VATICANO

Papa Francisco

Papa e Grande Imã fazem compromisso de fraternidade

Por Filipe Domingues
07 de fevereiro de 2019

A declaração conjunta foi assinada durante a viagem de dois dias do Papa Francisco aos Emirados Árabes

Vatican Media

Um documento assinado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de Al-Azhar, Ahmed Muhammad Ahmed el-Tayeb, convida todas as pessoas de fé a se unirem na “fraternidade humana” e a trabalharem juntos pela paz e pela convivência comum.

“É um passo de grande importância no diálogo entre cristãos e muçulmanos e um poderoso sinal de paz e de esperança para o futuro da humanidade”, disse o porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti. O texto é, ainda, “um apelo a responder ao mal com o bem, reforçar o diálogo inter-religioso e promover o respeito recíproco”

A declaração conjunta foi assinada durante a viagem de dois dias do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos, na segunda-feira, 4. Esta é a primeira visita de um Pontífice à Península Arábica na história. O objetivo é, sobretudo, reforçar os laços de irmandade entre as duas religiões e trilhar caminhos de paz e reconciliação. A viagem inclui a maior missa da história do país, na terça-feira, 5.

O primeiro parágrafo do documento diz que “a fé leva aquele que crê a ver no outro um irmão a apoiar e amar”. Portanto, por crer em um Deus criador de todas as coisas, aquele que crê é chamado a demonstrar a “irmandade humana”, cuidando da Criação e de toda pessoa, “especialmente as mais necessitadas e pobres”

“Pedimos a nós mesmos e aos líderes do mundo, aos artífices da política internacional e da economia mundial, que se empenhem seriamente para difundir a cultura da tolerância, da convivência e da paz”, escrevem os dois líderes religiosos. “Intervenham, o quanto antes possível, para interromper o derramamento de sangue inocente, e ponham fim às guerras, aos conflitos, à degradação ambiental e ao declínio cultural e moral que o mundo atual vive.”

Em nota à imprensa, o porta-voz do Vaticano acrescentou: “Com palavras inequívocas, o Papa e o Grande Imã advertem que ninguém está jamais autorizado a instrumentalizar o nome de Deus para justificar a guerra, o terrorismo e qualquer outra forma de violência. Eles insistem que a vida deve sempre ser protegida”, diz Gisotti.

 

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