SÃO PAULO

Abas primárias

Região Santana

O compromisso de 2,5 mil Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão

Por Padre Salvador Armas, Rubens Da Cruz, Robson Alexandra, Marilene Braga e Fernando Amado
08 de outubro de 2018

Dom Sergio de Deus Borges presidiu missa no ginásio do Colégio Salesiano Santa Teresinha, na zona Norte, no domingo, 30 de setembro

Jefferson Dias

No domingo, 30 de setembro, Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, presidiu missa no ginásio do Colégio Salesiano Santa Teresinha, na zona Norte de São Paulo, com a participação de mais de 2,5 mil Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão atuantes nas paróquias da Região. Na ocasião, os ministros renovaram seus compromissos e tiveram seu mandato conferido para o período de dois anos.

Na homilia, Dom Sergio, fazendo referência à primeira leitura, recordou que Moisés “era o profeta por excelência e sozinho tinha dificuldades na difícil tarefa de animar o povo de Deus peregrino no deserto. Por inspiração de Deus, Moisés escolhe 70 anciãos, pessoas que já tinham responsabilidade no meio do povo para o auxiliar na missão. Os párocos de 66 paróquias da Região Santana escolheram vocês, caríssimos filhos e filhas, para partilhar do seu ministério, de sua missão como ministros do culto, anunciadores da Palavra e testemunhas da caridade na visita aos doentes e aos idosos”. 

O Bispo também alertou os Ministros Extraordinários sobre o cuidado que se deve ter para evitar escândalos. Segundo Dom Sergio, “grande escândalo é para a Igreja, Ministros da Comunhão Eucarística que vivem desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a criar intrigas e fofoca no meio da comunidade, a apegar-se a uma tristeza melosa, e, sem esperança, que se apodera do coração como o mais precioso elixir do demônio. As intrigas nos roubam a alegria da evangelização”.

Para Herminia Witalia da Conceição Andrade Rosolen, paroquiana da Igreja Sant’Ana, o ministério significa “um privilégio, por termos a oportunidade de levar Jesus vivo para as pessoas que estão participando da missa ou as que estão doentes e não podem sair de casa. É um grande carinho de Deus, por meio do nosso Bispo, participar desta missa regional com meus irmãos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.” 

A missa antecipou a memória litúrgica dos Protomártires do Brasil, assassinados no Rio Grande do Norte em 1645, celebrada em 3 de outubro. Dentre os sacerdotes e leigos mortos naquele ano e canonizados pelo Papa Francisco em 2017 está Mateus Moreira, patrono dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. O leigo era colaborador do Padre Ambrósio Francisco Ferro, numa pequena capela no povoado de Uruaçu, onde, com mais 28 fiéis, foi torturado e morto por holandeses e indígenas. Segundo a tradição, Mateus Moreira, ao ter seu coração arrancado pelas costas, aclamou “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”

 

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