NACIONAL

Após críticas

Santander Cultural cancela exposição em Porto Alegre (RS)

Por Fernando Geronazzo
13 de setembro de 2017

A exposição,  sob a curadoria de Gaudêncio Fidelis, contava com mais de 270 obras de coleções públicas e privadas, que, como afirmava a divulgação, exploravam a “diversidade de expressão de gênero”.

Guia da Semana

Após receber críticas e protestos, especialmente nas redes sociais, o Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), cancelou no domingo, 10, a exposição “Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira”. Por meio de nota, o centro cultural afirma ter entendido que as obras expostas “desrespeitam símbolos, crenças e pessoas, o que não está na linha com a nossa visão de mundo”.

A mostra foi aberta em 15 de agosto e estava prevista para acontecer até 8 de outubro. Sob a curadoria de Gaudêncio Fidelis, a exposição contava com mais de 270 obras de coleções públicas e privadas, que, como afirmava a divulgação, exploravam a “diversidade de expressão de gênero”. Os críticos, no entanto, afirmam que alguns dos quadros representavam “imoralidade”, “blasfêmia” e “apologia a zoofilia e pedofilia”. 

Dentre as obras mais polêmicas estavam a imagem de Jesus Cristo crucificado com vários braços, as de crianças com inscrições ofensivas, que não publicamos aqui em respeito aos leitores, além do desenho de uma pessoa tendo relação sexual com um animal. Uma das obras ofendia diretamente aos católicos, pois palavras de cunho sexual foram escritas em hóstias. 

Na segunda-feira, 11, a Arquidiocese de Porto Alegre emitiu uma nota na qual manifestou sua “estranheza” diante da exposição, cujos elementos e imagens caricaturam “a fé católica e a concepção de moral que enleva o corpo humano e a sexualidade como dom de Deus”. 

“Em tempos de terrorismo e intolerância, não se constroem pontes com agressão e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo”, consta na nota.

O Santander Cultural afirmou, ainda, que “quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana” e que por essa razão e depois de um grande número de mensagens nas redes sociais criticando a atitude do banco decidiu cancelar a mostra.

(Com informações de O Globo e Arquidiocese de Porto Alegre)
 

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