoas  na região, 98% das quais eram cristãs. 

Dom William também chama a atenção para o armamento utilizado pelos Pastores: “Houve uma época em que esses Pastores não tinham outras armas que bastões de madeira. Agora, eles têm rifles AR-47, armas caras que eles não teriam meios para comprar. Então, quem está fornecendo-as?”, perguntou o Bispo.

Fonte: Catholic Herald
 
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