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Nova geração e resultados históricos são esperanças do Brasil para Tóquio 2020

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24 de agosto de 2019

Com média de 24 anos de idade, a equipe de taekwondo brasileiro conquista sete medalhas em oito possíveis 

Os Jogos Pan-Americanos de Lima, encerrados no dia 11, mostraram a evolução do esporte brasileiro: 12 modalidades alcançaram o melhor desempenho da história. Mesmo não tendo o peso de um resultado olímpico, o desempenho em Lima deve ser comemorado não apenas pela segunda colocação no quadro de medalhas, mas pela nova geração que conquistou resultados históricos a menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio.

EVOLUÇÃO DO TAEKWONDO 
Formada por atletas estreantes, com média de 24 anos de idade, a equipe de taekwondo brasileiro conquistou em Lima sete medalhas em oito possíveis. Esse resultado reforçou o crescimento em nível internacional da modalidade. Antes do Pan, a equipe conquistou, em maio, cinco medalhas no Mundial de Manchester, figurando entre os melhores da competição.


Pela primeira vez, o País conquistou duas medalhas douradas na modalidade numa mesma edição. No masculino, Edival Pontes, na categoria até 68kg, subiu ao degrau mais alto do pódio, quebrando um jejum de 12 anos da modalidade sem ouro. A primeira medalha de ouro do taekwondo feminino na história dos Jogos veio com Milena Titoneli, na categoria até 67kg.

RESULTADO INÉDITO 
O carioca Ygor Coelho, 22, chegou ao topo do continente com um feito inédito. O atleta conquistou o primeiro ouro do Brasil na história do badminton em Pans, além de ter sido o primeiro a chegar a uma final do individual masculino. 


A medalha de ouro é mais uma conquista continental na carreira de Ygor Coelho, que foi campeão pan-americano adulto da modalidade, em 2017 e 2018, e seis vezes vencedor nas categorias de base. Além da medalha de ouro conquistada por Ygor Coelho, o Brasil faturou mais quatro bronzes nas duplas no Pan de Lima.

VOLTA POR CIMA
O atletismo brasileiro precisou passar por uma reformulação, após clubes serem fechados, verbas federais bloqueadas e o ex-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Toninho Fernandes, ter renunciado em meio a denúncias de irregularidades. Após uma restruturação e o surgimento de uma nova geração, os resultados começaram a aparecer, como a inédita medalha de ouro no Mundial de Revezamentos, em maio, em Tóquio, nos 4x100m, com Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André de Oliveira.


O Brasil terminou o Pan de Lima com 16 medalhas (seis de ouro, seis de prata e quatro de bronze), superando a campanha obtida em Toronto 2015, quando conquistou 13 medalhas (duas de ouro, cinco de prata e seis de bronze).

MUDANÇA DE PATAMAR 
A esgrima brasileira encerrou sua participação em Lima sem conseguir a melhor participação da história ou superar as medalhas conquistadas em Toronto 2015 (quatro bronzes e uma prata), mas mesmo assim está mudando de patamar. Nesta edição do Pan, foram três medalhas: uma de prata (florete por equipe masculino) e duas de bronze (Nathalie Moellhausen, na espada feminina; e Bia Bulcão, no florete feminino).


Em julho, Nathalie Moellhausen, nascida na Itália, naturalizada brasileira, conquistou a histórica medalha de ouro no mundial da modalidade, na Hungria. Esse resultado mudou o patamar da esgrima brasileira no cenário internacional. Porém, aqui no País ainda falta uma maior atenção, embora a Confederação Brasileira de Esgrima esteja investindo em projetos de formação de novos esgrimistas, em parceria com o Instituto Brasileiro de Esgrima. 
 

(Com informações de COB, CBTKD e Yahoo Esportes)

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