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Esporte

Jogos de inverno de PyeongChang começam com expectativa brasileira

Por Flavio Rogério Lopes
14 de fevereiro de 2018

A delegação brasileira contará com 10 atletas, que competirão em 5 modalidades

CBDG/Divulgação

De 8 a 25 de fevereiro, acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. O evento promete movimentar o mundo esportivo, e a expectativa é que sejam os jogos mais frios da história, com temperaturas muito abaixo de zero. A união das coreias para a disputa dos jogos e as tradicionais provas radicais prometem agitar as Olímpiadas. 

 

DELEGAÇÃO BRASILEIRA

A delegação brasileira dessa edição dos jogos contará com 10 atletas, que irão competir em 5 modalidades: “Pela primeira vez, podemos falar em termos de resultados, não apenas de participação”, afirmou o jornalista esportivo Gustavo Longo, criador do site Brasil Zero Grau e gestor de comunicação da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), em entrevista ao O SÃO PAULO. 

O baixo número de representantes brasileiros ocorre porque o treinamento no gelo e na neve precisa ser feito no exterior, o que demanda um alto investimento. Mesmo assim,  atletas de algumas modalidades acabam improvisando e usam a criatividade para treinar no Brasil debaixo de sol forte. 

 

BOBSLEIGH

O Bobsleigh é um esporte com equipes de duas ou quatro pessoas que realizam, por meio de um trenó, descidas cronometradas em uma pista de gelo especialmente construída para a competição. O trenó é movido pela força da gravidade e pode atingir velocidades de até 150 km/h. 

Nessa modalidade, por exemplo, os atletas brasileiros contam com uma estrutura no Núcleo de Alto Rendimento (NAR), em São Paulo, que possui adaptações, que tornam possível o treinamento da largada do trenó. Em um trilho, eles empurram o veículo para praticar o “push”, pois nesta modalidade a largada é fundamental para ganhar velocidade.

O Brasil competirá nas duplas e nos quartetos com os atletas Edson Bindilatti, o piloto do time que vai para sua quarta participação nas Olímpiadas, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins e Erick Vianna (reserva).

 

ESQUI CROSS-COUNTRY

O esqui Cross-country ou esqui de fundo é como uma maratona na neve onde os competidores percorrem grandes distâncias, com o objetivo de completar o trajeto no menor tempo possível. É realizado em terrenos planos ou ondulados. O Brasil conta com dois representantes nessa modalidade. 

Jaqueline Mourão, 42, vai disputar sua quarta edição dos Jogos de Inverno e já disputou outras duas Olimpíadas no mountain bike. Victor Santos, disputará sua primeira Olimpíada de Inverno. O garoto, de apenas 20 anos, nasceu na comunidade de São Remo, em São Paulo (SP), e entrou no esporte através do projeto social ‘Ski na Rua’, do ex-atleta brasileiro de esqui crosscountry, Leandro Ribela.

 

SNOWBOARD

O Snowboard é uma espécie de skate ou surfe na neve, e é feito na superfície nevosa das encostas de montanhas.. A prancha usada deve ser proporcional ao corpo do praticante, devendo ter em regra um comprimento que vai do chão até a altura do queixo.

Isabel Clark, a representante brasileira na modalidade, é dona do melhor resultado do Brasil na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Ela surpreendeu ao terminar em 9º lugar no snowboard feminino, nos jogos de Turim-2006, na Itália. Às vésperas de disputar sua quarta olímpica, já anunciou sua aposentadoria após os jogos de PyeongChang.

 

PATINAÇÃO ARTÍSTICA

Na patinação artística no gelo, o Brasil terá como representante Isadora Williams, 21, que participou dos jogos olímpicos de Sóch, na Rússia, e alcançou a 30° colocação, a última colocada entre as mulheres. Ela cresceu muito nos últimos anos e amadureceu as apresentações. A expectativa é que ela fique entre as 24 melhores, o que já seria um resultado acima do esperado. 

 

ESQUI ALPINO

A revelação da equipe de Ski Alpino é um dos principais trunfos do Brasil em busca de resultados melhores. Michel Macedo, de 19 anos, disputará sua primeira edição dos Jogos e será o primeiro brasileiro a competir. Natural de Fortaleza e residente de Oregon (EUA), o atleta foi Top 15 no Super G nos Jogos Olímpicos da Juventude Lillehammer 2016. 

“Claro, a medalha ainda é muito improvável para o Brasil nos esportes de inverno como um todo. Mas nós vemos uma grande crescente de resultados em algumas modalidades,” concluiu Gustavo Longo.

(Com informações de CBDG, Veja e  Globoesporte.com)
 

 

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