SÃO PAULO

Região Brasilândia

Por mais fraternidade e políticas públicas

Por Ira Rolmão
13 de março de 2019

Na tarde de domingo, 10, pelas ruas de Perus, leigos, padres e religiosos participam de ato de apresentação da CF 2019 na Região Brasilândia

Ira Rolmão

Na tarde do domingo, 10, aconteceu o evento de apresentação da Campanha da Fraternidade 2019 na Região Episcopal Brasilândia.

Centenas de pessoas dos seis setores pastorais da Região se concentraram na Praça do Samba, na Vila Perus, zona Noroeste, onde foram acolhidos pelos fiéis das Paróquias São José e Santa Rosa de Lima, e por seus respectivos Párocos, Padres Cilto José Rosembach e Luciano Andreol.

Na sequência, em meio a refrãos de cantos e frases alusivas à CF 2019, todos caminharam até o estacionamento da Paróquia São José, no Jardim do Russo.

O tema da CF 2019 – “Fraternidade e Políticas Públicas” – e o lema – “Serás libertado pelo direito e pela justiça” permitiram que os setores discutissem sobre as situações que envolvem a realidade social da região.

 

URGÊNCIA DOS SETORES

Depois da leitura da mensagem do Papa Francisco por ocasião da CF 2019, os representantes dos setores, com folhas verdes em punho, partilharam as urgências de cada setor.

Melhorias na saúde foi o que destacou o Setor Pereira Barreto, onde está localizado o Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria (Pirituba) e o Hospital Psiquiátrico Pinel.

Por ser uma das áreas mais populosas da Região Brasilândia e sofrer com a ameaça de reintegração de posse, o Setor São José Operário defendeu a moradia.

O Setor Freguesia do Ó, onde estão paralisadas as obras da nova linha do Metrô, compartilhou a urgência por mobilidade urbana.

Políticas públicas de educação foi a urgência apresentada pelo Setor Perus, onde está localizada a Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, a maior do Estado.

A garantia por segurança e o fim da violência foram os clamores do Setor Dom Paulo, marcado por inúmeras chacinas cometidas contra os jovens.

Já o Setor Jaraguá, onde existe a reserva indígena da etnia Guarani, partilhou a urgência de cuidados com o meio ambiente.

 

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, enfatizou ainda sobre o significado da celebração e da articulação entre os setores. “O fato de pensarmos, de rezarmos, de nos reunirmos para discutir esse tema, já é uma tomada de consciência que nos faz perceber os direitos que temos, as carências também da nossa realidade. E como, no nosso dia a dia, podemos ir aos poucos mudando essa realidade.”

Dom Devair ainda enfatizou: “Quando Deus nos dá a possibilidade de ouvir, é para que essa escuta nos leve a uma atitude concreta. Que essa celebração sirva para nós não apenas como um momento diferente, não como um momento simplesmente de reunião, mas que ela marque, cada vez mais, esse despertar da nossa consciência de cristãos e de cidadãos”.

 

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