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Filipinas: História de sucesso

Por ACN
07 de mai de 2019

Centro histórico da cidade de Marawi também é palco dos ataques terroristas

© ACN

Cerca de 80% da população das Filipinas é católica, mas, no sul do país, na segunda maior ilha no arquipélago, Mindanao, há uma percentagem grande de muçulmanos. Desde 2017, grupos terroristas islâmicos têm tentado estabelecer um “Estado Islâmico Mindanao”. Centenas de islâmicos ocuparam e quase destruíram a cidade de Marawi, que já era um centro de fé muçulmana. Eles mataram muitas pessoas, fizeram muitos reféns e quase destruíram a Catedral Católica de Santa Maria de Marawi. Muitos dos reféns capturados eram cristãos e os terroristas queriam também o Bispo de Marawi, Dom Edwin de la Penha, que, por sorte, não estava na cidade naquele dia. Eles capturaram o Vigário Geral, Padre Teresito Suganob, e outros fiéis católicos. Alguns muçulmanos também foram levados, acusados de colaborar com os cristãos.

Por cinco meses, os jihadistas ocuparam Marawi, mas a cidade foi libertada pelo exército do governo. Infelizmente, a devastação foi ainda maior. Milhares de habitantes foram forçados a deixar a cidade, muitos dos quais ainda vivem em tendas ou com familiares. Durante o conflito, a ACN providenciou ajuda de emergência para os refugiados e depois auxiliou os traumatizados pelo conflito. Conduzido pela diocese, a ACN apoia um projeto que ajuda 200 homens, mulheres e crianças que ficaram prisioneiros durante meses, submetidos a torturas físicas e espirituais. Há, inclusive, muitas mulheres e meninas jovens que foram estupradas por seus captores. A ajuda é dada a cristãos e muçulmanos.

Outra iniciativa organizada pela diocese local é o projeto “Juventude pela Paz”. Nele, 184 estudantes cristãos e muçulmanos visitam os campos de refugiados, onde ainda estão vivendo milhares de pessoas que fugiram da cidade. Os estudantes ajudam os refugiados, não importando de qual religião sejam; dessa forma, lutam para testemunhar que é possível a coexistência pacífica, mesmo depois dos terríveis acontecimentos. Para Dom Edwin de la Penha, o diálogo e a reconstrução da coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos é uma prioridade absoluta.

 

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