INTERNACIONAL

Pelo mundo

Rosas e Cruz

Por ACN
16 de abril de 2019

A Igreja, que nasceu do sofrimento do Salvador, é chamada a ser mãe

A Páscoa é uma festa do novo nascimento, uma festa da nova vida. Por isso, existe uma profunda conexão entre o mistério pascal e a maternidade da mulher. Este mês, portanto, falaremos de uma maternidade especial: a vocação das religiosas.

A Igreja, que nasceu do sofrimento do Salvador, é chamada a ser mãe. Mas para isso ela precisa do carisma da mulher. Foi uma mulher, Maria, que ficou debaixo da cruz e se tornou a mãe de toda a humanidade. Foram as mulheres que primeiro chegaram ao sepulcro, que viram o Ressuscitado, tornando-se dessa forma apóstolas para os apóstolos. A dimensão mariana da Igreja precede a dimensão petrina.

Faz parte da natureza da mulher transmitir a vida, física ou espiritual. A mulher perscruta o mais íntimo da pessoa, preocupa-se com as coisas mais concretas da vida, pensa e sente de forma abrangente, age sobre o todo. Proteger, guardar, preservar, nutrir, promover o crescimento, compartilhar a vida: tudo isso são virtudes naturais da mulher. O mártir Cardeal Mindszenty disse certa vez: “Sempre que vejo uma cruz adornada de flores, vejo nela um símbolo da mulher. A vida e a vocação da mulher são, ao mesmo tempo, rosas e cruz. Ela vive para os outros, buscando a felicidade deles, até mesmo ao preço de seu sangue.”

A discussão sobre a dignidade e o papel da mulher na sociedade e na Igreja é um tema constante. A emancipação da mulher pertence ao nosso tempo. Na história, a mulher foi muitas vezes ferida na sua dignidade, desfigurada nos seus valores, marginalizada e até mesmo escravizada. Regressar ao modelo de mulher totalmente dependente do homem está fora de cogitação. No entanto, em nome dessa “independência” do homem, a característica da mulher não pode se perder. Essa emancipação é frequentemente equiparada à eliminação das diferenças entre os sexos e à libertação sexual. Mas, dessa forma, perde-se a riqueza da feminilidade; é como se a transmissão da vida fosse envenenada pela raiz e se desencadeasse uma epidemia espiritual.

Caros amigos, se estamos apresentando a vocês a vocação e o trabalho das religiosas, é porque queremos recordar o “feminino”, sem o qual a Igreja, como mãe, não produz frutos duradouros. Por meio da dedicação esponsal das religiosas a Jesus, sua feminilidade não é abolida, mas, ao contrário, torna-se especialmente fecunda. O múltiplo ministério delas – o solene louvor a Deus, as obras de misericórdia, a difusão da fé, o cuidado pelas crianças e pelos jovens, a Adoração silenciosa - envolve todas as pessoas com o amor de Cristo. Elas são as mães e irmãs universais. Agradecemos a Deus por essas mulheres extraordinárias e a todos os benfeitores da ACN que as ajudam, porque é com a ajuda dos benfeitores que podemos sustentá-las em todo o mundo.

 

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