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Pelo Mundo

Na distante Amazônia...

Por ACN
11 de março de 2019

Desde a década de 70, a ACN ajuda o Evangelho a chegar mais longe na região

“Uma criança, que já estava morrendo por conta de uma picada de cobra, estava com quase 42 °C de febre. O pai precisou de um dia e meio para levá-la até o posto de saúde, mas o posto não tinha o soro antiofídico porque não possuía energia elétrica para conservá-lo. O outro posto ficava a 70 quilômetros. Entramos no barco, percorremos o rio em alta velocidade e chegamos a tempo de ele tomar o soro, já era por volta da meia noite”.

Quem conta esta história é o Frei Gino Alberati, missionário capuchinho que vive no Amazonas desde 1970 e atende dezenas de comunidades no Rio Solimões, quase na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru. Ele só pôde ajudar o menino – e tantas outras urgências – porque há 15 anos a ACN doou um barco de alumínio para o Frei Gino. “Antes, minha embarcação era bem precária. Eu sabia quando saía, mas nunca sabia quando voltaria ou se voltaria. Com este barco, além de todo o trabalho pastoral, também salvamos vidas”.

O barco é mantido com muito cuidado por ele, justamente por saber que no barco está a doação de cada benfeitor que acreditou em seu trabalho. “Os benfeitores da ACN possibilitam muitas missões acontecerem”.

Quem vive nas grandes cidades do Brasil geralmente não encontra dificuldades para participar da celebração de uma missa. Por isso mesmo, talvez seja até difícil de imaginar que, na Amazônia, muitos católicos só conseguem participar da missa uma vez por mês. Não raramente, muitas comunidades apenas recebem a visita de um sacerdote uma vez ao ano. Lá, frequentemente um sacerdote tem até 80 comunidades para visitar e, muitas delas, ficam a dias de distância de barco da igreja-matriz da Paróquia.

Desde a primeira visita da ACN ao Brasil, na década de 60, que a Amazônia esteve no coração da Fundação Pontifícia. Um dos maiores projetos da história da obra foi justo nessa região. Sabendo das dificuldades que os missionários enfrentavam para levar o Evangelho na Amazônia, em 1973 a ACN enviou para o Brasil 320 caminhões adquiridos do exército suíço. O clero local mal podia acreditar quando viu os caminhões chegando no porto de Belém do Pará, que dali partiam para as várias dioceses da Amazônia. O projeto foi crucial para impulsionar a Igreja na Amazônia brasileira. Foi a partir dele que muitas regiões receberam pela primeira vez uma visita da Igreja. O Evangelho ganhou rodas.

Após esse primeiro projeto, surgiram centenas de outras iniciativas. Uma das mais recentes foi em Tefé, no coração geográfico do Amazonas, um projeto que atendeu ao apelo do Papa Francisco no Ano da Misericórdia. Lá, os padres levavam até cem horas de barco para visitar uma única comunidade. Os barcos de madeira eram velhos, consumiam muito combustível e corriam o risco de afundar por conta dos constantes problemas mecânicos. A ACN ajudou, então, a Prelazia de Tefé com quatro novos barcos de alumínio, que usam a metade do tempo – e combustível – dos antigos barcos, por serem mais leves e terem motores mais potentes.

Os projetos da ACN são pensados para ser uma solução a longo prazo, como o barco do Frei Gino, há 15 anos funcionando para levar o Evangelho e também ajudar em urgências como a do pequeno menino. Fazer parte da ACN é estar diariamente apoiando a missão, mesmo que distante, por meio da informação, da oração e da ação. É a oportunidade de fazer algo concreto pelo irmão que mais precisa.

 

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