VATICANO

Mensagem do Papa

Fake news são fonte de preconceito e desinformação

Por Filipe Domingues
06 de fevereiro de 2018

Em mensagem para 52º o Dia Mundial das Comunicações Sociais, Francisco diz que notícias falsas difundem intolerância e dificultam diálogo

Vatican Media

A recente proliferação de notícias falsas na internet e nas mídias tradicionais, as chamadas fake news , relaciona-se com a manipulação de informações para objetivos políticos e com a falta de abertura ao diálogo com o outro. Assim analisa o Papa Francisco em sua mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgada na quarta-feira, 24. “As notícias falsas revelam a presença de atitudes que são, ao mesmo tempo, intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se aumentarem a arrogância e o ódio”, escreve. “O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, até uma demonização que pode fomentar conflitos.” 

Leia tabém: "FAKE NEWS: O que isso tem a ver comigo?"

A mensagem procura definir o que é o fenômeno das fake news , intensificado por causa das mídias sociais, ajudar a reconhecê-las e a encontrar um apoio no Evangelho. Por isso, o trecho bíblico que inspira o Dia Mundial das Comunicações deste ano é “A verdade os fará livres”, do Evangelho segundo São João (8,32).

Diz o Papa: “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-nos purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é só uma realidade conceitual, que se refere ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas.” Segundo ele, a verdade leva a pensar e tem a ver com a vida inteira. “O único verdadeiramente confiável e digno de confiança, com o qual se pode contar, ou seja, ‘verdadeiro’, é o Deus vivente”, escreve. 

E acrescenta: “Educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem ‘mordendo a isca’ em cada tentação ”. 

Nesse contexto, o Papa Francisco pede um jornalismo de paz, isto é, “sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas”. Para ele, o jornalismo deve ser “feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas”.
 

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