SÃO PAULO

FOLHETO LITÚRGICO

Formação arquidiocesana destaca o papel da música na Liturgia

Por Redação
27 de agosto de 2019

Atividade com a participação de 300 pessoas aconteceu no teatro do Instituto Dom Bosco, no Bom Retiro

Maricene Cintra

Com a finalidade de divulgar o novo repertório musical do folheto O Povo de Deus em São Paulo, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) realizou no sábado, 24, no teatro do Instituto Dom Bosco, no Bom Retiro – anexo à igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - uma formação de liturgia e música, com a participação de aproximadamente 300 pessoas.

Em busca de aprimoramentos

No início da atividade, por meio de mensagem de vídeo, o Cardeal Scherer, Arcebispo Metropolitano, agradeceu a todos que já colaboram com o canto litúrgico nas comunidade e paróquias, mas lembrou que é preciso “incrementar, melhorar e aprofundar as questões da Liturgia em nossa Arquidiocese. Há muita gente que toca e canta bem e que quer fazer isso na Liturgia. Obrigado a todos que estão colaborando para que o canto litúrgico em todas as comunidades seja bonito, ajude o povo a cantar e expresse bem o nosso sentimento religioso que na metrópole de São Paulo é muito forte e profundo, e que deve se expressar de maneira bonita e artística para o louvor de Deus e para o crescimento de nossa fé.’

A trilha sonora perfeita

Um dos assessores da formação foi o maestro Delphin Porto, regente do coro da Catedral da Sé, que desenvolveu o tema “A Trilha Sonora Perfeita para a Liturgia-uma reflexão sobre a Música no Folheto Povo de Deus”.

Inicialmente, ele comentou sobre a importância da música na vida cotidiana e no contexto da fé. “A música é capaz de preencher os ambientes, os corações e nos emocionar”, afirmou.

Porto recordou que ao longo da história da Igreja, santos refletiram se era conveniente ter música nos cultos cristãos. Um dos que fez essa reflexão foi Santo Agostinho, que admitia que, por vezes, se detinha mais à melodia do que à letra quando entoava os louvores ao Senhor.

O Maestro comentou, ainda, que historicamente o folheto arquidiocesano é orientado para o canto do texto bíblico e do que a Igreja prescreve como fonte literária do louvor, valendo-se do Hinário da CNBB. Este ano, no contexto do sínodo arquidiocesano, há uma renovação do repertório musical do Folheto, com o auxílio do Padre José Weber, liturgista, compositor e um dos principais músicos na renovação da música litúrgica.

“Um coro cantando a música certa dará ao rito litúrgico a ‘trilha sonora’ perfeita, com sobriedade e discrição”, disse o Maestro. Ainda de acordo com Porto, “é necessário permitir que o canto brote da assembleia, e a ela o pertença com maturidade e emancipação, e que possamos cantar como Igreja e não como entretenimento”.

O Maestro recordou, ainda, que por meio do site liturgiacatolica.com.br/cadastro está sendo formado um cadastro arquidiocesano de todos os cantores, instrumentistas, regentes e líderes musicais atuantes na Arquidiocese. Além disso, as partituras que compõem o repertório do Folheto Povo de Deus estão no site da Arquidiocese (arquisp.org), disponíveis para download gratuito.

Salmo e antífonas de Comunhão

Padre José Weber, por sua vez, comentou que o canto do Salmo na Liturgia não pode ser um momento de melodias extravagantes ou improvisadas. Ele afirmou, ainda, que as antífonas de Comunhão no folheto arquidiocesano, “apresentam a frase principal do Evangelho proclamado naquele dia, por meio de uma melodia simples para toda a assembleia cantar”.

Também participaram da formação os Padres Helmo Cesar Faciolli, Assessor Eclesiástico da CAL, e Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral e Editor do folheto arquidiocesano.

Padre Baronto explanou sobre a continuidade da utilização do Hinário Liturgico da CNBB, o folheto O Povo de Deus em São Paulo e a futura montagem de uma Comissão Arquidiocesana de Música Litúrgica. Ao final, ele abençoou os participantes, pedindo a intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora.

(Colaboraram: Ruy Halasz e Delphin Porto)

 

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