Pesquisadores do sínodo são enviados em missão pela cidade

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23 de julho de 2018

Na tarde deste sábado, 21, na Catedral da Sé, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, celebrou a missa de envio dos voluntários que realizarão o levantamento da realidade sóciorreligiosa das paróquias da Arquidiocese no sínodo arquidiocesano.
 
Os pesquisadores indicados pelas paróquias farão visitas domiciliares nas seis regiões episcopais com o objetivo de é conhecer a realidade dos habitantes do território das paróquias. Os resultados da pesquisa serão usados como elementos de análise das assembleias paroquiais do sínodo, previstas para acontecer entre setembro e outubro, na conclusão da primeira etapa do caminho sinodal da Arquidiocese.
 
Na homilia, Dom Odilo ressaltou o sentido missionário dessa atividade no contexto do sínodo, que tem como tema “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”. “Queremos ouvir como estamos. Essa pesquisa vai fornecer àquela Paroquia um rosto, como estão as coisas no conjunto... Queremos conhecer sobre tudo, fazer o levantamento religioso e pastoral. De repente, poderemos concluir coisas que nos desafiam pastoralmente e isso será importante para o nosso sínodo”, disse.  
 
Esses pesquisadores estão recebendo treinamento nas regiões episcopais com o auxílio de especialistas da Coordenadoria de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais (Cedepe), da PUC-SP, que desenvolveu a metodologia do levantamento.
 
A pesquisa de campo será realizada de julho a setembro em todas as paróquias da Arquidiocese de São Paulo.
 
Acesse outras informações sobre o sínodo arquidiocesano

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Documento Preparatório do Sínodo para a Amazônia é lançado em coletiva de imprensa, em Brasília

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11 de junho de 2018

O Documento Preparatório do Sínodo para a Amazônia foi apresentado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, instituições parceiras e pastorais para divulgar o material que já está disponível.

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidiu a celebração de abertura do evento na sexta-feira, 8 de junho, no auditório da CNBB, em Brasília e em seguida falou da importância da realização do Sínodo para a Amazônia. Para ele, é vital que seja realizada essa Assembleia Sinodal, já que a realidade da Amazônia é de sofrimento. “Realidade sofrida significa os povos estão sofridos, e não apenas os indígenas, mas os ribeirinhos, os povos que vivem do extrativismo, grupos isolados que não têm contato com os brancos”, lembrou Dom Leonardo. “É muito importante a Igreja refletir essa realidade, e, por isso, o papa está chamando para Roma”, destacou o secretário-geral da CNBB.

“Amazônia: novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral” é o tema do Sínodo que será realizado em outubro do ano que vem, mas que, de acordo com Papa Francisco, em janeiro desse ano, na visita ao Peru, em Porto Maldonado, já iniciou. Irmã Maria Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, secretária executiva da REPAM-Brasil, Delegada da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR) na Comissão Preparatória do Sínodo e única mulher da equipe, apresentou o Documento e os passos que serão realizados a partir de agora. “O material tem três fases, o ver, o discernir e o agir, e nos propõe a fazer isso a partir da Amazônia, das pessoas que estão lá”, frisou irmã Irene.

O objetivo do material é preparar as comunidades para o Sínodo e ouvi-las, para que essa grande assembleia repercuta, de fato, os clamores que saem das bases, o que é um desejo expresso do Papa Francisco. De acordo com a religiosa o material precisa chegar a todas as pessoas do território amazônico para contribuírem no processo. “O Documento será utilizado nas assembleias territoriais, realizaremos cerca de 40 ao longo dos próximos meses, e esse momento será de escuta das bases: os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos, as pessoas das cidades, os jovens… esse documento vai para as mãos das pessoas que estão na Amazônia”, reforçou irmã Irene.

Após esse período de escuta, os questionários serão retomados pela equipe de assessores, sintetizados e transformados no Documento de Trabalho, que deverá ser encaminhado aos participantes do Sínodo.

Documento preparatório

O material foi construído por uma equipe de assessores e foi aprovado pelo Vaticano, em abril desse ano, quando houve a primeira reunião do Conselho Pré-Sinodal. O Documento Preparatório é composto por um texto-base, que oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia e aponta percursos e novos caminhos para a Igreja a serviço da vida nesse bioma.

Dos 13 expertos que auxiliaram na escrita do Documento Preparatório, 3 são brasileiros e membros da REPAM-Brasil. O texto está dividido em três partes, segundo o método ver,discernir e agir. Ao final do material estão algumas questões que permitem um diálogo e uma progressiva aproximação da realidade para que as populações da Amazônia sejam ouvidas.

A primeira parte é o VER, um convite a olhar a identidade e os clamores da Pan-Amazônia. Território, diversidade sociocultural, identidade dos povos indígenas, memória histórica eclesial, justiça e direitos dos povos, espiritualidade e sabedoria, são os pontos apresentados nessa parte do texto. Segundo o documento preparatório, “em sua história missionária, a Amazônia tem sido lugar de testemunho concreto de estar na cruz, inclusive, muitas vezes, lugar de martírio. A Igreja também aprendeu que neste território, habitado por mais de 10 mil anos por uma grande diversidade de povos, suas culturas se construíram em harmonia com o meio ambiente”.

O DISCERNIR é a segunda parte do documento que ilumina as reflexões para uma conversão pastoral e ecológica. O anúncio do Evangelho de Jesus na Amazônia é apresentado a partir das dimensões bíblico-teológica, social, ecológica, sacramental e eclesial-missionária. “Hoje o grito da Amazônia ao Criador é semelhante ao grito do povo de Deus no Egito (cf. Ex 3,7). É um grito de escravidão e abandono, que clama pela liberdade e o cuidado de Deus. É um grito que anseia pela presença de Deus, especialmente quando os povos amazônicos, por defender suas terras, são criminalizados por parte das autoridades; ou quando são testemunhas da destruição do bosque tropical, que constitui seu habitat milenar; ou, ainda, quando as águas de seus rios se enchem de espécies mortas no lugar de estarem plenas de vida”, afirma o texto de preparação.

Por fim, o documento, na última parte, provoca a ação, a AGIR: novos caminhos para uma Igreja com rosto amazônico. O texto reflete o que seria esse rosto, a dimensão profética, os ministérios e os novos caminhos. “No processo de pensar uma Igreja com rosto amazônico, sonhamos com os pés fincados na terra de nossos ancestrais e com os olhos abertos pensamos como será essa Igreja a partir da vivência da diversidade cultural dos povos. Os novos caminhos terão uma incidência nos ministérios, na liturgia e na teologia (teologia indígena)”, destaca o texto.

Após as reflexões realizadas pelo documento, uma série de questões são apresentadas para contribuir com a escuta das realidades da Pan-Amazônia. O questionário está dividido, metodologicamente, de acordo com as partes do documento para facilitar os trabalhos que serão realizados pelas comunidades e grupos que responderão as perguntas.

O documento preparatório termina com as palavras de Francisco em Porto Maldonado, no momento em que abre, oficialmente, o Sínodo especial para a Amazônia: “Ajudai os vossos Bispos, ajudai os vossos missionários e as vossas missionárias a fazerem-se um só convosco e assim, dialogando com todos, podeis plasmar uma Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena. Com esse espírito, convoquei um Sínodo para a Amazônia no ano de 2019”.

Sínodo para a Amazônia

O Sínodo para Amazônia foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. De acordo com Francisco, “ o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.

 

Assessoria de Comunicação da Repam

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Paróquias da Região Santana realizam encontro do sínodo

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07 de junho de 2018

No sábado 26 de maio, na Paróquia São Domingos Sávio, no Setor Pastoral Tremembé, da Região Episcopal Santana, aconteceu o 3º Encontro do Sínodo Arquidiocesano, com a participação dos coordenadores e lideranças das Pastorais, grupos e movimentos da Matriz Paroquial e da Comunidade São José.

Dia 29 de maio, o 3° encontro sinodal aconteceu na Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, no Setor Pastoral Tucuruvi. Os grupos se reuniram e houve momentos de oração e reflexão em busca de caminhos e respostas às questões propostas.Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres

SÍNODO NA PARÓQUIA

“A paróquia é comunidade animada e santificada pelo Espírito Santo. A santidade é, acima de tudo, resultado da ação do Espírito Santo em nós, quando nos deixamos inspirar, animar e conduzir por ele. E, então, a santidade é também fruto da nossa fidelidade ao Evangelho e aos Mandamentos de Deus. A paróquia tem a missão de mostrar a todos o caminho da vida santa, pela pregação do Evangelho e a formação cristã e a celebração dos Sacramentos. A paróquia é lugar de santificação.”

“O Papa São João Paulo II disse, em 2001, que “o horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral da Igreja é a santidade”. Assim, a programação pastoral de nossa Paróquia também deve ser marcada pela busca da santidade, pois ela é a prioridade das prioridades pastorais. Ser santos é a meta da vida cristã; é ter parte com Deus e estar em comunhão com Ele.”

(Extraído do subsídio “Sínodo – Etapa preparatória de base nas Paróquias”, pag. 36 e 37)

 

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Relator Geral do Sínodo, presidente da CNBB, participa de reunião com o Papa

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09 de mai de 2018

Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, é Relator Geral dos Sínodo dos Bispos e esteve no Vaticano nos dias 7 e 8 de maio, quando foi realizada a quarta reunião do XIV Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, presidida pelo Papa Francisco. Na reunião, foi discutido e aprovado o Documento de Trabalho (Instrumentum laboris) para o Sínodo dos Jovens, marcado para outubro de 2018.

O Documento foi elaborado em conjunto com um grupo de especialistas que recolheram material de cinco fontes: as respostas ao questionário aos jovens e aos vários organismos estabelecidos; as atas do Seminário sobre a situação juvenil realizado em 2017, as observações livres recebidas de pessoas e grupos; e o Documento final da reunião pré-sinodal de março passado, no Vaticano.

Ao site Vatican News, o presidente da CNBB, fez um depoimento em vídeo no qual fez um rápido relato do encontro: “Nós estamos terminando a reunião do Conselho da Reunião da secretaria do Sínodo com um sentimento muito grande de agradecimento a Deus e a todos os que estão colaborando com na redação do Instrumentum Laboris. Mas, ao mesmo tempo, juntamente com a ação de graças, com a gratidão está a nossa esperança. Creio que olhamos para o caminho que temos pela frente com muita esperança. A esperança de continuar a caminhar juntos, contando, sobretudo, com a presença da juventude”.

PRESENÇA DO PAPA

No início do encontro, o Secretário Geral, Card. Lorenzo Baldisseri, agradeceu o Papa pela presença e ilustrou o percurso de preparação da XV Assembleia, cujo tema será “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Dom Sergio afirmou que “o Papa Francisco tem estado sempre muito próximo do Conselho da Secretaria, na verdade é ele quem preside todo o tempo de reunião da própria Secretaria do Sínodo, do Conselho. Ele tem nos estimulado a, cada vez, dialogar com a juventude procurando ter essa atitude de escuta e de acolhida de suas propostas, seus valores, suas aspirações de modo a evangelizar a juventude contando com os próprios jovens”.

RUMO AO SÍNODO

Dom Sergio gravou o vídeo para o Vatican News tendo ao fundo a imagem de Nossa Senhora de Lujan, padroeira da Argentina. A festa litúrgica que lembra esse título de Maria é celebrada no dia 8 de maio.

“É com esse sentimento de gratidão, mas também de muita esperança que estamos continuando a nossa caminhada rumo a assembleia sinodal. Em breve, se Deus quiser, nós estaremos recebendo o chamado Instrumentum Laboris, o instrumento de trabalho, que servirá, de modo especial para aqueles que irão participar da própria assembleia sinodal, mas que de alguma maneira produzirá muitos frutos na vida da Igreja”, concluiu.

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Encontro das coordenações pastorais da Arquidiocese

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19 de março de 2018

Os coordenadores de pastorais da Arquidiocese reuniram-se na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), no sábado, 17, a partir das 8h30 da manhã. Os bispos auxiliares da Arquidiocese, padres, diáconos, leigos, religiosos e religiosas participaram do encontro. 

Após a acolhida com café e a oração inicial, o Cardeal Odilo Pedro Scherer falou aos participantes sobre o início do ano pastoral na Arquidiocese. "Contamos muito com vocês para que, naquilo que é atribuição de cada um, façam acontecer o que está previsto para este ano", disse o Cardeal.

Ele lembrou do Plano de Pastoral (2017-2020), do sínodo arquidiocesano, da Campanha da Fraternidade e do Ano Nacional do Laicato. Os coordenadores tiveram a oportunidade de falar sobre os seus projetos específicos. 

"Este é o ano de grande empenho na base. É o ano de fazer acontecer o sínodo nas comunidades, com a participação de todos. As estruturas estão a serviço das pessoas e da missão que acontece na  vida concreta das pessoas", continuou o Cardeal.

 

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Cardeal Hummes: por uma evangelização de um entusiasmo missionário

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27 de outubro de 2017

Em entrevista à rádio Vaticano, na sexta-feira, 27, o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo e Presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica, falou dos principais desafios do Sínodo Pan-Amazônico, que será realizado em outubro de 2019.

Dom Cláudio salientou da necessidade de uma evangelização de entusiasmo missionário na região, defendida, sobretudo, pelo Papa Francisco e de como fazer o anúncio explicito de Jesus Cristo aos povos indígenas. Ele destacou, ainda, que a problemática socioambiental, ligada à ecologia integral, será um dos eixos do Sínodo em 2019.

“Para ser cristão não é necessário deixar de ser índio. Seria uma barbaridade destruir uma identidade, uma cultura para ser cristão”, ressaltou o Arcebispo Emérito que é defensor de um clero autóctone para a região. Outro grande desafio, segundo Dom Cláudio, é a fragilidade adquirida através dos tempos e no desânimo de líderes católicos com relação aos cuidados com a população amazônica.

 

OUÇA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

 

 

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‘Quando vai começar o sínodo?’

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02 de setembro de 2017

Essa tem sido uma pergunta recorrente em toda a Arquidiocese de São Paulo. E a resposta é: o sínodo já começou. Desde que o sínodo foi convocado pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na Solenidade de Corpus Christi deste ano, começaram os muitos trabalhos de preparação, que envolvem, por exemplo, as elaborações de questionários às paróquias e de roteiros, além da estruturação de equipes que trabalharão diretamente com o sínodo.

Também já está sendo finalizado o hino do sínodo. A oração já foi elaborada e todos na Arquidiocese de São Paulo são convidados a rezá-la para o bom êxito do sínodo. Em breve, quem ainda não está participando ativamente do sínodo, encontrará muitas ocasiões para isso até 2020.
 
Você tem dúvidas sobre o sínodo arquidiocesano?Envie sua pergunta para osaopaulo@uol.com.br
Acompanhe também os boletins semanais sobre o sínodo na rádio 9 de Julho: às quintas-feiras, nos programas “Igreja em Notícias”, das 7h30 às 8h, e “Ciranda da Comunidade”, das 18h30 às 19h

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‘Qual a real necessidade de um sínodo para a Igreja em São Paulo?’

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30 de agosto de 2017

O sínodo é uma forma de reunião na Igreja, muito presente a partir do Concílio Vaticano II. A Igreja deseja reunir o povo de Deus para discutir, aprofundar temas e caminhos para a nova evangelização. Ao longo dessa caminhada do sínodo arquidiocesano, têm surgido algumas perguntas, e uma delas é sobre a real necessidade desse tipo de reunião para a Igreja em São Paulo.

Muitas outras dioceses do mundo têm realizado sínodos com a finalidade de aprofundar a própria identidade e também de traçar novos rumos para a evangelização. Essa é a primeira vez que a Arquidiocese de São Paulo realiza um sínodo, e a sua necessidade reside na própria realidade desta grande cidade e desta grande Arquidiocese, com um povo de Deus sempre a caminho, engajado, trabalhando e evangelizando, que deve compreender melhor a própria realidade.

Todos são convidados a se informar sobre o sínodo arquidiocesano para participar bem e para que haja ampla compreensão da realidade para traçar caminhos futuros.

 

Você tem dúvidas sobre o sínodo arquidiocesano?Envie sua pergunta para osaopaulo@uol.com.br 

Acompanhe também os boletins semanais sobre o sínodo na rádio 9 de Julho: às quintas-feiras, nos programas “Igreja em Notícias”, das 7h30 às 8h, e “Ciranda da Comunidade”, das 18h30 às 19h

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Arquidiocese irá preparar animadores paroquiais

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28 de julho de 2017

Para motivar a participação dos fiéis das paróquias e comunidade da Arquidiocese de São Paulo nas reflexões e trabalhos do sínodo arquidiocesano, em setembro será realizado um encontro de formação de animadores sinodais paroquiais.

Esse foi um dos assuntos tratados na segunda reunião da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo Arquidiocesano, realizada nesta quinta-feira, 27, na Cúria Metropolitano.

Esses animadores sinodais serão aqueles que vão auxiliar os párocos durante os encontros que serão realizados em âmbito paroquial e terão a missão de animar e ajudar a coordenar os trabalhos do caminho sinodal nas bases, previsto para acontecer ao longo de 2018. “O animador sinodal é, portanto, o agente facilitador, mediador, para que a comunhão do caminhar juntos aconteça em todas as realidades da Igreja de São Paulo”, explicou o Padre José Arnaldo Juliano, um dos peritos convidados para assessoria teológica do Sínodo.

A formação será destinada a dois representantes de cada paróquia da Arquidiocese indicados pelos párocos e administradores paroquiais. O itinerário formativo está sendo preparado por um grupo de trabalho da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo. Também estão sendo elaborados subsídios para a realização dos trabalhos do sínodo nas bases.

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, destacou que uma vez preparados, esses animadores deverão, a partir do mês de outubro, realizar encontros nas paróquias para preparem os paroquianos para as atividades sinodais de 2018.

Na reunião da Comissão, também foram encaminhados o texto do regulamento do sínodo e dos materiais de divulgação e motivação do caminho sinodal.

Saiba mais sobre o sínodo arquidiocesano aqui.

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‘Avançar para águas mais profundas’ na missão da Igreja em São Paulo

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05 de julho de 2017

A Comissão de Coordenação Geral do 1º Sínodo da Arquidiocese de São Paulo se reuniu pela primeira vez na sexta-feira, 30, na Cúria Metropolitana. Instituída pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, a Comissão tem o objetivo de ajudar a pensar e organizar os próximos passos do caminho sinodal convocado no dia 15 de junho.

O organismo é constituído pelos bispos auxiliares, vigários episcopais, coordenadores de pastorais das regiões e vicariatos, representantes dos religiosos, diáconos permanentes e do laicato. Junto com a Comissão, também foi criada a Secretaria Geral do Sínodo, que terá à frente o Padre Tarcísio Marques Mesquita, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral.

A reunião também contou com a presença do Padre José Arnaldo Juliano, teólogo e historiador, convidado para ser um dos peritos do Sínodo, e do Padre Pedro Augusto Ciola de Almeida, Secretário do Arcebispo.

Dom Odilo explicou aos membros da Comissão que o objetivo do Sínodo é a “conversão e renovação da vida pastoral da Arquidiocese, à luz dos apelos de Deus e da Igreja, da realidade na qual vive a Igreja em São Paulo”. O Cardeal Scherer ressaltou, ainda, que não é a Comissão que realizará o Sínodo, mas toda a Arquidiocese: “A Igreja em São Paulo que reflete e olha para si, para sua maneira de ser, para sua missão, o que estamos realizando, como estamos realizando”.

Ainda segundo o Arcebispo, todo o caminho sinodal, desde o anúncio e a convocação, passando pela preparação e celebração do mesmo, “deverá ser marcado pela escuta e atenta acolhida à Palavra de Deus, do Magistério da Igreja, para discernirmos sobre a vocação e a missão de nossa Arquidiocese em cada realidade vivida pelos fiéis católicos: nas pequenas e grandes expressões da comunidade eclesial e em todas as estruturas e organizações pastorais”.

 

 

Preparação

Os primeiros encaminhamentos da Comissão serão pensar na divulgação e motivação sobre o Sínodo nas paróquias e comunidades da Arquidiocese, bem como elaborar subsídios para serem utilizados na primeira etapa do caminho sinodal, em 2018, quando os trabalhos acontecerão nas bases. Para esclarecer e motivar as pessoas sobre o Sínodo, será elaborado um folder com informações básicas, como o que é um sínodo, por que e para que celebrá-lo.

Também caberá à Comissão preparar a formação de agentes que auxiliarão na realização das reflexões do Sínodo nas bases. Para isso, será necessária a elaboração do regulamento do Sínodo. Estão em fase de preparação um logotipo e um hino do Sínodo, que ajudarão na divulgação, motivação e celebração do caminho sinodal.

Ao longo do segundo semestre de 2017, as atividades arquidiocesanas também serão voltadas para a motivação do Sínodo. Em agosto, o Curso de Atualização Teológico-Pastoral do Clero da Arquidiocese de São Paulo irá tratar do assunto, preparando os sacer-dotes e diáconos para a realização do Sínodo nas paróquias. De igual maneira, os materiais para o Mês Missionário, celebrado em outubro, bem como a Novena de Natal, serão elaborados no contexto sinodal.

 

 

Olhar para si

Dando como exemplo o método “ver-julgar-agir”, Dom Odilo explicou que a primeira etapa será o “ver” da Arquidiocese, quando cada paróquia, comunidade ou organização pastoral vai “olhar-se no espelho” e perceber a sua realidade.

Ainda de acordo com o Arcebispo, é preciso ter claro que o Sínodo não conta só pelas conclusões, mas pelo caminho realizado, pelo exercício de comunhão, de tomada de consciência e motivação. “O Sínodo é eclesial. É a Igreja em São Paulo que reflete e olha para si, para sua maneira de ser, para sua missão. O que estamos realizando, como estamos rea-lizando... É a busca da própria Igreja de se reposicionar, acertar o passo”, disse o Cardeal Scherer.

Padre José Arnaldo afirmou que o Sínodo é um momento eclesial. Recordando a encíclica Ecclesiam Suam, do Beato Paulo VI (1964), na qual o Pontífice fala sobre os sínodos, o Teólogo salientou que é necessário que a Igreja, antes de tomar atitudes pastorais ousa-das, pare e olhe para si mesma. Essa é a experiência, na sua avaliação, que o Sínodo poderá proporcionar. “Não podemos pensar apenas no ativismo pas-toral. É momento de reflexão e de ação em comunhão”, alertou.

Padre Andrés Gustavo Marengo, Coordenador de Pastoral da Região Santana, completou que para uma autêntica e eficaz conversão pastoral é preciso ir ao encontro das periferias existenciais, a Igreja deve, antes de tudo, descobrir sua própria identidade na cidade. “Para sairmos em busca daqueles que estão afastados, nós precisamos saber quem somos.”

Padre Jordélio Siles Ledo, da Congregação dos Sagrados Estigmas (Estigmatinos), um dos representantes dos religiosos na Comissão, afirmou que ao iniciar o processo de avaliação, preciso ter consciência de que a Igreja pode se defrontar com uma imagem incômoda sobre si mesma. “Esse ‘ver’ a realidade, saber quem é esse interlocutor da Igreja, a cidade, é muito importante”, disse.

 “O Sínodo deverá significar um ‘vento impetuoso de Pentecostes’ (cf. At 2,1-11), uma saudável sacudida na Igreja da Arquidiocese, dando-lhe fortes impulsos para ‘avançar para águas mais profundas’ no exercício da missão evangelizadora e da vida da Igreja”, enfatizou Dom Odilo.

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