Sínodo arquidiocesano é tema de Semana de Iniciação à Vida Cristã

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31 de janeiro de 2019

A Pastoral Bíblico-Catequética da Região Episcopal Belém realizará, entre 4 e 8 de fevereiro, a Semana de Iniciação à Vida Cristã, que abordará o tema a partir do sínodo arquidiocesano de São Paulo.

Os encontros acontecerão nos setores expandidos da Região, das 20h às 21h30. O encerramento e envio serão no dia 8 de fevereiro, às 20h, na Paróquia Cristo Rei, em missa presidida por Dom Luiz Carlos Dias, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Belém.

 

CONFIRA OS LOCAIS DOS ENCONTROS POR SETORES

Paróquia Cristo Rei (Rua Maria Eugênia, 10, Tatuapé), Setores Pastorais Belém, Carrão/Formosa e Tatuapé Paróquia Santa Luzia e São Pio X (Avenida Sapopemba, 1.500, Vila Leme), Setores Pastorais Guarani, Vila Alpina e Vila Prudente Paróquia São Paulo Apóstolo (Praça Miguel Ramos Moura, 86, Jardim Imperador), Setores Pastorais São Mateus, Sapopemba e Vila Antonieta Paróquia São José de Anchieta (Rua Fernandes Tourinho, 182, Jardim Vera Cruz), Setor Pastoral Conquista Centro Pastoral São José (Avenida Álvaro Ramos, 366 – Belém) – encontro para catequistas que estão iniciando.

 

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Paróquia Santo Antônio de Lisboa e os desafios da acolhida

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17 de dezembro de 2018

Desdobradas em três sessões, as assembleias paroquiais do sínodo já se encerraram. Elas ocorreram em vista da renovação pastoral e missionária da Igreja em São Paulo por meio de pesquisas de campo e levantamento de dados dos serviços paroquiais. 

Na Paróquia Santo Antônio de Lisboa, Setor Pastoral Medeiros da Região Episcopal Santana, as assembleias começaram no dia 23 de outubro e foram até o dia 6 de dezembro.

Melina Martins, coordenadora da Pastoral de Comunicação e secretária do sínodo na Paróquia, salientou sobre as informações obtidas na Santo Antônio durante as assembleias.

Segundo Melina, “o principal ponto debatido foi a questão da acolhida”. As discussões se deram até o aspecto mais reflexivo a respeito do que é acolher. Foi constatado que o acolhimento na paróquia necessita de aperfeiçoamento, nesse sentido “acolher” foi definido como rezar, cantar e fazer as pessoas sentirem-se bem. A partir das discussões chegou-se ao consenso de que a Igreja precisa estar de portas abertas e ser acolhedora por parte de todos os fiéis para que ocorra a conversão e renovação.

As soluções práticas encaminhadas foram promoção de palestras, formações, capacitações na espiritualidade e realização de encontros entre as paróquias. Também será criado na Santo Antônio a Pastoral da Acolhida. Além disso, divulgar como a Igreja caminha por meio das redes sociais e sites, aproximar os bispos com as paroquias, envolver os padres com a comunidade, promoção de novas atividades, visando oferecer espaço a todos, evangelizar através das músicas e incentivar jovens e crianças a frequentar a comunidade também fazem parte das proposições.               

 

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No primeiro ano do sínodo, paróquias tomam consciência da própria realidade

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14 de dezembro de 2018

A primeira etapa do sínodo arquidiocesano de São Paulo está chegando ao fim. Praticamente todas as paróquias já concluíram suas assembleias sinodais e encaminharam os relatórios de seus trabalhos e reflexões às regiões episcopais, onde se dará a fase seguinte do caminho sinodal. 

“Já fizemos um belo caminho”, avaliou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, durante a reunião da Comissão de Coordenação Geral do sínodo arquidiocesano, no dia 6. Ele destacou como elementos importantes do primeiro ano de sínodo as reflexões dos grupos paroquiais, os levantamentos da realidade pastoral e religiosa e as assembleias paroquiais.  

Em março, as paróquias iniciaram a realização de encontros mensais em grupos com o objetivo de “olhar-se no espelho” e tomar consciência sobre sua vida e missão na cidade a partir do que propõe o tema do sínodo: “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”. 

 

PESQUISA DE CAMPO

Nos meses de agosto e setembro, houve um inédito levantamento de campo sobre a realidade religiosa e pastoral dos habitantes da cidade. Os 300 pesquisadores voluntários do sínodo visitaram os domicílios das 295 paróquias territoriais da Arquidiocese para saber como os católicos vivem sua fé e qual a percepção que têm a respeito da presença e atuação da Igreja em seu bairro. Ao mesmo tempo, foi feito um levantamento interno da realidade paroquial, com informações sobre a organização pastoral. 

O Cardeal Scherer afirmou que os resultados da pesquisa são reveladores e confirmam “a necessidade de uma nova evangelização”. 

“É preciso passar das discussões intelectuais feitas em âmbitos da hierarquia eclesial ou de certos espaços de reflexão acadêmica para uma nova atitude na práxis eclesial, que chegue às bases da Igreja, lá onde ela aparece como comunidade de pessoas animadas pela fé, esperança e caridade, reunidas em torno de Jesus Cristo, mediante a Palavra de Deus, a Eucaristia e os demais sinais sacramentais que a identificam e expressam”, escreveu em artigo publicado no O SÃO PAULO em 7 de novembro.

 

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

A própria dinâmica proposta para os encontros sinodais permitiu um maior envolvimento dos paroquianos nas atividades e um interesse em refletir mais sobre a vida e missão da paróquia. “O conteúdo proposto pelo subsídio foi bastante formativo. As celebrações foram momentos fortes de oração em comunidade, e as avaliações e debates em grupo nos ajudaram a perceber de forma bastante concreta aspectos pastorais que precisamos desenvolver ou melhorar para sermos mais missionários”, destacou o Padre Michelino Roberto, Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, na Região Episcopal Sé. Ainda segundo o Pároco, os resultados dos levantamentos realizados na Paróquia trouxeram “uma boa inquietação apostólica” para a comunidade. “Muitas propostas foram levantadas, algumas já colocadas em prática. Durante o sínodo, crescemos na fé e no desejo de comunicá-la”, acrescentou. 

Durante a assembleia sinodal da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, na Região Episcopal Lapa, ficaram evidentes três âmbitos de ação que necessitam maior atenção da comunidade: integração entre as pastorais, movimentos e grupos; fortalecimento e apoio aos grupos de jovens; e criação de iniciativas que vão ao encontro das pessoas que se afastaram da Paróquia. “Nossa Pastoral Familiar precisa efetivamente ir ao encontro das famílias que, por razões diversas, deixaram de frequentar a comunidade, a começar pelo envolvimento dos pais das crianças e adolescentes que estão na Catequese”, ressaltou o Padre José Pedro Batista, Pároco. 

Padre Edemilson Gonzaga, Pároco da Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, na Região Episcopal Brasilândia, relatou que o sínodo permitiu identificar uma sensível mudança no perfil dos habitantes da área de abrangência da Paróquia, assim como a diminuição da proporção de católicos em relação a outras confissões cristãs e tradições religiosas, o que desafia a ação pastoral da comunidade. Por outro lado, ele destacou que a pesquisa de campo mostrou que muitos católicos demonstraram interesse em conhecer mais sobre a fé. “Muitos disseram que gostariam de receber a visita da Igreja em suas casas”, frisou.

 

Em 2019, o caminho continua nas regiões e vicariatos

A segunda fase do caminho sinodal, em 2019, acontecerá no âmbito das regiões episcopais e vicariatos ambientais. A abertura dessa etapa será em 30 de março, em cada região. 

A Comissão de Coordenação Geral do sínodo já elaborou o regulamento das assembleias regionais (disponível no site arquisp.org.br/sinodo) e agora prepara a redação do instrumento de trabalho das reuniões. 

As assembleias serão realizadas em quatro sessões com os objetivos de avaliar e refletir sobre a vida e a missão da Igreja nos vicariatos, a partir dos relatórios das paróquias e realidades ambientais; refletir sobre as realidades eclesiais supraparoquiais, como os serviços, as pastorais, associações, movimentos e novas comunidades, tendo em conta os dados dos levantamentos feitos na fase paroquial; discernir sobre os principais desafios e urgências pastorais; elaborar propostas para a melhor realização da missão na região e na Arquidiocese. 

Os resultados das assembleias regionais serão encaminhados para a assembleia arquidiocesana, última etapa do sínodo, que acontecerá em 2020. 

 

E AS PARÓQUIAS?

Enquanto acontecem as assembleias regionais, as paróquias são convidadas a continuar o caminho sinodal. Em março de 2019, Dom Odilo publicará uma carta pastoral à Arquidiocese, dando indicações de como as comunidades viverão o sínodo em 2019. 

Uma das indicações é que as paróquias se dediquem à tomada de consciência de sua própria história, promovendo iniciativas que estimulem os fiéis a aprofundar seu sentido de pertença à comunidade. De igual modo, o Arcebispo propõe que se promovam a história dos santos padroeiros das paróquias como testemunhas de seguimento de Jesus Cristo que inspiram a missão paroquial.  

Outro grande destaque de 2019 será o Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, a ser celebrado em outubro. A Arquidiocese prepara uma série de iniciativas missionárias para esse período do ano, já como resposta à percepção trazida pelo levantamento de campo feito nas paróquias em 2018.

 

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Estimular compromissos pastorais é o foco da Paróquia São Vicente de Paulo

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11 de dezembro de 2018

As Assembleias Paroquiais do Sínodo Arquidiocesano estão ocorrendo em toda a Arquidiocese de São Paulo, desdobradas em três sessões. Elas têm em vista a renovação pastoral e missionária da Igreja em São Paulo por meio de pesquisas de campo e levantamento de dados dos serviços paroquiais. 

Na Paróquia São Vicente de Paulo, as discussões levaram a percepção de algumas fragilidades e, consequentemente, se iniciaram proposições em vista do aperfeiçoamento na comunidade.

Roseli Aparecida Simões Nascimento, secretária do grupo do sínodo de 2018, destacou que a síntese das discussões levou a necessidade de criação e desenvolvimento das seguintes pastorais: litúrgica, da comunicação e da acolhida. Também foi constatado que a comunidade não está querendo assumir compromissos pastorais e ainda é resistente as mudanças.

 

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Aumentar participação na vida sacramental é desafio na Paróquia Santo Antônio dos Bancários

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16 de novembro de 2018

As assembleias paroquiais do sínodo arquidiocesano estão ocorrendo em toda a Arquidiocese de São Paulo, desdobradas em três sessões. Elas têm em vista a renovação pastoral e missionária da Igreja em São Paulo por meio de pesquisas de campo e levantamento de dados dos serviços paroquiais. 

Na Paróquia Santo Antônio dos Bancários, Setor Pastoral Mandaqui da Região Episcopal Santana, as Assembleias Paroquiais do Sínodo começaram no dia 27 de outubro. A segunda sessão está prevista para o dia 10 de novembro e a última etapa acontecerá no dia 25 de novembro.

Luciana Cairo, secretária sinodal da Paróquia, salientou sobre as informações obtidas da Santo Antônio durante a primeira sessão das Assembleias: “Foi constatada queda da participação da vida sacramental, exceto no Batismo, e a necessidade de uma consciência na melhoria de acolhida para os que já estão e os que chegam na Paróquia”.

Além dessa necessidade de aperfeiçoamento na relação com os fiéis, ela também afirmou uma evolução na interação entre as pastorais e a diversidade de representantes.

A secretária sinodal ainda mencionou que durante as discussões frisou-se a importância de formação litúrgica, bíblica e pastoral, bem como momentos de confraternização e retiros espirituais.

Por fim, o formato de divulgação dos serviços pastorais e paroquiais e a falta de conhecimento dos entrevistados sobre a atuação no território paroquial foram ressaltados por Luciana.

 

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Em assembleia, Arquidiocese reflete a respeito da realidade pastoral da cidade

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14 de novembro de 2018

A Arquidiocese de São Paulo realizou no sábado, 10, sua Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. O encontro anual, na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), reuniu o Arcebispo Metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer, os bispos auxiliares, padres, lideranças de pastorais, movimentos, novas comunidades, associações e demais organizações eclesiais para a avalição da caminhada da Igreja em São Paulo e a implementação do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral (confira o box). 

Este ano, o destaque principal também foi a realização do sínodo arquidiocesano de São Paulo, cuja primeira etapa, que acontece nas paróquias, está sendo concluída. Nessa ocasião, foi dada maior atenção aos resultados dos dois levantamentos da realidade religiosa e pastoral da cidade e das paróquias, realizados entre os meses de agosto e outubro.

 

PERCEPÇÃO DA REALIDADE

Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, apresentou alguns números gerais da pesquisa de campo feita nos domicílios de abrangência das paróquias da Arquidiocese e do levantamento interno sobre a realidade pastoral de cada paróquia. Esses dados estão sendo objeto de análises e reflexões nas assembleias paroquiais do sínodo, que já estão acontecendo. 

O Bispo explicou que os dados apresentados são apenas um recorte da totalidade das informações. A leitura mais aprofundada precisa do conjunto dos dados. “Lendo os resultados à luz de cada uma das urgências da evangelização, é possível ver avanços e campo aberto para o trabalho. Muita coisa já realizamos, mas há outras que ainda precisamos fazer para implementar o Plano de Pastoral”, afirmou.

Ao comentar os dados apresentados, Dom Odilo destacou que é a primeira vez que se realiza uma pesquisa dessa magnitude em São Paulo, o que é uma oportunidade para que a Igreja tome consciência da sua vida e missão na cidade. “Temos pela frente um grande trabalho de leitura, compreensão, interpretação, reflexão, discernimento e decisão para que nós possamos corresponder à nossa missão diante dos dados, daquilo que a realidade nos diz”, afirmou. 

Para o Padre Pedro Luiz Amorim, Coordenador de Pastoral da Região Episcopal Ipiranga, os primeiros dados das pesquisas serviram para a compreensão maior da diversidade sociorreligiosa da cidade e, consequentemente, de como cada paróquia desempenha a sua missão nessas realidades. “O sínodo confirma, por exemplo, a urgência da iniciação à vida cristã, da evangelização das famílias e da juventude. Os pesquisadores nos deram um retorno de que os jovens não conhecem nem compreendem o que é um projeto de vida cristã”, disse. 

 

REPERCUSSÕES

Padre José Roberto Pereira, Coordenador de Pastoral da Região Episcopal Sé, também destacou que os resultados da pesquisa confirmam a urgência da evangelização das famílias e da juventude. “O sínodo está nos dando consciência de que precisamos investir mais em iniciativas voltadas para a formação dos fiéis, em vista de um maior comprometimento das pessoas com a vida eclesial”, disse.

Maria Helena Soriano, coordenadora arquidiocesana da Renovação Carismática Católica, afirmou que a pesquisa foi uma oportunidade concreta para que a Igreja em São Paulo “se olhasse no espelho”. Ela chamou a atenção para o fato de os católicos entrevistados terem a missa como a principal fonte de vivência da fé na Igreja. “Também considero positivo o crescimento da catequese de adultos. Olhando para o 12º Plano de Pastoral, percebo que essa reflexão proposta pelo sínodo serve de ‘norte’ para o olhar interno de nossas paróquias e para verificarmos se as seis urgências estão realmente sendo contempladas em nossas ações pastorais”, completou. 

Sueli Camargo, coordenadora da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, ressaltou que a primeira impressão causada pela pesquisa é a preocupação. “Essas informações nos atingem diretamente porque somos Igreja e também somos responsáveis por esses dados. No entanto, essa ainda é a fase do diagnóstico, que ajudará todas as forças da Igreja a tomar consciência de sua realidade e propor novos caminhos em vista da conversão missionária”. 

A agente de pastoral reforçou que os dados do levantamento serão enriquecidos e aprofundados nas fases seguintes do caminho sinodal, especialmente em 2019, quando acontece a etapa em âmbito regional. “Na próxima fase, haverá uma participação maior de outras frentes de atuação, que nem sempre estão inseridas na vida das paróquias. Esses são os braços da Igreja em outros âmbitos da sociedade”, afirmou. 

 

ESCUTAR OS APELOS DA CIDADE

“Coloquemo-nos na escuta e em atitude de disponibilidade para acolher os apelos de Deus, que vêm por meio de tantas formas. No sínodo, nós temos ocasião propícia para ouvir esses apelos e responder a eles de forma organizada, na comunhão eclesial de nossa Arquidiocese. Nós somos a Igreja em São Paulo e, por isso, temos que nos colocar na atitude do Apóstolo, perguntando ‘Senhor, o que queres que eu faça?’ e sempre em atitude missionária. Esse é o maior propósito do sínodo: sermos uma Igreja ainda mais missionária”, concluiu Dom Odilo. 
 

 

 

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Levantamento de campo ajuda Igreja a conhecer seu rosto na cidade

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09 de novembro de 2018

O levantamento da realidade religiosa dos moradores das áreas de abrangência das paróquias da Arquidiocese de São Paulo chegou ao fim. Após dois meses de peregrinação pelas casas de diferentes bairros, os 300 pesquisadores voluntários obtiveram uma percepção de como a Igreja é vista pela população e como a fé é vivida nos lares paulistanos.

 

NÚMEROS

Os números do levantamento dão uma demonstração da magnitude da pesquisa. De acordo com o relatório geral do levantamento, foram entrevistados 16.399 católicos, entre homens e mulheres, de diferentes idades, correspondendo à meta da amostragem definida pela Coordenadoria de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais (Cedepe), organismo da PUC-SP, que desenvolveu a metodologia científica da pesquisa e treinou os voluntários. Também foram entrevistadas 5.789 pessoas que se declararam não católicas e aceitaram responder às questões gerais da pesquisa destinadas a esse perfil de público.

Alcançar a meta não foi fácil. O relatório contabilizou 33.760 pessoas abordadas que se recusaram a responder o questionário por diversas razões, como falta de tempo ou desinteresse. 

Foram visitados domicílios de 295 paróquias territoriais da Arquidiocese. Em quase todas elas, foi possível atingir a meta de 50 católicos em cada paróquia. Apenas em um pequeno número delas esse número não foi alcançado por dificuldade de acesso aos domicílios.

“Essa dificuldade de acesso também é um dado importante para o sínodo, porque mostra o quanto a Igreja consegue chegar a esses lugares, sobretudo nas áreas de condomínios, mais fechadas à atuação eclesial”, explicou Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar de São Paulo, Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação e um dos responsáveis pela organização do levantamento. “Não significa que nesses lugares não existam católicos. O que existe concretamente é a dificuldade para ter acesso a eles”, acrescentou. 

 

DADOS

O banco de dados do levantamento contém mais de 21 milhões de registros de dados enviados pelos pesquisadores por meio do aplicativo digital utilizado para o questionário. Ao todo, foram cerca de 1,7 milhão de questões respondidas e mais de 55 mil questionários enviados. 

Esses dados permitem inúmeras possibilidades de cruzamentos entre si e com outras informações, como os dados do Censo do IBGE, enviados pela Cedepe junto com os relatórios do levantamento. 

Dom Devair ressaltou ao O SÃO PAULO que a análise geral dos dados é positiva. “Percebemos o interesse das pessoas pela Igreja, abertura e desejo pela vida sacramental. Percebemos, ainda, a importância da missa, que acaba sendo a principal forma de vinculação dos católicos com a Igreja”, disse.

Ainda de acordo com o Bispo, a partir da comparação desses dados com os obtidos pelo levantamento interno sobre a realidade pastoral das paróquias, será possível identificar movimentos de crescimento e de diminuição da procura por determinados sacramentos nos últimos anos. “Identificamos, por exemplo, um aumento da procura de adultos pelos sacramentos da Iniciação Cristã”, destacou. 

 

EXPERIÊNCIA MISSIONÁRIA

A maneira como a pesquisa foi realizada, por meio de voluntários indicados pelas paróquias e comunidades, favoreceu que o levantamento sinodal fosse uma experiência missionária. Sair às ruas, bater de porta em porta, ouvir recusas e as impressões dos entrevistados causou um impacto na vida desses homens e mulheres.

A dona de casa Graça Ferreira Barros Mendes, 62, visitou casas na área da Paróquia São João Batista e ajudou na conclusão da pesquisa na Paróquia Nossa Senhoras das Graças, ambas no Setor Guarani da Região Episcopal Ipiranga. Para ela, foi uma experiência desafiadora, pois pôde constatar uma realidade diferente da que imaginava. 

“Imaginei que ao mencionar ‘Arquidiocese de São Paulo’ facilitaria a abordagem. Porém, já nas primeiras tentativas, constatei o total desconhecimento das pessoas, assim como o desconhecimento da realização do sínodo e, no decorrer do questionário, o significado e função da CNBB, por exemplo”, relatou.

No entanto, a pesquisadora destacou a riqueza de poder ouvir os comentários e justificativas dos entrevistados ao responderem as questões. “Foi uma experiência marcante saber como pensam”, ressaltou. 

Pesquisadora da Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, na Região Brasilândia, a pedagoga Daniela Valle Spadini destacou o quanto as pessoas precisam ser ouvidas. “Nós, da Igreja Católica, precisávamos viver isso. Foi realmente uma missão”, disse. 

A publicitária Ana Cristina Paula de Lima, 51, que pesquisou no território da Paróquia Imaculado Coração de Maria (Capela da PUC-SP), na Região Episcopal Sé, destacou a oportunidade de entrar em contato com as pessoas que, por diversas razões, estão afastadas da Igreja e ouvi-las. “Muitas delas demonstraram o desejo de retornar à Igreja, mas não sabem como. E nós teremos que ajudá-las”.  Ela salientou que o próprio questionário levou as pessoas a pensar em coisas que nunca haviam refletido. “Creio que esse questionário tinha um aspecto evangelizador, pois mexia com as convicções profundas da pessoa. Enquanto respondiam, as pessoas paravam para pensar sobre o assunto”. 

 

EM FAMÍLIA

A pesquisa de campo mobilizou famílias inteiras, como o caso da psicóloga Alessandra Roberta Taques, 45, que realizou pesquisas em seis paróquias do Setor Vila Maria, na Região Episcopal Santana, junto com seu marido, o analista de sistemas Jony Celestino da Silva, 51, e sua filha, a estudante de Nutrição Beatriz Taques Amorim, 20. A família percorreu 3,5 mil casas para alcançar a amostragem de católicos entrevistados dessas paróquias. 

“Esse sínodo serviu de aprendizado para nós mesmos. Há muitas perguntas do questionário que eu fazia a mim mesma: ‘Eu faço isso?’ Eu mudei muitos hábitos e costumes a partir dessa experiência. Por exemplo, eu não conhecia ainda o Catecismo da Igreja Católica, mas tratei de comprá-lo e lê-lo”, partilhou Alessandra.

 

ASSEMBLEIAS

As paróquias já receberam os relatórios da pesquisa de campo para fazerem suas análises nas assembleias paroquiais do sínodo, que já estão ocorrendo. Essas informações são essenciais para que aconteça a “renovação missionária” desejada pelo caminho sinodal da Igreja em São Paulo. Como enfatizou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na ocasião da convocação do sínodo, será a oportunidade de a Igreja “olhar-se no espelho” e fazer uma profunda reflexão sobre sua vida e missão na cidade.

 

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Paróquia Santa Cruz de Itaberaba constata mudança no perfil dos paroquianos

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08 de novembro de 2018

As assembleias paroquiais do sínodo arquidiocesano estão ocorrendo em toda a Arquidiocese de São Paulo, desdobradas em três sessões.

Elas têm em vista a renovação pastoral e missionária da Igreja em São Paulo por meio de pesquisas de campo e levantamento de dados dos serviços paroquiais. 

Na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, na Região Episcopal Brasilândia, os dados do sínodo indicam mudanças. “Os questionários feitos pelos entrevistadores revelaram uma sensível mudança no perfil dos cristãos e paroquianos da Itaberaba”, contou o Padre Edemilson Camargo, Pároco. 

Ele também listou alguns outros aspectos revelados a partir da pesquisa de campo:

 

- Na área de abrangência da paróquia, não é mais apenas o homem o provedor das famílias, muitas mulheres e filhos também assumiram esse papel; 

- Houve aumento de ateus confessos;

- Cresceu o número de evangélicos, diminuiu a quantidade de adeptos do Espiritismo, e foram registradas pessoas que se declaram praticantes do Islamismo;

- Há pouco comprometimento e conhecimento sobre os documentos da Igreja;

- Muitos pais batizam apenas uma parte de seus filhos; Há significativa quantidade dos que já receberam a 1ª Comunhão; mas muitas pessoas ainda não são crismadas;

- A Paróquia foi classificada como de classe média, sem atuação em comunidades carentes, favelas ou cortiços.

 

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Sínodo dos Bispos chega ao fim e propõe maior empatia na relação com os jovens

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01 de novembro de 2018

“Caminhar juntos” é proposta de todo Sínodo dos Bispos, mas este, em especial, foi percorrido na companhia dos jovens. Após consultas em todo o mundo e uma reunião pré-sinodal em Roma, o Sínodo, ocorrido de 3 a 28 de outubro, refletiu sobre o caminhar da Igreja com os jovens. Entre as diversas resoluções está a de “escutar e ver os jovens com empatia”. Na missa de encerramento, o Papa Francisco refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé: escutar, fazer-se próximo e testemunhar. 

O documento final do Sínodo, que serve de base para o Papa escrever uma exortação pós-sinodal, fala do desejo da Igreja de alcançar todos os jovens, sem nenhuma exclusão. “A Igreja, no momento em que esse Sínodo escolheu se ocupar dos jovens, fez uma opção bem precisa: considera essa missão uma prioridade pastoral da época, para a qual deve investir tempo, energias e recursos”, diz o número 119. “Desde o início do caminho de preparação, os jovens expressaram o desejo de serem envolvidos, apreciados e de se sentirem protagonistas da vida e da missão da Igreja”.

De acordo com Dom Vilson Basso, Bispo de Imperatriz (MA) e padre sinodal, essa opção pelos jovens ficou clara no documento. “O Sínodo foi experiência de uma Igreja que quer aprender e encontrar caminhos com os jovens. A Igreja jovem. Partindo o pão e ouvindo a Palavra, quer abrir os olhos numa grande saída missionária, a partir da belíssima notícia do Cristo Ressuscitado”, disse ao O SÃO PAULO

Como ele, os outros padres sinodais evitaram criar uma distinção entre jovens e Igreja, falando, em vez disso, de uma “Igreja jovem”. “A participação responsável dos jovens na vida da Igreja não é opcional, mas uma exigência da vida batismal e um elemento indispensável para a vida de toda comunidade. As dificuldades e fragilidades dos jovens nos ajudam a ser melhores, as suas perguntas nos desafiam, as suas dúvidas nos questionam sobre a qualidade da nossa fé”, lê- -se no número 116. 

A imagem bíblica que representa esse caminho é a dos discípulos de Emaús. Conforme o Evangelho de Lucas, eles encontram Jesus ressuscitado, mas não o reconhecem imediatamente. Jesus caminha com eles enquanto se afastam da comunidade cristã de Jerusalém. Porém, ao se revelar aos discípulos, eles voltam e passam a compartilhar a experiência do Cristo Ressuscitado.

 

ESCUTAR, FAZER-SE PRESENTE, TESTEMUNHAR

“Também nós caminhamos juntos, fizemos Sínodo”, disse o Papa Francisco na missa de encerramento no domingo, 28. Referindo-se à passagem do Evangelho de Marcos que narra o “ministério itinerante” de Jesus e a adesão do cego Bartimeu, o Papa refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé.

Escutar, disse ele, é o “apostolado do ouvido”. “Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos nós adultos: desculpem se muitas vezes não os escutamos, e se, em vez de abrir o coração, enchemos os seus ouvidos. Como Igreja de Jesus, desejamos nos colocar à escuta com amor”, disse, na homilia. 

“Fazer-se próximo”, explicou, é envolver-se diretamente com as pessoas. “A fé passa pela vida. Quando a fé se concentra puramente sobre as formulações doutrinais, arrisca-se a falar só à cabeça, sem tocar o coração”, afirmou. “E quando se concentra só em fazer, arrisca-se a se tornar moralismo e reduzir-se ao social.”

Por fim, testemunhar é o terceiro passo. “Não é cristão esperar que os irmãos que estão à procura [de respostas] batam à nossa porta. Temos que ir até eles, e não levando nós mesmos, mas Jesus.”

 

AMADURECIMENTO NA FÉ

O jovem Lucas Galhardo, representante brasileiro no Sínodo, avalia que este tenha sido, para ele, uma experiência de amadurecimento na fé. “Foi viver a sinodalidade: caminhar juntos, sentir-se escutado e poder contribuir. É importante continuar esse caminho nas nossas comunidades. Levar essa cultura da escuta, para que a Igreja seja lugar de acolhida e mostre o amor de Jesus a todos”, disse. 

Nesse sentido, Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo Coadjutor de Nova Iguaçu (RJ) e padre sinodal, comentou que se sentiu “enviado pelo Santo Padre” ao fim do Sínodo. “Foi uma experiência da universalidade da Igreja, de amizade e colaboração, sobretudo com os jovens. Vamos levar o desejo de estar próximos dos jovens, fomentar esse testemunho no nosso meio, e ajudá-los a se tornar protagonistas desta época”, completou. 

Em 60 páginas, o documento final apresenta uma série de propostas para uma ação pastoral com os jovens – e não só para os jovens. Entre elas, uma maior interação entre os grupos já existentes; a ideia de que toda pastoral juvenil também é vocacional; o acompanhamento pessoal dos jovens e a formação de mais leigos e consagrados nesse ministério; uma maior ênfase nos jovens durante a formação dos seminaristas e religiosos; e uma presença mais ativa no mundo digital, incentivando boas práticas para evitar notícias falsas e discursos de ódio. 

O texto está disponível, em italiano, no site do Vaticano, contudo em breve será traduzido para todas as línguas. “O Espírito Santo nos presenteia esse documento, também a mim, para podermos refletir sobre o que quer dizer a todos nós”, disse o Papa ao fim do Sínodo.
 

 

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Faculdade de Teologia promove estudo sobre sínodo arquidiocesano

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27 de outubro de 2018

O sínodo arquidiocesano de São Paulo foi tema de um evento acadêmico promovido pela Cátedra João Paulo II para a “Nova Evangelização”, da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção da PUC-SP, na segunda-feira, 22. Na ocasião, foi lançado um livro sobre esse tema, de autoria dos padres Valeriano do Santos Costa e Messias de Morais Ferreira. 

O evento, realizado no campus Ipiranga da PUC-SP, na zona Sul, contou com a presença do Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, da Reitora da PUC-SP, Maria Amalia Pie Abib Andery, além dos autores do novo livro.  

Dom Odilo fez uma conferência sobre o sínodo arquidiocesano. Ele destacou a importância do interesse da Faculdade pelo caminho sinodal da Igreja em São Paulo, que começou em maio de 2017 e segue até 2020. Ele ressaltou que o sínodo será um laboratório de vida pastoral, de iniciativas e metodologias também para os estudantes de Teologia. 

O Arcebispo também fez um breve histórico dos sínodos na vida da Igreja e as motivações que o levaram a convocar um sínodo para Arquidiocese de São Paulo. Ele ressaltou, ainda, que o sínodo é a oportunidade de uma grande tomada de consciência da Igreja a respeito de sua vida e missão da cidade, a partir da percepção da realidade e à luz do Espírito Santo, por meio da escuta à Palavra de Deus e da própria doutrina da Igreja. “O sínodo é uma grande oportunidade para que a Arquidiocese se aproprie, de alguma maneira, e coloque em prática na vida pastoral os grandes apelos da Igreja, do Concílio Vaticano II e do magistério recente”, acrescentou. 

 

O LIVRO

Com o título “O sínodo arquidiocesano de São Paulo – O desafio da evangelização nesta cidade”, lançado pela editora Educ, o livro é um estudo da Cátedra João Paulo II e do Grupo de Pesquisa de Teologia Litúrgica da PUC-SP e tem como objetivo ser uma contribuição acadêmica para o caminho sinodal da Arquidiocese.

Dividido em três capítulos, a obra discorre sobre a sinodalidade como caráter e princípio fundamental da Igreja e a instituição dos sínodos diocesanos. O livro também apresenta um estudo sobre o lema do sínodo arquidiocesano – “Deus habita esta cidade, somos suas testemunhas” –, baseando-se no pensamento do filósofo Xavier Zubiri, que intuiu a “inteligência senciente” como modo de o ser humano apreender e conhecer a realidade em sua vinculação entre sentir e inteligir. Por fim, a publicação reproduz um artigo intitulado “Tempos Líquidos, um desafio para a nova evangelização” produzido pela Cátedra João Paulo II como estudo avançado sobre o conceito de “modernidade líquida”, do soció- logo Zygmunt Bauman, mostrando a crise atual dos valores e a fragilidade das relações humanas como parte de um desafio que a nova evangelização tem de enfrentar. 

 

A CÁTEDRA

Criada há cinco anos, a Cátedra João Paulo II para a “Nova Evangelização” tem o objetivo de promover estudos sobre as obras do magistério de São João Paulo II. “São tantas encíclicas, exortações apostólicas, discursos, viagens e palavras, nas mais diversas circunstâncias e grupos. Temos muito a estudar e a aprender do magistério de São João Paulo II”, destacou o Cardeal Scherer. 

 

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