SÃO PAULO

7 DE SETEMBRO

Em missa na Sé, Igreja reza pela pátria e pelo povo brasileiro

Por Daniel Gomes
07 de setembro de 2019

‘Devemos amar o Brasil, mas não simplesmente um amor a um pedaço de pano colorido; devemos expressar este amor, sobretudo, para com os nossos compatriotas’, afirmou o Padre Tarcísio Mesquita

Luciney Martins/ O SÃO PAULO

Na celebração da Independência do Brasil, a Arquidiocese de São Paulo realizou na manhã deste sábado, 7, na Catedral da Sé a missa pela pátria e pelo povo brasileiro.

“Lembremos do nosso País com carinho e ofereçamos nossas preces pelo bem e pela jornada deste dia”, afirmou o Padre Tarcísio Mesquita, Secretário Arquidiocesano de Pastoral, no começo da missa por ele presidida e que foi concelebrada pelo Padre Luiz Baronto, Cura da Catedral.

Manter a esperança

Padre Tarcísio, na homilia, destacou que a liturgia deste dia menciona a esperança, algo que não deve faltar aos brasileiros, que “não devem se abater, precisam guardar a fé e seguir em frente”, afirmou, comentando, ainda, que a palavra independência,  especialmente lembrada em 7 de setembro, deve ser entendida como projeto de vida, garantido em uma nação com pessoas livres para se expressar, para formar o próprio destino.

Amor aos compatriotas

O Sacerdote também destacou que todos são corresponsáveis pelas condições dos que sofrem com a falta de alimento, moradia e emprego e que especialmente os cristãos devem dar testemunho de amor ao próximo, de compaixão.

“É o Dia da Pátria. Dia em que nós manifestamos de maneira civil e com expressões culturais, que devemos amar o Brasil, mas não simplesmente um amor a um pedaço de pano colorido; devemos expressar este amor sobretudo para com os nossos compatriotas”, afirmou, exortando todos ao compromisso de solidariedade mútua “para que tenhamos um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno e mais humano”.

Atenção aos mais vulneráveis

Padre Tarcísio também disse que os ocupantes de funções no poder público não são proprietários, mas servidores, e que todos os esforços e estruturas do País devem estar a serviço, prioritariamente, dos que menos tem condições.

“Façamos deste momento celebrativo, um ato de repúdio à maldade, a toda espécie de divisão e de ódio, a toda indiferença em relação à dignidade do nosso povo, mas façamos também, como clama a Palavra de Deus neste dia de hoje nesta celebração, um ato de renovação da nossa esperança por um Brasil humano e fraterno”, concluiu.

Grito dos Excluídos

Após a missa, membros das pastorais sociais da Arquidiocese de São Paulo participaram da 25o Grito dos Excluídos, que acontece em diferentes cidades do país neste 7 de setembro, com o lema “Este sistema não vale. Lutemos por justiça, direitos e liberdade”.

Ao término da missa na Catedral da Sé, Paulo Pedrini, da Pastoral Operária, convidou os fiéis a participar do Grito dos Excluídos, que teve início na Praça da Sé e seguirá ao longo do dia passando  em frente ao Pateo do Colégio, Largo São Bento e Largo São Francisco, onde haverá um ato inter-religioso conclusivo.

“O grito é um momento de denúncia, mas também de anúncio da construção de uma sociedade justa e igualitária”, comentou Pedrini.

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