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Eleições 2018: Apuração

Por Daniel Gomes
11 de outubro de 2018

Bolsonaro e Haddad chegam ao 2º turno com o discurso de unir o brasil. Eleições legislativas reequilibram forças na câmara e no senado

Agência Brasil

A 8ª eleição presidencial desde a redemocratização do Brasil será decidida em 2º turno entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). 

Na votação realizada no domingo, 7, Bolsonaro foi o escolhido de 49,2 milhões de eleitores (46,03% dos votos válidos), enquanto Haddad teve 31,34 milhões de votos (29,28%). Os mais votados na sequência foram Ciro Gomes (PDT), com 12,47%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,76%. Outros nove candidatos concorreram à Presidência da República.

Ainda em recuperação cirúrgica após ser atingido por uma facada no abdômen no início de setembro, Bolsonaro dirigiu- -se aos eleitores em um vídeo pela internet na noite do domingo. Ele apontou que o Brasil está “à beira do caos” e defendeu uma união nacional contra um novo governo do PT. “Temos tudo para ser uma grande nação. Temos que unir o nosso povo, unir os cacos que nos fez o governo da esquerda no passado”. 

Discursando a correligionários em São Paulo, Haddad também falou em uma união nacional contra o que chamou de risco à democracia. “Esta eleição coloca muita coisa em jogo. O próprio pacto da Constituinte de 1988 está em jogo em função das ameaças que sofre quase diariamente”. O presidenciável também disse já ter iniciado conversas com Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (REDE) para uma possível aliança no 2º turno. 

 

 

 

MUDANÇAS NO CONGRESSO NACIONAL

As eleições do domingo ocasionaram a mudanças significativas na composição do Congresso Nacional. 

Dos 513 eleitos para a Câmara dos Deputados, 240 darão sequência ao mandato que obtiveram em 2014 (46,8% do total). Portanto, mais da metade da nova legislatura será diferente da atual, embora em alguns casos os “novos nomes” sejam políticos com histórico no Congresso, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. 

Em São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL) obteve o recorde de votos na história para um deputado federal, com 1,8 milhão de votos. A lista dos cinco mais votados da bancada paulista teve ainda Joice Hasselmann (PSL), Celso Russomanno (PRB), reeleito pela 6ª vez; Kim Kataguri (DEM), um dos líderes das manifestações de rua para o impeachment de Dilma Rousseff; e Tiririca (PR), reeleito. 

No Senado, o quadro de renovação foi ainda mais abrangente, já que apenas oito dos 33 senadores que concorreram à reeleição obtiveram sucesso. Algumas situações foram emblemáticas, como as não reeleições do atual presidente da casa, Eunício Oliveira (MDB-CE); de Romero Jucá (MDB-RR), que esteve no cargo por 24 anos e foi líder no Senado de quatro presidentes da República; e Magno Malta (PR-ES), apoiador declarado de Bolsonaro. O PT também sofreu derrotas expressivas, como da ex- -presidente Dilma Rousseff (em Minas Gerais), do atual senador Lindbergh Faria (no Rio de Janeiro) e do ex-senador Eduardo Suplicy, que em São Paulo foi superado pelo Major Olímpio (PSL) e por Mara Gabrilli (PSDB).  

(Com informações do G1, Folha de S.Paulo e Agência Brasil)
 
 
 
 
 
 
 

 

 

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