INTERNACIONAL

Sudão do Sul

Sudão do Sul: ‘A crise de refugiados que mais rapidamente se agrava no mundo’

Por Filipe David
27 de agosto de 2017

Os bispos do Sudão do Sul têm pedido negociações de paz entre as facções rivais

Reprodução de Internet

“O Sudão do Sul apresenta a crise de refugiados que mais rapidamente se agrava no mundo”, disse Muhumed Hussein, um dos diretores do Conselho de Refugiados Norvegiano. Uganda, país vizinho que tem acolhido os refugiados, recebeu recentemente seu milionésimo refugiado. Os habitantes são obrigados a fugir em busca de paz, porque, caso fiquem em seu País de origem, podem ser mortos, torturados, estuprados ou até mesmo forçados a lutar por uma das facções em guerra. Mas, nem todo mundo consegue deixar o País. Muitas pessoas fogem de seus vilarejos sem nenhum rumo, nem meios para fazer uma viagem longa. Muitos têm encontrado refúgio em igrejas. Na Igreja Santa Maira Ajuda dos Cristãos são abrigadas 10 mil pessoas: “Aqueles que fogem acreditam que até mesmo os rebeldes temem a Deus e não massacrariam civis no terreno de uma igreja”, disse o Padre Moses Peter, um dos sacerdotes da igreja. Segundo o Padre Moses, “muitas outras igrejas estão abrigando centenas de pessoas”.
Desde o início da guerra civil, 4 milhões de pessoas deixaram o País, com a esperança de encontrar paz, comida e trabalho. Em média, 1,8 mil sul-sudaneses cruzam a fronteira com a Uganda todos os dias. A crise existe desde a fundação do País, em 2011, quando o Sudão do Sul se tornou independente do Sudão. Em pouco tempo, a corrupção e as divisões étnicas começaram a provocar fome e violência. Nos últimos três anos e meio, o País tem vivido uma guerra civil entre uma facção que apoia o Presidente Salva Kiir e outra que apoia o ex-Vice Presidente Riek Machar. O conflito também provocou a aparição de diversas divisões e facções de milícias locais.

Os bispos do Sudão do Sul têm pedido negociações de paz entre as facções rivais, ao mesmo tempo em que se articulam com organizações humanitárias e o governo para socorrer os refugiados e as vítimas da guerra. No entanto, os recursos disponíveis são escassos e não há perspectiva de trégua a curto prazo. Fonte: CNA
 

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