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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

As primeiras brasileiras de destaque na história dos Jogos Olímpicos

Por Flavio Rogério Lopes
08 de março de 2019

As primeiras medalhas femininas do Brasil em Jogos Olímpicos vieram em Atlanta 1996

Divulgação/COB/Reprodução

A cada edição dos Jogos Olímpicos, o número de atletas brasileiras tem aumentado: em Londres 2012, por exemplo, foram 123 esportistas e no Rio 2016 o número chegou a 209.

A pioneira brasileira e também sul-americana nos Jogos foi a nadadora Maria Lenk, a única mulher entre os 67 atletas do País em Los Angeles 1932, que competiu nos 100m livre, 100m costas e 200m peito.

Participar das primeiras edições dos Jogos Olímpicos exigia das atletas alguns esforços, como recordou ao O SÃO PAULO, em 2016, Eleonora Schmidtt Buelau, que competiu na natação na olimpíada de 1948: “Foi difícil, porque nós, mulheres, fomos colocadas em um bairro em Londres sem comida, sem condução, sem assistência médica, uma vez que todas essas estruturas ficaram para os homens em outros lugares”.

Em 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Aída dos Santos foi a primeira brasileira a disputar uma final olímpica do atletismo e alcançou a melhor colocação, conseguindo o quarto lugar no salto em altura. Nessa edição, Aída era a única mulher da delegação brasileira.

PRIMEIRAS MEDALHAS

As primeiras medalhas femininas do Brasil em Jogos Olímpicos vieram em Atlanta 1996. Na edição que marcou a estreia do vôlei de praia, quatro brasileiras chegaram à final, vencida pela dupla Sandra Pires e Jaqueline Silva sobre Adriana Samuel e Mônica Rodrigues.

O memorável time de basquete feminino conquistou a inédita prata, contando com nomes como “Magic” Paula, Hortência e Janeth, e houve ainda o bronze no vôlei feminino, com o time formado por Ana Moser, Márcia Fu, Leila, Fernanda Venturini entre outras jogadoras.

SALTO PARA HISTÓRIA

Um salto de 7,04 m entrou para a história do atletismo brasileiro. Com ele, Maurren Maggi tornou-se a primeira mulher na história do Brasil e da América do Sul a ser campeã olímpica em uma prova individual. Foi no salto em distância, nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

PEQUENA GIGANTE

A pequena Sarah Menezes carregava na barragem rumo aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 uma expectativa desproporcional ao seu 1,52m e 48kg. A atleta acabou sendo a grande esperança da primeira final olímpica do Brasil na história da modalidade. A jovem piauiense, foi muito além do que esperava.

A vitória sobre a romena Alina Dumitru, até então atual campeã olímpica da modalidade, entrou para a história como a primeira mulher do País a ganhar uma medalha de ouro no judô em jogos olímpicos.

A primeira judoca medalhista pelo Brasil, no entanto, foi Ketleyn Quadros, que conquistou o bronze em Pequim 2008. Também naquela edição, Natália Falavigna ganhou um inédito bronze no taekwondo.

NO GRAMADO, NAS QUADRAS E PISTAS

No futebol, as brasileiras, comandadas por Marta, conquistaram duas medalhas de prata, nas edições de Atenas 2004 e de Pequim 2008, e nessa última houve ainda a inédita medalha de ouro nas disputas do vôlei feminino.

Ainda em Pequim, Rosemar Coelho, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos terminaram em 4º lugar na prova do revezamento 4x100m rasos. Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) caçou a medalha de ouro conquista pela Rússia nesta prova e assim as brasileiras herdaram o bronze.

FAMÍLIA DOURADA

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram história nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Juntas elas conquistaram a primeira medalha de ouro da vela feminina em olimpíadas.

Filhas de dois nomes históricos da vela nacional – Torben Grael, bicampeão olímpico, e Claudio Kunze, campeão mundial na década de 1970 -, elas mantiveram a tradição do Brasil na vela, uma vez que desde 1992 o País não passa em branco no pódio olímpico nessa modalidade. Com as mulheres, a primeira conquista foi o bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan.

Outras duas medalhistas pioneiras para o Brasil foram Yane Marques, que conquistou o bronze na prova do pentatlo moderno em Londres 2012, e Poliana Okimoto, também medalhista de bronze nas maratonas aquáticas nos Jogos Rio 2016.

(Com informações de COB, O Globo, Globoesporte.com e Agência Brasil)

(Colaborou: Daniel Gomes)

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