SÃO PAULO

Com a Palavra

‘Quero ser governador para fazer um governo que olhe para as pessoas’

Por Daniel Gomes
12 de setembro de 2018

Luiz Marinho é candidato ao governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT)

Partido dos Trabalhadores/Divulgação

Nesta edição, o jornal O SÃO PAULO dá sequência à série de entrevistas com os cinco candidatos ao governo do Estado de São Paulo mais bem colocados na pesquisa Ibope, divulgada em 20 de agosto.

Os candidatos respondem a questões formuladas pela equipe do jornal, referentes às áreas de saúde, educação, segurança pública e combate à corrupção; e a outras indagações dos leitores enviadas pelo Facebook.

A ordem de publicação das entrevistas é do 5º para o 1º colocado na referida pesquisa. Na semana passada, o entrevistado foi Major Costa e Silva (DC). Nesta edição, a palavra será de Luiz Marinho (PT). Nas próximas semanas, falarão Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB).


Luiz Marinho tem 59 anos e é bacharel em Direito. Foi ministro do Trabalho (2005-2007) e da Previdência Social (2007-2008) no governo Lula e prefeito de São Bernardo do Campo (SP) por dois mandatos (2009-2016).

Marinho crítica as gestões do PSDB no Estado de São Paulo desde 1995 e assume alguns compromissos com o eleitor, como o de dobrar os salários dos professores em quatro anos, reformar as escolas degradadas, reestruturar as polícias Civil e Militar, combater a violência contra as mulheres e reorganizar os órgãos do Governo do Estado de São Paulo “para que funcionem de maneira eficiente”. A seguir, leia a íntegra da entrevista.

 

O SÃO PAULO - O QUE O MOTIVA A SER CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO?

Luiz Marinho - Primeiro queria me apresentar. Sou um caipira nascido na cidade de Cosmorama, na região de São José do Rio Preto, e fui criado em Santa Rita do Oeste. Em 1975, mudei-me com a família para o Parque São Rafael, na zona Leste da Capital, onde comecei minha militância nos movimentos sociais. Em 1978, entrei na Volks. Daí, fui para o sindicato onde virei presidente, depois fui para a CUT, fui ministro do Trabalho e da Previdência, prefeito de São Bernardo do Campo e agora estou aqui. E quero ser governador para retirar São Paulo do estado de paralisia que se encontra após esses 24 anos de governos tucanos. Para fazer um governo que olhe para as pessoas, que cuida da vida das pessoas. Não que atrapalhe, como acontece hoje.

 

 

RECENTE PESQUISA IBOPE APONTA QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO SUAS PRIORIDADES DE AÇÃO PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Na educação, já firmei o meu compromisso de dobrar os salários dos professores em quatro anos. Eu acredito no papel transformador da educação. Para isso, temos de atrair para as escolas profissionais qualificados, comprometidos e bem remunerados. O ambiente escolar precisa ser agradável e acolhedor, com bibliotecas, espaços para arte, cultura, esporte. Iremos fazer reformas nas escolas degradadas que são a porta de entrada da violência.

Na saúde, iremos acabar com esta situação que vemos hoje de o paciente ficar de fila em fila para fazer os exames até iniciar o tratamento. Oferecemos exames unificados para agilizar esse processo e garantir que as pessoas tenham acesso a serviço de saúde com qualidade.

Já na área da segurança pública, quero reestruturar as polícias Civil e Militar, oferecer valorização salarial gradual e aumentar o número de delegados e investigadores. O PSDB desmontou a Polícia Civil, poucos casos são esclarecidos por falta de profissionais para fazer a investigação. Vamos ampliar o atendimento das delegacias à população e daremos atenção especial para combater a violência contra as mulheres. São Paulo não pode aceitar esta frequência de 35 nismos e instrumentos de participação social nas instituições do Estado. Vamos prestigiar as ouvidorias, conselhos. Criaremos plataformas, tecnologias de acesso às informações públicas e mecanismos de transparência para que a população restabeleça a confiança nos agentes públicos e participe diretamente da vida pública. Queremos a população junto ao gestor público para que seja impulsionado o aprimoramento dos recursos de divulgação, visibilidade, transparência e participação, que são excelentes mecanismos de combate à corrupção e ao desvio dos recursos do Estado.

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEMFEITA COMOS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICA GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Vamos fortalecer e ampliar os mecanismos e instrumentos de participação social nas instituições do Estado. Vamos prestigiar as ouvidorias, conselhos. Criaremos plataformas, tecnologias de acesso às informações públicas e mecanismos de transparência para que a população restabeleça a confiança nos agentes públicos e participe diretamente da vida pública. Queremos a população junto ao gestor público para que seja impulsionado o aprimoramento dos recursos de divulgação, visibilidade, transparência e participação, que são excelentes mecanismos de combate à corrupção e ao desvio dos recursos do Estado.

 

O SENHOR JUVANI LAGO NOS ENCAMINHOU A SEGUINTE QUESTÃO PELO FACEBOOK: “O CANDIDATO PRETENDE REDUZIR O NÚMERO DE SECRETARIAS E CARGOS DE CONFIANÇA NO GOVERNO DE SÃO PAULO?”

Pretendo tomar conhecimento de todo os órgãos existentes no Estado e reorganizá-los para que funcionem de maneira eficiente. A população precisa de serviços públicos de qualidade na saúde, educação, e na formação e qualificação dos nossos jovens. Eu acredito no papel transformador da educação. Para essas três áreas básicas funcionarem, precisamos de mais professores. Todos os dias, recebemos queixas de escolas que foram fechadas e alunos dispersos e sem interesse por conta do número de aulas vagas, por falta de professor, escolas degradadas, sem laboratórios, bibliotecas.

Nos 24 anos do PSDB em São Paulo, o Estado foi desmontado e as pessoas abandonadas à própria sorte. Precisamos reestruturar a saúde e a segurança pública também com mais profissionais para atender a população. A escalada da criminalidade é fruto direto da falta de delegados e investigadores para atuar na Polícia Civil.

Neste caso, como pode ver, senhor Juvani, teremos primeiro que tomar conhecimento de quem e o que faz, para daí reorganizar a máquina do Estado para que ele venha deslanchar todo o seu potencial de desenvolvimento, levando as pessoas a ter acesso à educação, saúde, trabalho e segurança.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE PERGUNTA DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: “QUAL O PLANO DE GOVERNO O CANDIDATO IRÁ OFERTAR ÀS MULHERES/ ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSOSEXUAL, E ÀS GESTANTES, DE FORMAQUE SEJAMACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELAVIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?”

Na nossa gestão, iremos fazer valer a Lei Maria da Penha. Iremos instituir e abrir unidades das delegacias das mulheres por todas as regiões do Estado. Pretendemos capacitar profissionais nas áreas da saúde e segurança para atender adequadamente as vítimas de violência. É preciso também pensar em políticas públicas voltadas para as mulheres e preparar os homens e as gerações futuras para que tenham a oportunidade de ter acesso aos valores da igualdade, respeito e inclusão das mulheres.

Nós temos de levar às regiões do Estado casas como a Casa da Mulher Brasileira, cuja unidade de São Paulo, pronta há mais de dois anos, permanece fechada por falta de compromisso e sensibilidade dos governos do PSDB em São Paulo. Concebida e realizada pelo Governo Federal na gestão do PT, a Casa da Mulher Brasileira é um espaço de abrigo para as mulheres vítimas da violência, com a oferta de assistência psicossocial e profissional para auxiliar a mulher neste momento de dor e ajudá-la a superar essa situação.

 

 

 

 

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