Papa aos jovens: apaixonem-se pela liberdade de Jesus

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08 de outubro de 2018

O Santo Padre encontrou-se na tarde deste sábado, 6, na Sala Paulo VI com cerca de sete mil jovens por ocasião do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano de 3 a 28 do corrente.

Testemunhos e cantos marcaram o evento, do qual o Papa participou desde o primeiro momento. 

Após os testemunhos, o Papa ouviu nove perguntas, às quais disse que não poderia responder porque, do contrário, “anularia o Sínodo”. “As respostas devem vir de todos, sem medo.” Mas ofereceu aos jovens alguns ideias para refletir, concentrando-se em alguns aspectos.

 

Encontrar o próprio caminho

O primeiro deles, a importância de cada um fazer o seu próprio caminho, “sejam jovens em caminho olhando o horizonte, não o espelho” ou sentados no sofá. “Encontrem a si mesmos fazendo, indo em busca do bem, da verdade e do belo”.

 

Coerência de vida

Outro conceito reiterado pelo Papa foi a coerência de vida. Isso é fundamental não só para os clérigos, que correm o risco de ceder às tentações do clericalismo, mas também para os jovens. “Sigam a estrada das bem-aventuranças. Não o caminho da mundanidade, do clericalismo, que é uma das piores perversões da Igreja.”

 

Leilão

Francisco também foi enfático ao recordar à juventude de que ela não tem preço. “Vocês não são mercadorias num leilão. Por favor, não se deixem comprar, não se deixem seduzir, não se deixam escravizar pelas colonizações ideológicas. Apaixonem-se pela liberdade de Jesus.”

 

Testemunho concreto

O Papa falou ainda dos riscos representados pela rede e a necessidade de um testemunho “concreto, não líquido” e a coragem do acolhimento. “Os populismos estão na moda, que nada têm a ver com o popular. O popular é a cultura do povo. O populismo é o contrário: é o fechamento num único modelo. O amor é a palavra que abre todas as portas.

O Pontífice finalizou falando da importância das raízes e do diálogo entre as gerações. “Tomem as raízes e levem-nas avante para dar fruto e também vocês se tornarão raízes dos outros.”

Muito obrigado. Estas são orientações. As respostas, a eles (padres sinodais)!, disse o Papa em tom de brincadeira.

 

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Luz para ver, força para querer

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06 de outubro de 2018

“Não temas, de agora em diante serás pescador de homens”. Com estas palavras, Cristo transforma a vida de Simão e, a partir de então, o pescador da Galileia fica sabendo para que vive. Como ele, cada pessoa, mais cedo ou mais tarde, depara-se com esta pergunta: “Qual é a minha missão na vida?”

Durante os próximos dias, o Sínodo dos Bispos refletirá em Roma sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Além de pedir ao Espírito Santo que ilumine os padres sinodais, aproveitemos esta ocasião para meditar sobre o nosso próprio caminho, porque todos temos uma vocação divina, todos somos chamados por Deus à união com Ele.

A fé é uma luz poderosa, capaz de iluminar o nosso futuro e de inspirar desejos de plenitude. Num momento da vida em que talvez a segurança da infância cambaleie e, também, a luz da fé possa se debilitar, é preciso recordar a nossa verdade mais profunda: somos filhos de Deus e fomos criados por amor. Ele realiza a chamada mais radical: chama-nos, a cada um e a cada uma, a sermos plenamente felizes ao seu lado. O Criador não nos lança na vida e se esquece de nós. Aquele que cria, ama e chama. Por isso, o discernimento do nosso caminho deve estar iluminado pela fé no amor de Deus por nós, por cada um. 

“Não temas”, diz Jesus a Pedro. “Não tenham medo de escutar o Espírito que lhes sugere escolhas audazes”, escrevia o Papa na sua carta aos jovens para anunciar este Sínodo. A nossa procura pessoal pode gerar certo desassossego, porque experimentamos a vertigem da liberdade. Serei feliz? Terei forças? Valerá a pena comprometer-se? Também nesses momentos, Deus não nos abandona. Ele nos inspira, se soubermos escutá-lo. É isso que lhe pedimos cada vez que rezamos a mais bela das orações: “seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no 
céu”; faça-se a tua vontade em mim, em ti, em cada um de nós.

Pensando em tantos jovens que desejam secundar os planos de Deus, peçamos que recebam não só luz para ver seu caminho, mas também força para querer unir-se à vontade divina. Ajuda-nos o pensamento de que, quando Ele pede alguma coisa, na realidade está oferecendo um dom. Não somos nós que lhe fazemos um favor: é Deus quem ilumina a nossa vida, enchendo -a de sentido.

Deus queira que todos, jovens e adultos, compreendamos que a santidade não só não é um obstáculo para os nossos sonhos, mas é o seu ponto culminante. Todos os desejos, todos os projetos, todos os amores podem fazer parte dos planos de Deus. Como lembra São Josemaria, “a caridade bem vivida já é santidade”. 

A vida cristã não nos leva a identificar-nos com uma ideia, mas com uma pessoa: com Jesus Cristo. Para que a fé ilumine os nossos passos, além de perguntar-nos: “Quem é Jesus Cristo para mim?”, pensemos: “Quem sou eu para Jesus Cristo?” Descobriremos, assim, os dons que o Senhor nos deu e que estão diretamente relacionados com a nossa missão. Assim, amadurecerá mais e mais em nós uma atitude interior de abertura às necessidades dos outros, saberemos estar a serviço de todos e veremos com mais clareza qual é o lugar que Deus nos confiou neste mundo.

Numa sociedade que com frequência pensa demais no bem-estar, a fé nos ajuda a erguer o olhar e descobrir a verdadeira dimensão da existência. Se formos portadores do Evangelho, a nossa passagem por esta terra será fecunda. Sem dúvida, a sociedade inteira se beneficiará de uma geração de jovens que, a partir da fé no amor que Deus tem por mim, pergunte-se: “Qual é a minha missão nesta vida? Que rasto deixarei?”

Monsenhor Fernando Ocáriz é Prelado do Opus Dei 

 

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Começa o Sínodo dos Bispos sobre os jovens

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05 de outubro de 2018

No Sínodo dos Bispos, os jovens terão voz e falarão todos os dias aos padres sinodais. Além da reunião pré-sinodal, em março, na qual cerca de 300 jovens estiveram em Roma e debateram o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, agora, na reunião dos bispos, eles terão de novo a chance de intervir. Também por meio das redes sociais, receberão informações sobre o Sínodo e poderão comentar. 

São 34 os jovens “auditores” convidados a participar dessa assembleia, com 18 a 29 anos de idade. “Seguimos um critério de representação geográfica, de atuação na pastoral juvenil em diferentes partes do mundo”, explicou o Cardeal Lorenzo Baldisseri, em coletiva de imprensa na segunda-feira, dia 1º. Ele é o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos e, portanto, o principal responsável pela sua organização.

Também foram convidados membros de diversos movimentos eclesiais. “Os jovens convidados poderão participar das discussões nos círculos menores e poderão participar como os padres sinodais e dar a sua colaboração”, acrescentou Dom Lorenzo. Os círculos menores são debates em pequenos grupos, em seis línguas diferentes. “É importante a presença deles. Os jovens não são o objeto, mas o sujeito deste Sínodo.” 

Todos os dias, a sessão de abertura terá uma breve apresentação de um dos jovens. Isso garantirá a eles e oportunidade de falar a todos os padres sinodais simultaneamente – 266 bispos, padres e religiosos de dioceses e congregações em todo o mundo, além das igrejas orientais e da Cúria Romana. No total, são 49 auditores, entre jovens e formadores. Além deles, outros 23 especialistas auxiliarão na orientação dos trabalhos e na redação dos documentos.

O cardeal brasileiro Dom Sergio da Rocha, relator-geral deste Sínodo sobre os jovens, comentou, na mesma conversa com os jornalistas, o chamado Instrumentum Laboris. Trata-se do documento que orienta as atividades do Sínodo. 

“O percurso de escuta que precedeu o Sínodo recolheu milhares de páginas de testemunhos, reflexões e pedidos provenientes de todo o mundo. O Instrumentum Laboris recapitula todas essas contribuições, ajudando-nos a ter um olhar integral e integrado das questões que temos que tratar”, disse o Cardeal, definindo o documento como “quadro de referência”, ou seja, texto que oferece tanto o método quanto os conteúdos para as reuniões.

Assim como o Instrumentum é dividido em três partes – reconhecer, interpretar e escolher – também as reuniões do Sínodo seguirão o mesmo “mapa de ação”. 

“Será necessário que nos deixemos interpelar pelas inquietudes dos jovens, também quando colocam em questão as práticas da Igreja ou envolvem questões complexas, como a afetividade e a sexualidade”, disse Dom Sergio. “Nos nossos contextos eclesiais, é muito fácil falar dos jovens ‘por ouvir dizer’, fazendo referência a estereótipos ou modelos juvenis que talvez já nem existem mais”, analisou. 

Segundo o Arcebispo de Brasília, há uma espécie de “idealização” e de “ideologização” dos jovens. “Às vezes, fazemos referência à nossa juventude e pensamos que os jovens de hoje vivam as nossas mesmas experiências. Mas deste modo, inevitavelmente, perdemos de vista os traços característicos dos jovens de hoje.”

 

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Papa Francisco: o Sínodo é um momento de partilha

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04 de outubro de 2018

O Papa Francisco abriu o Sínodo dos Jovens, na tarde desta quarta-feira, 3 , na Sala do Sínodo, no Vaticano.

“Ao entrar nesta Sala para falar dos jovens, já se sente a força da sua presença, que exala positividade e entusiasmo capazes de invadir e alegrar não só esta sala, mas toda a Igreja e o mundo inteiro”, disse o Pontífice em seu discurso.

Francisco agradeceu a todos ali presentes por terem acreditado que “vale a pena sentir-se parte da Igreja ou entrar em diálogo com ela; vale a pena ter a Igreja como mãe, como mestra, como casa, como família, capaz, não obstante as fraquezas humanas e as dificuldades, de fazer resplandecer e transmitir a mensagem sem ocaso de Cristo; vale a pena agarrar-se à barca da Igreja que, mesmo através das tempestades implacáveis do mundo, continua oferecendo a todos refúgio e hospitalidade; vale a pena colocar-se à escuta uns dos outros; vale a pena nadar contracorrente e aderir a valores altos, como a família, a fidelidade, o amor, a fé, o sacrifício, o serviço e a vida eterna”.

 

O Sínodo é um momento de partilha

“O Sínodo que estamos vivendo é um momento de partilha. Só o diálogo pode nos fazer crescer. Uma crítica honesta e transparente é construtiva e ajuda, ao contrário das bisbilhotices inúteis, das murmurações, das ilações ou dos preconceitos.”

Segundo o Papa, é preciso também saber escutar com humildade. “A  escuta aberta requer coragem para tomar a palavra e fazer-se voz de tantos jovens no mundo que não estão presentes. É esta escuta que abre espaço ao diálogo. O Sínodo deve ser um exercício de diálogo, sobretudo entre os que participam dele. E o primeiro fruto deste diálogo é cada um abrir-se à novidade, estar pronto a mudar a sua opinião diante do que ouviu dos outros. Isto é importante para o Sínodo.”

 

“Sintamo-nos livres para aceitar e compreender os outros e, consequentemente, para mudar as nossas convicções e posições: é sinal de grande maturidade humana e espiritual.”

“O Sínodo é um exercício eclesial de discernimento. Franqueza no falar e abertura no ouvir são fundamentais para que o Sínodo seja um processo de discernimento. Sejamos sinal duma Igreja à escuta e em caminho. A atitude de escuta não pode se limitar às palavras que trocaremos entre nós nos trabalhos sinodais. Uma Igreja que não escuta mostra-se fechada à novidade, fechada às surpresas de Deus, e não poderá ser crível, especialmente para os jovens, os quais, em vez de se aproximar, irão se afastar inevitavelmente”, disse ainda Francisco.

 

Aliança entre gerações

Deixemos para trás preconceitos e estereótiposSegundo o Papa, “o primeiro passo rumo à escuta é libertar as nossas mentes e os nossos corações de preconceitos e estereótipos: quando pensamos já saber quem é o outro e o que quer, então teremos verdadeiramente dificuldade em ouvi-lo seriamente.

Os jovens são tentados a considerar ultrapassados os adultos; os adultos são tentados a julgar os jovens inexperientes, a saber como são e sobretudo como deveriam ser e comportar-se. Tudo isto pode constituir um forte obstáculo ao diálogo e ao encontro entre as gerações.”

O Papa frisou que a maioria das pessoas presentes no Sínodo “não pertence à geração dos jovens, pelo que devemos claramente ter cuidado sobretudo com o risco de falar dos jovens a partir de categorias e esquemas mentais já superados. Se soubermos evitar este risco, contribuiremos para tornar possível uma aliança entre gerações.

A propósito do clericalismo, o Papa disse que “é preciso, por um lado, superar decididamente” este “flagelo”. “O clericalismo é uma perversão e é raiz de muitos males na Igreja: destes devemos pedir humildemente perdão e sobretudo criar condições para que não se repitam. Mas, por outro lado, é preciso curar o vírus da autossuficiência e das conclusões precipitadas de muitos jovens.”

 

Reencontrar as razões da nossa esperançaa

“Que o Sínodo desperte os nossos corações! Precisamos reencontrar as razões da nossa esperança e sobretudo transmiti-las aos jovens que estão sedentos de esperança. O encontro entre as gerações pode ser extremamente fecundo para gerar esperança”, observou o Papa.

“Não nos deixemos tentar pelas «profecias de desgraças», não gastemos energias a «contabilizar falências e recordar amaarguras», mantenhamos o olhar fixo no bem que «muitas vezes não faz barulho.”

Esforcemo-nos para fazer sair deste Sínodo não só um documento, que geralmente é lido por poucos e criticado por muitos, mas sobretudo propósitos pastorais concretos, capazes de realizar a tarefa do próprio Sínodo, que é fazer germinar sonhos, suscitar profecias e visões, fazer florescer a esperança, estimular confiança, faixar feridas, entrançar relações, ressuscitar uma aurora de esperança, aprender um do outro, e criar um imaginário positivo que ilumine as mentes, aqueça os corações, restitua força às mãos e inspire aos jovens – a todos os jovens, sem excluir nenhum, a uma visão de futuro repleto da alegria do Evangelho.

 

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Dois bispos chineses irão participar do Sínodo

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03 de outubro de 2018

O acordo provisório assinado pelo Vaticano e a China no dia 22 de setembro começa a dar seus primeiros frutos. Dois bispos chineses poderão participar do Sínodo dos Bispos sobre os jovens. 

Eles foram ordenados sem mandato pontifício, isto é, sem autorização do Papa, e por isso chegaram a ser automaticamente excomungados. Porém, no novo acordo provisório, o Papa Francisco reconheceu a ordenação de oito bispos chineses que estavam irregulares 
– um deles já falecido – e determinou que, daqui por diante, os novos bispos serão nomeados por ele mesmo, mas após diálogo com o governo chinês.

De base ideológica comunista, a China mantém o controle da Igreja por meio de uma associação católica oficial, ligada ao governo. Sob o Papa Bento XVI, havia um acordo informal para a nomeação de bispos, mas em 2010 o governo chinês deixou de respeitá-lo e ordenou bispos sem permissão do Papa. Desde então, iniciou-se um novo processo de diálogo para que a autoridade pontifícia fosse respeitada. 

O Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, afirmou que já era tradição convidar bispos chineses para as assembleias sinodais. Ainda que em situação regular, esses bispos não podiam participar. “Eles foram convidados pelo Papa e sua presença é uma consequência indireta do atual acordo”, disse o Cardeal. São eles os bispos Yang Xaoting e Guo Jincai.

 

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Papa abre o Sínodo dos jovens: que o Espírito nos dê a capacidade de sonhar

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03 de outubro de 2018

O Santo Padre presidiu esta manhã, 3, na Praça São Pedro, à solene celebração da Santa Missa por ocasião da inauguração do Sínodo dos Bispos, que se realiza no Vaticano de 3 a 28 do corrente, sobre o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

O Papa iniciou sua homilia com o trecho do Evangelho de São João, que diz: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará tudo e recordará tudo o que Eu lhes disse”.

Desta maneira tão simples, - disse o Papa - Jesus oferece aos seus discípulos a garantia de que o Espírito Santo os acompanhará em toda a sua obra missionária. O Espírito do Senhor é o primeiro a guardar e manter sempre viva e atual a memória do Mestre no coração dos discípulos e faz com que a riqueza e beleza do Evangelho sejam fonte de constante alegria e novidade. E Francisco exortou os presentes:

“No início deste momento de graça para toda a Igreja, em sintonia com a Palavra de Deus, peçamos insistentemente ao Paráclito que nos ajude a trazer à memória e reavivar as palavras do Senhor, que faziam arder o nosso coração. Memória para que possa despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar. Os jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou idosos, formos capazes de sonhar, contagiar e partilhar os nossos sonhos e esperanças”.

 

Sonhos e esperanças

O Santo Padre expressou seu desejo de que “o Espírito do Senhor nos dê a graça de sermos Padres sinodais, ungidos com o dom dos “sonhos e da esperança”, para podermos ungir os jovens com o dom da profecia e da visão; possa dar-nos a graça de sermos memória atuante, viva e eficaz, que não se deixa sufocar e esmagar pelos falsos profetas, mas levar a inflamar o coração e discernir os caminhos do Espírito. E acrescentou:

“É com esta disposição de dócil escuta da voz do Espírito que viemos aqui, de todas as partes do mundo. Hoje, pela primeira vez, estão conosco também dois irmãos Bispos da China continental, a quem damos as nossas calorosas boas vindas. Com a sua presença, a comunhão de todo o Episcopado, com o Sucessor de Pedro, torna-se ainda mais visível”.

 

Dilatar os corações

Ungidos com a esperança, - disse Francisco - começamos um novo encontro eclesial, capaz de ampliar os horizontes, dilatar os corações e transformar as estruturas, que hoje nos paralisam, dividem e afastam dos jovens, deixando-os expostos às intempéries e órfãos de uma comunidade de fé que os apoie, de um horizonte de sentido e de vida. A esperança interpela-nos, destronca o conformismo e nos convida a trabalhar contra a precariedade, exclusão e violência, às quais está exposta a nossa juventude. E falando dos jovens, o Papa disse:

“Os jovens, fruto de muitas das decisões tomadas no passado, exortam-nos a cuidar do presente, com maior esforço e com eles, a lutar contra tudo aquilo que impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua visão”.

 

Sob a proteção de Maria

O dom da escuta sincera deve ser livre de preconceitos para entrarmos em comunhão com as diferentes situações do Povo de Deus, sem cairmos na tentação de certos moralismos, elitismos e de ideologias abstratas. E o Papa convidou os Padres Sinodais, dizendo:

“Irmãos, coloquemos este tempo sob a proteção materna da Virgem Maria, mulher da escuta e da memória, para que nos guie no reconhecimento dos vestígios do Espírito, a fim de que, entre sonhos e esperanças, possamos acompanhar e encorajar nossos jovens para que não cessem de profetizar”.

Neste sentido, Francisco recordou que, ao término do Concílio Vaticano II, os Padres Conciliares dedicaram a sua última mensagem aos jovens: «A Igreja, durante quatro anos, trabalhou para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu fundador, Cristo, o eterno jovem... É especialmente para os jovens que a Igreja acende, neste Concílio Ecumênico, uma luz, que iluminará o futuro da juventude. A Igreja espera que a sociedade respeite a dignidade, a liberdade, o direito sobretudo dos jovens».

Francisco concluiu sua homilia exortando os Padres Sinodais e representantes da Igreja no mundo, a alargar seus corações, a escutar o apelo do Povo de Deus e a colocar suas energias a serviço da juventude:

“Lutem contra todo o egoísmo. Rejeitem dar livre arbítrio aos instintos da violência e do ódio, que geram guerras e suas consequentes misérias. Sejam generosos, puros, respeitadores, sinceros. Construam, com entusiasmo, um mundo melhor, que o dos seus antepassados. Padres sinodais, a Igreja olha para vocês com confiança e amor.”

 

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Região Santana avança com trabalhos do Sínodo arquidiocesano

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28 de setembro de 2018

A Região Episcopal Santana, atendendo ao chamado do sínodo arquidiocesano de São Paulo, que segue até 2020, vem realizando encontros para melhor responder as necessidades paroquiais dentro da cidade.

No dia 18, a Paróquia São Domingos Sávio, no Setor Pastoral Tremembé, realizou o sexto encontro. Na ocasião, lideranças, agentes de pastorais refletiram sobre o testemunho de Cristo que a paróquia oferece para à comunidade. O encontro serviu também para que a assembleia paroquial, que acontecerá em novembro, começasse a ser organizada.

No domingo, 23, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Tremembé, aconteceu a primeira sessão da assembleia paroquial do sínodo, conduzida pelo Pároco, Frei Guilherme Pereira, SIA. Estiveram presentes, representantes do Conselho Pastoral Paroquial, Andréa Carneiro, que trabalhou durante as pesquisas de campo, integrantes de pastoral, dez paroquianos, convidados e a equipe sinodal.

A etapa paroquial do sínodo prevê que entre os meses de outubro e novembro, as paróquias da Arquidiocese realizem a assembleia com todo o conteúdo adquirido ao longo do ano.

 

 

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Região Santana avança com trabalhos do Sínodo arquidiocesano

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28 de setembro de 2018

A Região Episcopal Santana, atendendo ao chamado do sínodo arquidiocesano de São Paulo, que segue até 2020, vem realizando encontros para melhor responder as necessidades paroquiais dentro da cidade.

No dia 18, a Paróquia São Domingos Sávio, no Setor Pastoral Tremembé, realizou o sexto encontro. Na ocasião, lideranças, agentes de pastorais refletiram sobre o testemunho de Cristo que a paróquia oferece para à comunidade. O encontro serviu também para que a assembleia paroquial, que acontecerá em novembro, começasse a ser organizada.

No domingo, 23, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Tremembé, aconteceu a primeira sessão da assembleia paroquial do sínodo, conduzida pelo Pároco, Frei Guilherme Pereira, SIA. Estiveram presentes, representantes do Conselho Pastoral Paroquial, Andréa Carneiro, que trabalhou durante as pesquisas de campo, integrantes de pastoral, dez paroquianos, convidados e a equipe sinodal.

A etapa paroquial do sínodo prevê que entre os meses de outubro e novembro, as paróquias da Arquidiocese realizem a assembleia com todo o conteúdo adquirido ao longo do ano.

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Sínodo arquidiocesano: paróquias preparam suas assembleias

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21 de setembro de 2018

Enquanto o levantamento da realidade religiosa e pastoral da Arquidiocese de São Paulo nos domicílios da cidade está sendo realizado pelos pesquisadores voluntários, as paróquias já estão se preparando para as assembleias paroquiais do sínodo arquidiocesano, previstas para acontecer entre outubro e novembro.

Para isso, a Arquidiocese disponibilizou um subsídio que contém o Regulamento Geral do sínodo e o Instrumento de Trabalho das assembleias paroquiais do sínodo. Elaborado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo, o subsídio traz os roteiros para as três sessões da assembleia paroquial do sínodo, com as orientações e os conteúdos a serem trabalhados em cada paróquia, e a elaboração das conclusões a serem encaminhadas para as regiões episcopais.

Na apresentação do subsídio, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, ressalta que “é indispensável que, sem demora, os párocos e administradores paroquiais, juntamente com as Comissões Paroquiais do sínodo, estudem esses ‘instrumentos’, para preparar as assembleias paroquiais do sínodo”.

Esse subsídio está disponível para download no portal da Arquidiocese de São Paulo.

 

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Avançam os preparativos para as assembleias paroquiais do sínodo

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19 de setembro de 2018

No dia 12, os representantes das Comissões Paroquiais do sínodo na Região Episcopal Sé reuniram-se na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Setor Perdizes, a fim de estudar e refletir o regulamento das assembleias paroquiais que devem acontecer entre outubro e novembro.

O encontro foi coordenado pelo Padre José Arnaldo Juliano dos Santos, Teólogo -Perito do sínodo arquidiocesano, que fez a apresentação do regulamento e do instrumento de trabalho para as assembleias, a partir do documento enviado às paróquias no último mês. O Padre ressaltou a importância de que os trabalhos relativos ao sínodo sejam sempre acompanhados de oração e invocação do Espírito Santo, para que Ele conduza o olhar dos fiéis sobre a realidade das paróquias, da Região e da Arquidiocese.

Após a explanação do Padre, cerca de 200 pessoas tiveram a oportunidade de expor suas dúvidas práticas, relativas à organização das três sessões da assembleia paroquial sinodal, comprometendo-se a levar as informações obtidas para suas respectivas comunidades. Apesar do trabalho árduo, os representantes demonstraram sua consciência da importância deste momento e do papel central de cada comunidade paroquial neste processo de “olhar-se no espelho” pelo qual passa a Arquidiocese de São Paulo.

(Colaborou: Lívia de Miranda)

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