INTERNACIONAL

Venezuela

Maduro inicia novo mandato, considerado ‘ilegítimo’

Por Filipe David
21 de janeiro de 2019

O regime de Maduro tem se revelado a cada dia mais ditatorial e violento

Partido dos Trabalhadores

O Presidente Nicolás Maduro iniciou, de fato, um novo mandato na quinta-feira, 10, considerado ilegítimo não apenas pela oposição e pela comunidade internacional, mas também pelos bispos venezuelanos: “A pretensão de iniciar um novo período presidencial no dia 10 de janeiro de 2019 é ilegítima em sua origem e abre uma porta ao não reconhecimento do governo, porque carece de sustentação democrática na justiça e no direito”, explicaram os bispos.

O regime de Maduro tem se revelado a cada dia mais ditatorial e violento. De acordo com a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), agentes do governo venezuelano prenderam e torturaram militares suspeitos de orquestrar um golpe de Estado. Membros das famílias dos suspeitos também foram detidos e torturados. A HRW obteve informação sobre 32 vítimas. Os suspeitos foram submetidos à violência física e psicológica, incluindo espancamento, sufocamento, esfolamento do pé com lâmina de barba, choques elétricos, privação de alimentos, interdição de ir ao banheiro e ameaças de morte. Durante vários dias, muitos não tiveram acesso a suas famílias, a um advogado ou a atendimento médico.

O novo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, afirmou que o novo mandato de Maduro é ilegítimo, e pediu o apoio do povo e das forças armadas para assumir o poder como presidente interino enquanto novas eleições são convocadas. Passados dois dias, ele foi detido por agentes governamentais e liberado pouco depois. Guaidó afirmou que sua detenção foi um ato de desespero do governo de Maduro, cuja autoridade começa a desmoronar.

Após a posse de Maduro, o Paraguai anunciou romper relações diplomáticas com a Venezuela: “O governo da República do Paraguai, no exercício de seus poderes constitucionais e de soberania nacional, adota hoje a decisão de romper relações diplomáticas com a República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o presidente do País, Mario Abdo Benitez. O rompimento se deve ao não reconhecimento do governo venezuelano, “resultado de um processo eleitoral ilegítimo”, afirmou.

O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom José Luis Azuaje, pediu que seja realizada uma consulta eleitoral, para que o País possa retornar à “racionalidade política e legitimidade”.

Fontes: HRW/ ACI/ Agência Brasil/ New York Times/ BBC
 

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