SÃO PAULO

Pastoral da Saúde

Em encontro estadual, Pastoral da Saúde reforça sua identidade e missão

Por Fernando Geronazzo
05 de junho de 2019

“A Pastoral da Saúde a serviço da vida e da esperança”, o evento teve o objetivo de aprofundar a identidade e missão desse serviço eclesial e promover a integração dos agentes das diferentes dioceses do Estado de São Paulo

Luciney Martins / O SÃO PAULO

O IV Congresso Estadual da Pastoral da Saúde reuniu cerca de 300 pessoas no domingo, 26, no auditório da Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência, na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo.

Com o tema “A Pastoral da Saúde a serviço da vida e da esperança”, o evento teve o objetivo de aprofundar a identidade e missão desse serviço eclesial e promover a integração dos agentes das diferentes dioceses do Estado de São Paulo.

CONFERÊNCIAS

Um dos conferencistas foi o Padre Arlindo José Vicente Júnior, Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Diocese de Limeira (SP). Ele falou sobre o significado do sacramento da Unção dos Enfermos e sua relação com a Pastoral da Saúde. Também apresentou a origem bíblica desse sacramento e a evolução do rito ao longo da história.  

Em seguida, o Padre refletiu sobre como os agentes da Pastoral, na maioria leigos, podem auxiliar na conscientização sobre a importância da Unção, bem como identificar o momento oportuno para chamar o sacerdote, que é quem ministra o sacramento.

Padre Walter Merlugo Junior, Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), explicou como a Pastoral da Saúde se insere na estrutura da Igreja no Brasil. Ele destacou que os agentes devem ter consciência de que todas as pastorais sociais se articulam. “Quando o agente visita um doente, ele se depara com outras pessoas em situações [delicadas] que também precisam de atenção e cuidado da Igreja”, afirmou.

Na parte da tarde, houve uma mesa de debates sobre a conjuntura atual da saúde no País, que tratou das atuais políticas públicas para a área, bem como a situação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A EXEMPLO DE JESUS

A missa de abertura do Congresso foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo. Na homilia, Dom Odilo enfatizou que o cuidado aos doentes está na origem da Igreja. “Entre as recomendações finais de Jesus estão: ‘Anunciai o Evangelho e cuidai dos doentes’”.

O Arcebispo recordou que, nos Evangelhos, Jesus se apresenta como a cura completa de todo mal. “Curar e salvar é a mesma palavra na língua de Jesus. Seu próprio nome, na língua Hebraica, significa ‘Deus salva’”.

MISSÃO DE AMOR

Sobre a missão da Pastoral da Saúde, o Cardeal destacou que, além do empenho pela melhoria das condições de saúde no País, há um aspecto da missão próprio de uma organização eclesial: “Sendo vocês enviados pela Igreja como encarregados de ir ao encontro dos doentes, tenham sempre presente que vocês são sinais e testemunhas da esperança e da confiança em Deus.”

“O trabalho de vocês não é uma rotina, é uma missão de amor às pessoas. Façam isso com a caridade de Cristo”, completou Dom Odilo.

A PASTORAL

A Pastoral da Saúde está nas 42 dioceses do Estado, com 35.860 agentes ativos. Em 2018, foram realizadas cerca de 9 milhões de visitas. “É um pequeno exército. Nós vivemos com amor e pelo amor. Como lembra São Camilo de Lellis [fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos], sempre estamos com o coração na mão, levando-o para o próximo”, afirmou, ao O SÃO PAULO, José Gimenes, Coordenador da Pastoral da Saúde no Estado e na Arquidiocese de São Paulo.

Padre João Inácio Mildner, Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde da Arquidiocese, ressaltou que é importante sempre reavivar nos agentes o compromisso da Pastoral com a promoção da dignidade humana e com a defesa da vida. “A vida é um dom de Deus e, como lembrava São João Paulo II, a missão da Igreja é defender a vida desde o ventre materno até a morte natural”, afirmou.

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