SÃO PAULO

Vocação

Vida consagrada é sinal de esperança em meio às contradições do mundo

Por Fernando Geronazzo
26 de agosto de 2018

Religiosas participaram de celebração pela vocação à vida consagrada na Catedral da Sé

Luciney Martins/O SÃO PAULO

No sábado, 18, a Catedral da Sé acolheu os religiosos e religiosas consagrados que vivem e atuam na Arquidiocese de São Paulo para uma missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, recordando a vocação à vida religiosa. 

Na homilia, Dom Odilo recordou que o mês vocacional, vivenciado pela Igreja no Brasil, não é apenas ocasião para homenagear os diferentes estados de vida, mas também um mês de reflexão sobre as vocações na Igreja e de oração por elas. “Sem as vocações de especial consagração, a Igreja perde a vitalidade, não consegue dar conta da missão. Nós cremos que Deus continua a chamar, que vê a necessidade da Igreja, do desafio da messe que é grande”, afirmou.

“Certamente, por muitas circunstâncias, hoje está mais difícil ouvir, acolher o chamado de Deus. Talvez até mesmo de falar da vocação. Também faz parte da missão falar sobre as vocações assim como rezar pelas vocações, atendendo ao pedido de Jesus: ‘Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe’”, continuou o Cardeal Scherer. 

O Arcebispo agradeceu a presença dos consagrados não apenas na região central da cidade, como também nas periferias, sobretudo nas várias situações que requerem o testemunho da Igreja. Ele também recordou os religiosos idosos e enfermos que não puderam participar da missa. 

Ao falar sobre a liturgia do dia, da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, Dom Odilo recordou que a Virgem Maria viveu plenamente sua consagração a Deus e a confiança plena na sua palavra e que, por isso, ela é modelo e inspiração para todos aqueles que entregam sua vida à vontade de Deus.

“A vida consagrada é marcada fortemente pelo sinal da esperança no cumprimento pleno da salvação. Sem isso, não teria sentido consagrar-se nesta vida”, acrescentou o Cardeal, convidando os religiosos a renovarem a alegria da consagração a Deus, de viver no meio das contradições do mundo com um olhar que vai “além dos condicionamentos ligados a esta vida”.

 

TESTEMUNHO DE SANTIDADE

Ainda sobre o testemunho dos consagrados na Igreja em São Paulo, Dom Odilo ressaltou que os santos e beatos que viveram na Arquidiocese foram religiosos –São José de Anchieta, Santa Paulina, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Beato Mariano de La Mata e Beata Assunta Marchetti – que muito contribuíram para a evangelização. “O chamado à santidade é o primeiro e mais essencial. A vida santa é a nossa vocação e meta comum a partir do Batismo. Chegar à eternidade e viver na glória de Deus, como Maria, requer vida santa”, completou o Arcebispo, reforçando que “o estilo de vida dos cristãos é a santidade”. 

Em nome dos consagrados, o Padre Rubens Pedro Cabral, Diretor do Regional São Paulo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB-SP), renovou o compromisso dos religiosos na missão evangelizadora em São Paulo, especialmente no caminho sinodal vivido pela Arquidiocese. “Que a vida religiosa continue a ser este sinal benéfico no meio desta cidade confusa e fragmentada”, afirmou.  

 

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