NACIONAL

Combate a fome

Vereador alerta para politização da pobreza

Por Redação
29 de outubro de 2017

Gilberto Natalini autor do projeto de lei que visa a erradicação da fome e promoção social dos alimentos, afirmou haver uma grande desinformação, politização e partidarização do assunto

Autor do projeto de lei 551/2016, que após ser aprovado na Câmara Municipal foi sancionado como a lei 16.704/2017, instituindo a Política Municipal de Erradicação da Fome e da Promoção Social dos Alimentos, o vereador Gilberto Natalini (PV) explicou que a nova legislação não fala em Farinata, mas propõe diretrizes gerais para políticas públicas de combate ao desperdício de alimento e de erradicação da fome. 

Em entrevista ao site HuffPost Brasil , o Vereador afirmou haver uma grande desinformação, politização e partidarização de um assunto extremamente sério, que é a fome. “O projeto prevê formas de combater o desperdício de alimentos, por meio de incentivo à pesquisa e desenvolvimento em nutrição e segurança, a racionalização do manejo de alimentos, estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção, entre outros”, destacou. 

Natalini ressaltou que a Farinata não é o objeto central da legislação, mas uma das possibilidades a ser desenvolvida. “A questão da Farinata é que está em pauta - porque a questão toda se resumiu da Farinata, né? Quer dizer, a necessidade de se alimentar ficou para trás, o desperdício de alimento - 250 mil toneladas de alimento todo santo dia no Brasil - também ficou pra trás. A discussão focou na forma como [o projeto] foi apresentado pelo Prefeito e na Farinata. Na minha opinião, foi uma forma um pouco atropelada de apresentar o projeto e o processo”. 

Sobre a Plataforma Sinergia, o Vereador enfatizou que não se trata de uma empresa, mas de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), sem fins lucrativos, que pesquisa o composto há muitos anos.

Segundo o Vereador, com a tecnologia da Plataforma Sinergia, é possível processar alimentos que não seriam aproveitados. “Por exemplo, o excesso do estoque de um supermercado que não vai ser vendido e caminha para o prazo de vencimento, mas não está vencido. Esses alimentos poderiam ser processados na máquina e transformados na Farinata, em uma forma que você pode balancear a dosagem de nutrientes... Ela é biologicamente e quimicamente inócua, ou seja, não tem toxidade química e pode ser armazenada numa embalagem a vácuo entre um e dois anos, com garantia. Então, se poderia pegar quantidades enormes de alimentos que seriam incinerados, porque caminham para o vencimento, ou seriam jogados nos aterros, e processá-los para produzir esse produto, que é a Farinata”. 

Para Natalini, a Farinata é mais um instrumento para combater a fome e o desperdício de alimentos. “O projeto não é ruim, o projeto é sustentável. O problema é que ele foi mal explicado e mal interpretado. E obviamente criou-se uma polêmica política da oposição contra o Doria”.

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