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Esporte

O hexa de Marta no país do futebol

Por Redação
09 de outubro de 2018

Ao receber o troféu The Best, a alagoana comemorou seu sexto prêmio como melhor atleta do futebol feminino

FIFA

Aos 32 anos, Marta Vieira da Silva foi eleita, em 24 de setembro, a melhor jogadora do mundo, em votação realizada pela Fifa. A brasileira, que atualmente joga no Orlando Pride, dos Estados Unidos, superou a norueguesa Ada Hegerberg e a alemã Dzenifer Marosán, ambas atletas do Lyon, da França

Ao receber o troféu The Best, a alagoana comemorou seu sexto prêmio como melhor atleta do futebol feminino. Os anteriores foram em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. 

Em entrevista ao site da Fifa , Marta se disse emocionada pela conquista e falou sobre suas motivações para continuar jogando em alto nível. “Todos os dias em que vou treinar, quero ser a melhor. Eu quero correr mais rápido, quero conduzir a bola o melhor possível, quero chegar primeiro em cada bola. Eu quero que outras pessoas olhem para mim e pensem: ‘por que ela ainda tem tanto desejo depois de todo esse tempo no futebol e depois de ganhar tantas coisas?’ Porque eu sei que tendo essa atitude e procurando isso, eu vou encontrar algo novo para aprender todos os dias”. 

 

BIOGRAFIA

Nascida em Dois Riachos (AL), Marta começou a jogar futebol na rua ainda na infância. Com seu talento, despertou a atenção do CSA, em Alagoas. Depois jogou no Santa Cruz, em Pernambuco, até ser transferida para o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, chegando, posteriormente, à Seleção Feminina, onde conquistou o ouro no Pan de Santo Domingo, em 2003. 

No futebol europeu, Marta atuou no Umea IK, da Suécia, sendo campeã nacional entre 2005 e 2008. Nesse período, também conquistou as medalhas de prata olímpicas nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008, quando a Seleção Brasileira perdeu para os Estados Unidos, além do vice-campeonato mundial em 2007, ao ser derrotada pela Alemanha. Entre 2009 e 2011, oscilou atuações por clubes dos Estados Unidos e pelo Santos Futebol Clube. Depois, teve duas passagens por equipes suecas, entre 2012 e 2017, até se transferir para o Orlando Pride, dos Estados Unidos, sua equipe atual. 

 

O FUTEBOL FEMININO NO BRASIL

Quando conquistou o prêmio de melhor jogadora do mundo, pela primeira vez, em 2006, ainda não havia no Brasil uma competição de futebol feminino. Apenas em 2007, seria realizada a primeira edição da Copa do Brasil Feminina. 

O Campeonato Brasileiro de Futebol surgiria somente em 2013. Desde 2017, a competição conta com duas divisões, a principal e a de acesso, com 16 equipes cada. 

A partir de 2019, todas as equipes de futebol masculino que jogarem as copas Libertadores e Sul-americana deverão também ter um time feminino profissional e manter categorias juvenis. 

 

INVESTIMENTOS

Um estudo feito pelo sindicato Internacional dos jogadores de futebol (FiFro), divulgado em julho deste ano, mostra que 49% das jogadoras não recebem salários e que 87% encerrarão a carreia antes dos 25 anos. 

Entre as jogadoras que defendem as seleções nacionais, 66% estão insatisfeitas com o pagamento de prêmios e competições, e 42% acreditam que não recebem remuneração suficiente para cobrir despesas. 

Na opinião da Professora Patrícia Rangel, coordenadora do curso de pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte das Faculdades Integradas Rio Branco, além das melhorias salariais das atletas, no caso brasileiro “precisam ser criadas campanhas diferenciadas de incentivo e divulgação das competições para tornar mais atrativo para o público, como também para a mídia”, disse ao O SÃO PAULO.

 

O CASO IRANDUBA          

O caso de sucesso do time do Iranduba, do Amazonas, no Campeonato Brasileiro de 2017, aponta possíveis caminhos para a gestão do futebol feminino.

A equipe chegou até às semifinais do Brasileirão, com público superior a 25 mil pessoas em algumas de suas partidas na Arena da Amazônia. 

O orçamento mensal do Iranduba era de R$ 60 mil. Além de salário, que em alguns casos chegavam a R$ 4 mil mensais, as jogadoras recebiam alimentação, moradia, auxílio para estudos e convênio médico. Diretores da equipe creditavam parte do sucesso de público à carência de fortes equipes de futebol masculino no Amazonas, o que abriu espaço para a ampliação do número de torcedores do Iranduba. 

(Colaborou: Flavio Rogério Lopes) (Com informações de CBF, FPF, O Globo e Agência Brasil)
 

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