Mapa da Desigualdade revela múltiplos desafios da capital

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16 de novembro de 2019

Olhar as desigualdades da capital paulista não apenas a partir das questões de renda é um dos propósitos do Mapa da Desigualdade, apresentado anualmente pela organização sem fins lucrativos Rede Nossa São Paulo (nossasaopaulo.org.br). 
Com 53 indicadores referentes à população, meio ambiente, segurança viária, direitos humanos, habitação, saúde, educação, cultura, esporte, trabalho e renda, o Mapa da Desigualdade 2019, lançado no começo deste mês, permite verificar os gargalos em serviços e equipamentos públicos nos 96 distritos da cidade e pode ajudar na definição das políticas públicas. 
Elaborado com base em dados fornecidos pela Prefeitura de São Paulo, o Mapa traz ainda o chamado “Desigualtômetro”, que afere a distância entre o melhor e o pior indicador. De acordo com Carolina Guimarães, coordenadora da Rede Nossa São Paulo, dos 37 indicadores analisados no “Desigualtômetro”, em 20 houve aumento das desigualdades, em 15 se verificou diminuição e dois permaneceram iguais ao aferido em 2018.

VIVE-SE MENOS NA CIDADE TIRADENTES
Um morador da Cidade Tiradentes (zona Leste) vive 11 anos a menos que a média da população da cidade: 57,3 anos ante 68,7 anos. Já em Moema (zona Sul) registrou-se a maior média, 80,6 anos. 
Ao O SÃO PAULO, Carolina mencionou um dado que ajuda a explicar a diferença entre esses distritos: na Cidade Tiradentes morreram 67 pessoas de até 15 anos de idade; em Moema, quatro. “Na Cidade Tiradentes, há um percentual elevado de mortalidade infantil, além de problemas de infraestrutura. Pensar nessas complexidades ajuda a entender os resultados. Por exemplo: não se investe o necessário em saneamento básico, pois isso não dá retorno imediato ao setor público ou ao setor privado, mas este é um investimento com resultados em longo prazo, que eleva tanto a expectativa de vida quanto a qualidade de como se vive”, explicou. 

TRABALHO E RENDA
A Cidade Tiradentes também é a lanterna quando o assunto é o índice de empregos formais, uma realidade para apenas 0,2% da população economicamente ativa neste distrito. Esse indicador é 247 vezes inferior ao registrado na Barra Funda (zona Oeste), em que 59,2% da população têm emprego formal. 
Na avaliação de Carolina, o poder público e as empresas podem ajudar a gerar oportunidades se estiverem atentos às realidades locais. “Marsilac (zona Sul), por exemplo, é um lugar com muita área verde, mas não há emprego. Promover o ecoturismo poderia ser uma alternativa”, analisou. “Diferentes setores precisam pensar como, a partir dos ativos que têm, podem conseguir soluções, porque, devido à desigualdade, há um impacto tanto social quanto econômico”, complementou.

SAÚDE: MELHORIAS E CONTRASSENSOS
Em números gerais, o atendimento de saúde apresentou melhorias no comparativo entre 2018 e 2019: o tempo médio de espera para consulta com um clínico geral caiu de 45,3 dias para 19,3 dias. Em relação às equipes da Estratégia de Saúde da Família, a redução foi ainda maior: de 20,7 dias para 4,4 dias. 
No entanto, há contrassensos. Marsilac, onde a quantidade de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é a melhor da cidade (3,6 para cada 10 mil habitantes), está na dianteira no índice de mortalidade infantil (24,6 para cada mil crianças nascidas vivas). Outro dado que chama a atenção é que a Vila Nova Cachoeirinha (zona Norte) lidera o índice de pré-natal insuficiente (31,9% das gestantes fizeram menos que as sete consultas recomendadas), embora haja no distrito um hospital maternidade municipal. 

DIFERENÇAS NA EDUCAÇÃO
Em dois indicadores, em especial, houve melhorias nos valores médios em relação a 2018: o índice de matrículas nas creches municipais aumentou de 41,1 para 46,7; e o tempo de espera por uma vaga caiu de 129,7 dias para 106,9 dias. No entanto, as diferenças entre os distritos são consideráveis: enquanto em Guaianases (zona Leste) essa espera dura, em média, 18,5 dias, na Vila Andrade (zona Sul), é de 260,9 dias, ou seja, 14 vezes maior. 
Foi registrada uma pequena retração no percentual de matriculados na pré-escola (de 41,3% para 40,1%), bem como no ensino básico da rede pública (de 59,9% para 57,3%). 

TRÂNSITO E VIOLÊNCIA NA REGIÃO CENTRAL
O índice mais elevado de violência contra a mulher foi registrado na Sé: 803,9 casos para cada 100 mil habitantes (803,9/100 mil). Esse distrito também está na dianteira dos casos de feminicídio, 8,4/100 mil, e de registros de racismo e injúria racial, 13/100 mil. 
A segurança viária também preocupa a Sé, que tem o maior índice de mortes no trânsito (30,6/100 mil) e de atropelamentos (21,4/100 mil). Na Barra Funda, um distrito próximo à região central, foram registrados os mais elevados índices de acidentes com bicicleta (31,8/100 mil) e de atropelamentos (329,9/100 mil).

VAZIOS CULTURAIS 
O Mapa da Desigualdade revela um “vazio cultural” em muitos distritos da cidade. Não há equipamentos públicos de cultura em 23 distritos, museus em 47, teatros em 42, cinemas em 54, salas de shows e de concertos em 52, acervo de livros para adultos em 44 e acervo de livros infantojuvenil em 45.
 “Há muitos distritos com zeros, mas há uma cultura periférica, não formalizada, que muitas vezes ocupa espaços que são privados ou públicos, mas que não consegue financiamento, pois há entraves para que seja oficializada”, ponderou Carolina. 

ENCAMINHAMENTOS 
A coordenadora da Rede Nossa São Paulo assegurou que tem buscado respostas das secretarias municipais a respeito dos indicadores mostrados no Mapa da Desigualdade 2019, bem como tentado agendar reuniões com os secretários, além de buscar a realização de uma audiência pública para tratar de questões relacionadas aos direitos humanos.
“Pensar na desigualdade nas políticas públicas é um tema ainda muito pontual. Há alguns fomentos na periferia para equipamentos públicos. No entanto, é preciso um trabalho conjunto de muitas secretarias, com o orçamento cruzado, para se conseguir abordar as deficiências, que estão relacionadas a uma série de fatores. Os problemas da cidade são muito complexos e requerem investimentos de longo prazo. Não estamos falando de manutenção, de custeio, mas de investimento”, concluiu. 

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A vez da escola pública!

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18 de outubro de 2019

“O que você quer ser quando crescer?” É comum ouvir as crianças respondendo decididamente a essa pergunta em alta voz: “Professor!”.
Afinal, quem não tem alguma lembrança de um professor ou professora que marcou a sua vida? E que, para além dos ensinamentos básicos do currículo, ensinou muito sobre os valores necessários para uma vida digna e feliz?
Em outubro, os professores são lembrados por alunos, amigos, familiares e todos os que acreditam que a educação e o trabalho do educador podem fazer a diferença na vida de uma criança, adolescente ou jovem.
Mesmo diante de tantas críticas à educação pública, não é raro encontrar profissionais que escolheram esse caminho e se sentem motivados pelo desejo de oferecer a seus alunos um ensino de qualidade e acessível a todos. 
Kamila Gomes, 35, e Juliana Gonçalves Mutafi, 31, decidiram logo que queriam ser professoras e estão há mais de dez anos dentro das salas de aula de escolas públicas da cidade de São Paulo.

RECONHECIMENTO
Quando começou a trabalhar, como estagiária, em escolas públicas, Kamila percebeu que aquele era o espaço que buscava para desenvolver a profissão. As primeiras experiências foram em redes conveniadas, até que ela passou no primeiro concurso e iniciou seu trabalho na Rede Municipal, numa escola situada no Jardim Damasceno, zona Noroeste de São Paulo.
“Trabalhar na escola pública é um desafio a partir do momento em que a escola nos faz reviver nossa própria história. Eu sempre estudei em escola pública e me reconheço nas realidades das crianças”, disse.
Para a professora, que atua com Educação Infantil e já foi coordenadora, “a escola não dá conta da sociedade atual, mas é o espaço de maior interação entre as crianças, é o espaço que promove cidadania, participação e transformação social”.
Sobre o motivo pelo qual Kamila acredita na educação pública, ela salientou que a escola pública possibilita experiências para além da educação formal. “Na escola pública, há uma troca cultural e formação cidadã para todos. Hoje em dia, também é o espaço que as crianças têm para dialogar, denunciar violências, conhecer o diferente”, continuou.

AFETO E RESPEITO
Juliana Gonçalves Mutafi é professora no município de São Paulo há nove anos. Quando se formou em Magistério, trabalhou em uma escola particular, mas, assim que teve oportunidade, prestou um concurso e começou a dar aulas na rede municipal de ensino.
“Desde o primeiro dia, senti que ali era meu lugar. Foi então que eu entendi o que significava ser professora para todos e lutar por uma educação de qualidade”, afirmou Juliana, em entrevista ao O SÃO PAULO. 
Falando sobre as dificuldades que percebe na rede pública de ensino, Juliana, que é professora do Ensino Fundamental, enumerou alguns fatores que, a seu ver, dificultam o ensino e contribuem para o descrédito das escolas públicas, entre os quais: salas cheias (35 alunos ou mais), falta de material didático, alunos com dificuldades de aprendizagem, estudantes com problemas de saúde e necessitados de atendimento médico, insegurança dos professores. 
Apesar dessas dificuldades, Juliana afirma que há muitas razões para acreditar no ensino público. Segundo contou, escolas municipais em São Paulo estão recebendo investimentos em aulas de Robótica, em equipamentos como impressoras 3D e na criação de academias estudantis de Letras. 
“Todas essas conquistas são fruto de diálogo, de grupos de estudos que se formam entre os profissionais da educação, de lutas diárias contra a tentativa de desmobilização da educação. Acredito na educação pública, porque meus heróis e exemplos vieram de lá e acreditaram em mim”, afirmou Juliana.

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Carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias

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09 de setembro de 2019

A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje, 9, com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no Diário Oficial da União.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.

De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.

O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.

Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

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Carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias

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09 de setembro de 2019

A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje, 9, com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no Diário Oficial da União.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.

De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.

O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.

Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

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Jovens da Fundação Casa farão cursos em Etecs e Fatecs

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30 de julho de 2019

Em julho, 26 jovens que cumprem medidas socioeducativas na Fundação Casa receberam a notícia de um importante passo para ressocialização e qualificação profissional. Eles foram aprovados nos vestibulares do Centro Paula Souza para cursos técnicos e ensino superior.

Um dos estudantes aprovados é Carlos (nome fictício), que cumpre medida no centro de Botucatu. O adolescente recebeu a notícia de que foi aprovado no processo seletivo da Escola Técnica Estadual (Etec) para o curso técnico de Mecânico de Maquinagem.

A conquista foi um complemento à trajetória do jovem, que iniciou no mês passado um estágio na Secretaria de Assistência Social, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). O sonho do adolescente é trabalhar um dia na Embraer.

No segundo semestre, 159 jovens da Fundação foram inscritos para participar das provas das Etecs e outros 57 jovens fizeram os vestibulares das Fatecs. Os aprovados cumprem medidas nas unidades de Itanhaém, São Vicente, Mongaguá, Franco da Rocha, em unidades da capital, do interior (Irapuru, Mirassol, Tanabi, Botucatu, Cerqueira César e São Carlos) e em Jacareí, no Vale do Paraíba.

De acordo com a gerente de Educação Profissional da Fundação Casa, Cristina Lumiko Nakasone Watanabe, o desempenho dos jovens é fruto de um trabalho integrado.

“As equipes multiprofissionais dos centros analisam caso a caso. Quando detectam que o jovem tem perfil para cursar uma Etec ou uma Fatec, elas começam então um trabalho de reforço”, disse. “Os servidores do setor pedagógico trazem provas antigas e refazem com eles, aplicam simulados e tiram dúvidas”, explicou.

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Educação nomeia 1,4 mil Agentes de Organização Escolar

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18 de junho de 2019

Os 1.495 Agentes de Organização Escolar (AOE) aprovados em concurso público foram nomeados nesta terça-feira (18) para atuarem nas escolas estaduais de São Paulo. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial desta terça.

Os candidatos agora precisam agendar o exame médico, e caso estejam aptos à função, já podem tomar tosse e entrar em exercício.

Os agentes têm a responsabilidade de controlar a movimentação dos estudantes nas dependências da escola, auxiliar a manutenção da disciplina geral e contribuir com a gestão escolar na organização de atividades. Com a presença desses profissionais nas escolas, diretores, vices e coordenadores podem direcionar seu trabalho para as questões pedagógicas.

Na rede estadual, a remuneração do Agente de Organização Escolar é de R$ 1.005,79 (salário base), além de abono complementar de R$ 136,85, totalizando R$ 1.142,64 mensais.

Participaram do concurso público candidatos com idade mínima de 18 anos e nível médio completo. O exame foi eliminatório, classificatório e composto de 80 questões de múltipla escolha de: língua portuguesa; raciocínio lógico e matemática; conhecimentos específicos; e informática. Os aprovados foram classificados por ordem decrescente da nota final, em lista de classificação por Diretoria Regional de Ensino e por Polo de Diretorias Regionais de Ensino.

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Manifestantes voltam às ruas por mais verbas para universidades

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30 de mai de 2019

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participam hoje (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país. É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior.

Belém

Na capital paraense, a manifestação contou com a participação de petroleiros e portuário. Além de protestarem contra o contingenciamento de recursos para a educação anunciado pelo governo federal em função da crise fiscal, os participantes do ato criticam as propostas de mudanças nas regras da Previdência Social e de privatização de empresas públicas, como a Eletrobras e as companhias Docas.

Manifestantes interditaram uma via de acesso ao terminal portuário de Miramar. Segundo a administradora do terminal, a Companhia Docas do Pará (CDP), a interdição de um trecho da Rodovia Salgado Filho, que dá acesso ao porto, não chegou a afetar a movimentação de cargas no terminal. A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes, mas informou que o ato foi pacífico e que o tráfego de veículos já foi normalizado.

Além de Belém, há manifestações agendadas para ocorrer ao longo do dia em mais seis cidades paraenses: Altamira, Bragança, Castanhal, Marabá, Santarém e Tucurui.

São Luís

Uma exposição de projetos de pesquisa acadêmica desenvolvidos em quatro instituições de ensino federais e estaduais foi instalada na Praça Deodoro, no centro, onde há a concentração para a caminhada agendada para as 15h. Entre as atividades que estão sendo oferecidas à população que passa pelo local, é possível simular o cálculo de tempo para aposentadoria caso as novas regras propostas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Também na capital maranhense, um grupo de estudantes universitários se concentrou em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Entre as 6h30 e as 9h30, os estudantes bloquearam o acesso ao campus, com exceção do ingresso de funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) e dos participantes de um evento acadêmico e de um concurso público cuja prova está sendo aplicada no local. Os estudantes também distribuíram panfletos explicando a motivação dos atos que ocorrem em todo o país.

Em nota, a reitoria da UFMA apoia as manifestações, classificando-as como “um marco histórico fundamental para que se reveja essa decisão e se compreenda que a educação é um investimento no futuro do país e a possibilidade de desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”. A reitoria sugere que nenhuma atividade acadêmica que inviabilize a participação dos estudantes, técnicos-administrativos e docentes da instituição seja realizada durante o dia.

MEC

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

O MEC afirma também que do total previsto para as universidades federais (R$ 49,6 bilhões), 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas despesas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

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Inscrições para o Enem 2019 encerram na sexta-feira

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13 de mai de 2019

Quem ainda não se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 tem até a próxima sexta-feira, 17, para fazer a inscrição pela internet. No dia 17 também encerra o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira.

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção de taxa deve fazer o pagamento até o dia 23 de maio. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019, mas nesse caso os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer a vagas ou a bolsas de estudo.

 

Estudo

Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação(EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questões Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito.

Já pelo perfil EBC na Rede, é possível acompanhar a série Caiu no Enem. O desafio é responder no fim de semana à questão publicada na sexta-feira. Na segunda-feira, um professor responde ao questionamento. A série fica até a semana que antecede ao exame de 2019. Para ter acesso aos vídeos com as respostas, basta se inscrever no canal do youtube.

 

LEIA TAMBÉM: A importância da Educação Física para a escola e a sociedade

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Ministério da Educação propõe subsídio sobre nova política de alfabetização

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24 de abril de 2019

Está em processo de finalização um caderno com explicações sobre as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA), preparado pelo Ministério da Educação. O documento defende a proposta de que os alunos sejam alfabetizados ainda no primeiro ano do Ensino Fundamental, normalmente, aos 6 anos de idade.

O decreto publicado no Diário Oficial da União, no dia 11, prevê uma ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aceitarem o programa, além da elaboração de materiais didático-pedagógicos utilizados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos alunos.

A mudança na meta de alfabetização para o primeiro ano do ensino fundamental é a principal novidade. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomendava que o aluno aprendesse a cada etapa de ensino, para que as crianças fossem alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental.

Aumentar os índices de alfabetização é uma das prioridades da política de metas dos primeiros 100 dias de governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dados da avaliação nacional de alfabetização, aplicada em 2016, mostram que mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentou nível insuficiente de leitura e de conhecimentos em Matemática para a idade.

Fonte: Agência Brasil

 

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Professores da rede pública já podem se inscrever para o Prêmio Educador Nota 10

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15 de abril de 2019

Já estão abertas as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Educador Nota 10. A ação reconhece e valoriza os trabalhos realizados por Professores, Coordenadores pedagógicos e Gestores escolares das escolas públicas e privadas do país. 

Nesta edição podem se inscrever Professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Gestores, Coordenadores pedagógicos e Orientadores educacionais, com mais de 18 anos.

Uma comissão composta por especialistas, pesquisadores, orientadores de graduação e pós-graduação, além de formadores de gestores e professores irão analisar os trabalhos enviados. 

Na primeira etapa, são escolhidos 50 finalistas. Entre eles, são selecionados os dez vencedores e, por fim, o Educador (a) do ano.

Premiação
Aos 10 vencedores, é oferecido um vale-presente no valor de R$ 15 mil, além de despesas pagas para participar de uma semana de imersão e da cerimônia de premiação em São Paulo. O Educador do ano, escolhido pelos jurados, recebe outro vale-presente no valor de R$ 15 mil. As escolas dos vencedores também recebem uma verba para celebração.


Inscrições 
As experiências educativas podem ser enviadas pelo site premioeducadornota10.org/ até às 23h59 do dia 27 de maio. 

Professores Premiados da Rede Municipal de Ensino 
Na edição de 2018, três professores da rede ficaram entre os 50 finalistas: A professora Luciana Alves (Ed. Infantil), realizou um trabalho na EMEI Antonio Lapenna estimulando o protagonismo das crianças no processo de organização de Mostras Culturais, a professora Jacqueline Martins (EJA), também finalista na edição do prêmio de 2013, desenvolveu um trabalho com os estudantes do CIEJA Aluna Jéssica Nunes Herculano sobre a prática do esporte Tchoukball, e o professor Marcos Ribeiro (EJA), finalista entre os 10 vencedores, trabalhou a prática do maracatu com seus alunos no CIEJA Campo Limpo como forma de combater o preconceito.

Sobre o Prêmio 
Criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. Reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país.

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