INTERNACIONAL

Ruanda/ Itália

Separados pela violência, pai e filha se reencontram 23 anos depois

Por Filipe David
12 de novembro de 2017

O encontro entre Beata e o pai só foi possivel,  graças aos esforços de seu irmão e um exame de DNA que comprovou parentesco

Reprodução de Internet

Jeanette tinha apenas dois anos na época do massacre dos tutsi em Ruanda. Após o assassinato do Presidente de etnia hutus, Juvenal Habyarimana, em abril de 1994, extremistas hutus começaram a queimar as casas dos tutsi. A mãe de Jeanette – cujo nome original era Beata Nyirambabazi – de etnia tutsi, numa tentativa desesperada de proteger seus filhos, levou-os à Igreja Católica de Nyamata. Mas, os genocidas não tiveram nenhum respeito pelo templo: com lanças e granadas, mataram 5 mil pessoas. Jeanette, ou Beata, foi encontrada viva entre os cadáveres que estavam na igreja, incluindo sua mãe e seus dois irmãos. 

O pai de Beata encontrou-a num orfanato, mas decidiu deixá-la por lá, com a intenção de retornar mais tarde para recuperá-la. No entanto, a menina foi levada à Itália para ser adotada, junto com muitas outras crianças que haviam perdido seus pais. Foi graças aos esforços de seu irmão e um exame de DNA que comprovou serem irmãos que Jeanette decidiu ir para Ntarama reencontrar seu pai, agora com 70 anos.

Após o genocídio de Ruanda, as autoridades eclesiásticas cederam a igreja de Nyamara ao governo, que a transformou em um memorial em honra das vítimas.

Fonte: ACI
 

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