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O SÃO PAULO recorda 15 anos sem Dorothy Stang

Por Flavio Rogério Lopes
13 de fevereiro de 2020

A missionária foi assassinada em Anapu (PA), no dia 12 de fevereiro de 2005

Divulgação / Carlos Silva

Nesta quinta-feira, 13, a série “#TBT O SÃO PAULO” recorda a edição 2531 do semanário da Arquidiocese de São Paulo, publicada em 16 de fevereiro de 2005, que noticiou o assassinato da Irmã Dorothy Mae Stang, da Congregação de Notre Dame.

A missionária membra da Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi assinada na manhã do dia 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, na cidade de Anapu (PA), a 440km de Belém. A religiosa foi ameaçada de morte e executada pelos madeireiros e grileiros, inconformados com o trabalho dela em favor dos povos da Amazônia e contra a devastação da floresta.

Há 15 anos, naquele sábado, Irmã Dorothy ia com dois rurais para uma reunião do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), Esperança, localizado a 40km de Anapu do oeste paraense. Os assassinos e os mandantes do crime foram presos na época e julgados, alguns ainda cumprirem a pena, outros estão em liberdade.

A missionária era americana naturalizada brasileira. Viveu 30 anos no Brasil e dedicava-se ao trabalho de apoio aos trabalhadores rurais que lutavam por projetos de assentamentos baseados no desenvolvimento sustentável.

A religiosa vinha sofrendo ameaças de fazendeiros da região, desde quando começou o seus trabalhos na Amazônia, em 1997.

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