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Por Flavio Rogério Lopes
15 de agosto de 2019

Voltamos ao segundo lugar no quadro de medalhas após 56 anos

Desde os Jogos Pan-Americanos realizados na cidade de São Paulo em 1963, o Brasil não terminava na segunda colocação no quadro geral de medalhas. Isso voltou a acontecer no Pan de Lima, no Peru, encerrado no domingo, 11. O Brasil alcançou 171 pódios, com 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O Time Brasil ainda conquistou 29 vagas olímpicas para Tóquio 2020.


“Temos de exaltar o resultado, porque mostra o bom momento de várias modalidades. Voltamos ao segundo lugar no quadro de medalhas após 56 anos, outro dos objetivos traçados para Lima. Apresentamos evolução em vários esportes, tendo aumentado o número de modalidades que foram ao pódio. Esse é um trabalho que vem sendo desenvolvido há algum tempo, de firmar parcerias com as confederações e tentar entender as necessidades de cada uma delas”, disse em entrevista a jornalistas Marco Antônio La Porta, chefe da missão brasileira em Lima 2019 e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

NÚMEROS EXPRESSIVOS
Em Lima, os esportistas brasileiros conquistaram medalhas em 41 modalidades, sendo que em 22 delas houve ao menos uma de ouro. Em 18 esportes, os resultados obtidos foram melhores do que o do Pan de Toronto 2015 e, em 12 modalidades, o desempenho foi o melhor já alcançado: badminton, canoagem slalom, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, ginástica artística, hipismo saltos, águas abertas, natação, taekwondo, triatlo,vela e pelota basca.


Da frustração do ginasta Arthur Zanetti, prata nas argolas, a ouros inéditos no badminton, boxe feminino e taekwondo feminino, o Brasil escreveu sua história em Lima com superação e aprendizado.


“Foi uma competição longa, com muitos eventos (420), e os resultados apresentaram um número bem interessante de aletas jovens com medalhas (97 com 23 anos ou menos) e de mulheres campeãs (20 ouros). Apesar de ter sido uma competição difícil, foi muito gratificante pela boa performance apresentada em muitos esportes”, contou Jorge Bichara, Diretor de Esportes do COB.

INVESTIMENTOS 
A campanha histórica ocorreu apesar da redução de investimentos em algumas confederações em virtude da crise financeira ou casos de corrupção. Por causa disso, o COB investiu no último ano R$ 250 milhões de seu orçamento diretamente nas confederações. O Bolsa Atleta, que está passando por uma reformulação pelo Governo Federal, também contribuiu para a campanha brasileira. 


A cinco dias do fim das competições, os integrantes do Bolsa Atleta já tinham superado o patamar simbólico de cem pódios. Ao todo, 148 dos 485 atletas da delegação brasileira ficaram entre os três primeiros em suas competições. Desses, 103 são beneficiados pelo patrocínio do programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. 

RUMO A TÓQUIO 2020
Com o término do Pan, as atenções do COB se voltam especialmente para Tóquio 2020. Em Lima, o Brasil conquistou 29 vagas diretas para a olimpíada em nove modalidades: handebol feminino (14 atletas), hipismo adestramento (3), hipismo CCE (3), saltos do hipismo (3), pentatlo feminino (1), tênis masculino (1), tênis de mesa (1), tiro com arco (1) e vela (2). 


As vagas garantidas em Lima se juntam a outras 75 já obtidas: futebol feminino (18), maratona aquática (1), natação (12), rugby sevens (12), vela (8), vôlei feminino (12) e vôlei masculino (12).
 

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