Educar é uma tarefa que tem começo e não tem fim para os pais

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22 de agosto de 2018

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o professor Luiz Marins falou sobre os desafios na educação dos filhos no contexto atual, tema da palestra “Filhos: Educar, Delegar ou Abdicar?”, ministrada por ele Colégio Catamarã, em São Paulo, na quarta-feira, 22. Luiz Marins é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ex-professor da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e Professor Convidado em cursos de PósGraduação em Universidades no Brasil e no exterior. É Presidente da Fundação Luiz Almeida Marins Filho, que realiza projetos comunitários tendo como foco ensinar a aprender, e já tem mais de 25 mil crianças em escolas públicas.
 

O SÃO PAULO – QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESAFIOS E OPORTUNIDADES NO PROCESSO EDUCATIVO DOS FILHOS ATUALMENTE?

Luiz Marins – A sociedade atual é espantosamente dinâmica, instável e evolutiva. A velocidade e a universalidade das informações fazem com que seja um desafio educar os filhos a terem domínio da vontade, a escolher e focar nas coisas essenciais e não nas acidentais e saber selecionar, sintetizar, discernir e distinguir.

Para isso, temos de saber o que queremos para nós próprios como pais, e, em seguida, para nossos filhos, e transmitir a eles, pelo diálogo permanente e principalmente pelo nosso exemplo e coerência de vida, uma educação alicerçada em valores permanentes e não transitórios, com base em princípios elevados de ética e civilidade.

 

SUA PALESTRA NO COLÉGIO CATAMARÃ (22/8) TEM O TÍTULO ‘FILHOS: EDUCAR, DELEGAR OU ABDICAR?’ COMO VOCÊ ABORDA ESSE TEMA?

Educar tem sua origem etimológica em ex-ducere que significa extrair do educando seu potencial de líder. Essa é uma tarefa que tem começo e que não tem fim para os pais. Os pais podem e devem delegar parte desse processo para a escola, para a empresa, para a sociedade, mas jamais poderão abdicar. Delegação exige total participação daquele que delega para garantir que os objetivos sejam atingidos. Abdicar significa desistir, entregar totalmente a outro uma tarefa. Vejo hoje que muitos pais confundem delegar com abdicar. Muitos pais querem terceirizar a educação de seus filhos de forma totalmente abdicada e quem abdicar o indelegável sempre pagará muito caro por seu erro.

 

NESSE CONTEXTO, COMO SER UM MELHOR PAI, UMA MELHOR MÃE?

Participar, ativamente. Dar exemplo de coerência de vida. Ser pai ou mãe não é tarefa de meio período, de meia responsabilidade. Com a aceleração da informação e do processo de mudança científica e tecnológica, os pais devem proporcionar aos filhos ferramentas que os farão ter sucesso em qualquer profissão, em qualquer lugar do mundo e em qualquer cultura ou nacionalidade. Por isso, a educação alicerçada em valores permanentes, moral e eticamente construída, é essencial. Os pais devem ter em mente que sua missão é formar uma pessoa para ter sucesso, mas lembrar que “sucesso” não é ser uma pessoa rica e famosa, mas, sim, uma pessoa de bem.

 

QUAIS SÃO OS MÉTODOS MAIS ADEQUADOS E EFICAZES PARA COLOCAR LIMITE NOS FILHOS?

O exemplo. O que os filhos mais odeiam é a incoerência entre o discurso e a prática dos pais. Primeiro, os pais precisam decidir qual é o seu próprio conjunto de crenças e valores e viver isso no cotidiano, no dia a dia, sem falsidade e discursos vãos. 

Depois, o diálogo franco, aberto, afetivo e com autoridade (que vem de augere = fazer crescer) fará o resto.

 

MUITO SE TEM FALADO DOS MILLENNIALS (GERAÇÃO Y). COMO OS PAIS PODEM ENTENDER MAIS O JEITO DE SER E A CABEÇA DOS FILHOS?

Essa é a “Geração C” (conectada). Por ter sido superprotegida pelos pais, apesar de trabalharem bem com novas tecnologias, é uma geração muito insegura e com medo. Esses jovens foram “vacinados” pelos pais contra problemas e dificuldades e, portanto, não desenvolveram a resiliência. Têm medo do trabalho, do casamento, das relações permanentes e duradouras. Querem viajar, experimentar e acreditam poder viver como eternos adolescentes, o que no fundo sabem ser impossível. 

Os pais erraram ao superproteger os filhos, foram sempre muito permissivos e, hoje, os jovens os criticam por sentiremse despreparados e inseguros para enfrentar o mundo fora de casa, a vida real.

 

O QUE SE PODE FAZER PARA QUE O USO DE SMARTPHONES, VÍDEO GAMES E OUTROS RECURSOS DIGITAIS NÃO PREJUDIQUEM A CONVIVÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS?

Esses produtos da tecnologia não são ruins ou bons em si. São como uma faca, que posso usar para descascar uma laranja ou ferir outra pessoa.

Pais que dialogam, que educam verdadeiramente e não abdicam da educação, saberão usar as tecnologias de forma positiva na educação de seus filhos, pois são ferramentas espetaculares para a formação, aprendizagem, diálogo e autoconhecimento. O que assisto são tentativas inúteis de proibir e querer que os filhos pensem e ajam como adultos no uso dessas tecnologias. 

Esses jovens são “nativos digitais” – já nasceram com um mouse na mão –, e os pais são “imigrantes digitais” com um horrível “sotaque” ao usar novas tecnologias porque nasceram no tempo da televisão, das revistas e jornais impressos. Como é uma geração conectada, que vive e trabalha em rede, se os pais não entenderem isso, estarão falando para as paredes e o gap geracional aumentará todos os dias.

 

COMO TORNAR O ALUNO “CONECTADO” EM UM ALIADO NO APRENDIZADO DA MATÉRIA E NÃO APENAS LIMITÁ-LO NO USO DO CELULAR DENTRO DA SALA DE AULA?

O professor e a escola não têm mais o monopólio do saber, menos ainda da informação. Escola, professores e alunos devem, juntos, buscar o conhecimento, discutir, aprender a pensar, a desenvolver uma consciência crítica sobre a informação e, principalmente, alicerçar o conhecimento e a própria vida em valores permanentes que farão com que aquela criança e aquele jovem possam ser pessoas que contribuam para a construção de um mundo melhor, mais ético, mais humano, menos injusto.

 

NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES O NÚMERO DE ADOLESCENTES COM DEPRESSÃO CRESCE. COMO ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO E MOTIVAÇÃO, VOCÊ ACREDITA QUE EXISTE ALGUMA RELAÇÃO DESSE AUMENTO DA DEPRESSÃO COM A EDUCAÇÃO DOS FILHOS?

Claro que sim. O problema é que esses jovens não veem sentido na vida. A família não é mais um lugar de alegria, felicidade e paz. Pais e mães, exaustos de tanto trabalhar, mais discutem e competem do que formam um lar alegre. Os pais dizem lutar para que os filhos tenham sucesso. Mas sucesso para eles é que os filhos sejam “bem-sucedidos” materialmente. 

A depressão e o suicídio entre jovens são falta de um propósito para viver. Para eles não vale a pena viver a vida de seus pais, isso sem contar a corrupção, as mazelas da sociedade, as mentiras por toda a parte etc. Vale a pena? É esse o questionamento que fazem. Essa nova geração não quer a vida de seus pais. Ela quer uma vida com sentimento de missão e propósito. E nós não temos sido capazes de oferecer isso a ela.
 

COMO VOCÊ ENXERGA A RELAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS NOS PRÓXIMOS 10 ANOS? COMO DEVEMOS NOS PREPARAR PARA ESSA NOVA REALIDADE?

A educação irá retornar às suas origens filosóficas. Os pais compreenderão que precisam exercer, sem medo, a sua autoridade, para construir pessoas de bem e não só efemeramente felizes. 

Pessoas que sejam livres pela autodisciplina, pela clareza de propósitos, pelo servir, pela ética, pela coerência entre o que pensam, o que dizem e o que fazem. Pessoas que façam bom uso dos bens materiais sem serem escravizados por eles e que consigam ver que a verdadeira felicidade está realmente no amor cristão, livre e consciente e que, portanto, equilibradas mental e emocionalmente, sejam roteiristas de sua própria história. 


 



 

 

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Cursos EAD da Pastoral Juvenil recebem inscrições até dia 31

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14 de agosto de 2018

Vão até agosto, 31, as inscrições para os cursos gratuitos de Educação à Distância (EAD) oferecidos pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). São três possibilidades de formação para os interessados: “Liderança e Coordenação de Jovens”, “Assessores de Jovens” e “Políticas Públicas”. Os cursos têm duração de três meses e será entregue certificado para quem cumprir os requisitos. As aulas começam no dia 1º de setembro de 2018.

Os cursos usam o sistema de educação à distância, sendo possível o estudante ter acesso à plataforma em qualquer lugar. Semanalmente será disponibilizado o material da aula, que inclui materiais para leitura, vídeo e envio de atividades, estas necessárias para receber o certificado. Há também um fórum de discussão para dúvidas dos alunos. Para os participantes do curso de “Liderança e Coordenação de Jovens” há ainda a possibilidade de oficinas presenciais após o curso, desde de que sejam solicitadas e aplicadas pelas dioceses. 

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Começa prazo para entrega de documentos da lista de espera do Prouni

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03 de agosto de 2018

Os candidatos selecionados na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm de hoje (3) até a próxima segunda-feira (6) para entregarem na instituição de ensino a documentação que comprove as informações prestadas no momento da inscrição.

A relação com a documentação necessária pode ser acessada no site do programa. A lista de espera é usada pelas instituições de ensino para ocupar as bolsas que não foram preenchidas na primeira e segunda chamadas do programa.

ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Ao todo, no processo seletivo, são ofertadas 174.289 vagas, sendo 68.884 bolsas integrais e 105.405 parciais, em 1.460 instituições.

Para concorrer a bolsas integrais, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. No caso de bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

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Termina hoje prazo para candidatos ao ProUni entregarem documentos

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23 de julho de 2018

Termina hoje (23) o prazo para os candidatos pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) apresentarem nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição. Essa chamada se refere à seleção do segundo semestre de 2018.

A pré-seleção assegura ao candidato apenas a expectativa de direito à bolsa. Aquele que estiver na lista deve ir à instituição de ensino com a documentação necessária, que está descrita na página do ProUni na internet.

O candidato deve verificar, na instituição, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicarão, automaticamente, na reprovação do candidato.

Quem não foi selecionado em nenhuma das chamadas pode aderir à lista de espera nos dias 30 e 31 de julho, na página do ProUni. A lista de espera será divulgada no dia 2 de agosto.

O ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Ao todo, neste processo seletivo, serão ofertadas 174.289 bolsas, sendo 68.884 integrais e 105.405 parciais, em 1.460 instituições.

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Inscrições para cursinho pré-vestibular da Unesp vão até dia 15

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04 de julho de 2018

O Cursinho Pré-Universitário Atena, projeto de extensão promovido por alunos do Instituto de Biociências (IB) da Unesp Campus Botucatu, está com inscrições abertas. Até 15 de julho, jovens poderão participar do processo seletivo que acontece nas cidades de Botucatu e São Manuel.

Para efetuar a inscrição, os interessados deverão acessar o blog do Cursinho Atena, onde encontrarão formulários eletrônicos que deverão ser preenchidos corretamente. Chegará, então, a fase de seleção, que será realizada por entrevistas socioeconômicas. As etapas estão marcadas para o período de 17 a 19 de julho, em Botucatu, e de 31 de julho a 2 de agosto, em São Manuel. Na oportunidade, o candidato deverá levar uma lista de documentos, que está relacionada abaixo.

Desde o início do ano, cerca de 180 jovens se preparam para os vestibulares de fim de ano. Agora, com o semiextensivo, a estimativa é abrir 80 novas vagas para Botucatu (com aulas no campus Rubião Júnior e na escola “Rafael de Moura Campos”) e outras 35 em São Manuel (aulas na escola “Prof. Walter Carrer”).

A proposta é oferecer aulas gratuitas de revisão de conteúdos abordados no Ensino Médio a estudantes que não têm condições financeiras de investir em um cursinho preparatório ao vestibular.

Mais informações sobre o Cursinho Pré-Universitário Atena podem ser obtidas pelo e-mail cursinhodoibb@gmail.com ou pelo Facebook. A iniciativa, que completa 18 anos em 2018, conta com apoio da direção do Instituto de Biociências Botucatu, do Centro Acadêmico V de Junho e da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Unesp.

Preparação

Também em Botucatu, existe uma iniciativa específica semelhante para alunos que pretendem cursar Veterinária. A ideia é aproximar os estudantes do ensino médio, sem condições de pagar um curso preparatório, do dia a dia da universidade, dando a eles a possibilidade de ampliar os conhecimentos.

Segundo a professora Noeme Sousa Rocha, do Departamento de Clínica Veterinária da FMVZ e coordenadora do cursinho, a interação com os universitários é um aspecto que estimula e esclarece os vestibulandos em muitos aspectos. “Não oferecemos somente as disciplinas que fazem parte da grade curricular dos cursos preparatórios convencionais. A cada turma também são oferecidas palestras sobre profissões e valores sociais como, por exemplo, importância da família ou vida em sociedade”, destaca a docente.

“Além disso, são programadas visitas às próprias instalações da Faculdade, entre outras ações afirmativas. Os vestibulandos passam a ter uma outra visão da Universidade e assim todos os envolvidos praticam e valorizam a cidadania”, acrescenta Noeme Sousa Rocha.

“Sempre estudei em escolas públicas e depois, fiz um ano do cursinho da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o que me ajudou a suprir as lacunas que o ensino público deixou. Cheguei cheia de dúvidas e os professores foram excelentes e os coordenadores muito atenciosos. Saí daqui sabendo o que eu deveria ter aprendido em três anos. Foi uma experiência maravilhosa”, conta Victória Cristina Lucifeiro Carneiro, uma das estudantes aprovadas em Zootecnia na FMVZ em 2018.

Confira a relação de documentos que precisam ser apresentados:

– Cópia do RG (e original) do (a) candidato(a)
– Cópia do RG ou CPF de todos os residentes da casa
– Cópia da conta de água e luz (é necessário ter o valor da conta)
– Cópia de comprovante do pagamento de aluguel ou prestação da casa
– Cópia de comprovante de gastos médicos (se houver)
– Cópia do holerite dos trabalhadores onde reside o candidato (caso seja profissional autônomo ou não possuir carteira assinada, trazer declaração à mão do trabalhador da sua média salarial mensal. Se está desempregado, trazer carteira de trabalho com xerox do último registro e da próxima folha em branco)

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MEC terá novo sistema de exames e passará a avaliar creche em 2019

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28 de junho de 2018

A educação infantil será avaliada pela primeira vez no ano que vem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Atualmente, as avaliações nacionais são aplicadas apenas a partir do ensino fundamental. Ao contrário das outras etapas, as crianças das creches e pré-escolas não terão que fazer nenhuma prova. A avaliação será por meio de questionários aplicados a professores, dirigentes e equipe escolar.

Serão avaliadas por exemplo questões de infraestrutura e formação dos professores. As escolas serão bem ou mal avaliadas se ofertarem as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças. Entram no cálculo, entre outras questões, a oferta de brinquedos. O anúncio foi feito hoje (28), pelo ministro da Educação, Rossieli Soares.

“Aumentamos o acesso e não conseguimos olhar para os fatores de qualidade de qual educação está sendo entregue nas creches e na educação infantil”, diz. O Brasil tem hoje segundo o Inep, cerca de 32% das crianças de até 3 anos matriculadas em creches e 91,5% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em pré-escolas.

O ministro diz que a intenção é que os pais e responsáveis das crianças também possam fazer parte da avaliação. A expectativa é que isso ocorra a partir de 2021.

Além da avaliação da educação infantil, o Inep vai reformular o sistema de avaliação de toda a educação básica. Os diversos nomes das provas: Prova Brasil, Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), entre outras, deixarão de existir e todas as avaliações são identificadas como etapas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Ao todo, o sistema terá seis etapas de avaliação: creche, pré-escola, 2º ano do ensino fundamental, 5º ano do ensino fundamental, 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio.

Todas as avaliações, incluindo a da educação infantil serão feitas de dois em dois anos, sempre nos anos ímpares. Os resultados serão divulgados nos anos pares. As mudanças passam a valer em 2019.

Alfabetização antecipada

A ANA, aplicada no 3º ano do ensino fundamental deixará de existir. Agora os estudantes serão avaliados no 2º ano, geralmente com 7 anos, sobre o que aprenderam em língua portuguesa e matemática. A primeira prova será no ano que vem. A mudança ocorre para adequar a avaliação à Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental (BNCC), homologada pelo MEC no final do ano passado. A Base estabelece os conteúdos mínimos que deverão ser ensinados em todas as escolas do país.

Pela Base, as crianças, em todo o país, deverão ter acesso desde cedo a conteúdos de português e matemática. Até o 2º ano do ensino fundamental, os estudantes deverão ser capazes de ler e escrever. Além disso, aprenderão conteúdos de estatística e probabilidade.

“A BNCC puxou a alfabetização para o 2º ano e, agora com a avaliação desse ano teremos indicadores”, diz o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima. Os municípios são os principais responsáveis pela oferta de educação infantil e fundamental. Lima também elogiou a inclusão da educação infantil no sistema de avaliações e disse que essa é uma demanda antiga dos dirigentes e que vem sendo discutida há anos.

Com o anúncio da mudança, ANA não será aplicada este ano.

Ciências passarão a ser avaliadas  

As avaliações do 5º e do 9º ano, antiga Prova Brasil, continuarão sendo aplicadas. Elas avaliarão as habilidades dos estudantes em língua portuguesa e matemática. Haverá, no entanto, uma novidade: a prova do 9º ano passará a avaliar a partir de 2019 ciências da natureza e ciências humanas.

A mudança aproxima a avaliação brasileira de avaliações internacionais como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aos estudantes de 15 anos de diversos países. Em 2015, na última avaliação, o Brasil ficou em 63ª posição em ciências, em um ranking com 70 países ou regiões.

Apesar de serem avaliadas em ciências, a competência não entrará no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pelo menos até a avaliação de 2021, quando termina a série histórica do índice. O Ideb é considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos para português e matemática do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Segundo o ministro, a intenção é que ciências passe a valer também para indicar a qualidade das escolas a partir de 2023.

Ensino Médio  

Os estudantes do 3º ano do ensino médio serão avaliados no ano que vem em língua portuguesa e matemática. Os estudantes do ensino médio eram avaliados de forma amostral. A partir de 2017, a prova passou a ser censitária, aplicada em todas as escolas públicas. A avaliação seguirá com esse formato.

Com a aprovação da BNCC para o ensino médio, atualmente em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), a intenção é que esses estudantes passem, no futuro, a ser avaliados também em ciências humanas e da natureza.

Inclusão de escolas privadas

As avaliações não serão obrigatórias para as escolas particulares, mas aquelas que quiserem poderão aderir ao sistema. “Nós estamos discutindo avançar a necessidade da avaliação em todas as escolas privadas. É uma agenda que o MEC vai discutir com a sociedade nos próximos dias para que a gente coloque sempre um olhar de qualidade para a educação pública e também para as escolas privadas", diz o ministro da Educação.

Aplicação eletrônica

A partir do ano que vem, os questionários aplicados a professores, dirigentes e diretores escolares, com exceção dos aplicados aos estudantes, serão eletrônicos. O Inep testará de forma piloto a aplicação eletrônica da própria avaliação aos estudantes. A versão digital será testada em algumas escolas. Os estudantes farão a prova regular e, além disso, a versão eletrônica, apenas para teste.

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Escolas estaduais realizam matrículas de novos alunos no mês de julho

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26 de junho de 2018

A Secretaria da Educação do Estado informa que, durante o mês de julho, as escolas da rede paulista de ensino recebem matrículas de novos alunos. Vale destacar que, a partir desta quinta-feira (28), 3,7 milhões de estudantes cadastrados matriculados em unidades sob responsabilidade da pasta entram em período de férias.

A data, prevista no calendário publicado no Diário Oficial, é a mesma em todas as 5 mil escolas de Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos. As atividades do segundo semestre têm início programado para o dia 30 de julho.

De modo a assegurar o cumprimento dos 200 dias letivos, previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as unidades devem encerrar a programação pedagógica na segunda quinzena de dezembro.

Escola da Família

Durante o período de férias, o programa Escola da Família também entra em recesso, com pausa até 21 de julho. Os últimos dias de atividades serão os próximos sábado (30) e domingo (1º).

De acordo com a Secretaria da Educação, serão retomadas, na volta, as ações da Campanha do Agasalho. Assim, roupas, calçados e cobertores usados e em boas condições podem ser entregues. Todo o material arrecadado é repassado a entidades assistenciais.

Para realizar a matrícula, os interessados devem se dirigir à unidade de ensino mais próxima de casa ou do trabalho e preencher o formulário. É indicada a apresentação de documento de identidade (certidão de nascimento e RG) e comprovante de residência. No caso de alunos menores de idade, o cadastro deve ser feito pelos pais ou responsáveis.

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Secretários estaduais de educação discutem reforma do ensino médio

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26 de junho de 2018

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) discutiu, em uma reunião na capital paulista hoje (25), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a aplicação do novo projeto de ensino médio nas escolas. Além dos secretários estaduais, esteve presente o ministro da Educação, Rossieli Soares, que abriu o encontro defendendo o projeto que flexibiliza o currículo das escolas.

“Estados [com governos] de todas as matrizes políticas apresentaram modelos de implementação, programação, o que fazer [para aplicar a BNCC]. Todos estão trabalhando, remando na mesma direção. A discussão faz parte, nós temos várias medidas, o Consed vai ouvir todas as suas redes, as secretarias estaduais e vão opinar para a base nacional comum”, disse o ministro. Segundo Soares disse, no momento certo, o CNE vai discutir a proposta. “O que a gente viu aqui é que governos da Bahia, do Distrito Federal, da Paraíba, entre tantos, têm feito um processo de discussão para construção [da BNCC] em conjunto com os professores”.

Os debates sobre as mudanças no ensino médio continuam amanhã (26) com secretários estaduais e o Ministério da Educação (MEC), no entanto, a implementação da reforma do currículo depende de aprovação pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Proposta

A proposta do governo faz algumas mudanças profundas no currículo, como a autorização de cursos de ensino médio à distância, a permissão de contratar professores com base no notório saber e o fim da obrigatoriedade de várias disciplinas tradicionais, como história, física e biologia. Apenas português e matemática continuam sendo obrigatórias. As alterações são alvo de crítica de professores e estudantes.

No último dia 8, a audiência pública, organizada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que discutiria a BNCC, também na capital paulista, teve que ser cancelada devido a manifestações contrárias à proposta do Ministério da Educação (MEC). Professores e estudantes tomaram o palco com palavras de ordem e os organizadores da audiência decretaram que seria impossível continuar os trabalhos. 

Na ocasião, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp),  disse que as mudanças vão provocar um “apartheid educacional” no Brasil. Segundo a categoria, com exigências tão mínimas, o resultado pode ser escolas boas para quem pode pagar e ruins para alunos da rede pública.

Apresentada pelo MEC em abril, a proposta está explicada em um site, no qual se afirma que a construção do projeto é democrática e envolveu educadores e sociedade.

Mudanças em secretarias e ministério

Para Cesar Callegari, que integra o Conselho Nacional de Educação (CNE) e preside a comissão responsável pela elaboração Base Nacional Comum Curricular, a reunião desta segunda-feira deve ser vista com reservas, pois 20 dos 27 dos secretários de educação estão em mandatos transitórios, substituindo os antigos titulares da pasta que se afastaram para disputar cargos eletivos em seus estados. O próprio ministro da educação está em situação semelhante.

“Um assunto tão importante como a reforma do ensino médio e a respectiva BNCC não pode ser tratado de forma açodada e subordinada ao calendário administrativo do MEC. Uma reforma e uma BNCC do ensino médio precisam nascer com a legitimidade de interlocutores que assumam compromissos com a sua implementação”, disse Callegari.

Para o ministro, a discussão não deve parar em função das eleições. “A gente tem que parar de querer parar o Brasil todo ano de eleição. O Brasil continua e a gente precisa continuar discutindo, se não a gente perde anos e anos e não chega a lugar nenhum. O calendário eleitoral é uma coisa e o calendário técnico é outra. Todos estão querendo trabalhar nesse sentido”, disse Soares.

O CNE não tem prazo determinado para aprovar as mudanças no currículo. A audiência cancelada em São Paulo foi a segunda de uma série de cinco organizadas pelo conselho para discutir o currículo do ensino médio, uma em cada região do país. As próximas estão marcadas para ocorrer entre julho e agosto, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A primeira consulta pública, ouviu representantes da Região Sul do país e ocorreu em maio em Florianópolis.

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Confira os locais de exame do Vestibulinho das Etecs 2018

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22 de junho de 2018

A prova do processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o segundo semestre de 2018, neste domingo, dia 24 de junho, às 13h30, terá quatro horas de duração. Os portões das escolas serão abertos às 12h30 e fechados às 13h30. Após esse horário não será permitida a entrada de nenhum candidato.

Os inscritos podem conferir a lista dos locais de exame no site www.vestibulinhoetec.com.bre nas unidades em que o candidato deseja estudar.

Para fazer a prova, é preciso levar caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis preto nº 2, borracha, régua e o original de um dos seguintes documentos: cédula de identidade (RG); cédula de identidade de estrangeiros (RNE) dentro da validade; carteira nacional de habilitação dentro da validade ou com até 30 dias do vencimento, conforme legislação em vigor; documento expedido por ordens ou conselhos profissionais, dentro da validade, que, por lei federal, vale como documento de identidade em todo o País (exemplo: OAB, Coren e Crea, entre outros); carteira de trabalho e previdência social (CTPS) ou passaporte brasileiro dentro da validade.

Exame – primeiro termo do Ensino Técnico Integrado ao Médio na modalidade EJA e para cursos do Ensino Técnico (presencial, semipresencial e online)

A prova terá 50 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas, relacionadas às diferentes áreas do saber (científico, artístico e literário), à comunicação e à expressão, em diversos tipos de linguagem, abrangendo conhecimentos comuns do Ensino Fundamental, de 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano.

O gabarito oficial da prova será divulgado no dia 24 de junho, a partir das 18 horas, nos sites www.cps.sp.gov.br e www.vestibulinhoetec.com.br.

Exame – Vagas Remanescentes

A prova teste para avaliação e certificação de competências para acesso às vagas remanescentes de segundo módulo terá 30 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas, relacionadas às competências profissionais do primeiro módulo da habilitação escolhida.

O gabarito oficial da prova teste será divulgado no dia 25 de junho, a partir das 14 horas, nos sites www.cps.sp.gov.br e www.vestibulinhoetec.com.br.

Exame – Especialização de Nível Médio

A prova teste para os cursos de especialização técnica terá 30 questões objetivas, cada uma com cinco alternativas relacionadas às competências específicas de aprendizagem na habilitação técnica da formação do candidato.

O gabarito oficial da prova teste será divulgado no dia 26 de junho, a partir das 14 horas, nos sites www.cps.sp.gov.br e www.vestibulinhoetec.com.br.

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Sisu: matrícula e lista de espera começam hoje

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22 de junho de 2018

Começa hoje (22) o prazo de matrícula para os estudantes selecionados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O resultado está disponível na página do programa. Aqueles que foram aprovados devem ficar atentos aos dias, horários e locais definidos por cada instituição de ensino. 

Nesta edição, o Sisu oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O prazo para os selecionados se matricularem vai até o dia 28. 

Lista de espera

Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera. O prazo para que isso seja feito começa também hoje e vai até o dia 27. A convocação dos candidatos em lista de espera será de 3 de julho a 21 de agosto. Para participar, basta acessar o sistema na internet e confirmar o interesse.  

A lista de espera vale apenas para a primeira opção de curso feita na hora da inscrição. Além dos candidatos que não foram selecionados em nenhuma das opções, podem participar aqueles que foram selecionados para a segunda opção de curso, feita também na hora da inscrição.   

Sisu

O Sisu oferece vagas no ensino superior, em instituições públicas. Nesta edição, puderam concorrer os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e obtiveram nota acima de zero na redação.

As vagas serão oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.

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