Tragédia em Suzano (SP): Cardeal Scherer condena ‘violência irracional’

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20 de março de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu missa na Catedral da Sé, na segunda-feira, 18, pelas vítimas do ataque à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), ocorrido no dia 13.

Na Eucaristia, foram recordados os dez mortos e 11 feridos na tragédia que abalou o Brasil. Os ex-alunos Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25, invadiram a escola armados e mataram sete pessoas, sendo cinco estudantes e duas funcionárias do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, cometeu suicídio. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região.

 

QUAIS AS MOTIVAÇÕES?

Na homilia, Dom Odilo expressou solidariedade aos familiares que perderam seus entes e manifestou “firme e clara condenação deste e de outros tipos de atos semelhantes de violência irracional”.

“O que leva alguém a atentar contra a pessoa do próximo sem motivo, a ponto de lhe tirar a vida ou feri-la gravemente? O que leva a isso? Quais são as motivações? Isso é sintoma de algo muito mais grave, que talvez esteja mais difundido do que possamos imaginar”, afirmou.

 

RECUPERAR VALORES

Dom Odilo destacou que a sociedade está doente e que “o vírus da violência e do ódio contagiante” tomou conta da sociedade. “A sociedade está doente de desrespeito à dignidade da pessoa do próximo. Doente porque perdeu o rumo, os valores a partir dos quais é possível edificar a convivência, a paz, o respeito e a dignidade humana”, acrescentou.

Por outro lado, Dom Odilo afirmou que a boa saúde da sociedade está nos valores bons e altos. “O remédio será voltar aos verdadeiros valores humanos, éticos e morais, que se traduzem na justiça, nas relações sociais, no respeito profundo à dignidade de cada pessoa”, frisou.

 

MISERICÓRDIA

O Cardeal chamou a atenção para o trecho do Evangelho proclamado na missa do dia, no qual Jesus diz aos discípulos: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados”(Lc 6,36-37).

“Jesus ensina a humanidade a curar o coração, a vida, a convivência social mediante uma atitude positiva, não simplesmente de não violência, mas de misericórdia e compaixão”, assinalou.

 

VALORIZAR A PESSOA

Nesse sentido, Dom Odilo reforçou que é preciso recuperar a capacidade de valorizar a pessoa humana. “Temos que recuperar a capacidade de nos sentirmos feridos quando outra pessoa é ferida, de nos sentirmos injustiçados quando sabemos que alguém é injustiçado, vítima de violência, de difamação, de calúnia”, continuou.

Para isso, o Cardeal salientou que é necessária a atitude de não cooperar com o projeto de violência, de educação negativa para violência e, ao contrário, alimentar a mente e as motivações com “alimento bom”.

“Sabemos que tudo isso não se resolve com palavras. Requer grande esforço, uma motivação muito forte de toda a comunidade, de toda a sociedade para mudar o rumo de certos acontecimentos e tendências que estão por aí, que são sintomas de uma sociedade que padece”, concluiu Dom Odilo.

 

REABERTURA DA ESCOLA

Na terça-feira, 19, a escola foi reaberta para os alunos participarem livremente de atividades de acolhimento e preparação psicológica, com o apoio de várias secretarias do Governo de São Paulo e da Prefeitura de Suzano, além de profissionais do Instituto de Psicologia da USP, Unicamp, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), entre outras instituições.

Com o objetivo de mudar o ambiente escolar, toda a estrutura interna já está sendo pintada e revitalizada. Ainda não há previsão do retorno das aulas.
 

FALECIDOS

Caio Oliveira, 15, estudante

Claiton Antonio Ribeiro, 17, estudante

Douglas Murilo Celestino, 16, estudante

Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16, estudante

Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38, agente de organização escolar

Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59, coordenadora pedagógica

Jorge Antônio de Moraes, 51, comerciante (tio de Guilherme), morto fora da escola

Guilherme Taucci Monteiro, 17, atirador

Luiz Henrique de Castro, 25, atirador

 

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‘Convertei-vos e crede no Evangelho’

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08 de março de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu, na Catedral Sé, missa solene da Quarta-feira de Cinzas, 6, que deu início ao tempo litúrgico da Quaresma. Nesta ocasião, a Igreja no Brasil também abriu a Campanha da Fraternidade 2019, cujo o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas”.

A Quarta-feira das Cinzas é um dia especial de jejum e penitência, em que os cristãos manifestam seu desejo pessoal de conversão a Deus por meio do rito de imposição das cinzas.

TEMPO FAVORÁVEL

Na homilia, Dom Odilo chamou a atenção para o refrão do canto de entrada da celebração - “Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação” (cf. 2 Cor 6,2) - para ressaltar o sentido do tempo quaresmal como convite à conversão em preparação para a Páscoa. “A Quaresma inicia com um apelo forte e insistente à conversão. As palavras ‘convertei-vos e crede no Evangelho’, ditas durante a imposição das cinzas, não são apenas rituais, mas um apelo de Jesus no início da pregação do Evangelho”, afirmou.

 

EXAME DE CONSCIÊNCIA

O Arcebispo recordou, ainda, que a Quaresma é ocasião de fazer um profundo exame de consciência sobre o modo como se vive o Cristianismo, as promessas batismais e os deveres que emanam da fé em Jesus. “A liturgia da Quaresma nos repetirá de várias formas este lembrete que hoje já ouvimos: ‘Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor’. Deus nos fala no hoje de nossas vidas e, se estivermos atentos, nós o ouviremos”, disse.

“Como consequência dessa atitude de conversão, vem o reconhecimento da própria insuficiência e das escolhas erradas”, acrescentou o Cardeal.

 

CF 2019

No fim da missa, Dom Odilo entregou um exemplar do manual da Campanha da Fraternidade a representantes das regiões episcopais e vicariatos ambientais da Arquidiocese, incentivando todas as comunidades e organizações a aprofundar o tema proposto para a Igreja no Brasil.

Caminho de recolhimento em vista da Páscoa

A Quaresma é o tempo litúrgico de preparação para a Páscoa, celebração máxima da fé cristã. Desde o século IV, esse período de 40 dias é proposto como um tempo de penitência, renovação e conversão para a toda a Igreja.

O nome desse tempo deriva da palavra latina quadragesima. A exemplo de Jesus, que se retirou no deserto por 40 dias para orar e jejuar antes de iniciar sua vida pública, os cristãos são convidados a um “retiro e recolhimento” em vista das celebrações dos mistérios da Paixão, Morte e Ressureição do Senhor. “Todos os anos, pelos 40 dias da grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto”, destaca o Catecismo da Igreja Católica (n. 540)

O número 40 também faz referência a outros acontecimentos bíblicos, como os 40 dias do dilúvio, os 40 anos de peregrinação do povo hebreu pelo deserto e os 40 dias em que tanto Moisés quanto Elias passaram retirados na montanha.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, tanto a Sagrada Escritura quanto os primeiros Padres da Igreja destacam as três obras quaresmais: o jejum, a oração e a esmola, que “exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros”

 

JEJUM E ABSTINÊNCIA

Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta- -feira da Paixão, a Igreja prescreve o jejum e a abstinência de carne como um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para a salvação da humanidade.

É chamada de jejum a privação voluntária de comida durante algum tempo por motivo religioso, como ato de culto a Deus. Na Bíblia, o jejum pode ser sinal de penitência, expiação dos pecados, oração intensa ou vontade firme de conseguir algo.

A abstinência de carne é prescrita a todos os maiores de 14 anos, enquanto o jejum aos maiores de 18 anos até os 59 anos. As pessoas doentes ou que estão muito debilitadas não estão obrigadas a cumprirem esse preceito.

 

ORAÇÃO

O exercício da oração indica todas as formas de relacionamento pessoal com Deus. O Catecismo lembra que a humildade é o fundamento da oração. “A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus” (n. 2559).

“Seja qual for a linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que ora. Mas, para designar o lugar de onde brota a oração, as Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito ou, com mais frequência, do coração (mais de mil vezes). É o coração que ora. Se ele estiver longe de Deus, a expressão da oração será vã”, acrescenta o Catecismo (n. 2562).

 

ESMOLA

A prática da esmola refere-se às obras de misericórdia e a todas as formas de caridade que devem ser praticadas ao longo de toda a vida cristã. A doutrina da Igreja ensina que a prática da caridade cristã também implica renúncia e abnegação, isto é, dar a vida, dar-se aos outros.

São João Paulo II, na carta apostólica Salvifici Doloris, de 1984, apresenta a parábola do bom samaritano como um paradigma da caridade cristã, quando ele põe todo o seu coração, sem poupar nada, para socorrer o homem ferido à beira da estrada. Em outras palavras, dá a si próprio ao outro. “O homem não pode encontrar a sua própria plenitude a não ser no dom sincero de si mesmo”, diz o Santo.

 

‘A fraternidade é expressão elevada do amor ao próximo’

Antes da missa da Quarta-feira de Cinzas, o Cardeal Odilo Pedro Scherer concedeu uma entrevista coletiva, na Catedral da Sé, para apresentar o tema da Campanha da Fraternidade (CF) 2019. O Arcebispo de São Paulo enfatizou aos jornalistas que o principal objetivo da CF é promover a fraternidade na convivência comum e aprofundar o aspecto do amor ao próximo.

“A fraternidade é expressão elevada do amor ao próximo. Ela deve ir além de afetos vagos ou de gestos de filantropia e marcar de forma nova as relações interpessoais e também as relações sociais e públicas, para não dizer políticas. Jesus ensinou que precisamos passar da medida ética universal – ‘Não faça ao próximo o que não gostarias que fizessem contra ti’ – para a forma proativa do amor ao próximo: ‘Amai-vos como eu vos amei’”, disse Dom Odilo.

 

BEM-COMUM

O Arcebispo explicou aos jornalistas que a Campanha deste ano coloca a questão do uso e da destinação dos bens públicos, administrados pelas diversas instâncias dos três níveis do Estado: municipal, estadual e federal. “Nas denúncias e constatações de corrupção desses últimos anos, ficaram evidentes os problemas da má gestão ou desvio de recursos e de apropriação indébita do dinheiro e do patrimônio público, que deveriam servir à promoção do bem comum, em prol da sociedade inteira, e não para beneficiar alguns poucos”, enfatizou.

Dom Odilo acrescentou que os gestores públicos têm a competência e a obrigação de fomentar políticas para o emprego do dinheiro público na promoção da justiça social, da superação da miséria e dos sofrimentos do povo mais vulnerável e para promoção de oportunidades de vida digna para todos os cidadãos. “Em resumo, trata-se de promover uma autêntica fraternidade entre todos os cidadãos”, reiterou.

Segundo o Cardeal, os católicos devem participar ativamente na elaboração de projetos que promovam políticas públicas que estejam voltadas para a promoção do bem comum.

(Colaborou: Flavio Rogério Lopes)
 

PUC-SP promove debates sobre tema da CF 2019

Nos dias 26 e 27 de fevereiro, a PUC-SP realizou debates sobre o tema “Por políticas públicas com transparência e participação, à luz da Campanha da Fraternidade 2019”. O evento aconteceu nos campi Marquês de Paranaguá, Ipiranga e Monte Alegre, promovido pela PUC-SP e a Arquidiocese de São Paulo.

Entre os participantes dos debates estavam Américo Sampaio, da Rede Nossa São Paulo; o Padre José Arnaldo Juliano, teólogo; e os professores da PUC-SP Rosana Manzini, da Faculdade de Teologia; Rafael Barreto da Cruz, do Departamento de Engenharia; e Aldaiza Oliveira Sposati, da Pós-graduação em Serviço Social.

 

CNBB ressalta relação da CF com a espiritualidade quaresmal

Durante a cerimônia oficial de lançamento da Campanha da Fraternidade, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Quarta-feira de Cinzas, 6, em Brasília (DF), o Presidente da entidade, Cardeal Sergio da Rocha, reforçou a importância de relacionar o tema da CF com a espiritualidade quaresmal.

“Sabemos que uma das principais exigências da espiritualidade quaresmal é justamente a fraternidade, o amor fraterno, com seus vários níveis e exigências”, afirmou Dom Sergio.

 

OBJETIVOS

Dom Sergio ressaltou que um dos principais objetivos da Campanha “é promover uma participação maior na elaboração de políticas públicas nos diversos âmbitos da vida social (saúde, educação, segurança pública, meio ambiente…)”, disse. “De tal modo, que esta Campanha, com um tema de caráter mais abrangente, retoma e dá continuidade a outras que tiveram temas mais específicos. Ela estimula o exercício consciente e responsável da cidadania, despertando o interesse pelas políticas públicas, tema exigente e ainda pouco conhecido”, acrescentou.

“Graças a Deus, a Campanha da Fraternidade tem repercutido não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade. Pela sua natureza, ela sempre vai muito além da Igreja Católica. Tem contado, cada vez mais, com a participação de muitas entidades da sociedade civil, de escolas, de outras igrejas cristãs e de órgãos públicos. A Campanha exige ações comunitárias, além das iniciativas pessoais. Exige sempre muito diálogo, reflexão e ação conjunta, especialmente para desenvolver o tema das políticas públicas. A construção de políticas públicas deve ser tarefa coletiva numa sociedade democrática e participativa”, concluiu Dom Sergio.

(Com informações de CNBB)
 

 

 

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Missa de Posse: Padre Vandro Pisaneschi e Padre José Edson

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06 de fevereiro de 2019

No domingo, 3, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu na Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrate, Setor Pastoral Pinheiros, missa de posse do novo Pároco, Padre Vandro Pisaneschi e apresentou o Padre José Edson como Vigário Paroquial. Concelebraram a missa Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese no Vicariato para a Educação e a Universidade, e outros padres da Arquidiocese.

A missa contou com uma grande participação de fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, onde o Padre Vandro atuava até então como Vigário Paroquial, e da Paróquia Santa Cecília, onde o Padre José Edson também era Vigário.

O Coral da Paróquia Nossa Senhora do Brasil cantou na celebração a pedido do novo Pároco.

 

 

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Missa de abertura da JMJ 2019: “Tenham a coragem de ser santos”

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23 de janeiro de 2019

Foi celebrada, nesta terça-feira, 22, a Cerimônia de Abertura da Jornada Mundial da Juventude do Panamá, no Campo Santa Maria La Antigua.

Na homilia, o Arcebispo do Panamá e presidente da Conferência Episcopal do país, Dom José Domingo Ulhoa Mendieta, deu as boas vindas aos peregrinos:

“Nossa alegria é imensa diante da presença de todos vocês. Hoje os recebemos com o coração e os braços abertos. Obrigado por aceitar o chamado de nos encontrar neste pequeno país, no qual a fé chegou de mãos dadas com a Virgem Maria, sob o título de Santa Maria La Antigua. Um país que fez seu maior esforço para que cada um de vocês tivesse um encontro com Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida.”

O Arcebispo lembrou que o Panamá é a primeira diocese em terra firme das Américas, de onde se irradiou o Evangelho para o restante do continente americano, e falou da gratidão a Deus por serem sede desta JMJ, uma “jornada para a juventude das periferias existenciais e geográficas:

“Desejamos que seja um bálsamo para a difícil situação com a que convivem sem esperanças muitos deles, especialmente a juventude indígena e afrodescendente, a juventude que migra devido à resposta quase nula de seus países de origem, que os lançam a semear suas esperanças em outros países, expondo-os ao narcotráfico, o tráfico de seres humanos, a delinquência e tantos outros males sociais.”

Dom Mendieta afirmou que os peregrinos são muito importantes para a Igreja Católica no Panamá, que confia na juventude e em seu protagonismo, e que os jovens encontrarão no país um ‘pedacinho do mundo inteiro’, e uma nação com uma história de serviço, de unidade na diversidade, enfim, uma nação abençoada:

“Nosso povo está pronto para recebê-los, para compartilhar suas tradições, a riqueza multiétnica e pluricultural, mas de forma muito especial, compartilhar a alegria da fé em um Deus, que está atuando entre nós, em nossa história pessoal e comunitária.”

Em sua mensagem, o Arcebispo refletiu sobre os frutos desta JMJ, que devem levar os jovens a uma confrontação consigo mesmos e com a doutrinação vigente do sistema anti-valores, e afirmou que somente o chamado de Deus preenche o coração humano, e o leva a viver o Evangelho:

“Para assumir este grande desafio devem preparar-se em consciência conhecendo sua história pessoal, familiar, social e cultural, mas sobretudo sua história de fé. Só assim, de mãos dadas aos seus avós e seus pais, poderão transformar com a alegria do evangelho aquelas situações de injustiça e de desigualdade, que ferem a sociedade.”

Dom Mendieta recordou a todos o lema da JMJ “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra”, na primeira jornada com um tema mariano:

“Nos olhos de Maria, cada jovem pode redescobrir a beleza do discernimento; em seu coração pode experimentar a ternura da intimidade e a valentia do testemunho e da missão. Imitemos sua disponibilidade a servir, como fez com sua prima Isabel. Estejamos dispostos a que uma espada nos atravesse o coração como aconteceu com Maria, ao viver a paixão de seu Filho e esperar pacientemente sua alegre Ressurreição!”

Por fim, o Arcebispo falou sobre a santidade dos jovens. Para ser santo, é preciso nadar contra a corrente, sair da lógica do “deixe de sofrer”, que faz o ser humano “gastar muitas energias para escapar das circunstâncias onde se faz presente o sofrimento”.

“Não tenhamos medo, queridos jovens, tenham a coragem de ser santos no mundo de hoje, com isto não estarão renunciando à sua juventude ou à sua alegria; muito pelo contrário, mostrarão ao mundo que é possível ser felizes com muito pouco, porque Jesus Cristo, a razão de nossa felicidade, já nos deu a vida eterna, com sua Ressurreição.”

 

 

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Papa Francisco: para amar a Deus, é preciso amar o irmão

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10 de janeiro de 2019

Para amar a Deus concretamente, é preciso amar os irmãos, isto é, rezar por eles, simpáticos e antipáticos, inclusive pelo inimigo. Na homilia desta manhã (10/01) na capela da Casa Santa Marta, o Papa fez um forte apelo ao amor. Quem nos dá a força para amar assim é a fé, que vence o espírito do mundo.

O espírito do mundo é mentiroso

A reflexão de Francisco se inspirou na Primeira Carta de São João apóstolo (1Jo 4,19 - 5,4) proposta pela Liturgia do dia. O apóstolo João, de fato, fala de “mundanidade”. Quando diz: “Quem foi gerado por Deus é capaz de vencer o mundo” está falando da “luta de todos dias” contra o espírito do mundo, que é “mentiroso”, é um “espírito de aparências, sem consistência”, enquanto “o Espírito de Deus é verdadeiro”.

“O espírito do mundo é o espírito da vaidade, das coisas que não têm força, que não têm fundamento e que acabarão”, destacou Francisco. Como os doces de Carnaval, os crêpes – chamados em dialeto de “mentiras” – não são consistentes, mas “cheios de ar”, isto é, do espírito do mundo.

O espírito do mundo divide sempre

O apóstolo nos oferece o caminho da concretude do espírito de Deus: dizer e fazer são a mesma coisa. “Se você tem o Espírito de Deus” – recordou o Papa –, fará coisas boas. E o apóstolo João diz uma coisa “cotidiana”: “Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê”. “Se você não é capaz de amar algo que vê, como conseguirá amar algo que não vê? Isso é a fantasia”, destacou o Papa, exortando a amar “o que se vê, se pode tocar, que é real. E não as fantasias, que não se veem”.

Se você não é capaz de amar a Deus no concreto, não é verdade que você ama a Deus. E o espírito do mundo é um espírito de divisão e quando se infiltra na família, na comunidade, na sociedade sempre cria divisões: sempre. E as divisões crescem e vêm o ódio e a guerra … João vai além e diz: “Se alguém diz ‘Amo a Deus', mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso”, isto é, é filho do espírito do mundo, que é pura mentira, pura aparência. E isso é algo sobre o qual nos fará bem refletir: eu amo a Deus? Mas vamos fazer uma comparação e ver como você ama o seu irmão: vamos ver como você o ama.

O Papa então indicou três sinais que indicam que não amo o irmão. Antes de tudo, Francisco exortou a rezar pelo próximo, também por aquela pessoa que é antipática e sei que não me quer bem, também por aquela que me odeia, pelo inimigo, como disse Jesus. Se não rezo, “é um sinal que você não ama”:

O primeiro sinal, pergunta que todos devemos fazer: eu rezo pelas pessoas? Por todas, concretas, as que são simpáticas e antipáticas, por aquelas amigas e não são amigas. Primeiro. Segundo sinal: quando eu sinto dentro de mim sentimentos de ciúme, de inveja e quero desejar o mal ou não... é um sinal que não ama. Pare ali. Não deixar crescer esses sentimentos: são perigosos. Não deixá-los crescer. E depois o sinal mais cotidiano de que eu não amo o próximo e, portanto, não posso dizer que amo a Deus, é a fofoca. Vamos colocar no coração e na cabeça: se eu faço fofocas, não amo a Deus porque com as fofocas estou destruindo aquela pessoa. As fofocas são como balas de mel, que são saborosas, uma chama a outra e depois o estômago se consuma, com tantas balas... Porque é bom, é “doce” fofocar, parece uma coisa bela, mas destrói. E este é um sinal de que você não ama.

A necessidade da fé

Se uma pessoa deixa de fofocar na sua vida, “eu diria que é muito próxima a Deus”, porque – explicou Francisco – não fofocar “protege o próximo, protege Deus no próximo”.

E o espírito do mundo se vence com este espírito de fé: acreditar que Deus está no meu irmão, na minha irmã. A vitória que venceu o mundo é a nossa fé. Somente com tanta fé é possível percorrer esta estrada, não com pensamentos humanos de bom senso … não, não: não são necessários. Ajudam, mas não servem nesta luta. Somente a fé nos dará a força para não fofocar, para rezar por todos, inclusive pelos inimigos e de não deixar crescer os sentimentos de ciúme e de inveja. O Senhor, com este trecho da Primeira Carta de São João apóstolo, nos pede concretude no amor. Amar a Deus: mas se você não ama seu irmão, não pode amar a Deus. E se você diz amar o seu irmão, mas na verdade não o ama, o odeia, você é um mentiroso.

 

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Papa Francisco: a cultura da indiferença é o oposto do amor de Deus

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08 de janeiro de 2019

Deus “dá o primeiro passo” e ama “a humanidade que não sabe amar”, porque ele tem compaixão e misericórdia, enquanto nós mesmo sendo bons, muitas vezes não entendemos as necessidades dos outros e permanecemos indiferentes, “talvez porque o amor de Deus” não entrou em nossos corações.

Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã desta terça-feira (08/01), capela da Casa Santa Marta, oferecida ao eterno descanso do arcebispo Giorgio Zur, núncio apostólico emérito na Áustria, que viveu ali naquela casa e faleceu “ontem à meia-noite”, disse o Papa. O pontífice se inspirou na liturgia de hoje, desde a exortação ao amor, da Primeira Carta de São João Apóstolo, ao Evangelho de Marcos, sobre a multiplicação dos pães.

 

Deus deu o primeiro passo e nos amou primeiro

“Amemo-nos uns aos outros, porque o amor” vem de Deus, recordou o Papa, citando as palavras de São João na Primeira Leitura. O apóstolo explica “como o amor de Deus se manifestou em nós”: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que tenhamos a vida através dele”.

“Este é o mistério do amor”, esclareceu Francisco, “Deus nos amou por primeiro. Ele deu o primeiro passo”. Um passo “em direção à humanidade que não sabe amar”, que “precisa do carinho de Deus para amar”, do testemunho de Deus. “Este primeiro passo que Deus fez é o seu Filho: ele o enviou para nos salvar e dar sentido à vida, para nos renovar, para nos recriar”.

 

Jesus teve compaixão da multidão

A seguir, Pontífice falou da passagem do Evangelho de Marcos sobre a multiplicação dos pães e dos peixes. “Por que Deus fez isso?”, perguntou. Por “compaixão”. A compaixão da grande multidão de pessoas que vê descendo do barco, às margens do Lago de Tiberíades, porque estavam sozinhas, sublinhou o Papa Francisco: “Eram como ovelhas que não têm pastor”.

O coração de Deus, o coração de Jesus se comove, e vê, vê aquelas pessoas, e não pode ficar indiferente. O amor é inquieto. O amor não tolera a indiferença. O amor tem compaixão. Mas compaixão significa colocar o coração em risco; significa misericórdia. Jogar o próprio coração para os outros: isso é amor. O amor é colocar o coração em risco para os outros.

 

Os discípulos: que se arranjem para encontrar comida

Depois, o Papa descreveu a cena de Jesus que ensina “muitas coisas” ao povo e os discípulos acabam ficando entediados, “porque Jesus sempre dizia as mesmas coisas”. E enquanto Jesus ensina “com amor e compaixão”, talvez comecem a “falar entre eles”. No final, eles olham para o relógio: “Mas é tarde ...”.

Francisco ainda citou o evangelista Marcos: “Mas Mestre, o lugar é deserto e agora é tarde. Mandem eles embora, de modo que, indo para os povoados vizinhos, possam comprar comida”. Praticamente dizem “para eles se virar” e que comprem o pão deles. “Mas temos certeza”, comentou o Pontífice, “de que sabiam que tinham pão para eles, e queriam proteger isso. É a indiferença”:

Aos discípulos não interessava as pessoas: interessava Jesus, porque o queriam bem. Não eram maus: eram indiferentes. Eles não sabiam o que era amar. Eles não sabiam o que era compaixão. Eles não sabiam o que era indiferença. Eles tiveram que pecar, trair o Mestre, abandonar o Mestre, para entender o cerne da compaixão e da misericórdia. E Jesus, a resposta é pungente: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Tomem conta deles. Esta é a luta entre a compaixão de Jesus e a indiferença, a indiferença que se repete na história sempre, sempre ... Tantas pessoas que são boas, mas não compreendem as necessidades dos outros, não são capazes de compaixão. São boas pessoas, talvez porque não entrou o amor de Deus em seus corações ou não o deixaram entrar.

 

A fotografia das pessoas que desviam o olhar do sem-teto

E aqui o Papa Francisco descreve uma fotografia que está nas paredes da Esmolaria Apostólica: "um clique espontâneo que fez um bravo jovem romano que a ofereceu à Esmolaria". O fez Daniele Garofani, hoje fotógrafo do "L'Osservatore Romano", retornando de um serviço de distribuição de refeições para os sem-teto junto com o cardeal Krajewski.
É uma noite de inverno, “se percebia pela maneira de vestir das pessoas" - explica o Papa - que saíam "de um restaurante". "Pessoas bem cobertas" e satisfeitas: "haviam comido, estavam entre amigos".

E lá – prossegue Francisco na descrição da foto - "havia um homem sem-teto no chão, que faz assim ..." (e imita o gesto da mão estendida para pedir esmola). O fotógrafo, acrescenta ainda o Papa, "foi capaz de tirar a fotografia no momento em que as pessoas desviam o olhar, para que os olhos não se cruzem". Isto, comentou Francisco, "é a cultura da indiferença. Isto é o que os apóstolos fizeram". "Deixe-os, que vão para o campo, no escuro, com fome. Que eles se arranjem: é problema deles". "Temos o que comer: cinco pães e dois peixes para nós".

 

O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença

"O amor de Deus sempre vai primeiro - explica o Papa - é amor de compaixão, de misericórdia". É verdade que o oposto do amor é o ódio, mas em tantas pessoas não existe um "ódio consciente":

O oposto mais cotidiano ao amor de Deus, à compaixão de Deus, é a indiferença: a indiferença. "Eu estou satisfeito, não me falta nada. Tenho tudo, assegurei esta vida, e também a eterna, porque vou à Missa todos os domingos, sou um bom cristão". "Mas, saindo do restaurante, eu olho para outra parte". Pensemos: este Deus que dá o primeiro passo, que tem compaixão, que tem misericórdia, e tantas vezes nós, o nosso comportamento é a indiferença. Rezemos ao Senhor para que cure a humanidade, começando por nós: que o meu coração seja curado dessa doença que é a cultura da indiferença.

 

Felicitação a Kiko Argüello pelo zelo apostólico

No final da celebração, Francisco envia uma cordial saudação a Kiko Argüello, iniciador do Caminho Neocatecumenal, pelo seu octogésimo aniversário, e agradece a ele" pelo zelo apostólico com que trabalha na Igreja".

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Cardeal Odilo Pedro Scherer preside missa na festa de Santo Agnelo

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21 de dezembro de 2018

Os fiéis da Paróquia Santo Agnelo comemoraram neste mês a festa do Padroeiro, que foi iniciada com novena, tendo uma das missas presidida por Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga. 

Na sexta-feira, 14, no dia do Padroeiro, a missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. Na homilia, o Cardeal destacou a importância dos trabalhos missionários e de ter como centro a Cruz de Cristo na perspectiva de o caminho ser árduo, mas com esperança na Ressurreição. 

Padre Renato Braga, Pároco, ressaltou que com o sínodo, a Paróquia Santo Agnelo iniciou as pastorais da Comunicação, da Catequese de adulto e da Juventude.
 

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Supremo confirma pena a ativista que interrompeu missa

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05 de janeiro de 2019

O Supremo Tribunal espanhol confirmou a condenação a seis meses de prisão do ativista que, em 2014, invadiu uma igreja e interrompeu uma missa com gritos a favor do aborto.

No dia 9 de fevereiro de 2014, o homem, junto com outras pessoas, interrompeu a celebração de uma missa na cidade de Gerona, com gritos a favor do aborto. Eles também lançaram panfletos e exibiram um cartaz no altar com o slogan “tirem osTerços de nossos ovários”.

O ativista foi condenado por delito contra o sentimento religioso. Seu recurso já havia sido rejeitado em 2017, mas ele recorreu novamente ao Supremo Tribunal. No dia 4 deste mês, a sentença foi definitivamente confirmada. Segundo os juízes, o acusado agiu “sabendo que com a sua ação poderia chegar a ofender os sentimentos religiosos”. O Tribunal também ressaltou que a liberdade de expressão não é absoluta e pode ser confrontada com outros direitos, como a liberdade religiosa. Além disso, a ação ocorreu dentro de uma igreja, “um lugar reservado especialmente para a reunião das pessoas que professam a religião católica, diante do altar, durante a celebração de uma missa dominical e em um momento em que os paroquianos estavam reunidos em oração”.

Fonte: ACI
 

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Cardeal Scherer: ‘É nosso dever visitar e estar próximos dos enfermos’

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20 de dezembro de 2018

Na segunda-feira, 17, um dos corredores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, transformou-se em uma igreja. Pacientes, profissionais e voluntários se reuniram para a missa presidida todos os anos pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, por ocasião do Natal, no maior hospital do País de referência no atendimento a pacientes com doenças infecciosas, principalmente HIV/Aids. 

Na saudação inicial, Dom Odilo manifestou alegria por celebrar novamente no Instituto de Infectologia, rezando por toda a comunidade hospitalar, especialmente por aqueles que irão passar o Natal internados ou trabalhando e, assim, não poderão estar com seus familiares. “Sabemos que todo mundo gostaria de passar o Natal em casa, mas nem sempre é possível. Então, este momento, esta missa, quer dar justamente esta certeza: que nós estamos com vocês”, afirmou. 

O Arcebispo agradeceu aos padres e voluntários da capelania. “É um grande trabalho que, além de, naturalmente, exigir de todos o melhor de sua capacidade humana e competência profissional, também requer um grande amor, uma grande capacidade para estar junto com as pessoas. O trabalho nos hospitais requer um grande coração e, por isso, Jesus classificou o cuidado aos doentes como uma grande obra de misericórdia e de amor”, ressaltou, recordando que o próprio Cristo sempre teve seu coração voltado aos doentes. 

Hoje, 10 mil pacientes com doenças crônicas fazem acompanhamento médico no ambulatório do Emílio Ribas. Cerca de 70% dos pacientes internados têm complicações em decorrência da Aids (síndrome desenvolvida pela baixa imunidade causada pelo HIV). Também têm crescido, no entanto, os casos de vítimas de doenças como hepatite e tuberculose.
 

A CAPELANIA

A Capelania Católica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas foi instituída em 1994 para atender os pacientes em um período em que a epidemia de Aids era alta e causava muitas mortes. “Era uma época que chegávamos a ter 18 óbitos por dia em decorrência da Aids”, destacou o Capelão, Padre João Inácio Mildner.

Desde o início, a Capelania Católica do Emílio Ribas é pessoal, isto é, ligada diretamente ao Arcebispo Metropolitano, não pertencendo a nenhuma paróquia ou região episcopal. “Por isso, Dom Odilo, assim como os arcebispos anteriores, faz questão de celebrar o Natal e a Páscoa aqui”, informou o Capelão. 

Ainda segundo o Padre João, a Capelania é parte integrante da assistência oferecida ao paciente. “Trata-se de um grupo dentro da equipe multiprofissional do hospital”, enfatizou, destacando que é muito comum médicos de diferentes especialidades, enfermeiros e assistentes sociais chamarem a Capelania para dar assistência contínua a um paciente. 

“A assistência religiosa ajuda a promover o bem-estar e a paz a pacientes e profissionais. Tranquiliza-nos saber que alguém está cuidando da alma, da interioridade dos pacientes”, salientou o médico infectologista Jamal Suleiman, que trabalha no Emílio Ribas há 35 anos. 

 

DEVER DO CRISTÃO

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Cardeal Scherer afirmou que faz questão de visitar os hospitais para ter um contato direto e pessoal com os doentes. “Além do conforto que podemos levar às pessoas, quer os doentes, quer os que trabalham aqui, é nosso dever, em primeiro lugar, como padres e bispos, visitar os enfermos e estar próximos deles”, disse. Além da Páscoa e do Natal, o Arcebispo costuma ir a hospitais ao longo do ano, sobretudo para visitar sacerdotes doentes e outros fiéis, sempre que solicitado pelos familiares. 

Dom Odilo recordou, ainda, que antes de ser nomeado bispo, foi capelão em um hospital para pessoas idosas por três anos: “Essa foi uma experiência marcante na minha vida sacerdotal e na minha experiência humana. Nós aprendemos a ver as pessoas idosas e doentes com um novo olhar, a partir da proximidade delas, que ficam muito fragilizadas e sentem enorme necessidade da presença religiosa, da bênção e da certeza de que Deus está com elas”. 

Padre João ressaltou que sempre que visita um hospital, Dom Odilo vai “como um pastor ao encontro do rebanho que está sofrendo”.

“Mesmo tendo uma agenda cheia de trabalhos, ele dedica inteiramente o tempo que pode passar com os doentes, médicos e conosco, para nos dar forças”, disse, reforçando que considera essencial o apoio do Cardeal. “Ao longo desses anos, pudemos passar pelas epidemias da Aids, das gripes asiática e suína e do risco do vírus ebola, sempre com o apoio e presença do Arcebispo, que nos amparava na missão”, completou o Padre. 

Após a missa, os participantes da celebração e todos os doentes internados no Instituto de Infectologia foram presenteados pelo Cardeal com um panetone. 

 

(Colaboraram: Flavio Rogério Lopes e Jenniffer Silva)
 

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Pastoral da Saúde organiza missa na Paróquia Santos Apóstolos

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17 de dezembro de 2018

A Pastoral da Saúde da Região Episcopal Brasilândia organizou missa, na quinta-feira, 6, na Paróquia Santos Apóstolos, por ocasião do encerramento do Curso de Formação Inicial para Agentes de Pastoral da Saúde. Houve também uma confraternização.
 

PASTORAL DA SAÚDE
 

A Pastoral da Saúde, é uma das Pastorais Sociais da CNBB e com organização cívico-religiosa, sem fins lucrativos, de atuação em âmbito nacional e de referência internacional. Destaca-se pelo comprometimento em defender, preservar, cuidar, promover e celebrar a vida (ou seja, saúde plena) de todo o povo de Deus, independente de quaisquer fatores de exclusão social, inclusive do credo. Com dezenas de milhares de agentes por todo território nacional, esta pastoral atua em três dimensões: solidaria, comunitária e político-institucional.

 

(Com informações de O SÃO PAULO)
 

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