SÃO PAULO

25 e 26/09

Tuca sediará seminário sobre 25 anos do Massacre do Carandiru

Por Redação
14 de setembro de 2017

Marcelo Naves, da Pastoral Carcerária, falou à Rádio 9 de Julho, sobre evento que recorda o trágico dia 2 de outubro de 1992 na Casa de Detenção

Divulgação

O Pavilhão 9 da Casa de Detenção no Carandiru foi, no dia 2 de outubro de 1992, cenário do maior massacre no sistema prisional do Brasil. Na manhã daquele dia, alguns detentos jogavam uma partida de futebol quando dois deles iniciam uma discussão gerando posteriormente uma divisão de dois grupos.

A tropa de militares coordenada pelo Coronel Ubiratan Guimarães justificou a intervenção como tentativa de acalmar a situação, porém o resultado foi a morte de 111 encarcerados. O Secretário Segurança Pública à época, Pedro Franco de Campos, negou ter consultado o Governador do Estado, Luiz Antônio Fleury Filho, sobre as devidas autorizações, fato que até hoje é questionado.

Em memória dos 25 anos do fato, acontecerá, nos dias 25 e 26 de setembro, o seminário “Massacre do Carandiru”, promovido pela Coordenação Pastoral do Serviço da Caridade, Justiça e Paz, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC).

O programa “Construindo Cidadania” da rádio 9 de Julho recebeu no último dia 11, um dos organizadores do evento, Marcelo Naves, Vice-Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo e Assessor de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional.

 

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Marcelo lembrou dos 20 anos da Campanha da Fraternidade realizada em 1997, cujo tema foi “A Fraternidade e os Encarcerados” e o lema “Cristo liberta de todas as prisões”. Para ele, a grande dúvida que regem os fatos diz respeito a necessidade de avaliação do encarceramento em massa: “Quando iremos discutir o estado penal?”.

A Pastoral Carcerária acredita que o julgamento e condenação dos 74 policiais envolvidos na ação não explica nem contribui para o fim da problemática da situação carcerária insalubre. “A realidade do encarceramento é resultado do abandono do Estado”, justificou.

Além disso, Marcelo explicou os objetivos do seminário que será realizado no Tuca (veja programação acima). Aberto ao público, o evento pretende tratar não apenas deste episódio especifico, mas analisar os demais massacres ocorridos ao longo dos anos e discutir o sistema penitenciário no País.

 

 

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