VATICANO

Papa Francisco

Migrantes são vítimas da cultura do descarte, enfermidade do mundo contemporâneo

Por Filipe Domingues
04 de dezembro de 2018

Francisco diz que o primeiro passo para superar tais injustiças é dar voz aos que não a têm

Os migrantes, refugiados e desabrigados são “ignorados, explorados, violados e abusados em silêncio”, vítimas das inúmeras injustiças da atual cultura do descarte, que é uma enfermidade contemporânea. Assim escreveu o Papa Francisco em mensagem enviada a o “Foro Social de Migraciones 2018”, um evento organizado na Cidade do México, no Méxoco, entre os dias 2 e 4, buscando promover um novo conceito de migração, isto é, a ideia de que a mobilidade humana é parte de um processo permanente.

No texto, Francisco diz que o primeiro passo para superar tais injustiças é dar voz aos que não a têm. Depois, “é necessário identificar pautas de solução concretas e viáveis, esclarecendo papéis e responsabilidades de todos os atores”, diz a mensagem.

“No âmbito migratório, a transformação se alimenta da resiliência dos migrantes, refugiados e desabrigados, e aproveita suas capacidades e aspirações para a construção de sociedades inclusivas, justas, solidárias, capazes de restituir a dignidade àqueles que vivem com grande incerteza e que não conseguem sonhar com um mundo melhor”, escreveu o Pontífice.

Francisco defende, ainda, uma urgente colaboração da comunidade internacional para lidar com a questão migratória em âmbito regional e global, com pactos bilaterais e multilaterais entre os países. Para isso, a Seção Migrantes e Refugiados, do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano, elaborou um documento com “20 Pontos de Ação para os Pactos mundiais”

Conforme observa o Pontífice, os pactos mundiais sobre migração constituem “um marco de referência para desenvolver propostas políticas e colocar em prática medidas concretas”.

 

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