SÃO PAULO

Região Brasilândia

Paróquia São Luís Gonzaga organiza a Folia de Reis

Por Taíse Cortês, Ira Romão, Sheila Tiemi, Carol Lykos e Rogério Salles
09 de janeiro de 2019

O grupo foi fundado no final da década de 1950 por causa de uma promessa feita por uma senhora conhecida apenas como Joana

Taíse Cortês

No domingo, 6, dia em que se celebrou a Epifania do Senhor, a Paróquia São Luís Gonzaga, no Setor Pereira Barreto, recebeu a Companhia de Folia de Reis da Freguesia do Ó. 

O grupo foi fundado no final da década de 1950 por causa de uma promessa feita por uma senhora conhecida apenas como Joana, moradora do bairro da Freguesia do Ó. Na ocasião, ela confeccionou uma bandeira e chamou para a missão o senhor Bento Ferreira, que era um congregado mariano. Inicialmente, o grupo sairia apenas por sete anos, de acordo com a promessa, porém a tradição perdura até hoje, sendo passada às gerações seguintes dos fundadores do grupo e antigos foliões. 

Carlos Eduardo Oliveira Júnior, membro da companhia, relata que participa desde criança na Folia de Reis, por causa do seu tio, Bento Ferreira. Ele percebe que, atualmente, a maior dificuldade é encontrar pessoas que queiram sair com o grupo que, por meio das visitas às casas, mantém viva a narrativa da história do Menino Jesus e do louvor ao presépio, mesmo diante de toda a modernidade e desprezo pela simplicidade. 

Na celebração realizada na Paróquia São Luís Gonzaga, Elizabeth Toledo, mais conhecida como Betinha, apresentou como a tradição da Folia de Reis é passada ao longo das gerações e como ainda acontece nos dias de hoje. Explicou que também são pedidos donativos nas casas que recebem a visita da companhia e que todo o valor arrecadado é destinado a instituições de caridade. 

Os cânticos, cheios de simbolismos e significado, são conduzidos pelo Capitão da Folia, que entoa versos que são respondidos ou repetidos pela companhia. Durante sua execução, é lembrada a história do nascimento do Menino Jesus e o legado de amor, humildade e caridade que deixou à humanidade. Manter viva uma tradição como essa ajuda a celebrar a vinda de Jesus Cristo e perpetuar a história ao longo das gerações.

 

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