NACIONAL

ARCEBISPO EMÉRITO DE BELO HORIZONTE

Morre Dom Serafim Fernandes de Araújo

Por Flavio Rogério Lopes
08 de outubro de 2019

O Cardeal era o último brasileiro vivo que participou do Concílio Vaticano II

Arquidiocese de Belo Horizonte

Com profundo pesar, a Arquidiocese de Belo Horizonte informou na manhã desta terça-feira, 8, o falecimento do Cardeal Serafim Fernandes de Araújo, Arcebispo Emérito de Belo Horizonte (MG), aos 95 anos.

“Na palma da mão de Deus”, expressão tão, bonita, tão marcante, muitas vezes dita, de forma serena, por dom Serafim, é o lugar onde hoje o nosso Arcebispo Emérito descansa.”, expressou a Arquidiocese de Belo Horizonte.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com seus bispos auxiliares, estão unidos em oração aos familiares, amigos e fiéis de toda a Arquidiocese de Belo Horizonte para se despedir de Dom Serafim.

 “O cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo é presença admirável no coração do amado povo de Deus. Ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação à Arquidiocese de Belo Horizonte, o cardeal deixa um legado de especiais feitos. Sua caminhada missionária fez crescer no coração de cada pessoa, principalmente cristãos católicos de nossa amada Arquidiocese, o amor a Jesus Cristo e à Igreja. Por isso também, no coração de todos estará sempre a gratidão, a admiração e o respeito por dom Serafim”, disse em nota Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

VIDA DEDICADA À IGREJA

Dom Serafim Fernandes de Araújo nasceu em 13 de agosto de 1924 em Minas Novas (MG). Foi o terceiro Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, sucedendo Dom João Resende Costa, em 5 de fevereiro de 1986. Viveu sua infância em Itamarandiba e aos 12 anos de idade foi estudar no Seminário de Diamantina, onde se formou em Humanidades em 1942 e em Filosofia em 1944.

Foi escolhido para ir estudar em Roma, onde fez mestrado em Teologia e Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoniana. Ordenado Padre no dia 12 de março de 1949, na Catedral de São João Latrão, em Roma, retornou ao Brasil em 1951. Foi pároco em Gouveia (MG), onde ficou de 1951 a 1957. Nesse mesmo período, exerceu ministério de capelão da Companhia Industrial de São Roberto.

De 1956 a 1957, assumiu o posto de capelão militar do 3º Batalhão Militar da Polícia Militar de Minas Gerais. Também foi diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese de Diamantina e professor de Direito Canônico no Seminário Provincial. Em Curvelo, onde foi pároco em 1957 e cônego de 1958 a 1959, também atuou como professor em várias escolas.

Sagrado Bispo em 7 de maio de 1959, com apenas 34 anos (foi o mais novo bispo do Brasil), transferiu-se para Belo Horizonte para ser auxiliar de Dom João Resende Costa. Assumiu também os cargos de vigário geral, administrador e diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese, além de tornar-se professor de Cultura Religiosa da PUC Minas. A partir de 1960, dom Serafim toma posse como reitor da PUC Minas.

Dom Serafim participou do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965. O Cardeal também viajou para vários países, em visita a universidades, para participar de seminários e congressos sobre educação. Entre 1978 e 1981, foi membro do Conselho Federal de Educação.

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

A posse como arcebispo coadjuntor – com direito à sucessão do arcebispo de Belo Horizonte – ocorreu no dia 31 de março de 1983, no Ginásio do Mineirinho. Em 1986, dom Serafim tomou posse como arcebispo metropolitano, sucedendo dom João Resende Costa.

Nomeado cardeal em 18 de janeiro de 1998. A cerimônia de início do seu percurso como Cardeal foi celebrada nos dias 21 e 22 de fevereiro de 1998 pelo Papa João Paulo II. Tornou-se arcebispo emérito de Belo Horizonte em 2004, quando dom Walmor Oliveira de Azevedo assumiu o governo da Arquidiocese de Belo Horizonte.

PESAR DO CARDEAL SCHERER 

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, manifestou pesar pela morte de Dom Serafim. 

“Dom Serafim dedicou seu longo episcopado à Igreja no Brasil, especialmente em Belo Horizonte. Foi um grande pastor e seu exemplo de vida e de pastoreio trouxe referência e serenidade à Igreja no Brasil. Que Deus o acolha agora entre seus bons e fiéis servidores neste mundo!”, afirmou, em nota. 

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA 

(Com informações de Arquidiocese de Belo Horizonte)

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