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Pelo Brasil

Mudanças no estilo de vida poderiam evitar mortes causadas por 20 tipos de câncer

Por Jenniffer Silva
17 de abril de 2019

Os dados foram divulgados na revista Cancer Epidemiology

Reprodução da Internet

Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que no Brasil poderia se evitar um terço das mortes causadas por 20 tipos diferentes de câncer com mudanças no estilo de vida. Dessa forma, 114 mil casos da doença (27%) estão associados ao tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física. Os mesmos hábitos correspondem a 63 mil mortes (34% do total) por ano no Brasil.

Os dados foram divulgados na revista Cancer Epidemiology, que faz parte da FMUSP e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os dados apontam que a incidência de câncer de pulmão, laringe, orofaringe, esôfago, colón e reto poderia ser reduzida à metade caso os brasileiros adotassem um novo estilo de vida, eliminando as cinco práticas citadas anteriormente de seu dia a dia.

Estima-se, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que, em 2025, os casos de câncer cresçam em até 50% em todo o País, em virtude do aumento e do envelhecimento da população. Atualmente, a doença é a segunda causa de morte no País. Entretanto, a pesquisa da FMUSP indica que, mais do que as alterações na estrutura da população, esses cinco fatores aumentam significativamente essa estimativa, o que pode representar novos desafios para o controle do câncer entres os brasileiros.

O estudo propôs o seguinte cenário: uma redução de 10% no consumo de álcool, com uma diminuição de 1 kg/m2 no índice de massa corporal na média da população, com uma dieta de cálcio de 200mg a 399mg por dia e com a redução de 30% na prevalência do consumo de tabaco. Nesse cenário, as mudanças, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de câncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%).

Fonte: Agência Brasil

 

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