SÃO PAULO

ESPORTE

Supremacia e recorde histórico do Brasil no Parapan

Por Flavio Rogério Lopes
06 de setembro de 2019

Brasil encerra participação no Parapan de Lima com 308 pódios, melhor performance da história, com destaque para as 126 medalhas da natação

O Brasil retorna dos Jogos Parapan-Americanos de Lima com a 1ª colocação no quadro geral de medalhas e a melhor campanha de todos os tempos. Registrou a marca inédita de 308 medalhas, sendo 124 ouros, 99 pratas e 85 bronzes. 


A marca anterior era do México, que, em casa, na primeira edição, em 1999, havia conquistado 307 pódios (121 ouros, 105 pratas e 81 bronzes). Essa é quarta vez seguida que o Brasil lidera o quadro de medalhas no Parapan. 

HEGEMONIA BRASILEIRA 
Com uma delegação recorde de 512 integrantes, sendo 337 atletas, o Brasil disputou 17 modalidades e conseguiu a façanha de liderar o quadro de medalhas em 11 destas: atletismo, natação, bocha, halterofilismo, tênis de mesa, judô, badminton, taekwondo, goalball, além dos coletivos futebol de 5 (para cegos) e futebol de 7 (paralisados cerebrais). 


Desde o Parapan do Rio 2007, quando a competição passou a ser realizada na mesma sede do Pan-Americano, o Brasil é imbatível no topo do quadro de medalhas. Porém, nunca havia superado 257 medalhas e 109 ouros, recordes alcançados na edição de quatro anos atrás, em Toronto 2015. Os Estados Unidos foram os vice-campeões na capital peruana, com 57 ouros e um total de 182 medalhas, apenas dois ouros à frente do México, terceiro colocado, com 158 medalhas.


“Foi uma competição desafiadora e, certamente, os Jogos Parapan-Americanos mais difíceis que o Brasil já disputou. Foi uma campanha memorável do Brasil. Nossos atletas lograram mais êxitos do que nós prevíamos ou imaginávamos”, comentou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

RECORDES E DESTAQUES 
A equipe de natação foi o grande destaque, pois quase metade das medalhas foram conquistadas nessa modalidade, que alcançou 126 conquistas, sendo 53 ouros. Na última edição, em Toronto 2015, haviam sido 104 medalhas e 38 ouros. No halterofilismo, o Brasil alcançou 16 medalhas, sendo seis ouros – em Toronto o total fora de 8 medalhas.


“A nossa meta interna no Comitê sempre foi superar os números de Toronto. Não só em medalhas, mas queríamos estar em mais finais, trazer a maior delegação, ter mais mulheres, contar com o maior número possível de atletas de classes baixas. Sempre apostando muito nos jovens. E acho que tudo isso foi alcançado”, disse Alberto Martins, diretor técnico e chefe da missão brasileira em Lima.


Foram muitos os destaques individuais brasileiros, mas dois nadadores chamaram a atenção. Daniel Dias alcançou a inédita marca de 33 medalhas de ouro em 33 provas disputadas em Parapans, desde o Rio 2007. Já Phelipe Rodrigues foi o competidor que mais ouros leva na bagagem de volta para casa. Ele participou de oito provas, ganhou sete ouros e um bronze. 

 

RUMO A TÓQUIO 
Agora o Brasil já está de olho na preparação rumo aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Segundo o CPB, a delegação nacional deve ter entre 350 e 400 pessoas, sendo aproximadamente 250 atletas. Na Paralimpíada Rio 2016, o Brasil foi o oitavo colocado, com 72 medalhas (14 ouros).


“Ainda é bastante cedo para termos uma meta de resultados. Precisamos esperar os Mundiais de Natação, agora em setembro, de Atletismo, no final do ano, e os próximos até Tóquio, para podermos delimitar melhor os nossos adversários. Mas, é claro que a China é fortíssima. Rússia voltando é uma forte candidata a um posto no Top 5. Canadá e Estados Unidos devem ir com delegações bem diferentes dessas que estiveram aqui em Lima. Serão fortes rivais”, concluiu Alberto Martins.


(Com informações de CPB, Agência Brasil e Rede Nacional do Esporte)

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