Eternizar o ‘lugar onde vivo’ com histórias escritas dentro da escola

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13 de abril de 2019

Com o objetivo de contribuir com a melhoria do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita nas escolas públicas, de gerar uma reflexão sobre esses aspectos, a partir das vivências pessoais dos alunos, contemplando teoria e prática, é que a Olimpíada de Língua Portuguesa promove, há seis edições, atividades para a formação de professores de Língua Portuguesa e a realização do concurso que conta com participação de estudantes e docentes.

INÍCIO

A história do concurso entre escolas públicas vai ao encontro da criação do Programa Escrevendo o Futuro - uma iniciativa do Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC) e com a parceria do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e o Canal Futura - criado para apoiar a formação de professores de Língua Portuguesa e aprimorar o trabalho com leitura e escrita.

Em 2008, o programa estabeleceu uma parceria com Ministério da Educação (MEC) para a realização de um concurso de produção de textos, o que hoje é conhecida como a Olimpíada de Língua Portuguesa, que envolve professores e estudantes do 5º ano do Ensino do Ensino Médio das escolas públicas de todo o País.

Maria Aparecida Laginestra, Coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo CENPEC, explicou que “os textos são produzidos a partir de oficinas e atividades realizadas em sala de aula, segundo uma metodologia para o ensino de Língua Portuguesa oferecidas pelo Programa”.

IMPORTÂNCIA PARA A ESCOLA E PARA A VIDA

A metodologia adotada aborda conteúdos didáticos previstos no ensino de Língua Portuguesa, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular.

Para os professores, é oferecida a oportunidade de complementar sua formação, participando dos diversos cursos a distância e utilizando as publicações e recursos didáticos oferecidos pelo Portal Escrevendo o Futuro para perfeiçoar sua prática docente. Para os alunos, é a chance de aprimorar e aprender novas habilidades leitura e escrita em diversos gêneros textuais.

Além disso, estudantes e professores que chegam à fase semifinal do concurso viajam juntos para uma capital do País, onde participam de atividades culturais e de formação.

ETAPAS

Dividida em duas etapas, os anos com finais ímpares são destinados à capacitação dos profissionais que conduziram os alunos nas atividades, que ocorrem no ano seguinte. Para que a inscrição no concurso seja efetivada, é preciso que antes as respectivas secretarias de educação façam a adesão das escolas cadastradas.

Após isso, iniciam-se as oficinas em sala de aula, de acordo com os anos escolares e gêneros textuais envolvidos no concurso: Poema, para os 5º anos do Ensino Fundamental; Memórias Literárias para os 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; Crônica, para os 8º e 9º ano do Ensino Fundamental; Documentário, para os 1º e 2º ano do Ensino Médio; e Artigo de Opinião, para os 3º anos do Ensino Médio.

As produções serão avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos no material didático orientador e no regulamento da Olimpíada, nas etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, até a nacional.

‘O LUGAR ONDE VIVO’

Em todas as suas edições, a Olímpiada pretende por meio de seu tema central “O lugar onde vivo” valorizar a interação de crianças, adolescentes e jovens e professores com seus territórios e comunidades, transformando essas perspectivas em frases, versos e histórias, que quando escritas são eternizadas.

Aos 15 anos, Ana Heloisa Coelho ganhou, em 2016, a medalha de ouro na categoria crônica ao escrever: “O palhaço e o menino”. Ana era aluna do 1º ano do Ensino Médio da ETEC Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP) quando decidiu contar a história dos artistas de rua de sua cidade.

A inspiração para escrevê-la veio enquanto aguardava sua mãe dentro de um carro no centro de Piracicaba, e viu um palhaço -, curiosamente, no mesmo momento a estudante ouvia uma música do grupo musical Teatro Mágico, que falava sobre um palhaço pintado de piada. O fato fez com que ela decidisse expressar a vida no trânsito e o valor que os artistas de rua deveriam receber. Em seu texto, uma criança não oferece dinheiro como pagamento pelo trabalho, mas sim uma flor, simbolizando a gratidão.

UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

Ana Heloisa esteve em Porto Alegre (RS) para uma das etapas do programa: “Nós conhecemos uma cidade nova, aprendemos uma nova forma de enxergar o mundo escrevendo uma crônica”, expressou.

Seu sentimento com as diferentes realidades mudou com a ida ao Rio Grande do Sul. Lá, teve contato com alunos que não tinham ao menos roupas para viajar e que foram ajudados pela mobilização de suas respectivas cidades. A espera de dias melhores por meio da educação demostrada por esses estudantes também lhe motivou.

Para a jovem, a Olímpiada tem o significado de oportunidade. Após ganhar o concurso, Ana Heloisa recebeu uma bolsa de estudos no Colégio Luiz de Queiroz.

NOVIDADES EM 2019

A Coordenadora da Olímpiada contou que a partir deste ano, a Olimpíada celebrará um escritor ou escritora que apadrinhará a edição. A primeira homenageada é a mineira Conceição Evaristo.

Outra novidade é a inclusão do gênero “Documentário” para estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio, já como uma adequação às habilidades e competências colocadas pela Base Nacional Comum Curricular.

Por fim, professores e estudantes finalistas serão premiados com medalha, leitor de livros digital e assinatura de livros digitais, e a escola receberá uma placa de homenagem.

Os ganhadores serão premiados com medalha e uma semana de imersão pedagógica internacional, e estudantes vencedores ganham medalha e viagem cultural para uma cidade brasileira. As escolas vencedoras recebem placa de homenagem e acervo para a biblioteca escolar, definido pela organização do concurso.

As inscrições para a 6ª edição das Olímpiadas seguem até o próximo dia 30, e devem ser realizadas no Portal Escrevendo o Futuro.

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Papa afirma que educar exige amor

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10 de abril de 2019

No sábado, 6, o Papa Francisco concluiu uma série de audiências ao receber, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 2,6 mil estudantes e professores do Colégio São Carlos de Milão, por ocasião dos seus 150 anos de atividades.

Fundada em Milão em 1869, trata-se de uma escola particular, cujo objetivo sempre foi “treinar almas ricas, com uma cultura saudável, preservando-as da falta de religião”. Um de seus alunos mais notáveis foi Achille Ratti, que depois se tornaria o Papa Pio XI.

No lugar do tradicional discurso, Francisco preferiu responder a algumas perguntas do público, formado por alunos, pais e professores.

 

DEUS NÃO FAZ DISTINÇÕES

A primeira pergunta foi feita pelo aluno Adriano: “O que nós e a escola podemos fazer concretamente pelas pessoas menos favorecidas que nós? Por que parece que Deus tem preferências?”

A resposta do Papa foi a seguinte: “Há perguntas que não têm nem terão respostas. Devemos nos habituar a isso (...). Somos nós quem fazemos distinções. Nós somos artífices das diferenças e, inclusive, diferenças de dor, de pobreza. Por que hoje no mundo existem tantas crianças famintas? Por que Deus faz esta distinção? Não! Quem o faz é o sistema econômico injusto.”

“Não se trata de ser comunista” – acrescentou Francisco –, “mas é o ensinamento de Jesus. Devemos sempre fazer perguntas incômodas. Nós cresceremos e nos tornaremos adultos com a inquietação no coração. E depois devemos estar conscientes de que somos nós que fazemos as distinções”.

 

CONCILIAR VALORES

A seguir, uma professora, Sílvia, disse ao Papa: “Como podemos transmitir melhor, aos nossos alunos, os valores enraizados na cultura cristã e conciliá-los com outras culturas?”

Francisco respondeu: “Aqui a palavra-chave é ‘enraizados’. E, para ter raízes, são necessárias duas coisas: consistência e memória. O mal de hoje, segundo os analistas, é – seguindo a escola de Bauman – a liquidez. (...) Regar as raízes com o trabalho, com o confronto com a realidade, mas crescer com a memória das raízes”.

 

EDUCAR COM AMOR

Uma terceira pergunta foi dirigida a Francisco por outra professora, Júlia: “Como nós, educadores e estudantes, podemos dar exemplo e testemunho da nossa nobre, mas difícil tarefa?”

Para o Papa, as palavras-chave são testemunho e sustento. O educador deve confrontar-se continuamente com a realidade, “sujar as mãos”, “arregaçar as mangas”. “O testemunho é não ter medo da realidade.” Já o sustento significa “doçura”. “Não se pode educar sem amor. Não é possível ensinar palavras sem gestos, e o primeiro gesto é o carinho: acariciar os corações, acariciar as almas. E a linguagem da carícia qual é? A persuasão. Educa-se não com escribas, não com segurança, mas com a paciência da persuasão. ”

 

'SÍNDROME DO NINHO VAZIO'

Por fim, a mãe de um aluno, Marta, também dirigiu sua palavra ao Papa, pedindo um parecer a respeito de como acompanhar e orientar seus filhos em suas escolhas futuras.

Francisco aconselhou os pais a não sofrerem da “síndrome do ninho vazio”. “Vocês, pais, não devem ter medo da solidão, não tenham medo! É uma solidão fecunda. E pensem nos muitos filhos que estão crescendo e estão fazendo outros ninhos, culturais, científicos, de comunhão política e social. É preciso proximidade com os filhos para ajudá-los a caminhar.”

Fonte: Vatican News
 

Francisco: ‘a Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja’

A tarde de domingo, 7, foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.

Ao responder a algumas perguntas, sendo uma delas a respeito das dúvidas acerca da fé, afirmou: “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma, diz-se que a Crisma é o sacramento do adeus; isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

O Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades e dos acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Fonte: Vatican News
 

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Redesenhando roteiros de vida

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05 de abril de 2019

O pequeno Victor tinha apenas 3 meses de vida quando chorou, ininterruptamente, por 12 horas. As incontáveis lágrimas serviram de alerta para que sua mãe, Adriana Godoy, percebesse que o menino era, especialmente, diferente.

No entanto, quando Victor completou 5 meses de vida, os choros constantes diminuíram e ele ficava cada dia mais calmo. Porém, aos 2 anos de idade, Victor ainda não falava. Ele até gostava de brincar com os brinquedos das outras crianças, contudo não interagia com elas e demonstrava instabilidade emocional.

Os pediatras que o acompanhavam não conseguiam perceber esses detalhes de seu desenvolvimento. Intrigada, Adriana buscou na internet possíveis motivos para o atraso na fala. Foi, então, que encontrou um artigo com 20 sinais de alerta para descoberta do autismo. Ao mostrar o conteúdo para o pai de Victor, Neimer Gianvechio, ambos entenderam que se tratava mesmo do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

À PROCURA DE ALTERNATIVAS

Neimer e Adriana, que também são pais de Lucka, dois anos mais velho que o irmão (hoje com 18 anos), tiveram dificuldades para encontrar materiais de formação disponíveis em Português. A maior ajuda para Adriana – e hoje maior inspiração para o trabalho que desenvolve – foi uma mãe portuguesa que disponibilizava em um blog imagens explicativas sobre avanços cognitivos de crianças com TEA.

Foi então que, baseados nas experiências que estavam vivendo, Adriana e Neimer desenvolveram o Autismo Projeto Integrar, que hoje, com a distribuição on-line de desenhos roteirizados, imagens semelhantes às de quadrinhos que apresentam aspectos cotidianos (veja acima), auxilia na construção da autonomia de crianças e jovens com TEA.

Neimer, que é desenhista, começou, a pedido de Adriana, a desenvolver, manualmente, figuras que ensinassem a Victor ações básicas do cotidiano, como ir ao banheiro, por exemplo. Tempos depois, os desenhos passaram a ser produzidos digitalmente.

 

2,5 MIL DOWNLOADS

Aos 10 anos, Victor passou a ser assistido pela ONG Projeto Amplitude: “Lá eu conheci muita gente. Na mesma época, começamos a usar o desenho digital; o primeiro desenho que fizemos foi o do ‘banho bom’. Eu via a dificuldade das outras mães e decidi imprimir e levar para elas. Uma delas em especial utilizou o desenho”, contou.

A mãe que recebeu a imagem “banho bom”, ao reencontrar Adriana, falou emocionada que sua filha, na época com 7 anos, havia conseguido pela primeira vez tomar banho sozinha. A tentativa para que a menina se banhasse sozinha já durava um ano e com a ajuda do desenho aconteceu em uma semana.

O impacto com a notícia fez com que Adriana decidisse continuar ajudando outras famílias. E, em 13 de novembro de 2013, disponibilizou o primeiro desenho ainda em um blog. Já no dia seguinte, haviam sido realizados 2,5 mil downloads em diversas partes do mundo.

 

DESENHO ROTEIRIZADO

Desenvolvido pelos pais de Victor e Lucka, o desenho roteirizado é uma técnica de apoio visual que auxilia crianças, adolescentes e adultos com TEA a vencer desafios de aprendizagem em contextos sociais, diminuir os comportamentos agressivos e controlar impulsos.

A técnica foi inspirada em interpelações no tratamento desses pacientes, como o TEACCH (treinamento e programa clínico, surgido a partir de pesquisas na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos; na década de 1960, a fim de desenvolver e formar estudantes e profissionais que atendam indivíduos com autismo; o PECS (sistema de intervenção aumentativa/alternativa de comunicação exclusivo); e as Histórias Sociais, que fazem uso de imagens e figuras. Seu diferencial são recursos específicos de roteirização de histórias em quadrinhos na construção dos desenhos.

AVANÇOS

Utilizando o blog, Adriana desenvolveu um curso a distância para que outros pais aprendessem a criar os desenhos roteirizados. A iniciativa atende a diversas necessidades individuais, pois muitas vezes os desenhos disponíveis apresentam situações genéricas.

Em 2014, o curso na modalidade EAD foi premiado na primeira edição do Programa de Valorização de Iniciativas Tecnológicas (Vai Tec), com o título “Usando Desenhos Roteirizados para Assegurar aos Autistas Autonomia e Aprendizado”. A conquista resultou na atual edição do site Autismo Projeto Integrar.

 

FUNCIONALIDADE

Adriana é a administradora do site e responsável por todo o conteúdo intelectual disponível nele. Neimer faz a criação dos desenhos com a orientação da Planta Academia de Artes, escola que auxilia também na criação dos roteiros para o curso na modalidade EAD.

Entre os parceiros da iniciativa estão o próprio Vai Tec e a Olhar Cidadão – empresa de desenvolvimento social e educação. Além disso, por meio da pesquisa de Maico Krause, que criou o Aplicativo Autismo Projeto Integrar, a acessibilidade dos conteúdos ficou ainda maior.

Todos os desenhos criados para Victor, que hoje tem 16 anos, podem ser acessados gratuitamente no site do projeto.

 

IR ALÉM DA PRÓPRIA CAPACIDADE

Para a idealizadora, o autismo significa “enxergar além dos muros da nossa capacidade”. A afirmação pode ser vista não apenas no oferecimento do material didático para pessoas com TEA, mas em todo o projeto, que tem uma extensa preocupação com a reflexão sobre a inclusão efetiva na educação regular e no fim do preconceito sofrido pelos autistas.

“Espero que em 2019 e 2020, o Integrar possa crescer para além da minha pessoa. Eu nunca fiz o Integrar para que eu tomasse conta, e é justamente por isso que todo o material está disponível. Eu, como mãe, sei o que são conquistas importantes no desenvolvimento”, enfatizou à reportagem do O SÃO PAULO.

 

O MENINO E O PAPA

Estima-se que uma em cada 160 crianças tenham TEA, que é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, uma condição de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, que pode ocorrer antes, durante ou logo após o nascimento.

O transtorno caracteriza-se pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Pode ser relacionado também à deficiência intelectual e problemas na saúde física, como a dificuldade para dormir.

Em 28 de novembro de 2018, um menino chamado Wenzel Eluney, de origem argentina, aproximou-se do Papa Francisco, no Vaticano, durante uma audiência geral e tentou abraçá-lo. Os pais, argentinos, disseram ao Pontífice que o menino autista não sabia falar. “É mudo, mas sabe se comunicar, sabe se expressar. E tem uma coisa que me fez pensar: é livre, indisciplinadamente livre. Porém, livre.”

Para celebrar os direitos dos autistas, em 2007 a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data de 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com a meta de gerar a reflexão mundial sobre o Transtorno do Espectro Autista.

(Com informações da Associação de Amigos do Autista – AMA)
 

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MEC tem novo secretário executivo

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30 de abril de 2019

O presidente Jair Bolsonaro nomeou Ricardo Machado Vieira como secretário executivo do Ministério da Educação (MEC). O decreto, assinado também pelo ministro Ricardo Vélez, foi publicado hoje (29) no Diário Oficial da União . Militar da Aeronáutica, desde fevereiro, Vieira era assessor especial da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Nas últimas semanas, Vélez anunciou várias vezes a mudança no cargo. No dia 12 de março, substituiu Luís Antônio Tozi, por Rubens Barreto da Silva, que ocupava o cargo de secretário executivo adjunto. No dia seguinte, anunciou que a secretária executiva seria Iolene Lima, que atua na Secretaria de Educação Básica.

No dia 11, seis funcionários comissionados da pasta foram exonerados. De acordo com o MEC, as mudanças tratam-se de uma reorganização no ministério.

Hoje, o ministro Vélez se reúne com o presidente Jair Bolsnaro para tratar sobre o futuro da pasta.

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“Melhor professor do mundo” é franciscano

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26 de março de 2019

Peter Tabichi, religioso franciscano, ganhou o Global Teacher Prize de 2019, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes. Tabichi foi elogiado por suas realizações em uma escola sem infraestrutura, em meio a classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam “a ciência é o caminho certo” para ter sucesso no futuro. O prêmio, anunciado em uma cerimônia em Dubai, reconhece o compromisso “excepcional” do professor com os alunos em uma parte remota do Vale do Rift, no Quênia. Ele doa 80% de seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, no vilarejo de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar por seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência
“Nem tudo é sobre dinheiro”, diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais. Seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quênia, mas em toda a África, diz.

Ele venceu entre outros dez mil indicados de 179 países, entre eles a professora Debora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo. Mas Tabichi diz que enfrenta “desafios com as instalações precárias” de sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

“A escola fica em uma área muito retoma. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manha é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, contou em entrevista publicada no site do prêmio.

As classes deveriam a ter entre 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas. A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma chance de aprender sobre ciência e ampliar seus horizontes. Seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prêmio da Sociedade Real de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula
Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola. Ele tenta mudar a mentalidade de pais que esperam que suas filhas se casem cedo – encorajando-os a deixar as meninas continuarem seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região. “Insegurança alimentar é um grande problema, então ensinar novos jeitos de plantar é uma questão de vida ou morte”, disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabich se estende aos “clubes da paz” que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos presentes ali. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

“Para ser um grande professor você tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Você realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Você tem que fazer mais e falar menos”, ele disse à fundação.

O prêmio
O prêmio conferido a ele busca elevar o status da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador da premiação, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”. “As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas”, diz.

BRASILEIRA ENTRE OS FINALISTAS

No dia a dia como professora de tecnologias da escola EMEF Almirante Ary Parreiras, na capital paulista, Garofalo agrega à lousa outros instrumentos para ensinar. Pelas mãos dela e de seus alunos, que têm entre 6 e 14 anos, o lixo jogado nas ruas das favelas de São Paulo se transforma em soluções para problemas da comunidade. Garrafas pet, vidro, restos de fiação viram filtro de água, semáforo, máquina de sorvete, e até tecnologia de energia renovável para substituir o gato elétrico em casas da favela. “Coletamos lixo das ruas das comunidades próximas à escola e fizemos um primeiro carrinho movido a balão de ar. Esse carrinho virou febre e, no dia seguinte, tinha criança do lado de fora me esperando com materiais recicláveis querendo fazer o carrinho”, disse Garofalo à BBC News Brasil.

Assim nasceu o projeto “Robótica com Sucata” – que virou referência no Brasil e ganhou a atenção do mundo. Em quatro anos, mais de 700 kg de lixo foram retirados das ruas pelos estudantes; o resultado da EMEF Almirante Ary Parreiras no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino, subiu de 4.2 para 5.2; e alguns alunos de Garofalo já decidiram que querem ser físicos, engenheiros ou programadores. “Um dos meus primeiros alunos passou agora em física na USP. É um orgulho enorme”, conta a professora, que é formada em Letras e Pedagogia.

Fonte: Sean Coughlan, da BBC News

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Inep cria comissão para decidir itens que farão parte do Enem 2019

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21 de março de 2019

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), criou hoje (20) um grupo que será responsável por decidir as questões que entrarão ou não no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A medida consta de portaria publicada no Diário Oficial da União.

O grupo é composto pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marco Antônio Barroso, pelo diretor de Estudos Educacionais do Inep, Antonio Maurício das Neves, e por Gilberto Callado de Oliveira, representante da sociedade civil.

Eles serão responsáveis por recomendar a não utilização de itens na montagem do exame, mediante justificativa. A análise passará depois pelo diretor de Avaliação da Educação Básica, Paulo Cesar Teixeira, que deverá emitir um contra parecer para cada um desses itens. A decisão final da utilização ou não caberá ao presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues.

A portaria estipula o prazo de dez dias para que isso seja feito. A comissão terá acesso ao ambiente de segurança onde é elaborado o exame.

"Os especialistas da comissão são nomes reconhecidos e que podem contribuir para a elaboração de uma prova com itens que contemplem, não apenas todos os aspectos técnicos formais, mas também ecoem as expectativas da sociedade em torno de uma educação para o desenvolvimento de um novo projeto de País", diz, em nota, o presidente do Inep.

ELABORAÇÃO DOS ITENS

Os itens do Enem são elaborados por especialistas selecionados por meio de chamada pública. Eles devem seguir as matrizes de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep.  Os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.

Finalmente, são pré-testados em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o Banco Nacional de Itens, que fica disponível para aplicações futuras do Enem.

Segundo Rodrigues, como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum será descartado. As questões dissonantes serão separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso.

A segurança, segundo ele, também será garantida. Localizado na sede do Inep, em Brasília, o Ambiente Físico Integrado Seguro só pode ser acessado por pessoas autorizadas. O ambiente é completamente isolado, possui salas que só podem ser acessadas pelo uso de digitais e computadores sem acesso à internet. Todo o processo de captação, elaboração e revisão de itens para compor o Enem e outros exames do instituto ocorre nesse espaço.

Segundo a autarquia, pelo caráter sigiloso do Banco Nacional de Itens, não será publicado relatório de trabalho sobre o processo. Tampouco os membros da comissão estão autorizados a se pronunciar sobre o trabalho.

DATAS DO ENEM

Este ano, o Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio.

Entre 1º e 10 de abril, os estudantes poderão pedir isenção da taxa de inscrição. Nesse mesmo período, o Inep vai receber as justificativas dos que faltaram às provas em 2018.

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Retorno das atividades na EE Prof Raul Brasil

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18 de março de 2019

Na segunda-feira (18/3) a escola será reaberta apenas para professores e funcionários, para traçar o planejamento e estruturação de atividades de acolhimento e preparação psicológica, com o apoio de várias secretarias do Governo de São Paulo e da Prefeitura de Suzano, além de profissionais do Instituto de Psicologia da USP, Unicamp, Centros de Atenção Psicossocial (Capes) da Prefeitura, entre outras instituições.

A partir da próxima terça-feira (19/3), a escola será reaberta para os alunos participarem de atividades de acolhimento. Serão atividades livres para apoio psicológico, oficinas, terapia em grupo, rodas de conversa, depoimentos e compartilhamento de boas práticas. Para dar todo o suporte aos professores e servidores da escola, as equipes técnicas de especialistas do Governo de São Paulo e da Prefeitura de Suzano estarão na unidade ao longo de toda esta semana.

 Com objetivo de mudar o ambiente escolar, toda estrutura interna já está sendo pintada e revitalizada pela Seduc-SP, com o apoio da comunidade escolar.

 Uma rede de apoio com instituições públicas e privadas foi formada desde o primeiro dia do episódio na escola. Esta rede atuou durante todo este fim de semana, realizando atendimento psicológico e especializado na Diretoria Regional de Ensino de Suzano e na Capes de Suzano, bem como fazendo visitas domiciliares às famílias das vítimas.

 A definição sobre a data da retomada das aulas será tomada pela Direção da escola, nesta semana.

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Dom Carlos Lema Garcia celebra missa pela formatura do curso de Pedagogia da USP

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16 de fevereiro de 2019

Na manhã do domingo, 10, Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese no Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade, presidiu, na Capela do Mosteiro de Santa Teresa de Jesus, a Santa Missa em ação de graças pela formatura dos alunos do curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo - USP.

A missa contou com a participação e oração das monjas carmelitas, que gentilmente acolheram o pedido dos formandos para agradecer pela formatura aos pés da padroeira dos professores, Santa Teresa de Jesus. Membros da Comunidade Católica Famílias Novas do Imaculado Coração de Maria, do Movimento Comunhão e Libertação e do Opus Dei também estavam presentes.

Na homilia, o Celebrante refletiu sobre o Evangelho do dia (Lc 5, 1-11), mostrando a diferença entre ser pescador e ser peixeiro: enquanto um sai com o barco, vai ao encontro dos peixes, trabalha a noite inteira e faz a pesca, o outro espera o peixe chegar até seu balde. Alertou sobre a responsabilidade dos pedagogos conduzirem os alunos com o bom exemplo e testemunho cristão, destacando que algumas profissões lidam com pedras, madeiras, metais, mas o professor lida com o bem mais precioso: a alma. É preciso ser fermento na massa, “avançai para águas mais profundas”.

Após a celebração, os formandos puderam pedir orações e conversar com as monjas.

 

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Por uma educação que inclua e acolha

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20 de fevereiro de 2019

No dia 31 de janeiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o Censo Escolar 2018. O documento revelou o aumento no número de matrículas de alunos que apresentam algum tipo de necessidade especial nas escolas regulares em todo o Brasil.

EM EVOLUÇÃO

Entre 2014 e 2018, a presença de alunos especiais nas escolas regulares passou de 87,1% para 92,1%. O Plano Nacional de Educação prevê a inclusão de alunos especiais nas escolas comuns.

O mesmo Censo Escolar apontou que 38,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 55,6% das privadas oferecem banheiros adaptados. Também no ensino fundamental, 28% das escolas públicas e 44,7% das particulares têm dependências adequadas para pessoas com necessidades especiais.

Já para o ensino médio, 60% das escolas públicas e 68,7% das particulares oferecem banheiro especial. Além disso, 44,3% das públicas e 52,7% das instituições privadas possuem no seu espaço dependências adequadas.

DIFICULDADES

A rede pública de ensino foi responsável por atender 97,3% das matrículas em 2018. No entanto, estar de portas abertas para esse grupo ainda parece ser algo desafiador para professores e diretores.

Esse obstáculo foi visto de perto por Daniela Maria Regassi, 40, que é design de interiores e mãe de Ana Beatriz, 9, que tem síndrome de Down.

Quando a garota estava com 6 anos de idade, a mãe tentou matriculá-la se no primeiro ano do ensino fundamental. Após percorrer 23 escolas - municipais, estaduais e particulares - e não encontrar em qualquer delas ao menos a garantia de que um profissional acompanharia Ana Beatriz durante o período em que estivesse na escola, Daniela foi orientada pelo instituto que acompanha a criança a não realizar a matrícula naquele ano.

UM BOM EXEMPLO

A mãe de Ana Beatriz, após dialogar com professores e profissionais da educação, decidiu ir à cidade de Santo Caetano do Sul (SP). Ao procurar a Secretaria de Educação do município, foi informada de que todas as suas unidades ofereciam acompanhantes para os alunos com necessidades especiais.

Daniela decidiu mudar-se para a cidade e há três anos recebe da Escola Municipal Elvira Carmela Maria Paolino Braido o acolhimento que buscou por pouco mais de um ano.

“Hoje ela está em uma escola que tem sala de apoio para crianças com necessidades especiais, uma coordenadora de inclusão, e está sendo estimulada, aprendendo a escrever seu nome. Sou muito bem acolhida, minha filha é muito bem tratada e a cada ano eles buscam melhorar”, salientou.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE FATO

A design de interiores classificou como grande diferencial da escola em que a filha está matriculada, a preocupação no aperfeiçoamento, ano após ano. Ela mantém contato com a escola e há cada dois meses solicita a direção uma reunião com os professores.

Para Daniela, é necessário que seja oferecido aos profissionais o preparo adequado para lidar com os alunos especiais, que a escola ofereça materiais didáticos diferenciados e que os professores não tenham medo do novo, a partir da capacitação para saber acolher.

AINDA EM SÃO CAETANO DO SUL

Na mesma cidade, vive a professora de Inglês, Vera Lúcia Franco Figueiredo, mãe de Rebecca Silva Figueiredo, 10, que também tem síndrome de Down. Vera nunca pensou em matricular sua filha em uma escola especial e, atualmente, a menina estuda no colégio particular Eduardo Gomes.

Vera falou à reportagem que sua filha não conta com um material didático especial, mas que considera o fato de ter uma mediadora que acompanha a estudante nas aulas um importante fator para a acolhida.

Assim como Daniela, a mãe de Rebecca sofreu com a resistência de algumas instituições. “Algumas escolas falavam que iriam verificar as vagas e retornariam com uma resposta e é claro que nunca retornaram”, declarou.

Ela também acredita na capacitação dos profissionais para lidar com as necessidades especiais o principal fator de inclusão.

ENSINO PRIVADO

Amábile Pácios, que é professora, gestora de escola e vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, representante de dois terços das escolas de ensino básico e educação superior do Brasil, relacionou o aumento de alunos especiais no ensino comum aos avanços na medicina. Para ela, diagnósticos mais assertivos evidenciam os casos que já existiam anteriormente.

A professora esclareceu que as escolas particulares utilizam sua proposta pedagógica própria para definir como será feito o acolhimento deste grupo de alunos: “Cada escola tem a liberdade de fazer essa inclusão dentro da metodologia que escolheu, depois que foi feito o acolhimento cada uma vai orientar o trabalho com a criança”, continuou.

As unidades de ensino particular são regulamentadas pelo Plano Nacional de Ensino e cada estado define como suprir essa demanda, conforme a sua própria realidade. Além disso, toda proposta pedagógica precisa ser avaliada e autorizada pelo poder público, por meio das secretarias estaduais de educação.

Ela definiu, ainda, que o acolhimento de alunos especiais nas escolas regulares representa um avanço tanto para a própria criança, quanto para a comunidade, segundo Amábile, o País progrediu nesse aspecto.

FUTURO

“A nossa perspectiva é que as mudanças no atendimento educacional especializado, sistemas de ensino e formação de professores favoreçam a proposta para que os estudantes não somente se matriculem, mas que sua participação, permanência e aprendizagem sejam mais efetivas nas escolas do ensino regular", reiterou Patrícia Raposo, diretora de Educação Especial da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação.

O Ministério da Educação (MEC) tem a responsabilidade de elaborar e acompanhar a política nacional de educação especial. Um exemplo disso é o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que oferece a oportunidade de empreender reformas de acessibilidade, mediante um projeto enviado pela própria escola e aceito pelo MEC.    

A diretora afirmou que, em 2018,  o MEC desenvolveu estudos, elaborou uma consulta pública e uma proposta de atualização para a política nacional de educação especial. "Essa proposta foi encaminhada para o Conselho Nacional de Educação, que neste ano fará o estudo também com audiência pública para a apreciação normativa e evolução resolução dirigida do sistema de ensino", concluiu.  

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Educação e esperança para as meninas do povo Gumuz

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15 de fevereiro de 2019

A tribo Gumuz vive no oeste da Etiópia, próxima à fronteira com o Sudão. Outrora nômades, entre os séculos XIX e XX, eles foram vítimas de escravagistas muçulmanos vindos do Sudão. Até hoje vivem na pobreza, e a sua vida é extremamente difícil, principalmente para as mulheres.

É muito difundida a crença de que o sangue da mulher durante o parto traz uma maldição para a família. Por isso, as mulheres devem dar à luz sozinhas, em lugares distantes e sem nenhuma ajuda. Como muitas são forçadas a se casar muito novas, quando seus corpos ainda não estão maduros o suficiente para a gravidez e o parto, as complicações são frequentes e, muitas vezes, fatais. Essas e outras superstições são causa de grande sofrimento e dor.

Há poucos anos, esse povo teve seus primeiros contatos com o cristianismo. Muitos deixaram de ser nômades e têm buscado o batismo. Nos últimos três anos, as irmãs da Congregação de São José da Aparição têm trabalhado com eles. Três irmãs preparam os candidatos ao batismo e ajudam-nos a entender melhor e viver a fé católica. Uma ajuda especial é direcionada às meninas e jovens mulheres para assegurar sua educação.

Vivendo em condições precárias, numa pequena cabana, as irmãs trabalham diretamente com as famílias, para convencê-las a oferecer às meninas uma boa formação.

Fonte: Ajuda à Igreja que Sofre
 

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