INTERNACIONAL

Madagascar

Freira vive com leprosos há 50 anos

Por Filipe David
10 de julho de 2018

Em 2017, a Organização Mundial da Saúde registrou 1,5 mil novos casos da lepra em Madagascar.

Agencia Fides

A lepra – hoje mais conhecida como hanseníase – ainda não desapareceu e continua a provocar muitas mortes. A Irmã Marie Alleyrat, da Congregação das Irmãs da Divina Providência de São João de Basselle, vive há mais de 50 anos com leprosos em Madagascar no leprosário Ilena, nas proximidades de Fianarantsoa. Muitos deles foram cuidados por ela. 

“Nossa estrutura – explicou a Irmã à agência Fides – foi fundada por missionários noruegueses em 1898 e permaneceu sob a gestão da Igreja até o final do período de colonização francesa”, contou a Freira. Ela explicou que após algum tempo, os doentes foram transferidos, e o local ficou abandonado, até que padres camilianos foram ao local e decidiram reabri-lo. 

De acordo com o Instituto Pasteur, a lepra afeta 3 milhões de pessoas no mundo. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde registrou 1,5 mil novos casos em Madagascar. “Muitos pacientes morrem”, explicou Irmã Marie. “São os mais pobres, que não têm acesso ao tratamento ou que chegam muito tarde ao hospital. Eles morrem com as consequências da doença ou porque, estando enfraquecidos por ela, não conseguem sobreviver a outras doenças oportunistas”. 

A Irmã Marie cuida principalmente de pacientes idosos, mutilados pela doença e que não têm para onde ir: “Ainda temos uns 20 pacientes e ex-pacientes que não podem mais voltar para casa. Eles estão em uma condição particularmente triste. Eles estão mutilados, não têm mais mãos ou pés ou então estão cegos. Não têm nem família, nem terra, nem recursos para viver. Eles não podem partir porque nem saberiam para aonde ir. Então, ficam aqui, e tomamos conta deles todos os dias”, explicou a Freira.

Fonte: Fides
 
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