Esporte olímpico aposta na educação e prevenção para combater o doping

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11 de novembro de 2018

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está implementando em seus quadros a área de Educação e Prevenção ao Doping. O médico Christian Trajano, ex-diretor técnico da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), foi escolhido para liderar o processo de elaboração e aplicação do programa no esporte olímpico brasileiro, em apoio às ações da Agência Mundial Antidoping (Wada) e da ABCD. 

“Vamos também integrar as ações de educação e prevenção de doping aos cursos de formação de treinadores do Instituto Olímpico Brasileiro, o braço de educação do COB. Em um segundo momento, vamos utilizar o Transforma, programa de promoção dos valores olímpicos do COB, para fazer a educação antidopagem chegar às gerações mais jovens”, disse Christian Trajano em entrevista ao site do COB.

A nova área atuará em diversas frentes, como, por exemplo, a criação de um aplicativo para mobile learning , uma plataforma de Ensino a Distância (EAD), além de ações presenciais no Centro de Treinamento Time Brasil, com palestras e seminários de educação aos integrantes das missões organizadas pelo COB.

 

ESCÂNDALO RUSSO 

Em 2015, um relatório da Wada mostrou que os russos se valeram de doping em mais de 30 esportes e em diversas competições, especialmente durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014, para alcançar melhores resultados. O esquema veio à tona após a ex-atleta Yulia Stepanova e o treinador Vitaly Stepanov gravarem atletas russos de alta performance admitindo o uso de substâncias proibidas. 

Após receber informações do amplo esquema de doping coordenado por treinadores e dirigentes, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) suspendeu a Rússia de competições, inclusive dos Jogos Rio 2016, mesma decisão que foi adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Em fevereiro deste ano, o COI retirou a suspensão do Comitê Russo, em vigor desde dezembro de 2017, e permitiu que 168 atletas russos considerados “limpos” disputassem os Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, na Coreia do Sul, sob a bandeira olímpica. 

 

COMITÊ INTERNACIONAL

Em 2017, o COI deu início à Agência Internacional de Testes (ITA). O Comitê vem se empenhando desde os Jogos Rio 2016 para aumentar a independência do programa antidoping dos Jogos. Em PyeongChang 2018, o COI financiou a Força-Tarefa de Testes Pré- -Jogos, que foi administrada de maneira independente e sob a supervisão da Wada para aumentar o nível de testes antes dos Jogos. 

O COI também implementou um programa de reanálise e está armazenando todas as amostras de material coletado dos atletas durante os Jogos Olímpicos por dez anos, a fim de analisá-las novamente quando novos métodos de teste tiverem sido desenvolvidos e com base na nova inteligência disponível. Além disso, tem investido na conscientização dos atletas e outras pessoas sobre os riscos e consequências do doping, com a meta de criar um ambiente de zero tolerância.

 

ATLETAS BRASILEIROS

Nomes de grande destaque no esporte brasileiro já foram pegos no controle de dopagem, como a nadadora Rebeca Gusmão que teve de devolver as quatro medalhas que conquistou no Pan do Rio 2007, devido ao alto índice de testosterona no sangue. A recorrência levou Rebeca a ser banida do esporte no ano seguinte pela Federação Internacional de Natação (Fina). 

Em 2004, Maurren Maggi foi flagrada no exame antidoping. O teste acusou a presença do clostebol no sangue da atleta. Ela alegou que a substância era de um creme cicatrizante. Maurren foi suspensa durante dois anos do esporte. Ao retomar sua carreira, foi medalhista de ouro no salto em distância nos Jogos de Pequim 2008. 

A ginasta Daiane dos Santos ainda se recuperava de duas cirurgias no joelho quando um teste surpresa revelou o doping para a substância furosemida, em julho de 2009. De acordo com a atleta, a substância era devido ao uso de remédios para perder peso. A atleta levou cinco meses de suspensão do esporte.  

(Com informações de COI, COB, O Globo, Exame e AFP)
 

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ONU lança websérie sobre esporte e prevenção da violência

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04 de outubro de 2018

Para promover o potencial do esporte na prevenção da violência, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou nesta semana a série de vídeos “Escolha o Esporte” — #ChooseSport, no original em inglês. Campanha apresenta histórias de treinadores, professores e jovens brasileiros que tiveram sua vida transformada pela prática de atividades esportivas.

Os entrevistados pela agência da ONU contam como aprenderam sobre disciplina e respeito por meio do esporte e do trabalho em equipe em centros de ensino e treinamento. Além de brasileiros, também serão divulgadas histórias de pessoas de outros países. A série faz parte do programa do UNODC “Vamos Nessa”, que usa atividades esportivas para diminuir comportamentos antissociais, criminalidade e uso de drogas.

A série “Escolha o Esporte” foi lançada para marcar o 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência. A data foi estabelecida pela ONU em homenagem ao ativista indiano Mahatma Gandhi, nascido no mesmo dia, em 1869. O líder pró-Independência fez da sua vida uma luta pela paz, combatendo a violência e a falta de cooperação entre os povos e promovendo o respeito aos direitos humanos e à justiça.

Inspirada no legado de Gandhi, a campanha do UNODC defende o poder do esporte para construir vidas, comunidades e um mundo mais pacífico.

O escritório das Nações Unidas convida todos a compartilhar mensagens nas redes sociais com a hashtag #ChooseSport. A agência chama os internautas a compartilhar as suas próprias histórias de superação por meio do esporte.

Assista abaixo ao primeiro episódio da série (com áudio em português e legendas em inglês). Para ver todos os vídeos, clique aqui.

 

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Verônica Hipólito, exemplo de que não existe o impossível!

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22 de setembro de 2018

Cerca de 75 metros a afastavam da linha de chegada. Ao correr, a distância que inicialmente parecia curta, transformou-se na sensação de que o mundo estivesse parado. Nem o grito mais alto da torcida foi capaz de superar o som da própria respiração. A velocidade era ao mesmo tempo lenta demais para que a corrida chegasse ao fim, os poucos segundos de prova pareceram durar horas.

É desta forma que Verônica Hipólito, do atletismo paralímpico, falou à reportagem sua primeira competição, além de classificá-la como a mais importante da carreira. O início na modalidade é, por ironia, resultado do primeiro desafio com a saúde enfrentado pela atleta de 22 anos.

Nascida em 2 de junho de 1996, sua trajetória começou muito antes dos importantes resultados no atletismo. Desde muito nova, seus pais buscaram no esporte uma forma de educá-la. Após passar por diversas modalidades, foi no Judô que a menina se encontrou.

Aos 12 anos, Verônica recebeu a notícia de que estava com um tumor na glândula hipófise (presente na face inferior do cérebro). Um mês após o diagnóstico, ela precisou passar pela primeira cirurgia. Ansiosa, mal podia esperar para voltar aos treinos, quando foi informada pelo médico de que não poderia sofrer fraturas da cintura para cima e, por isso, sua carreira como judoca precisaria ser interrompida.

Uma das poucas modalidades que ainda não havia experimentado era o atletismo, que só ocorreu graças ao forte incentivo dos pais. Ela salientou que as corridas que mais gosta são as que a fazem sentir o mesmo de sua primeira competição. “Foi isso que me conquistou, as minhas corridas preferidas são as que eu me sinto assim, que tudo é muito devagar e muito rápido ao mesmo tempo, que as pessoas estão gritando por você, e você escuta, mas ao mesmo tempo, só ouve sua respiração”.

RESILIÊNCIA

Verônica sofreu aos 15 anos um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que paralisou todo lado direito de seu corpo. O atletismo teve nesse momento mais que um papel competitivo, mas de recomeço, ou como ela gosta de dizer, de resiliência.

“Começaram a dizer para mim: ‘Nossa que vida bonita’, ‘Que coitadinha’, como se minha vida já tivesse acabado e que eu não fosse fazer mais nada e esse foi o principal momento que eu virei para mim mesma e decidi que só eu poderia dizer o que era impossível para mim, e que nada seria impossível. Falaram que eu não ia voltar a andar, eu voltei, que eu não iria correr, e eu fui a mais rápida do mundo”.

A palavra resiliência, diferentemente do que muitos pensam, foi descoberta não com as doenças, mas com o próprio esporte. Esse aprendizado chegou antes mesmo que ela pudesse compreender seu real significado. De todas as modalidades que disputou, sempre foi vista como alguém que apresentava baixo rendimento, e isso sempre a fez pensar em tentar quantas vezes fosse necessário.

“Quando eu fiz a primeira cirurgia, eu tinha de 12 para 13 anos. Naquele momento, eu não me senti desesperada, eu não fiquei com medo, nada disso. Eu tinha um problema, mas eu tinha a solução, que era cirurgia e que eu poderia ficar bem”.

NÃO PARA, VERÔNICA

Em 2015, às vésperas dos Jogos Parapan-americanos de Toronto e do Campeonato Mundial, enquanto tratava de uma anemia profunda, foi diagnóstica com uma síndrome rara, chamada Polipose Adenomatosa Familiar. Ela, porém, decidiu seguir com os treinos, participou da competição, conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, além de se tornar a maior e mais nova medalhista dos Jogos Parapan-americanos. Ao retornar, precisou retirar 90% do intestino grosso e só voltou a treinar em fevereiro de 2016.

Na tentativa de evitar a volta do tumor no cérebro com uso de fortes remédios esteve nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro, onde conquistou uma medalha de prata e outra de bronze. Na volta do mundial, descobriu que os medicamentos já não eram capazes de controlar o crescimento do tumor e mais uma cirurgia precisou ser feita.

No início deste ano, a atleta informou que mais uma vez precisaria se ausentar das pistas e passar por cirurgia. Seu retorno aos treinos, ainda de forma leve, aconteceu no fim do mês de agosto, mas Verônica não pensa em desistir “Nesse início, eu estou recuperando a coordenação, a força mínima. Estou fazendo atividade na piscina para perder o medo de correr”.

Em 2019, ela quer representar o Brasil, nos Jogos Parapan-americanos: “Eu tenho consciência que já comecei atrás, eu estou atrás desde 2013, 2015, 2016, 2017, 2018, mas se não tentamos, não sabemos o que vai acontecer. Ano que vem, eu quero estar no ‘Pan’, quero mundial, quero medalhar”.

“Eu não quero desistir. Nós vivemos uma vez só e não sabemos o que vai acontecer depois. Não quero ser aquela pessoa que vai passar o resto da vida pensando e se tivesse feito, se tivesse acontecido, se eu tentasse. Desistir nunca foi algo que esteve na minha cabeça. Eu só não quero parar”, enfatizou.

SER QUEM REALMENTE É

Mais do que o esporte Paralímpico, Verônica defende que o esporte, de forma geral, é capaz de mostrar quem de fato as pessoas são e que os atletas têm nele a oportunidade de quebrar paradigmas sobres possíveis fragilidades: “O esporte paralímpico mostra quem você é”.

Valorizando a pessoa do atleta paralímpico, ela disse ainda que a deficiência, ou necessidade especial, faz do outro, alguém com característica própria e que é preciso ter cuidado para eles não sejam menosprezados em suas capacidades. “Não é porque eu tive um AVC que eu tenho que ser taxada pelo resto da vida como manca. Eu quero ser lembrada como uma atleta campeã”, concluiu.

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Confederação de Esgrima se engaja para crescimento da modalidade no Brasil

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08 de setembro de 2018

O termo engajamento é um dos primeiros ensinamentos na prática da esgrima e representa o momento do combate em que duas lâminas estão em contato. Entretanto, engajar também significa participar de forma voluntária, fazer algo com afinco e vontade, contratar, cativar, investir, recrutar etc.

O Projeto Engajar, criado pela Confederação Brasileira de Esgrima (CBE), por meio do Instituto Brasileiro de Esgrima (IBE), tem como base o apoio ao desenvolvimento de profissionais para o ensino da esgrima nas mais diversas regiões do País.

 

ESGRIMA BRASILEIRA

A CBE, fundada em 1927, tem, dentre outros objetivos, o de propagar a esgrima em todo o país, estimulando a prática do esporte desde as categorias de base até o alto rendimento olímpico. Porém, a esgrima ainda não está presente em todos os Estados e, na maioria dos casos, é praticada somente em clubes dos grandes centros urbanos e em algumas academias especializadas.

A modalidade já esteve em várias edições dos Jogos Olímpicos de Verão e, durante os Jogos Rio 2016, o Brasil obteve a melhor classificação da sua história, sendo finalista no Florete Masculino e na Espada Feminina. Apesar disso, esse esporte carece de um maior crescimento quanto ao número de praticantes, quer seja com objetivos competitivos, quer seja com o propósito de saúde e lazer.

Em 2016, o Instituto Brasileiro de Esgrima foi criado com três objetivos principais: capacitar e gerar conhecimentos em cursos da área técnica, promover eventos para atletas e profissionais e, finalmente, difundir e disseminar a esgrima por meio do Projeto Engajar.

 

PROJETO ENGAJAR

O principal objetivo é difundir, por meio de parcerias, a prática da esgrima no território brasileiro associada à saúde, à educação, ao lazer e à competição por intermédio da iniciação esportiva nas escolas, nos clubes sociais e esportivos, nas academias multiesportivas e em outras tantas entidades e associações.

“Este projeto vem sendo desenvolvido ao longo deste ano e tem por objetivo principal a expansão do nosso esporte no mercado de trabalho que está latente e à nossa espera”, afirmou Ricardo Machado Presidente, da CBE, no lançamento do projeto.

Uma das mais importantes metas da Confederação é o aumento do número de praticantes bem como a formação de mais profissionais especializados para o atendimento aos alunos e atletas. Por esse motivo, a CBE vem realizando cursos em diversas cidades brasileiras para a formação de novos técnicos, além de cursos para a capacitação de árbitros.

“Temos uma carência histórica de técnicos e profissionais da esgrima e estamos tentando supri-la por meio dos cursos do Instituo Brasileiro de Esgrima”, concluiu Ricardo.

O crescimento da terceirização de atividades esportivas é uma porta aberta às aulas de esgrima para todas as faixas etárias, além de ser um promissor mercado de trabalho para as empresas e profissionais de educação física.

 

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA

A esgrima é um dos esportes mais antigos que se tem conhecimento. Sua prática é extremamente saudável e contempla todas as idades. A prática auxilia no aumento da acuidade visual, auditiva e tátil e no aumento da concentração e do equilíbrio. Contribui, também, para o desenvolvimento da flexibilidade do raciocínio e de reflexos rápidos; para o aumento da resistência muscular da autoconfiança e da autoestima.

Segundo a Confederação, o Projeto irá envolver pessoas que desejam aprender um novo esporte e que zelam pela sua saúde ou desejam competir. Irá engajar, independentemente da idade, profissão, sexo ou classe social, diversas pessoas em torno de um esporte que possui muitos benefícios físicos e intelectuais.

(Com informações de Confederação Brasileira de Esgrima)

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Centro Olímpico abre turma de iniciação do basquete feminino

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28 de agosto de 2018

Nesta terça-feira, 28, às 14h, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), localizado em Moema, na Zona Sul, abre as inscrições para aulas de basquete para meninas entre nove e 12 anos. As interessadas deverão comparecer ao Centro Olímpico usando trajes esportivos e tênis, acompanhadas dos responsáveis, para preencher a ficha de inscrição e participar da primeira aula. Não serão realizadas seletivas.

As jovens e seus pais receberão todas as informações e condições para a permanência no COTP. O processo administrativo vai desde exames médicos ao atendimento de assistência social. Passado o processo, as meninas passam a integrar o quadro de atletas de base do Centro e têm acesso a todos os benefícios oferecidos.

Também a convite dos treinadores, através da Rede Olímpica, alunas de duas escolas municipais, da Cidade Tiradentes e do Grajaú, conhecerão de perto o treino nesta data. Após essa primeira aula inicial, o COTP realizará outras aulas no mesmo formato nos 11 e 25 de setembro; 16 de outubro; 13 de novembro e 5 de dezembro, sempre às14h.

A “peneira” para meninas maiores, nascidas entre 2002 a 2005, acontece no dia 4 de dezembro, também às 14h.

 

 

Segue o cronograma de aulas abertas:

Meninas nascidas em 2006, 2007 e 2008

Datas:

28 de agosto (horário:14h)

11 e 25 de setembro (horário:14h)

16 de outubro (horário: 14h)

13 de novembro (horário: 14h)

5 de dezembro (horário: 14h)

Peneira:

Meninas nascidas em: 2002, 2003, 2004 e 2005

Data: 4 de dezembro (horário: 14h)

Como proceder para participar das aulas e das peneiras

- Apresentar RG;

- Preencher a ficha de peneira (retirar na secretaria do COTP);

- Comparecer com roupa para atividade esportiva, meia e tênis;

Serviço:

Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa- COTP - Inscrição e treino aberto Basquete Feminino entre 9 e 12 anos

Avenida Ibirapuera, 1315 – Vila Clementino – Zona Sul

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São Paulo terá Virada Esportiva em dezembro

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21 de agosto de 2018

A Prefeitura de São Paulo agendou a Virada Esportiva 2018 para o fim de semana dos dias 1 e 2 de dezembro. O evento estava marcado para meados de setembro, mas foi reagendado devido ao período eleitoral. A revogação do chamamento público foi publicada no Diário Oficial do último dia 14.

De acordo com o secretário municipal de Esportes e Lazer, João Farias, a Virada Esportiva é um evento que envolve a participação em massa da população e estava prevista para acontecer a apenas 15 dias das eleições. “Para não haver perda da importância e para que a Virada Esportiva seja o foco principal da população, mudamos a data para dezembro”, afirma.

“Esse é um evento único para São Paulo e queremos que os paulistanos o aproveitem da melhor maneira. Além disso, a intenção da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer é evitar qualquer interferência no pleito”, completa o secretário.

Será divulgado novo chamamento público para seleção de propostas de diferentes modalidades esportivas e de lazer, que serão disponibilizadas nos Centros Esportivos Municipais e em grandes arenas. O evento vai acontecer simultaneamente em todas as regiões da cidade.

Virada Esportiva 2017

Em 2017, a Virada Esportiva contou com 1.203 atividades que aconteceram em vários bairros e nos 46 Centros Esportivos nos dois dias destinados ao evento como a Virada Oriental, na Liberdade, região central, e o Campeonato de Skate “Banks Park Attack”, no Grajaú, Zona Sul. Já o Vale do Anhangabaú, também no centro da cidade, recebeu aulas abertas de Crossfit e o passeio ciclístico SP. O Largo da Batata, na Zona Oeste, foi palco de várias atividades físicas, inclusive de paradesporto, como o Quadry Rugby. Uma corrida de revezamento, que teve 24 horas de duração, foi realizada no Centro Olímpico, na Zona Sul.

As parcerias com grandes empresas como Carrefour, Mizuno, Pão de Açúcar e Red Bull, entre outras, mantiveram o nível de excelência da Virada Esportiva, reduzindo substancialmente custos.

Foram investidos R$ 203 mil reais em 2017, ante os R$ 4,5 milhões de 2016. O evento contou com público estimado de R$ 3 milhões de pessoas.

“A meta de Governo é aumentar em 20% a prática de atividade física em São Paulo até o fim da gestão do prefeito Bruno Covas e, com certeza, a Virada Esportiva 2018 funciona como um grande estímulo para que a população saia do sedentarismo” enfatiza o secretário João Farias.

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Pan e Parapan universitário mostram os frutos da parceria esporte-educação

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09 de agosto de 2018

Pela primeira vez na história, as Américas estiveram reunidas em uma competição esportiva universitária, o FISU America Games, nome dado ao Pan e Parapan-americano Universitário, que ocorreu de 19 a 28 julho, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro e no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo.

Do Pan participaram atletas do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Argentina, Costa Rica, Venezuela, Peru, Paraguai, Honduras, México e Uruguai. No Parapan houve delegações brasileiras, chilenas, uruguaias e argentinas.

 

 RESULTADOS EXPRESSIVOS

Alguns resultados do Brasil nos esportes coletivos foram bem expressivos no Pan Universitário, que contou com esportistas competindo nas modalidades de atletismo, basquete, futebol, futsal, vôlei, judô, natação, tênis e tênis de mesa. 

No futsal feminino, as brasileiras ficaram com o ouro ao derrotarem a Costa Rica por 6 a 0. A seleção masculina também foi ao lugar mais alto do pódio ao golear a Colômbia por 7 a 3. E teve duplo ouro para o Brasil no vôlei, com vitórias tanto dos homens quanto das mulheres por 3 sets a 2 sobre a Argentina, em duelos muito equilibrados e tensos. 

“Estamos muito satisfeitos com os resultados do Brasil. Nós somos campeões gerais no judô, atletismo, natação, e em diversas modalidades, conquistando títulos importantes para nosso País, sobretudo por ser a primeira edição dos jogos universitários pan- -americanos”, afirmou Luciano Cabral, presidente da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), em entrevista ao programa “Camisa 9”, da rádio 9 de Julho.

Na disputa do Parapan, um dos destaques foi a velocista de atletismo Thalita Simplício, que conquistou três medalhas de ouro pela classe T11, para atletas totalmente cegos, nas provas 100, 200 e 400 metros rasos. Outro desempenho relevante foi o da nadadora Maria Dayanne da Silva, que venceu as provas dos 50 metros borboleta e dos 100 metros costa e foi medalhista de prata nos 50 metros livre, em disputas da classe S6. Ela nasceu com má formação congênita dos membros superiores.

 

DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE 

O Presidente da CBDU destacou que o ambiente educacional não é valorizado no Brasil e, por consequência, a prática esportiva, que deveria fazer parte do complemento da educação, não está devidamente inserida no ambiente educacional. 

“O Brasil tem um grande equívoco cultural de que o atleta de alto rendimento não consegue estudar, pois não é compatível estudar e praticar esporte em alto rendimento. Isso acabou virando uma cultura no nosso País.”, reiterou Luciano. 

Os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos constantemente e os atletas norte-americanos estudam normalmente, mos
trando que é possível conciliar as duas coisas. Porém, segundo Luciano, “um conjunto de ações precisa ser estabelecido, junto com uma política que passe a favorecer isso, para que possamos ter o esporte dentro do ambiente educacional, não só no universitário, mas no ambiente escolar.”

 

GESTÃO UNIVERSITÁRIA

Luciano disse, ainda, que a CBDU defende que o primeiro objetivo do esporte é formar cidadãos e, em segundo lugar, atletas, e que essa tem sido a lógica da gestão do esporte universitário no Brasil, buscando o fomento no ambiente educacional como algo não puramente comercial. 

“O esporte universitário brasileiro não é negócio. É uma plataforma de desenvolvimento, que precisa encontrar um modelo no Brasil para a inserção do esporte no ambiente educacional, para que seja uma ferramenta para o desenvolvimento social e para que não seja tratado apenas como um negócio”, declarou. 

Em relação ao quanto o evento vai impactar no desenvolvimento do esporte universitário, Luciano Cabral afirmou que isso “vai depender muito da leitura de nossas autoridades que aqui estão passando”, e lembrou que o ministro do Esporte, Leandro Cruz Fróes da Silva, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, prestigiaram o FISU America Games. 

(Com informações da CBDU, Rede Nacional do Esporte e rádio 9 de Julho)

 

 

 

 

 

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A Igreja já está em campo

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14 de junho de 2018

O lançamento do documento “Dar o melhor de si”, no dia 1º, reforça a atenção que a Igreja tem dado ao esporte nas últimas décadas, incluindo a promoção de diferentes ações no âmbito esportivo.

NA SANTA SÉ

Arquivo Pessoal

No Vaticano, uma das iniciativas que acontece desde 2004 é a Oficina Igreja e Esporte, que tem estudado e promovido uma visão cristã do esporte, enxergando-o como caminho para a evangelização e a construção de uma sociedade mais justa, humana e pacífica. 

Também na década passada, foi criada a CLERICUS CUP, em 2007, a Copa dos Clérigos, organizada pelo Centro Desportivo Italiano; Departamento de Lazer, Turismo e Desporto da Conferência Episcopal Italiana; Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; e o Conselho Pontifício para a Cultura. 

O Padre Ricardo Cardoso Anacleto, Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na Arquidiocese de São Paulo, participou do torneio durante o período em que estudou em Roma, jogando como zagueiro no time do Colégio Pio Brasileiro. 

“A Clericus Cup foi pensada para que os sacerdotes e seminaristas tivessem a oportunidade de vivenciar o esporte com uma ação concreta, para que depois, em suas próprias paróquias e comunidades, pudessem incentivar tal prática. O intuito é criar a cultura da promoção social da juventude por meio do esporte”, afirmou ao O SÃO PAULO. Ele enalteceu o lançamento de um documento que fale da perspectiva cristã no esporte: “A formação esportiva ajuda a educar o caráter e a disciplina. Evidenciar isso é fantástico, pois para a juventude o esporte promove a cultura do encontro”. 

100 DIAS DE PAZ E CRUZ OLÍMPICA

Desde os Jogos de Londres 2012, a Igreja Católica, com a autorização do Comitê Olímpico Internacional (COI), promove o Projeto 100 Dias de Paz, levando até a cidade sede de cada Olimpíada a CRUZ OLÍMPICA e o ÍCONE DA PAZ. A ação ocorre no contexto a Trégua Olímpica, que propõe que entre sete dias antes do começo de cada edição dos Jogos Olímpicos e sete dias após o fim dos Jogos Paralímpicos se suspenda qualquer tipo de conflito no planeta. É uma tradição que a Trégua Olímpica seja assinada pela maioria dos países que fazem parte da Organização das Nações Unidas (ONU). 

NAS PARÓQUIAS E DIOCESES

O documento “Dar o melhor de si” estimula que haja iniciativas esportivas nas paróquias e dioceses. Na Arquidiocese de São Paulo, por exemplo, aconteceu em 2013 a corrida de rua Bote Fé na Vida, no contexto da Jornada Mundial da Juventude. 

Muitas também são as ações esportivas em paróquias da Arquidiocese. Na Nossa Senhora Aparecida, na Vila Carrão, na Região Belém, foi realizado em maio deste ano o Festival da Caridade, com jogos de futsal e arrecadação de alimentos. 

Na Paróquia São Vito Mártir, no Brás, na Região Sé, há um projeto permanente de karatê, coordenado pelo professor José Alberto de Siqueira Campos, mais conhecido por Corisco. Nessa iniciativa, crianças e jovens desenvolvem a concentração, disciplina e persistência por meio dessa arte marcial.Luciney Martins/O SÃO PAULO

Já na Comunidade São Benedito, da Paróquia Bom Pastor, na Região Brasilândia, existe a FAMÍLIA UNES, um grupo de jovens que faz reuniões semanais aos sábados à noite, e aos domingos pela manhã, após a missa na matriz paroquial, promove ações esportivas e recreativas, tendo, inclusive, um time de futsal. 

Também vale menção ao projeto de judô com crianças e jovens promovido pelo Arsenal da Esperança e a Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, na Região Sé; o PEDALAVOC, realizado anualmente pela Pastoral Vocacional da Região Ipiranga; e a participação da Caritas Arquidiocesana nas edições da Copa dos Refugiados.

ATENÇÃO DOS PAPAS

Os papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco, em muitas oportunidades, já se pronunciaram, especialmente em audiências com atletas e delegações esportivas, sobre o papel do esporte para o desenvolvimento humano integral. 

No Jubileu dos Esportistas, em outubro de 2000, em Roma, por exemplo, São João Paulo II disse que os esportistas “são chamados a fazer do esporte uma ocasião de encontro e de diálogo, para além de toda a barreira de língua, raça e cultura”. Em 2009, Bento XVI, durante um seminário de estudos sobre esporte, educação e fé, afirmou que “o esporte deve garantir uma formação humana e cristã para as novas gerações”. Francisco, durante a JMJ Rio 2013, ao recordar o amor dos jovens brasileiros pelo futebol, exortou: “Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que joguemos no seu time”. 

Vale a lembrança ainda da estreita relação de dois destes papas com o futebol: JORGE MARIO BERGOGLIO (FRANCISCO) já teve carteirinha de torcedor do San Lorenzo, da Argentina; e KAROL WOJTYLA (JOÃO PAULO II) na juventude jogou como goleiro no futebol amador da Polônia e, após se tornar papa, muitas vezes foi fotografado esquiando.

PASTORAL DO ESPORTE

Desde 2008 na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro existe a Pastoral do Esporte, que se propõe a mostrar a importância da prática esportiva para uma caminhada comunitária, com o objetivo de impactar distintas esferas sociais, com atividades que complementam a ação evangelizadora. 

“Estamos reestruturando a Pastoral do Esporte. Cada paróquia terá um representante ou um coordenador. Periodicamente, ao nos reunirmos, organizamos eventos na dimensão de fazer com que a Arquidiocese e as pastorais unam-se por meio da experiência do esporte”, afirmou, à reportagem, o Padre Marcus Vinícius Antunes da Trindade, Assessor Arquidiocesano da Pastoral do Esporte.

Na avaliação do Sacerdote, o fato de a Igreja agora ter um documento específico sobre o esporte reforça a atenção que historicamente ela sempre deu a essa temática. “No esporte coletivo não se joga sozinho, e na experiência da Igreja também não estamos sozinhos. É importante essa analogia para que possamos olhar o esporte com outros olhos. Não que o esporte esteja acima da Doutrina Social da Igreja, mas sim que devemos aproveitar o que ele tem em sua essência, mas que ao longo dos anos foi se desviando pela especulação econômica, política e uso do esporte para outras finalidades”, concluiu. 

Imagens: Arquivo Pessoal, Luciney Martins/O SÃO PAULO, Arquivo Pessoal, Pastoral Vocacional da Região Ipiranga, Vatican Media e Vatican Media
(Com informações de Canção Nova, Vatican News, ACI Digital, Agência Brasil e programa Camisa 9 da rádio 9 de Julho)
(Colaborou: Jenniffer Silva)
 

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‘Dar o melhor si’ no esporte e em toda vida

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14 de junho de 2018

Apresentar um olhar da Igreja sobre os múltiplos aspectos que envolvem os esportes atualmente é a proposta do documento “Dar o melhor de si”, lançado no dia 1º, no Vaticano, pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Estruturado em cinco capítulos, o texto fala dos propósitos e motivações do diálogo entre Igreja e esporte, resgata as origens da prática esportiva e sua incidência atual, aprofunda a compreensão antropológica sobre o esporte, trata de desafios para a promoção esportiva mais justa e humana, e apresenta os esforços contínuos da Igreja com vistas a garantir a humanização dos esportes.

Leia também: "A Igreja já está em campo"

 

POR QUE O INTERESSE POR ESSE TEMA?

De acordo com o texto, a Igreja deseja contribuir com a construção de um esporte que seja cada vez mais autêntico e humano, na medida que este “é universal e tem alcançado um novo nível de importância em nosso tempo e também, por isso, encontra um eco no coração do povo de Deus”.

Em uma das partes, recorda-se um discurso do Papa Francisco à Federação Italiana de Tênis, em maio de 2015, no qual o Pontífice ressalta que “a Igreja se interessa pelo esporte porque o homem lhe interessa, todo homem, e reconhece que a atividade esportiva incide na formação da pessoa, em suas relações e em sua espiritualidade”. Nesse sentido, a Igreja não só apoia o esporte, mas quer nele estar por considerá-lo um moderno pátio dos gentios e um areópago para o anúncio da Boa Nova. 

 

MAS A IGREJA NÃO É CONTRA O ESPORTE?

Logo nas primeiras linhas do documento, é enfatizado que por conta da postura de alguns católicos na idade média e na idade moderna, disseminou-se uma interpretação equivocada de que a Igreja tem um ponto de vista negativo sobre o esporte. O texto pontua que, na verdade, a Igreja está em diálogo com o esporte desde a sua existência, e cita como exemplo as metáforas que São Paulo Apóstolo usava para explicar a fé e a vida cristã a todos os povos. Lembra, ainda, que desde o começo da idade moderna, a Igreja tem interesse pelo potencial educativo do esporte. Também é recordado que no século XX, os papas Pio XII e Paulo VI intensificaram o diálogo da Igreja com o mundo do esporte, ao destacarem aspectos comuns à prática esportiva e à vida cristã. 

 

CARACTERIZAÇÃO E POTENCIALIDADES

O texto lembra que não há uma definição consensual sobre o que seja esporte, mas destaca que essa prática tem cinco características básicas: refere-se ao corpo humano em movimento, é lúdica, está sujeita a regras, é competitiva e deve garantir a igualdade de oportunidades aos participantes. 

O esporte tem um valor em si “como um campo de atividade humana, onde virtudes como a sobriedade, humildade, valentia e paciência podem encontrar-se e fomentar a beleza, a bondade, a verdade e onde se pode testemunhar a alegria”. 

 

EM FAVOR DO SER HUMANO

A perspectiva cristã perante o esporte tem como ponto de partida o fato de que toda a pessoa é criada por Deus, em uma unidade de corpo, alma e espírito. 

O esporte ajuda no desenvolvimento de cada ser humano na medida em que faz com que este “se sinta capaz de criar um ambiente que combine liberdade e responsabilidade, criatividade e respeito pelas regras, entretenimento e solidariedade. Esse ambiente é gerado por meio da colaboração e acompanhamento mútuo no desenvolvimento dos talentos individuais”. 

Nesse ponto, o documento cita aspectos dos esportes que sempre devem ser valorizados, tais como o fair play e o jogo limpo, com obediência às regras e à justiça no trato com o adversário; o jogo em equipe - “nos esportes, os dons e talentos de cada pessoa em particular se põem a serviço da equipe”; o sacrifício em busca de uma meta; o estímulo à alegria daqueles que praticam ou acompanham os esportes; o desenvolvimento harmonioso da pessoa, a valentia (enquanto uma escolha corajosa de sempre agir de modo correto); a igualdade; o respeito entre as pessoas; e a prática da solidariedade. 

 

‘BOLAS FORAS’

O texto alerta que, por vezes, o esporte pode se voltar contra a dignidade e os direitos do ser humano, e nesse sentido há a exortação de que todos os envolvidos com as práticas esportivas se perguntem se seus atos estão a serviço da humanidade e da justiça. 

Entre os riscos apontados estão o uso do esporte para propósitos políticos, demonstração de poder, busca de benefício econômico ou autoafirmação nacionalista. Também há críticas ao comportamento de buscar a vitória a qualquer custo, ferindo a dignidade dos esportistas; aos abusos físicos, sexuais e emocionais contra crianças; e a todo tipo de discriminação. 

Especialmente quatro riscos são lembrados diante do atual cenário de busca desenfreada pelo êxito e de interesses econômicos no esporte: a degradação do corpo, para que não seja reduzido a um objeto ou utilizado como uma máquina em busca dos melhores resultados; o doping, seja físico ou mecânico (quando da alteração irregular de equipamentos esportivos em busca de melhores resultados); a corrupção - “o esporte não deve parecer um espaço sem direitos no qual não se aplique os padrões morais de coexistência leal e humana”; e a postura dos torcedores, que pode se tornar desrespeitosa com os árbitros e adversários, redundando em violência verbal ou física, e até  em disseminação de racismo e de ideologias extremistas. 

 

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

Para que o esporte não seja conduzido a tais situações, o documento aponta ser indispensável a ação de diferentes agentes sociais. “A responsabilidade não recai somente sobre os atletas ou participantes, mas em muitas outras pessoas, como seus familiares, treinadores e seus auxiliares, médicos, dirigentes, espectadores e muitos atores conectados ao esporte por meio de outras áreas, como os pesquisadores do esporte, líderes políticos e empresários ou os representantes da mídia”. 

 

AÇÃO PASTORAL NO ESPORTE

A última parte do documento aponta que a Igreja sente-se corresponsável pelo desenvolvimento e destino do esporte e, por isso, busca dialogar com as diferentes organizações esportivas e governos. 

“O esporte é um âmbito em que se experimenta de forma muito concreta o convite a ser uma Igreja que vai ao encontro, não para construir muros e fronteiras, mas sim pontes e ‘hospitais de campanha’”, aponta o texto. 

O documento menciona que o diálogo entre Igreja e esporte tem produzido uma proposta multifacetada sobre o cuidado pastoral, em especial em colégios, paróquias e associações católicas.

Em sua ação pastoral no âmbito esportivo, a Igreja tem a missão de lembrar aos pais que eles são os primeiros educadores de seus filhos na fé e no esporte; nas paróquias e dioceses podem ser promovidos grupos e atividades esportivas; os sacerdotes devem ter conhecimento razoável sobre as realidades e tendências esportivas, especialmente as que afetam a juventude; deve haver um plano pastoral adequado para o acompanhamento de atletas, ex- -atletas e torcedores; além de um diálogo com os que atuam na ciência e medicina esportiva, bem como os treinadores.

Ressalta-se, ainda, que os agentes pastorais no esporte devem estar treinados e motivados “para redescobrir o sentido do esporte em um contexto educativo e envolver-se para conseguir em sua missão dar uma visão cristã ao esporte”. 

 

DAR O MELHOR DE SI

Na conclusão, é recordado que “o esporte é um contexto em que muitos jovens e adultos, de todas as culturas e tradições religiosas, aprendem a dar o melhor de si mesmo” e que, “por meio da prática do esporte se pode experimentar a alegria, o encontro com pessoas diferentes e a construção de um sentido de comunidade”.
 

 

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CPTM: Estação Barra Funda recebe mostra “Recortes da Copa”

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13 de junho de 2018

A partir desta segunda-feira (11), a CPTM entra no clima do Mundial de Futebol com a exposição “Recortes da Copa”, na Estação Palmeiras-Barra Funda, que atende as linhas 7-Rubi e 8-Diamante. Itinerante, a mostra ficará em cartaz no mezanino da Estação até dia 2 de julho.

Depois, segue para o Espaço Cultural da Estação Brás, onde fica até 1º de agosto exibindo 30 fotografias clicadas pelos alunos do curso “Olhares sobre a Cachoeirinha”. As imagens do futebol praticado na periferia revelam outra realidade do esporte ao evidenciar as condições de vida da população local.

As aulas foram ministradas na Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha e Casa de Cultura Vila Brasilândia, com apoio da Fundação Stickel. Em cada período de curso, ocorreram 17 encontros de três horas, em que as imagens foram produzidas.

A iniciativa é realizada com apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para mostras de arte, exposições, apresentações e manifestações culturais de artistas e instituições parceiras, com o objetivo de apoiar e difundir a arte popular.

Fundação Stickel

A Fundação Stickel é uma organização sem fins lucrativos que promove a inclusão social, cultural e econômica por meio da arte, atuando com pessoas e comunidades nos bairros Brasilândia e Vila Nova Cachoeirinha.

Para tanto, promove atividades culturais diversas nos campos da pintura, desenho, cinema, fotografia e literatura, por meio de exposições, cursos, oficinas, ações, edição e distribuição gratuita de livros, dentre outras ações que envolvem a arte educação.

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