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INTERNACIONAL

ATÉ 15/07

Vai começar a Copa do Mundo na Rússia

Por Flavio Rogério
14 de junho de 2018

Alemanha, Brasil, Espanha e França são apontadas como favoritas ao título

Fifa

Nesta quinta-feira, 14, no Estádio Lujniki, em Moscou, terá inicio a Copa do Mundo da Rússia de 2018, com a partida entre Rússia e Arábia Saudita, às 12h (no horário de Brasília).

Entre as favoritas estão Alemanha, Brasil, Espanha e França devido os últimos desempenhos e bom elencos que formaram nos últimos anos.

EM BUSCA DO HEXA

A Seleção Brasileira está reunida desde o dia 21 de maio. Foram sete dias treinando na Granja Comary, em Teresópolis, e mais dez dias de trabalho em Londres, no Centro de Treinamento do Tottenham.

O time disputou dois amistosos nesse período. Venceu a Croácia por 2 a 0, em Liverpool, e bateu a Áustria por 3 a 0, no ultimo domingo, 10.

Neymar, voltou a jogar diante da Croácia após três meses fora de combate por causa de uma lesão, e começou entre os 11 titulares de Tite no último jogo antes da estreia.

Outros jogadores que não chegaram 100% fisicamente na Seleção, como Douglas Costa, que entrou no lugar de Neymar no segundo tempo, e Fagner, estão recuperados.

Renato Augusto, em fase final de recuperação de uma inflamação no joelho esquerdo, e Fred, que sofreu pancada de Casemiro em treino no dia 7, foram poupados.

 O Brasil, estreia na Copa do Mundo, no próximo domingo, 17, às 15h (horário de Brasília) diante da Suíça, em Rostov.

ANÁLISE DA FIFA

A Fifa, entidade máxima do futebol, publicou em seu site oficial na segunda-feira, 11, uma análise sobre a quatro seleções favoritas para conquistar o mundial na Rússia: Brasil, Alemanha, Espanha e França, segundos os especialistas da Federação Internacional de Futebol.

A entidade destacou que o Brasil atravessou uma “transformação sob a astuta liderança” do técnico Tite e considera que a nossa Seleção “exorcizou os fantasmas” do traumático 7 a 1 sofrido na última copa do mundo com performances excepcionais.

“Entre essas exibições está a recente vitória por 1 a 0 sobre os atuais campeões mundiais, em Berlim. Gabriel Jesus, o autor do gol dessa partida, Alisson e Coutinho também elevaram a proeminência da equipe desde a última Copa do Mundo, e se somam a vários outros ótimos jogadores que formam uma forte, bem balanceada e unida seleção”, exaltam os analistas.

A Fifa destacou Neymar como a "peça-chave" da equipe e rasgou elogios ao camisa 10, lembrando que houve um “receio coletivo” quando o “talismã brasileiro” sofreu uma lesão no pé no fim da temporada pelo PSG, em fevereiro.

“Aos 26 anos, Neymar já tem 55 gols por seu país e agora divide com Romário a quarta posição na lista de maiores goleadores do Brasil. Seu retorno com gol diante da Croácia e seu tento contra a Áustria nos amistosos recentes, ambos demonstrando habilidades brilhantes, lembraram a todos a soberba capacidade do jogador para o extraordinário”, escreveram os especialistas.

ATUAL CAMPEÃ

Mesmo considerada uma das favoritas, a Alemanha chega à Rússia num certo clima de desconfiança, devido o desempenho nos últimos amistosos preparatórios para o Mundial.

Contra a Áustria, em jogo que marcou o retorno do goleiro Manuel Neuer, que não atuava desde setembro de 2017, a Alemanha chegou a ser dominada em diversas fases da partida, principalmente na segunda etapa, e perdeu de virada, por 2 a 1.

Desde o fim da impecável Eliminatória Europeia, na qual a seleção alemã venceu todas as dez partidas e sofreu apenas quatro gols, os comandados do treinador Joachim Löw amargaram cinco jogos sem vitórias.

Com exceção da Áustria, os outros quatro adversários foram de grande calibre: Inglaterra (0x0), França (2x2), Espanha (1x1) e o revés por 1 a 0 frente ao Brasil, em Berlim, que interrompeu uma sequência de 22 jogos sem derrotas - a segunda mais longa da história da Alemanha.

No último amistoso, em casa, a vitória magra por 2 a 1 sobre a Arábia Saudita, 67ª no ranking da Fifa, não foi um resultado empolgante, e no fim quase se transformou num amargo empate, levantou preocupações com o desempenho da equipe.

A equipe responsável pelas análises das seleções da Fifa, considera que a Alemanha chega à Rússia com um elenco “indiscutivelmente” mais forte que aquele que se sagrou campeão em 2014, mas pondera que defender o título mundial é uma tarefa “notoriamente” difícil, tendo o Brasil de Pelé e Garrincha sido o último a conseguir tal feito, em 1962.

A Alemanha estreia no Mundial contra o México, também no domingo, 17, às 12h (no horário de Brasília) no estádio Luzhniki - o mesmo em que será disputada a grande final.

FRANÇA

Nos últimos quatro anos, uma safra de jovens talentosos pediu passagem a ponto de colocar a seleção francesa como uma das candidatas ao título em solo russo. Em 2016, na Eurocopa a seleção carregou a responsabilidade se ser anfitriã e apostou em jogadores mais experientes, como os laterais Sagna e Evra e o atacante, Gignac.

Na decisão contra Portugal, depois de uma categórica vitória na semifinal sobre a Alemanha, por 2 a 0, com gols de Antoine Griezmann. O vice-campeonato foi a senha para abrir de vez o caminho para os novatos.

Griezmann é o elo entre as duas gerações. O atacante do Atlético de Madrid já tem 27 anos e vai para sua segunda Copa. Apesar do protagonismo, tem o privilégio de sua seleção não depender de seu brilho solo.

O ataque francês está repleto de opções, como Kylian Mbappé (do Paris Saint-Germain), Lemar (do também francês Monaco) e Dembélé (Barcelona, da Espanha), todos garotos, velozes e habilidosos.

Sobre a França, a Fifa diz que a expectativa sobre os Bleus é natural uma vez que a seleção está “repleta de talentos individuais”, mas pondera que o técnico Didier Deschamps precisará encontrar uma fórmula para extrair o melhor de sua “matriz deslumbrante de estrelas”.

O craque da equipe é o atacante Griezmann, que já provou ser um homem de grandes ocasiões. “Dinâmico e mortal, espera-se novamente que este veloz atacante seja o líder desse talentoso esquadrão.”

A Seleção Francesa, estreia na Copa no próximo sábado, 16, contra a Austrália, em Kazam, às 7h.

ESPANHA

Após bons resultados em jogos amistosos, principalmente a goleada de 6 a 1 sobre a forte Argentina, em março, a Espanha chega à Copa do Mundo da Rússia com o prestígio recuperado, por voltar a praticar o futebol vistoso tão aclamado nas conquistas de duas Eurocopas (2008 e 2012) e do Mundial de 2010.

Tudo ocorria muito bem, com o estilo de jogo do técnico Julen Lopetegui, com a priorização da posse de bola de forma paciente até encaixar um passe decisivo, mas a dois dias do começo do mundial, o treinador foi demitido após informar a Federação Espanhola de Futebol que assinou contrato com Real Madrid para depois do Mundial. Os dirigentes espanhóis não aceitaram, e ele foi substituído por Fernando Hierro.

A IMPORTÂNCIA DA ESTREIA

O primeiro jogo em uma Copa do Mundo sempre é cercado de muita expectativa e ansiedade, e todos sabem o quanto um resultado negativo no primeiro jogo pode ser determinante para um péssimo desempenho, com a França em 2002.

Os franceses, campeões do Mundo em 1998, na inesquecível final contra o Brasil, chegaram como favoritos em 2002, mais logo na estreia perderam para o Senegal por 1 a 0, o que custou muito caro, pois empatou com o Uruguai na segunda rodada e se despediu perdendo para Dinamarca por 2 a 0.

Já a queda da Espanha na Copa do Mundo do Brasil em 2014, foi a derrocada de seus maiores símbolos. De candidata forte ao título, a campeã mundial de 2010 virou sinônimo de fracasso no Brasil ao ser eliminada já na segunda rodada. Logo na estreia foi goleada por 5 a 1 pela Holanda, e foi eliminada já na segunda rodada após ser derrotada pelo Chile por 2 a 0.

(Com informações de CBF, El País, iG, Terra e Veja)

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