INTERNACIONAL

Estados Unidos

Neopaganismo em alta na sociedade norte-americana

Por Filipe David
07 de novembro de 2018

“Wicca” é uma forma de neopaganismo que começou na primeira metade do século XX na Inglaterra

O número de americanos que se declaram “bruxos” tem aumentando drasticamente nas últimas décadas. Em 1990, apenas 8 mil pessoas diziam praticar a “bruxaria” ou alguma forma de paganismo. Em 2008, esse número chegou a 340 mil e, hoje, está estimado entre 1 milhão e 1,5 milhão de pessoas em todo o País, o que representa meio por cento da população norte-americana, mais do que o número de cristãos presbiterianos praticantes, por exemplo. 

“Wicca” é uma forma de neopaganismo que começou na primeira metade do século XX na Inglaterra, procurando resgatar práticas e crenças pagãs que existiam antes da chegada do Cristianismo. 

Um sacerdote, estudante de doutorado em Exorcismo – que pediu para não ser identificado devido à atenção excessiva que os exorcistas recebem – disse à CNA que o crescimento do neopaganismo não o surpreende: o desejo de resultados imediatos e a insatisfação com a religião tradicional levam muitos a buscar um “remédio” mágico.

Segundo o Sacerdote, não é possível praticar magia de forma positiva ou inofensiva, porque toda magia, mesmo a “branca” – que alguns bruxos professam praticar, distinguindo-a de uma magia negra, maliciosa – está associada a Satanás: “Tive pessoalmente a experiência de muitas e muitas pessoas que vieram a mim”, conta o Padre, “com problemas que, no início, pareciam coisas inócuas e inofensivas”.

O crescimento do neopaganismo também se explica pela progressiva descristianização de muitas regiões. Quando o Cristianismo chegou às regiões pagãs da Irlanda ou da França, por exemplo, as pessoas que lá viviam eram muito supersticiosas. Foi a Igreja que conseguiu estabelecer uma certa segurança espiritual. Agora que muitos se afastam do Evangelho e da Igreja, essas práticas supersticiosas começam a retomar com força. 

O Padre Thomas Petri, O.P., Decano da Casa de Estudos Dominicanos, concorda com essa análise: “O homem é um animal religioso que busca sentido para além do ordinário e, portanto, está inclinado a venerar poderes maiores que ele mesmo”, explicou.

Fonte: CNA/ Catholic Herald
 

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