Brasil acredita em recorde na reta final dos Jogos Parapan-Americanos

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30 de agosto de 2019

Toronto, 2015: 109 ouros, 74 pratas, 74 bronzes. Totalizando 257 medalhas. Essa foi a campanha brasileira no Parapan-Americano naquela ocasião e um recorde até agora dos Jogos. Ainda restam dois dias e meio para o encerramento das disputas em Lima. E no fechamento do quadro de medalhas da quinta-feira(29) a equipe verde e amarela totalizava 222 conquistas (88 ouros, 73 pratas, 61 bronzes ).

Apesar das dificuldades, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, acredita que é possível um novo recorde: “Esses jogos são muito desafiadores. Os países estão crescendo. Os Estados Unidos, por exemplo, já estão com mais ouros agora do que em toda campanha de Toronto. Argentina fechou com 18 em 2015 e, agora, já tem 21. Considerando tudo isso, esse é sem dúvida o Parapan mais difícil que o Brasil já enfrentou. A nossa ideia inicial era passar dos 100 ouros. Mas, mesmo assim, eu estou com uma expectativa muito grande de que a gente vai ultrapassar aquelas 109 de Toronto.”

Na manhã de hoje, a nadadora Cecília Araújo já deu mais uma contribuição. Ela foi a mais rápida na prova dos 50 metros livre da classe S8. “É muito legal poder ajudar o nosso país. Estou tentando fazer o meu melhor. Já ganhei cinco medalhas nesses Jogos. E amanhã tem mais.”

Luciano Dantas, o “Montanha” do halterofilismo, levou a prata na categoria até 59 kg. “Fiz o meu melhor. Acredito que a equipe pode chegar lá. Vamos, Brasil!”

Reta final de competições

A natação ainda tem dois dias de finais com diversos brasileiros favoritos em suas provas. Um deles é Phelipe Rodrigues, da Classe SM10. “Eu vim aqui para Lima nadar oito provas e com a intenção de medalhar em todas. Até agora está dando certo, tem cinco ouros e um bronze.”

Daniel Dias faz nesta sexta(30) a sua última apresentação em provas individuais. Ele nada os 200m livre na junção das classes funcionais S4/S5/S6, às 19h10. O nadador tem 100% de aproveitamento de praxe após quatro aparições: 50m livre, 100m livre, 50m costas e revezamento 4x100m medley 34 pontos (soma da classificação funcional dos competidores).

Hoje(30), às 19h, a equipe de futebol de cinco do Brasil entra em campo tentando o tetracampeonato Parapan-Americano em mais uma final contra a Argentina.

A equipe feminina do Brasil faz a semifinal do torneio de goalball contra o Canadá às 18h15. Os homens decidem o ouro amanhã(31), às 19h45, contra os americanos.

No basquete em cadeira de rodas, a seleção feminina decide a medalha de bronze contra a Argentina, a partir das 18h30 nesta sexta(30).

O parabadminton começa a definir os seus medalhistas somente no sábado(31). E a delegação brasileira de 14 atletas é a principal favorita para liderar o quadro de medalhas. “Nós somos uma potência na América na modalidade. A gente manda no continente. O negócio é colocar tudo isso em quadra,” diz Leonardo Zuffo, da classe SL3, para deficientes de membros inferiores. O paranaense conquistou três medalhas no Pan da modalidade no ano passado.

Outra modalidade que só vai começar a definir os medalhistas neste sábado é a bocha. Em Toronto, o Brasil foi soberano com seis ouros. Em agora em Lima, o Brasil tem um incentivo para buscar ainda mais conquistas. “Nós estamos em um ano prévio de classificação para Tóquio. Os Jogos Parapan-Americanos serão uma prévia para podermos observar como estão os nossos adversários da Copa América, que garante vaga em Tóquio. Poder ganhar deles e ajudar o Brasil vai ser muito bom”, diz Moisés Fabrício, coordenador da modalidade.

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Pacaembu completa 79 anos com passeio no estádio

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26 de abril de 2019

Para comemorar seus 79 anos neste sábado (27), o Pacaembu promoverá um passeio por suas dependências ao lado do ex - volante da Seleção Brasileira, do Santos  e do Palmeiras, César Sampaio.  O evento, batizado como Pacaemtour,  é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.

Durante o passeio, os visitantes poderão conhecer  os vestiários, a tribuna de honra, o campo de treino e até passar pelo túnel  de acesso ao estádio. Para participar da atividade, os interessados devem fazer sua inscrição via Facebook -  https://www.facebook.com/sampaativa - ou Instagram -   https://www.instagram.com/sampaativa - , contando um momento marcante que viveram no Pacaembu.  O candidato poderá levar um acompanhante no passeio.  Os selecionados serão notificados na sexta-feira (26), até 12h, pela mesma rede social  na qual se inscreveram.

Sobre o Pacaembu

O estádio foi inaugurado em 27 de abril de 1940  e sediou o  primeiro jogo no dia seguinte, entre o Palestra Itália (atual Palmeiras)  e o Coritiba. A partida terminou 6 a 2 para a equipe paulista.

Serviço:

Pacaemtour:  Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller)

Sábado ( 27), das 10h às 11h30

Inscrições e informações

 

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Taça das Favelas mobiliza periferias em São Paulo

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10 de abril de 2019

Depois de passar por 12 estados brasileiros, a maior competição de futebol entre favelas do mundo chega a São Paulo e pretende mobilizar 20 mil crianças e adolescentes de 96 comunidades. A Taça das Favelas é organizada pela Central Única das Favelas (Cufa), produzida pela InFavela e tem o apoio da Prefeitura de São Paulo.

O principal objetivo do torneio é promover a integração entre as comunidades por meio do esporte e, obviamente, descobrir talentos para o futebol. Afinal, grandes “gênios da bola” vieram da periferia das grandes cidades.

 

INSERÇÃO SOCIAL

O projeto para a realização do torneio surgiu em 2012. A Taça vem conquistando espaço não apenas no cenário do desenvolvimento do futebol de base, mas, também, como lugar para se exercitar a cidadania. Entre outros fatores, o sucesso se deve à proposta de utilizar o esporte como instrumento de transformação social e preservação da identidade local.

A Taça das Favelas também é uma oportunidade de integração entre os moradores de diferentes comunidades que enfrentam diariamente os mesmos desafios. As ações também promovem experiências socioculturais. Além das partidas de futebol, as comunidades participam de encontros, workshops e palestras, com o objetivo de ampliar a integração.

 

MAIOR DO MUNDO

Cerca de 40 mil jovens se mobilizaram para participar da maior “peneira” do mundo, realizada entre 16 e 17 de março em toda a cidade. Foram aproximadamente 400 candidatos por comunidade, a disputar as vagas nas seleções que irão competir na primeira edição do campeonato, em São Paulo.

Ao todo, foram 96 favelas participantes (64 delas no masculino e 32, no feminino), e cada uma precisou montar uma equipe para participar do torneio com 30 atletas. A faixa etária para os meninos é de 14 a 17 anos, sendo permitido cinco jogadores com idade de 18 anos. Na categoria feminina, não há restrição de idade.

Saulo Medeiros Duarte, vice-presidente do Projeto Pereirinha e um dos organizadores da “peneira” no bairro Parque Bristol, na zona Sul destacou em entrevista ao O SÃO PAULO a união das favelas, bairros e comunidades participantes “Foi muito gratificante. A Taça das Favelas já conseguiu fazer essa união. O empenho e a dedicação de todos foi uma coisa que nunca tinha acontecido no nosso bairro”, disse.

 

PALAVRAS E AÇÕES

Na “peneira” promovida pelo Projeto Pereirinha no Clube da Comunidade (CDC) Parque Bristol, cerca de 220 crianças participaram da seleção no primeiro dia. A escolha foi feita por uma comissão de representantes das comunidades, composta por jogadores, ex-jogadores e boleiros. No segundo dia, foram escolhidos os 30 jogadores que formaram a seleção do Complexo Bristol/Maristela/ Pereirinha, que representará a comunidade na Taça das Favelas.

Além da peneira, os organizadores do evento promoveram uma roda de samba solidária, em que foram arrecadados mais de 200kg de alimentos e roupas, destinados posteriormente às famílias carentes assistidas pela Paróquia Santa Cristina, no Setor Pastoral Cursino, da Região Episcopal Ipiranga.

“A nossa expectativa é a melhor possível, por meio do que a gente já fez, vem fazendo e vai fazer em prol dessas crianças de todos os projetos sociais que acontecem nas nossas favelas, bairros e comunidades. A Taça das Favelas veio para somar e já é uma realidade junto com toda a união do pessoal e do Projeto Pereirinha”, concluiu Saulo.

 

BOLA ROLANDO

O início da primeira edição da Taça das Favelas de São Paulo será no sábado, 6. O sorteio que definiu os duelos aconteceu em 23 de março, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu.

As partidas da fase inicial serão realizadas nos campos do CE Vila Manchester (zona Leste), CE Edson Arantes do Nascimento (zona Oeste), CE Jardim São Paulo (zona Norte), Estádio Municipal Jack Marin (Centro) e CE Vila Guarani (zona Sul).

Os campeões, tanto do feminino quanto do masculino, serão conhecidos em 1º de junho, em finais que serão disputadas no Estádio do Pacaembu.

A tabela completa com os jogos está disponível no site.

 

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Projeto Touché abre inscrições para aulas gratuitas de esgrima no Centro Esportivo Edson Arantes do Nascimento

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21 de março de 2019

O Centro Esportivo Edson Arantes do Nascimento está com inscrições abertas para crianças e adolescentes com idade entre 9 e 14 anos interessados em participar das aulas de esgrima promovidas por meio do Projeto Touché.

O programa é um convênio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME), coordenado pelo Sindi Clube, representado pelo Club Athletico Paulistano, o Esporte Clube Pinheiros e a Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo. As agremiações são referências no esporte e fornecem os instrutores e todos os equipamentos utilizados durante as aulas.

O projeto acontece desde 2017 e atualmente conta com 35 alunos, que já participaram de competições nacionais e paulistas, mas o projeto tem capacidade para atender por volta de 70 crianças.

“A esgrima é um esporte novo, totalmente gostoso e que traz muita diversão. Vale a experiência”, destaca o professor de educação física Bernardo Schwuchow.

Os interessados em participar das aulas podem se inscrever na secretaria do Centro Esportivo, na Rua Belmont, 957 – Lapa, com RG, uma foto 3x4 e o comprovante de endereço.

Projeto Touché 
Aulas: terças e quintas.
Horários: das 10h30 às 11h30 e das 14h30 às 15h30 
Local: Centro Esportivo Lapa – Edson Arantes do Nascimento (Pelezão)
Endereço: Rua Belmont, nº 957 - Lapa

 

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Lei de Incentivo ao Esporte pode passar por aprimoramentos

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16 de março de 2019

Com a participação do secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marco Aurélio Vieira, aconteceu em 25 de fevereiro, em Brasília (DF), a primeira reunião do ano da comissão técnica da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), pela qual qualquer cidadão pode destinar parte do que pagaria em Imposto de Renda (IR) para financiar projetos esportivos.

Com 66 processos em pauta na comissão técnica, o secretário falou sobre o período de transição do novo governo e o papel do mecanismo legal para ampliar o acesso ao esporte. “Entendemos que é crucial não só manter a Lei de Incentivo ao Esporte, mas aperfeiçoá- -la para melhor utilizar o dinheiro público, fazendo com que o esporte seja mais um elo na cidadania plena dos brasileiros”, disse o secretário.

Segundo Vieira, é saudável que haja um aprimoramento no mecanismo por causa de novos olhares e formas de se entender os problemas: “Temos como meta principal o aperfeiçoamento, não só da execução da Lei propriamente dita, mas da desburocratização dos processos, para que se tornem mais ágeis e, principalmente, mais transparentes”

 

O QUE É A LEI?

A Lei de Incentivo ao Esporte foi sancionada em dezembro de 2006. Os proponentes têm aproximadamente sete meses para elaborar seus projetos e Lei de Incentivo ao Esporte pode passar por aprimoramentos Flavio Rogério Lopes osaopaulo@uol.com.br enviá-los para avaliação de uma equipe técnica da Secretaria Especial do Esporte.

Os aprovados são publicados no Diário Oficial da União e no site da Secretaria, para que os interessados em destinar alguma verba possam selecioná -los. Pessoas físicas podem destinar até 6% do Imposto de Renda, e empresas até 1%. Um recibo do repasse é encaminhado à Receita Federal, que abate o valor repassado do IR do contribuinte.

De 2007 a 2018, mais de R$ 2,1 bilhões foram destinados a projetos esportivos via Lei de Incentivo ao Esporte. Em 2017, R$ 241 milhões foram captados via LIE e 1,2 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.

 

IMPACTO POSITIVO

Anualmente, é promovido o Prêmio Empresário Amigo do Esporte, que ressalta a importância das empresas e das pessoas físicas que contribuem para o sucesso da Lei de Incentivo ao Esporte.

Em 2018, um dos premiados foi o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, uma associação sem fins econômicos e que desenvolve projetos artísticos e esportivos, aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças,jovens e adultos com deficiência intelectual.

Wolf Kos, presidente do Instituto, foi um dos premiados na categoria “Maiores Amigos do Esporte – Pessoa Física”. Ele destacou a importância de o apoio à Lei de Incentivo ao Esporte não ficar limitado a empresas.

“A doação da pessoa física é muito importante. A gente doa 6% do Imposto de Renda a pagar, e essa contribuição vai direto para a ponta. Enquanto que a contribuição no Imposto de Renda vai para o orçamento da União; aqui a gente escolhe o que quer fazer, o projeto que quer apoiar e vê o resultado direto. Essa é a importância de a pessoa física doar: ela tem condição de verificar onde o seu investimento está dando resultado”, explicou Wolf Kos durante a cerimônia.

 

BENEFÍCIOS

As leis de incentivo permitem que as empresas fomentem projetos que reflitam sua responsabilidade social e seus valores. Essa é uma maneira de elas se engajarem em atividades sociais que, além de promover ações de impacto positivo na sociedade, são vantajosas para a imagem da instituição.

De um lado, estão instituições com recursos para ser investidos e capacidade para organizar a sua distribuição. Do outro lado, projetos que privam de responsabilidade social e recebem os investimentos que contribuem para o desenvolvimento do esporte e da economia.

(Com informações de Ministério do Esporte, Folha de Pernambuco, Folha de S.Paulo, G1 e Estadão)
 

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Centro de Formação abre espaço para a prática esportiva de jovens com deficiência

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23 de fevereiro de 2019

Com o objetivo de contribuir para a disseminação do esporte entre pessoas com deficiência no Brasil, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) criou, em 2018, o Centro de Formação em Esportes Paralímpicos para Crianças e Adolescentes com Deficiência, que realiza suas atividades no Centro de Treinamento Paralímpico, localizado no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

 

FORMAÇÃO E OPORTUNIDADE

O Centro de Formação do CPB promove a iniciação esportiva de crianças com deficiência física, visual e intelectual na faixa etária de 10 a 17 anos em oito modalidades paralímpicas: atletismo, bocha, futebol de 5, goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.

Segundo Ramon Pereira, coordenador de esporte escolar no Comitê Paralímpico Brasileiro, o Centro de Formação surgiu da necessidade de incentivar todos os estados e municípios brasileiros a investir na iniciação esportiva para as pessoas com deficiência.

“O Centro de Formação visa dar às pessoas com deficiência a oportunidade de praticar esporte, pois o esporte é uma ferramenta muito importante para a inclusão social. Então, incentivar essas crianças a praticar atividades físicas muda não só a vida delas, mas a da família, da escola e da comunidade”, disse Pereira em entrevista ao O SÃO PAULO.

 

INICIAÇÃO ESPORTIVA

O projeto que atende crianças residentes na cidade de São Paulo e municípios vizinhos, que estejam matriculadas na rede de ensino pública ou privada, espera atender 350 crianças neste semestre, com a possibilidade de chegar a até 500. O CPB fornece gratuitamente aos frequentadores do Centro de Formação transporte, alimentação e uniforme.

Após as atividades, os estudantes recebem um kit com lanche, fruta e suco, que é preparado sob supervisão de nutricionistas. Ao todo, 20 educadores, entre estagiários e professores especializados em esporte para pessoa com deficiência, trabalham diretamente com as crianças.

“Fui professor durante 30 anos e sempre incentivei o esporte e a iniciação esportiva. Claro que, dessas crianças que a gente cuida hoje, nem todas vão sair atletas de alto rendimento, mas certamente a vida delas vai mudar, e muito: elas vão ter voz e vão brigar pelo seu espaço”, ressaltou o Coordenador de Esporte Escolar do CPB.

 

ENVOLVIMENTO DE TODOS

O programa é financiado com recursos do Comitê Paralímpico Brasileiro, mas conta com a parceria das prefeituras municipais e com o Instituto Padre Chico, instituição católica especializada em ensino para deficientes visuais.

Os alunos são atendidos dois dias por semana, divididos em turmas às segundas e quartas-feiras e às terças e quintas-feiras em dois horários: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30. Todo mês é realizado um festival e cada aluno pode levar um amigo da mesma faixa etária, com ou sem deficiência, para participar das atividades.

“Nós criamos o festival para que a família se envolva mais, pois sabemos da importância da família e amigos que não possuem deficiência. Assim, também podemos proporcionar a essas pessoas como lidar com o deficiente visual, físico ou intelectual”, concluiu Pereira.

(Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro)
 

As inscrições e informações sobre o projeto podem ser feitas pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11,5, São Paulo), com o Departamento de Coordenação de Esporte Escolar, ou pelo e-mail formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br, contendo idade, tipo de deficiência e a cidade de residência.

 

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Parabéns a São Paulo com muito esporte

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24 de janeiro de 2019

Na semana em que a cidade de São Paulo completa 465 anos, competições de diferentes modalidades são opções de entretenimento para quem vai passar o feriado prolongado na Capital Paulista, como um torneio internacional de polo aquático, uma experiência interativa com dois esportes de inverno no Museu do Futebol, corridas de rua e de automóvel, além da final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. 

 

Polo aquático definirá vagas para o Mundial na Coreia do Sul

Segue até o próximo sábado, 26, a Copa Uana de Polo Aquático, na unidade do Sesi da Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835), na zona Oeste.

O torneio masculino está sendo disputado por Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina; o feminino por Brasil, Cuba e Canadá. Os campeões e os vices garantirão lugar no Mundial de Esportes Aquáticos, que acontecerá em Gwangju, na Coreia do Sul, em julho

Após a estreia na terça-feira com derrota para o Canadá por 18 a 8, a seleção feminina enfrentará Cuba, na quinta-feira, 24, às 15h30. Já a seleção masculina (foto), após ter enfrentado Canadá e Estados Unidos, terá pela frente a Argentina, na quinta-feira, 24, às 18h30.

As semifinais serão na sexta-feira, 25: a feminina envolverá, às 15h30, a 2ª e 3ª colocadas na fase inicial, já que a seleção de melhor campanha estará automaticamente classificada para a decisão; já as duas semifinais do torneio masculino serão às 17h e às 18h30. No sábado, 26, a final feminina começará às 11h; a disputa do 3º lugar masculino às 12h30; e a decisão masculina às 14h.

PREPARATIVOS

A seleção masculina está em intenso trabalho de preparação para a Copa Uana desde 3 de janeiro, mantendo a base do time que conquistou o título do Sul-Americano de Polo Aquático, em novembro. Na avaliação do técnico do Brasil, André Avallone, jogar próximo à torcida pode ser decisivo.

"A motivação dos atletas, o conhecimento das piscinas, do local de disputa, a temperatura da água e do ambiente, pois especialmente os canadenses e norte-americanos não estão acostumados ao nosso calor nem à nossa comida bem típica, tudo isso pode fazer a diferença em favor do Brasil”, afirmou Avallone ao O SÃO PAULO.

O treinador acredita que a seleção masculina tem boas chances de alcançar uma das vagas no Mundial, mas espera bém como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu. que o confronto na semifinal não seja contra os Estados Unidos. “Contra Canadá e Argentina, nós temos boas condições, mas não será fácil e contamos com a torcida a favor da gente. Temos também como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu.

 

Esportes de inverno no Museu do Futebol

A experiência promete ser, no mínimo, curiosa: conhecer os esportes de inverno sem ter gelo por perto. Isso poderá ser vivenciado por quem for ao Museu do Futebol (Praça Charles Müller, no Estádio do Pacaembu), no domingo, 27, das 9h às 18h.

Uma das modalidades será o curling, o jogo em que uma série de pedras são jogadas com o objetivo de ficar mais próxima do alvo, marcado do outro lado da pista. Só que em vez de gelo, a pista no Museu do Futebol será feita com plástico resistente e as pedras terão uma espécie de rodinha para que sejam deslocadas mais facilmente. Nesse formato adaptado, o esporte é mais conhecido como street curling (foto) e tem o objetivo principal de oferecer uma vivência para o entendimento da dinâmica do esporte.

Essa experiência com o street curling já foi levada a outras partes do País pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A outra modalidade que será mostrada de maneira recreativa é bobsled, aquele em que um trenó desliza sobre um tobogã de gelo. Quem for ao Museu do Futebol terá uma experiência mediada com essa modalidade, por meio da tecnologia de óculos de realidade virtual.

Final da 50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior

Mais tradicional competição do futebol de base do Brasil, a Copa São Paulo de Futebol Júnior será decidida na sexta-feira, 25, às 15h30, no Estádio do Pacaembu, entre São Paulo e Vasco da Gama.

Este ano, a “Copinha”, como é mais conhecida, é disputada pela 50ª vez, desde 2 de janeiro, na Capital e em outras cidades do Estado. O campeão será conhecido após sete fases de disputa, totalizando 255 jogos, com 128 equipes, e mais de 3 mil atletas em ação.

Na história, os maiores campeões da Copinha são Corinthians (10 títulos), Fluminense (5), Flamengo e Internacional (4 títulos para cada um).

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Esporte olímpico aposta na educação e prevenção para combater o doping

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11 de novembro de 2018

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está implementando em seus quadros a área de Educação e Prevenção ao Doping. O médico Christian Trajano, ex-diretor técnico da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), foi escolhido para liderar o processo de elaboração e aplicação do programa no esporte olímpico brasileiro, em apoio às ações da Agência Mundial Antidoping (Wada) e da ABCD. 

“Vamos também integrar as ações de educação e prevenção de doping aos cursos de formação de treinadores do Instituto Olímpico Brasileiro, o braço de educação do COB. Em um segundo momento, vamos utilizar o Transforma, programa de promoção dos valores olímpicos do COB, para fazer a educação antidopagem chegar às gerações mais jovens”, disse Christian Trajano em entrevista ao site do COB.

A nova área atuará em diversas frentes, como, por exemplo, a criação de um aplicativo para mobile learning , uma plataforma de Ensino a Distância (EAD), além de ações presenciais no Centro de Treinamento Time Brasil, com palestras e seminários de educação aos integrantes das missões organizadas pelo COB.

 

ESCÂNDALO RUSSO 

Em 2015, um relatório da Wada mostrou que os russos se valeram de doping em mais de 30 esportes e em diversas competições, especialmente durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014, para alcançar melhores resultados. O esquema veio à tona após a ex-atleta Yulia Stepanova e o treinador Vitaly Stepanov gravarem atletas russos de alta performance admitindo o uso de substâncias proibidas. 

Após receber informações do amplo esquema de doping coordenado por treinadores e dirigentes, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) suspendeu a Rússia de competições, inclusive dos Jogos Rio 2016, mesma decisão que foi adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Em fevereiro deste ano, o COI retirou a suspensão do Comitê Russo, em vigor desde dezembro de 2017, e permitiu que 168 atletas russos considerados “limpos” disputassem os Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, na Coreia do Sul, sob a bandeira olímpica. 

 

COMITÊ INTERNACIONAL

Em 2017, o COI deu início à Agência Internacional de Testes (ITA). O Comitê vem se empenhando desde os Jogos Rio 2016 para aumentar a independência do programa antidoping dos Jogos. Em PyeongChang 2018, o COI financiou a Força-Tarefa de Testes Pré- -Jogos, que foi administrada de maneira independente e sob a supervisão da Wada para aumentar o nível de testes antes dos Jogos. 

O COI também implementou um programa de reanálise e está armazenando todas as amostras de material coletado dos atletas durante os Jogos Olímpicos por dez anos, a fim de analisá-las novamente quando novos métodos de teste tiverem sido desenvolvidos e com base na nova inteligência disponível. Além disso, tem investido na conscientização dos atletas e outras pessoas sobre os riscos e consequências do doping, com a meta de criar um ambiente de zero tolerância.

 

ATLETAS BRASILEIROS

Nomes de grande destaque no esporte brasileiro já foram pegos no controle de dopagem, como a nadadora Rebeca Gusmão que teve de devolver as quatro medalhas que conquistou no Pan do Rio 2007, devido ao alto índice de testosterona no sangue. A recorrência levou Rebeca a ser banida do esporte no ano seguinte pela Federação Internacional de Natação (Fina). 

Em 2004, Maurren Maggi foi flagrada no exame antidoping. O teste acusou a presença do clostebol no sangue da atleta. Ela alegou que a substância era de um creme cicatrizante. Maurren foi suspensa durante dois anos do esporte. Ao retomar sua carreira, foi medalhista de ouro no salto em distância nos Jogos de Pequim 2008. 

A ginasta Daiane dos Santos ainda se recuperava de duas cirurgias no joelho quando um teste surpresa revelou o doping para a substância furosemida, em julho de 2009. De acordo com a atleta, a substância era devido ao uso de remédios para perder peso. A atleta levou cinco meses de suspensão do esporte.  

(Com informações de COI, COB, O Globo, Exame e AFP)
 

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ONU lança websérie sobre esporte e prevenção da violência

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04 de outubro de 2018

Para promover o potencial do esporte na prevenção da violência, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou nesta semana a série de vídeos “Escolha o Esporte” — #ChooseSport, no original em inglês. Campanha apresenta histórias de treinadores, professores e jovens brasileiros que tiveram sua vida transformada pela prática de atividades esportivas.

Os entrevistados pela agência da ONU contam como aprenderam sobre disciplina e respeito por meio do esporte e do trabalho em equipe em centros de ensino e treinamento. Além de brasileiros, também serão divulgadas histórias de pessoas de outros países. A série faz parte do programa do UNODC “Vamos Nessa”, que usa atividades esportivas para diminuir comportamentos antissociais, criminalidade e uso de drogas.

A série “Escolha o Esporte” foi lançada para marcar o 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência. A data foi estabelecida pela ONU em homenagem ao ativista indiano Mahatma Gandhi, nascido no mesmo dia, em 1869. O líder pró-Independência fez da sua vida uma luta pela paz, combatendo a violência e a falta de cooperação entre os povos e promovendo o respeito aos direitos humanos e à justiça.

Inspirada no legado de Gandhi, a campanha do UNODC defende o poder do esporte para construir vidas, comunidades e um mundo mais pacífico.

O escritório das Nações Unidas convida todos a compartilhar mensagens nas redes sociais com a hashtag #ChooseSport. A agência chama os internautas a compartilhar as suas próprias histórias de superação por meio do esporte.

Assista abaixo ao primeiro episódio da série (com áudio em português e legendas em inglês). Para ver todos os vídeos, clique aqui.

 

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Verônica Hipólito, exemplo de que não existe o impossível!

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22 de setembro de 2018

Cerca de 75 metros a afastavam da linha de chegada. Ao correr, a distância que inicialmente parecia curta, transformou-se na sensação de que o mundo estivesse parado. Nem o grito mais alto da torcida foi capaz de superar o som da própria respiração. A velocidade era ao mesmo tempo lenta demais para que a corrida chegasse ao fim, os poucos segundos de prova pareceram durar horas.

É desta forma que Verônica Hipólito, do atletismo paralímpico, falou à reportagem sua primeira competição, além de classificá-la como a mais importante da carreira. O início na modalidade é, por ironia, resultado do primeiro desafio com a saúde enfrentado pela atleta de 22 anos.

Nascida em 2 de junho de 1996, sua trajetória começou muito antes dos importantes resultados no atletismo. Desde muito nova, seus pais buscaram no esporte uma forma de educá-la. Após passar por diversas modalidades, foi no Judô que a menina se encontrou.

Aos 12 anos, Verônica recebeu a notícia de que estava com um tumor na glândula hipófise (presente na face inferior do cérebro). Um mês após o diagnóstico, ela precisou passar pela primeira cirurgia. Ansiosa, mal podia esperar para voltar aos treinos, quando foi informada pelo médico de que não poderia sofrer fraturas da cintura para cima e, por isso, sua carreira como judoca precisaria ser interrompida.

Uma das poucas modalidades que ainda não havia experimentado era o atletismo, que só ocorreu graças ao forte incentivo dos pais. Ela salientou que as corridas que mais gosta são as que a fazem sentir o mesmo de sua primeira competição. “Foi isso que me conquistou, as minhas corridas preferidas são as que eu me sinto assim, que tudo é muito devagar e muito rápido ao mesmo tempo, que as pessoas estão gritando por você, e você escuta, mas ao mesmo tempo, só ouve sua respiração”.

RESILIÊNCIA

Verônica sofreu aos 15 anos um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que paralisou todo lado direito de seu corpo. O atletismo teve nesse momento mais que um papel competitivo, mas de recomeço, ou como ela gosta de dizer, de resiliência.

“Começaram a dizer para mim: ‘Nossa que vida bonita’, ‘Que coitadinha’, como se minha vida já tivesse acabado e que eu não fosse fazer mais nada e esse foi o principal momento que eu virei para mim mesma e decidi que só eu poderia dizer o que era impossível para mim, e que nada seria impossível. Falaram que eu não ia voltar a andar, eu voltei, que eu não iria correr, e eu fui a mais rápida do mundo”.

A palavra resiliência, diferentemente do que muitos pensam, foi descoberta não com as doenças, mas com o próprio esporte. Esse aprendizado chegou antes mesmo que ela pudesse compreender seu real significado. De todas as modalidades que disputou, sempre foi vista como alguém que apresentava baixo rendimento, e isso sempre a fez pensar em tentar quantas vezes fosse necessário.

“Quando eu fiz a primeira cirurgia, eu tinha de 12 para 13 anos. Naquele momento, eu não me senti desesperada, eu não fiquei com medo, nada disso. Eu tinha um problema, mas eu tinha a solução, que era cirurgia e que eu poderia ficar bem”.

NÃO PARA, VERÔNICA

Em 2015, às vésperas dos Jogos Parapan-americanos de Toronto e do Campeonato Mundial, enquanto tratava de uma anemia profunda, foi diagnóstica com uma síndrome rara, chamada Polipose Adenomatosa Familiar. Ela, porém, decidiu seguir com os treinos, participou da competição, conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, além de se tornar a maior e mais nova medalhista dos Jogos Parapan-americanos. Ao retornar, precisou retirar 90% do intestino grosso e só voltou a treinar em fevereiro de 2016.

Na tentativa de evitar a volta do tumor no cérebro com uso de fortes remédios esteve nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro, onde conquistou uma medalha de prata e outra de bronze. Na volta do mundial, descobriu que os medicamentos já não eram capazes de controlar o crescimento do tumor e mais uma cirurgia precisou ser feita.

No início deste ano, a atleta informou que mais uma vez precisaria se ausentar das pistas e passar por cirurgia. Seu retorno aos treinos, ainda de forma leve, aconteceu no fim do mês de agosto, mas Verônica não pensa em desistir “Nesse início, eu estou recuperando a coordenação, a força mínima. Estou fazendo atividade na piscina para perder o medo de correr”.

Em 2019, ela quer representar o Brasil, nos Jogos Parapan-americanos: “Eu tenho consciência que já comecei atrás, eu estou atrás desde 2013, 2015, 2016, 2017, 2018, mas se não tentamos, não sabemos o que vai acontecer. Ano que vem, eu quero estar no ‘Pan’, quero mundial, quero medalhar”.

“Eu não quero desistir. Nós vivemos uma vez só e não sabemos o que vai acontecer depois. Não quero ser aquela pessoa que vai passar o resto da vida pensando e se tivesse feito, se tivesse acontecido, se eu tentasse. Desistir nunca foi algo que esteve na minha cabeça. Eu só não quero parar”, enfatizou.

SER QUEM REALMENTE É

Mais do que o esporte Paralímpico, Verônica defende que o esporte, de forma geral, é capaz de mostrar quem de fato as pessoas são e que os atletas têm nele a oportunidade de quebrar paradigmas sobres possíveis fragilidades: “O esporte paralímpico mostra quem você é”.

Valorizando a pessoa do atleta paralímpico, ela disse ainda que a deficiência, ou necessidade especial, faz do outro, alguém com característica própria e que é preciso ter cuidado para eles não sejam menosprezados em suas capacidades. “Não é porque eu tive um AVC que eu tenho que ser taxada pelo resto da vida como manca. Eu quero ser lembrada como uma atleta campeã”, concluiu.

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