‘Jogar para crer’ na 13ª edição da Clericus Cup

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13 de abril de 2019

A Quaresma está sendo vivenciada de uma forma diferente por cerca de 400 padres e seminaristas de 67 nacionalidades. Além dos estudos, da oração e dos trabalhos pastorais, eles estão calçando as chuteiras para participar da Clericus Cup, no Vaticano.

 

FUTEBOL GERA COMUNHÃO

Criada em 2007, a Clericus Cup chega à sua 13ª edição com o slogan “Jogar para crer” e conta com 16 equipes, divididas em quatro grupos. As duas primeiras equipes de cada grupo se classificam para as próximas etapas. O Padre João Henrique Novo do Prado, do clero da Arquidiocese de São Paulo, estuda no Colégio Pio Brasileiro, em Roma, e participa desta edição do torneio.

“O objetivo do campeonato é transmitir a mensagem do esporte como valor missionário, pastoral e fraterno e, também, mostrar que, por meio do futebol, pode-se trabalhar em equipe, aprender, dialogar, entender e respeitar mais o próximo, porque o futebol gera comunhão e, no nosso caso, comunhão sacerdotal. Com esse evento, quer-se também de ‘Jogar para crer’ na 13ª edição da Clericus Cup Flavio Rogério Lopes osaopaulo@uol.com.br alguma forma chamar a atenção dos jovens, para que se dediquem mais às atividades esportivas”, disse o Padre ao O SÃO PAULO.

 

ALEGRIA E FRATERNIDADE

O torneio conta com clérigos de todo o mundo. Do México são 31 jogadores e da Nigéria, 26, países com mais representantes. Os norte-americanos são 21, seguidos pelos espanhóis, brasileiros e colombianos. Cinco continentes estão representados, com jogadores também de Angola, Armênia, Chile, Coreia do Sul, Inglaterra, Jordânia, Sudão do Sul e Venezuela.

Segundo o Padre João Henrique, o espírito de alegria e fraternidade, vivenciado dentro e fora de campo, é contagiante. “Eu percebi que a Clericus Cup não é apenas uma competição, é, principalmente uma forma de interação presbiteral de interação entre os seminaristas e, também, de alegria no esporte. Nós sabemos que o futebol gera alegria e festa”, reiterou.

 

REGRAS E CURIOSIDADES

O campeonato adapta as regras do futebol tradicional para lhe dar um sentido mais transcendente: é possível fazer cinco substituições; há, além dos cartões amarelo e vermelho, o “cartão azul”, que é levantado pelo árbitro quando algum jogador fica de “cabeça mais quente” que o adequado. Nesse caso, o atleta que cometeu a indisciplina é convidado a “refletir sobre o que fez”, durante cinco minutos.

Além dessa educativa adaptação, outra diferença é que cada tempo das partidas dura meia hora em vez de 45 minutos e não existe empate, pois todos os jogos empatados são definidos na disputa de pênaltis. Existe também uma espécie de “terceiro tempo”, que é um momento de oração conjunta das equipes ao fim de cada partida.

 

LATINO-AMERICANOS

Nesta edição, não foi possível formar um time apenas com padres do Colégio Pio Brasileiro. Por isso, os sacerdotes puderam optar pelo time no qual iriam jogar. Além do time Luso-Brasileiro, formado pelo Pio Brasileiro e pelo Colégio Português, padres brasileiros integram o time do Colégio Pio Latino-Americano, que reúne sacerdotes procedentes dos países das Américas.

O Padre João Henrique integra o time do Colégio Pio Latino, que, nas duas primeiras rodadas da Clericus Cup, venceu uma partida e perdeu outra, e que definirá sua classificação na próxima rodada após a pausa para as celebrações da Semana Santa. Segundo o Sacerdote, que participa pela primeira vez do torneio, este vem sendo uma experiência intercultural.

“Uma bela experiência por dois motivos: o primeiro é pelo fato de viver a fraternidade sacerdotal com padres de tantos lugares do mundo, de costumes e línguas diferentes. Apesar disso, nós falamos uma mesma língua por meio do futebol. E, o segundo, pelo fato de eu gostar muito de futebol. Sou um grande apaixonado por esse esporte e, sempre que posso e tenho condições, jogo, porque isso me faz muito bem”, concluiu o Padre.

 

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Justiça libera processo de concessão do Complexo do Pacaembu

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29 de março de 2019

Decisão proferida pela juíza da 13ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo autorizou, na noite desta quinta-feira (28), o prosseguimento do processo de concessão do Complexo do Pacaembu.

De acordo com a decisão da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, “conclui-se, efetivamente, que não há qualquer limitação para que o Município possa transferir o potencial construtivo, no caso concreto, ao vencedor da licitação.”

Os envelopes da licitação foram abertos em fevereiro deste ano. O Consórcio Patrimônio SP, formado pela Progen - Projetos Gerenciamento e Engenharia S.A e a Savona Fundo de Investimento e Participações, apresentou a melhor proposta financeira pelos 35 anos de concessão do estádio: R$ 111.180.600,00. O valor mínimo da outorga fixa era de R$ 37.451.000,00, representando cerca de 200% de ágio. A abertura das propostas encerrou a primeira fase da licitação, mas a juíza havia suspendido a continuidade da concessão ainda em fevereiro. Agora, com a nova decisão da Justiça em favor da Prefeitura, o processo de concessão é retomado.

Após a publicação no Diário Oficial do Município com o prazo para os recursos dos participantes, será feita a análise documental da proposta vencedora e todo o processo será novamente submetido ao Tribunal de Contas do Município para a liberação da assinatura do contrato.

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Futebol de amputados rompe barreiras e conquista espaço no esporte

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23 de setembro de 2019

A vitoriosa história do Brasil no futebol não é marcada apenas pelos cinco títulos mundiais na Copa do Mundo Fifa. A Seleção Brasileira de Futebol de Amputados também é tetracampeã do mundo (1989, 1999, 2001 e 2005), tricampeã da Copa América (2009, 2013 e 2015) e campeã da Copa das Confederações (2016).

O maior artilheiro da modalidade, com mais de 500 gols, é o brasileiro Rogério Rodrigues de Almeida, conhecido como Rogerinho R9. O atleta, que completou 38 anos, no sábado, 16, é jogador do Corinthians Mogi e da Seleção Brasileira, pela qual conquistou o tricampeonato da Copa América.

 

PAULISTÃO

O Parque Ibirapuera foi palco da rodada de abertura da 10a edição do Campeonato Paulista de Futebol de Amputados, no dia 9. O torneio é organizado pela Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Físicos (ABDF) e tem o apoio da Prefeitura de São Paulo.

A competição conta com oito equipes (São Paulo, São Caetano, Ponte Preta, Corinthians Mogi, Instituto Só Vida, Sorocabana, Santos e Bola Pra Frente), em um único grupo, em que todos se enfrentam. Cada rodada é realizada em uma cidade dos times participantes. A próxima será em Sorocaba, no dia 30, e o campeonato termina em julho.

“Nosso grande objetivo é difundir a prática esportiva para pessoas com deficiência. Mostrar que, por meio do esporte, todos podem ser ativos e vivenciar a cidade, além da inclusão social que a atividade promove”, afirmou Cid Torquato, secretário municipal da Pessoa com Deficiência na abertura do evento.

 

MAIOR ARTILHEIRO

Rogerinho R9, que também é vice -presidente da ABDF, nasceu em Mogi das Cruzes (SP), sem a perna esquerda devido a uma má formação congênita e, apesar de jogar futebol desde pequeno, iniciou na modalidade em 2001.

“Estava andando na minha cidade e encontrei meu professor, que me falou do paradesporto e que existiam campeonatos. Ele me perguntou se eu não queria fazer parte da equipe de vôlei sentado de Mogi. Eu falei que gostava de jogar futebol. Ele disse que também havia os campeonatos de futebol. Assim, foi meu primeiro contato com o paradesporto”, disse Rogerinho ao O SÃO PAULO.

O jogador destacou que o principal desafio foi montar uma equipe em sua cidade, mas, por meio de seu projeto social, conseguiu desenvolver um time de alto rendimento em Mogi das Cruzes.

“Faz dez anos que tenho esse projeto, ajudando as pessoas com deficiência física. Montei um time de alto rendimento que há seis anos vem ganhando títulos nacionais”, destacou.

 

MODALIDADE NO BRASIL

O Brasil possui 22 equipes de futebol de amputados. Quando Rogerinho R9 assumiu a vice-presidência da ABDF em 2015, existiam apenas seis equipes. Segundo o atleta, o aumento dos clubes e a disputa de campeonatos se devem às parcerias que foram realizadas.

“Ainda estamos nessa luta, por não ser uma modalidade paralímpica. Pedimos que o Comitê Paralímpico Brasileiro nos ajude a melhorar a estrutura da nossa modalidade. Atualmente, nós realizamos eventos por meio de parcerias com prefeituras, cidades, secretarias e, assim, conseguimos desenvolver a modalidade no Brasil”, declarou o artilheiro.

Para ser um atleta da modalidade, é necessário ser amputado de uma das pernas, no caso de jogador de linha, ou de algum braço, no caso do goleiro. Segundo o mandatário, o principal objetivo da ABDF é facilitar o caminho para que pessoas amputadas pratiquem o futebol ou outra modalidade.

 

PRINCIPAIS DIFICULDADES

Apesar da disputa mundial, da Eurocopa, Sul-Americana e tantas outras competições expressivas, o futebol de amputados não é considerado um esporte paralímpico e, por isso, não recebe apoio dos comitês paralímpicos nem da Confederação Brasileira de Futebol. Para participar dos torneios, os jogadores dependem de doações e, muitas vezes, bancam as próprias passagens.

“A dificuldade maior que nós temos para desenvolver a modalidade no País é quando vamos às competições internacionais e precisamos comprar as passagens. Os próprios atletas têm que se mobilizar e ‘correr atrás’. Há tal dificuldade nessa parte financeira e de patrocínios”, concluiu Rogerinho R9.

 

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Governo do Rio anuncia rompimento da concessão do Maracanã

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18 de março de 2019

O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou hoje (18) que vai decretar no Diário Oficial de amanhã (19) a caducidade do contrato de concessão do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. O governador Wilson Witzel disse que a decisão foi tomada por descumprimento do contrato por parte da concessionária Complexo Maracanã Entretenimento S.A.

Segundo o governo estadual, a concessionária não paga as parcelas de outorga previstas no contrato de concessão desde maio de 2017, o que gerou uma dívida de R$ 38 milhões com os cofres públicos.

Além disso, a concessionária não renovou a garantia, que deveria cobrir os pagamentos ao estado em caso de falta. O governo também decidiu punir a concessionária e suas controladoras com dois anos de inidoneidade, o que impede que elas assinem outros contratos com o poder público.

"Estão usando um equipamento do estado, não estão pagando e, pior, os clubes estão reclamando. Tudo errado", disse o governador.

Com a publicação da caducidade amanhã, a concessionária terá que deixar o estádio em até 30 dias, e a administração será assumida pelo estado por meio de uma Comissão Consultiva com sete membros.

O governo trabalha na elaboração de uma permissão de uso para que o estádio possa ser administrado enquanto um novo modelo de parceria público-privada é preparado.

ENTORNO DO ESTÁDIO PODE SER REVITALIZADO

A intenção do estado é que o próximo contrato abarque a revitalização do entorno do Maracanã, incluindo a construção de uma laje de 160 mil metros quadrados sobre os trilhos da Supervia, para que o espaço possa ser ocupado por estacionamento, shoppings e até hotéis.

O projeto, segundo Witzel, vai preservar as estruturas do entorno do Maracanã, como o Parque Aquático Júlio Delamare, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o antigo Museu do Índio. A demolição dos três chegou a ser planejada nos preparativos para a Copa do Mundo, mas sofreu forte oposição popular e foi descartada.

Por meio de nota, a concessionária disse que foi surpreendida ao receber a informação pela imprensa. "A empresa informa que não teve acesso a nenhum ato oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro e se manifestará oportunamente".

O Fluminense também se manifestou: "O Fluminense Football Club avalia como positiva a decisão do Governo do Estado do Rio de Janeiro e espera que, a partir de agora, os clubes passem a ter participação mais ativa na concessão e administração do estádio".

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Palmeiras é campeão também na solidariedade

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06 de novembro de 2018

O Campeonato Brasileiro Sub-20 de Futebol foi conquistado de forma inédita em 25 de outubro, pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Diante de 23 mil torcedores, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), o Palmeiras venceu o Vitória pelo placar de 5 a 2 e garantiu o título da competição. O Verdão já havia vencido o jogo de ida por 4 a 1, em Salvador (BA). 

Em 23 de outubro, os torcedores fizeram fila e deram um verdadeiro testemunho de solidariedade. Os ingressos da decisão do Brasileirão Sub-20 foram trocados por 1kg de alimento (arroz, feijão, macarrão ou 1L de leite ou de óleo). Foram arrecadadas em torno de 23 toneladas de donativos, igualmente destinadas à Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo. 

 

ESPORTE E SOLIDARIEDADE

Um mutirão de voluntários - que reuniu funcionários do Palmeiras, membros da diretoria e integrantes da Pastoral do Menor - organizou os alimentos que foram enviados para armazenamento em um salão da Missão Belém. 

A parceria entre o Clube e a Pastoral teve início em dezembro de 2017, com o evento “Natal dos Sonhos”, realizado no Ginásio do Palmeiras, com a proposta de anunciar o nascimento de Jesus, incentivar a doação de brinquedos às crianças carentes e resgatar a importância do direito de brincar.

Em abril, na véspera da decisão do Campeonato Paulista de Futebol, cujo título seria decidido entre Palmeiras e Corinthians, 35 mil torcedores acompanharam o último treino do Verdão antes da decisão e também realizaram a troca de 1kg de alimento pelo ingresso. Na ocasião, cerca de 30 toneladas de alimentos foram arrecadadas e tiveram o mesmo destino. 

“Essa parceria se deu por meio da oportunidade que a Pastoral do Menor teve de apresentar o trabalho social, não só feito pela Pastoral, mas por toda Igreja, no âmbito da Arquidiocese de São Paulo”, afirmou Sueli Maria de Lima Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, em entrevista ao O SÃO PAULO.

 

DESTINO DOS ALIMENTOS

Os alimentos vão contribuir com grande parte da população carente, assistida pelas obras sociais da Arquidiocese. As doações serão entregues às instituições que atendem o maior número de pessoas, entre elas a Missão Belém, Aliança de Misericórdia, Pastoral do Povo da Rua e outras organizações que auxiliam crianças, adolescentes, idosos e imigrantes.

“Os doadores entregam os alimentos muito conscientes do trabalho que estão fazendo e na confiança de que esses donativos serão destinados às pessoas certas. É importante ver a sociedade unida, pois ela é capaz de resolver a necessidade da população”, completou Sueli. 

Segundo a coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, em reunião com a diretoria do Palmeiras, foi apresentada toda a estrutura de projetos sociais da Arquidiocese, e a direção alviverde enfatizou que as doações foram realizadas não tanto pelo vínculo religioso e sim pelo social, destacando a seriedade dos projetos apresentados pela Arquidiocese.

“Os alimentos arrecadados foram distribuídos de uma forma que todos recebessem a quantidade que atendesse a necessidade de cada obra social. Essa nova doação agradou a todos. Uma ação esportiva que vem responder a uma realidade social gritante da cidade de São Paulo”, concluiu Sueli.
 

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Tite convoca para amistosos Paquetá, Pedro e Arthur

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17 de agosto de 2018

Destaques em seus clubes, Lucas Paquetá (Flamengo), Pedro (Fluminense) e Arthur (ex-Grêmio, recém-negociado com o Barcelona) são novidades na primeira convocação de Tite após a Copa do Mundo de 2018, vencida pela França.

A relação com os nomes foi divulgada esta sexta-feira, 17, no Rio de Janeiro.

Os convocados participarão de dois amistosos.

O primeiro será no dia 7 de setembro, em Nova Jersey, contra os Estados Unidos. O segundo em 11 de setembro, contra El Salvador, em Washington.

Confira a lista completa dos 23 jogadores:

Goleiros: Alisson, Hugo, Neto

Defensores: Alexsandro, Dedé, Fabinho, Fagner, Filipe, Filipe Luis, Marquinhos, Thiago Silva

Meias: Andreas Pereira, Arthur, Casemiro, Fred, Lucas Paquetá, Phillipe Coutinho, Renato Augusto

Atacantes: Douglas Costa, Firmino, Neymar, Pedro, Willian

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Os desafios de Rogério Caboclo, novo presidente da CBF

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08 de mai de 2018

Rogério Langanke Caboclo (foto), diretor-executivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de 45 anos, foi eleito, em 17 de abril, presidente da entidade máxima do futebol brasileiro. 

O novo mandatário, que teve apoio de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF recentemente banido do futebol pela Fifa (leia detalhes abaixo), será o 20º Presidente da história da CBF, com mandato de abril de 2019 a abril de 2023, tendo inúmeros desafios pela frente. 

ELEIÇÃO

Em março de 2017, ocorreu uma alteração no estatuto da CBF, que concentrou ainda mais o poder nas federações estaduais. Essa foi a primeira eleição após as mudanças, que, além de Caboclo, elegeu oito vice-presidentes. 

A votação foi realizada em três etapas, em urnas distintas. A primeira urna foi das 27 federações (votos com peso 3), a segunda dos clubes da Série A de 2018 (votos com peso 2) e a terceira urna com votos dos times da Série B deste ano (votos com peso 1).

Todas as 27 federações votaram a favor do novo Presidente e, dos 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro, apenas o Corinthians votou em branco, o Flamengo se absteve e o Atlético-PR não enviou representante. 

Segundo o jornalista William Douglas, especialista em jornalismo esportivo e negócios de esporte, pouca coisa deve mudar na relação da entidade com os clubes opositores “Eles devem manter uma relação institucional, pois não sabemos o que os clubes que não votaram no Caboclo querem, pois não apresentaram uma nova proposta na mesa”, afirmou ao O SÃO PAULO . 

PRINCIPAIS DESAFIOS

Caboclo já foi diretor-executivo do São Paulo Futebol Clube e ingressou na Federação Paulista de Futebol, em que ocupou o cargo de vice-presidente, tendo permanecido na entidade de 2002 a 2015. Foi ainda diretor de Relações Institucionais do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Desde 2014, é o CEO da Confederação Brasileira de Futebol.

“Nossa gestão será marcada por dois pilares: eficiência e integridade. Acredito em processos e sou cumpridor de regras. Ser eleito presidente da CBF é uma honra e garanto que vou dialogar com todos e aplicar soluções com eficiência”, disse Rogério Caboclo no seu primeiro discurso após as eleições. 

Um dos desafios do novo Presidente será separar a sua imagem da de Del Nero e recuperar a credibilidade da entidade. Também precisará lidar com a oposição dos clubes com maiores torcidas do Brasil, Corinthians e Flamengo. 

“Ele terá uma pressão pela modernização de algumas coisas no esporte, como uma grande reformulação no futebol feminino, que ganhou uma visibilidade, que precisa de um apoio maior da CBF. Isso tem sido alertado nos últimos anos. E uma transparência de gestão que será cada vez mais cobrada”, declarou William Douglas. 

(Colaborou: Jenniffer Silva)
(Com informações de CBF, Globoesporte.com e Agência Brasil)
 
 
 

DEL NERO É BANIDO DO FUTEBOL

O Comitê de Ética da Fifa baniu, na sexta-feira, 27, Marco Polo Del Nero de todas as ações relacionadas ao futebol. A punição o impede de exercer para sempre qualquer atividade tanto em nível nacional quanto internacional.

Del Nero começou a ser investigado pelo Comitê em novembro de 2015, por suspeita de envolvimento em esquemas de recebimento de propina para beneficiar empresas de mídia e de marketing em torneios de futebol, como as copas América, do Brasil e Libertadores.

Segundo o Comitê de Ética da Fifa, Del Nero foi considerado culpado por recebimento de propina e envolvimento em corrupção, por oferecer e aceitar presentes ou outros benefícios e por conflito de interesse, entre outros. Além disso, a Fifa impôs ao Ex-presidente da CBF uma multa equivalente a R$ 3,5 milhões.

Desde dezembro de 2017, quando Del Nero foi suspenso preventivamente pelo Comitê de Ética da Fifa, a CBF está sendo comandada por Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, até então vice-presidente mais velho, que deve seguir no cargo até abril de 2019.

 

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Campanha ‘Esporte Sem Assédio’ une forças para combater a violência

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23 de abril de 2018

O Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM) lançaram, em 29 de março, no Rio de Janeiro, o programa “Esporte Sem Assédio”. 

A iniciativa é o primeiro passo dado em âmbito nacional com o objetivo de prevenir e combater a violência e o assédio às atletas brasileiras, sejam amadoras ou profissionais. 

 

PRIMEIRAS MEDIDAS

Entre as medidas tomadas está a Central de Atendimento à Mulher da SPM, pelo ligue 180, adotada como canal de denúncia tanto no Brasil como no exterior.

Com o programa, estão sendo realizados a capacitação dos atendentes para receber as denúncias de atletas, a criação e implementação de fluxo de assistência psicossocial e jurídica, o tratamento das informações recebidas por meio de indicadores padronizados e o monitoramento. O programa prevê, também, a efetivação de protocolo único entre o Ministério do Esporte, a SPM, o Conselho Nacional de Justiça e a Rede Nacional de Enfrentamento à Violência. 

“Essa parceria nasceu porque é preciso falar sobre assédio no esporte. É uma coisa muito séria. Precisamos falar sobre isso e fazer com que as mulheres possam se sentir seguras para denunciar e para que possamos prevenir o assédio”, afirmou a Secretária Nacional de Políticas para Mulheres, Fátima Pelaes, na cerimônia de lançamento do programa. 

Sob a hashtag #EsporteSemAssédio, a campanha também está sendo veiculada em redes sociais. Vinte e seis atletas, ex-atletas e personalidades do esporte já gravaram vídeos em prol da causa. 

No dia 1º, as finais de campeonatos estaduais contaram com ações da campanha em estádios na Bahia, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Atletas entraram em campo com camisetas do programa, e faixas e vídeos foram exibidos.

 

A LUTA DE JOANNA MARANHÃO

A nadadora pernambucana Joanna Maranhão, 30, começou a nadar aos 3 anos de idade, em Recife (PE). Aos 17 anos, já estava na Olimpíada de Verão de 2004 em Atenas, na Grécia, e alcançou um impactante quinto lugar na prova dos 400 metros medley. A atleta já conquistou oito medalhas em Jogos Pan-americanos, sendo três de prata e cinco de bronze.

Em 2008, Joanna revelou que havia sido molestada por seu antigo treinador. Após contar sobre o trauma, mergulhou na terapia como forma de enfrentar as reminiscências do abuso sexual que ajudaram a moldar sua personalidade – e lhe renderam inúmeras crises de pânico, ansiedade e depressão.

A nadadora é ativa no combate a violências que crianças e jovens possam sofrer. “Fui vítima de abuso aos 9 anos pelo meu técnico da época e demorei muito para verbalizar. Estive em quatro Jogos Olímpicos, mas poderia não ter ido a nenhum se não tivesse o apoio psicológico e jurídico que tive. Muitas outras crianças não têm essa ajuda”, declarou a atleta durante o lançamento do “Esporte Sem Assédio”.

 

O RECOMEÇO

Em 2014, uma década após sua estreia em Atenas, Joanna anunciou sua aposentadoria do esporte. Quedas de performance e desilusões com a modalidade a fizeram abandonar a carreira, mas o sonho de disputar uma olimpíada no Brasil falou mais alto. Nos jogos, acabou não se classificando para as finais dos 200 metros medley e borboleta e deixou a Rio 2016 sem uma medalha. No final do ano, ainda foi despedida do Clube Pinheiros. Parecia que a atleta havia cruzado, enfim, a linha de chegada. Mas era apenas o recomeço. 

No Mundial de Budapeste, em julho de 2017, Joanna bateu o recorde sul-americano nos 200 metros medley e, no mês seguinte, ainda saiu com o melhor índice técnico do Troféu José Finkel, principal torneio de natação do país, com seis medalhas de ouro. Os bons resultados motivam a nadadora, que fala até em disputar a Olimpíada de Tóquio em 2020.

(Com informações de Ministério do Esporte, Globo.com e El País)
 

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Palmeiras arrecada 30 toneladas de alimentos para a pastoral do Menor

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13 de abril de 2018

O sábado, 7, véspera da decisão do Campeonato Paulista de Futebol entre Palmeiras e Corinthians, foi marcado pela solidariedade na Sociedade Esportiva Palmeiras. 

No Allianz Parque, 35 mil torcedores acompanharam o último treino do Verdão antes da decisão e deram um testemunho solidário e de amor ao clube. Os ingressos foram trocados por 1kg de alimento (arroz, feijão, macarrão ou um litro de leite ou de óleo).

As cerca de 30 toneladas de donativos arrecadados foram destinadas para a Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo. “É um lindo testemunho. Foi marcante na história da Pastoral do Menor presenciar esse momento”, afirmou Sueli Maria de Lima Camargo, Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral do Menor, em entrevista ao O SÃO PAULO.

Uma parceria entre o clube e a Pastoral aconteceu em dezembro de 2017, com o evento “Natal dos Sonhos”, realizado no Ginásio do Palmeiras, com a proposta de anunciar o nascimento de Jesus, incentivar a doação de brinquedos para crianças carentes e resgatar a importância do direito de brincar.

AÇÃO SOLIDÁRIA

No sábado, 7, um mutirão de voluntários - que reuniu funcionários do Palmeiras, membros da diretoria e integrantes da Pastoral do Menor - organizou os alimentos que foram enviados para armazenamento em um salão da Missão Belém.

“O Palmeiras fica muito feliz com essa ação, em poder ajudar as pessoas carentes e necessitadas. Muito feliz, também, pelo engajamento da nossa torcida, com o torcedor palmeirense que encarou essa ação com alegria, satisfação e espírito de solidariedade. Acredito que o sucesso dessa iniciativa mostre que é possível fazer ações visando ajudar ao próximo e as pessoas carentes”, afirmou Paulo Roberto Buosi, Diretor-administrativo do Palmeiras. 

Após os trabalhos, em círculo e de mãos dadas, os voluntários uniram-se em oração, e foi realizado um agradecimento por parte da Diretoria e da Pastoral do Menor. “O depoimento que foi dado é de pessoas que não eram católicas, que não tinham religião, mas que estavam comovidas com a situação e com o testemunho que estávamos dando, do trabalho feito pela Igreja na cidade de São Paulo.” disse Sueli Camargo.

DESTINO DOS ALIMENTOS

Os alimentos vão contribuir para grande parte da população carente assistida pelas obras sociais da Arquidiocese. As doações serão entregues para as instituições que atendem o maior número de pessoas, entre elas a Missão Belém, Aliança de Misericórdia, Pastoral do Povo da Rua e outras organizações que auxiliam crianças e adolescentes.

Na terça-feira, 10, começou a distribuição das doações, que foram acompanhadas por uma equipe da TV Palmeiras.

“A principal lição que fica é que, pela solidariedade, nós somos capazes de matar a fome de um grande número de pessoas. Se fôssemos solidários doando muito pouco, nós resolveríamos a questão da fome no País”, concluiu a Coordenadora da Pastoral. 

NA DECISÃO

A festa da torcida palmeirense no sábado não se repetiu no domingo, 8. No Allianz Parque, o Palmeiras perdeu a partida para o Corinthians por 1 a 0. Com o gol de Rodriguinho, o Corinthians devolveu a derrota sofrida no primeiro jogo, o que levou a decisão para os pênaltis. O clube alvinegro venceu por 4 a 3 e conquistou seu 29º título paulista.

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Torcedores de diferentes clubes mostram que é possível torcer em harmonia

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11 de março de 2018

Em dezembro de 2016, as principais torcidas organizadas paulistas se reuniram, na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, para um ato em homenagem às vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, ocorrido em novembro daquele ano, que resultou em 71 mortos, entre jogadores, comissão técnica, tripulantes e jornalistas. 

Naquela ocasião, em frente ao estádio, o clima de harmonia entre os torcedores mostrou que é possível amar um clube sem enxergar o rival como inimigo. Outras inciativas, muitas vezes desconhecidas, acontecem para mostrar que não é necessária uma tragédia para que o respeito e a paz entre as torcidas prevaleçam. 

 

RIVAL NÃO É INIMIGO

No “Bar do Santos”, na rua Oberwil, 97, no Lauzane Paulista, na zona Norte, o clima de paz entre torcedores de diferentes clubes é parte da rotina. Inaugurado na década de 1980 pelo senhor Mario Vieira, santista de coração, o estabelecimento passou a ser administrado por Sidney Vieira, quando o pai se aposentou. China, como é popularmente conhecido, é são-paulino, mas manteve a tradição e decoração santistas do local em homenagem ao pai.

Segundo China, o amor por outro clube, contrariando o pai, seus quatro irmãos e toda sua família que torcem para o alvinegro praiano, surgiu de forma inusitada, após a partida final do Campeonato Paulista de 1978, entre Santos e São Paulo. A competição foi decidida em três jogos finais: o São Paulo venceu o primeiro por 1 a 0; o Santos, o segundo por 2 a 1; e, na última e decisiva partida, o Santos perdeu por 2 a 0, mas se sagrou campeão, devido ao melhor saldo de gols. “Eu criança, vendo aquilo, e todos da família gritando ‘campeão, campeão’, resolvi virar são-paulino”, afirmou o dono do estabelecimento em entrevista ao O SÃO PAULO . 

No local que reúne pessoas apaixonadas por futebol, uma tradição antiga é a de, em dias de jogos, torcedores de vários times se reunirem para acompanhar as partidas. A rivalidade “fica pra escanteio”, e o respeito e a amizade prevalecem. 

“Nós vamos para nos divertir. Lá estão famílias e amigos, pois antes de torcedores de futebol, somos amigos. O futebol é isso: brincar com o outro, nada de agredir, pois a maioria dos frequentadores são pais de família, e futebol é paz e divertimento”, afirmou, à reportagem, Sidney Francisco dos Santos, frequentador do estabelecimento.

“Graças a Deus, nunca teve brigas ou desentendimentos. Todos assistem aos jogos na maior paz do mundo. Um brinca com o outro, mas todos se respeitam como uma família mesmo”, garantiu China.

 

AMOR QUE SUPERA A RIVALIDADE

Maria Antonia, mãe do goleiro Jailson, titular do Palmeiras, é corintiana e tem o símbolo do clube alvinegro tatuado na pele. Mesmo com o coração divido, ela foi à Arena Corinthians com a filha Luana, irmã do goleiro, no dia 24 de fevereiro, para assistir ao derby paulista. 

As duas se dividiram entre torcer para o Corinthians e para o goleiro adversário. A mãe, provavelmente, foi a única torcedora do Timão a não comemorar o primeiro gol do jogo, marcado por Rodriguinho, na vitória do alvinegro por 2 a 0.

Maria Antonia ainda viu seu filho ser expulso e sair revoltado com a arbitragem. O coração corintiano só amoleceu após o gol de Clayson, quando Jailson já não estava mais em campo, a mãe se permitiu torcer contra a equipe que o filho defende.

(Com informações de Uol e Globoesporte.com)
 

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