Educação nomeia 1,4 mil Agentes de Organização Escolar

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18 de junho de 2019

Os 1.495 Agentes de Organização Escolar (AOE) aprovados em concurso público foram nomeados nesta terça-feira (18) para atuarem nas escolas estaduais de São Paulo. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial desta terça.

Os candidatos agora precisam agendar o exame médico, e caso estejam aptos à função, já podem tomar tosse e entrar em exercício.

Os agentes têm a responsabilidade de controlar a movimentação dos estudantes nas dependências da escola, auxiliar a manutenção da disciplina geral e contribuir com a gestão escolar na organização de atividades. Com a presença desses profissionais nas escolas, diretores, vices e coordenadores podem direcionar seu trabalho para as questões pedagógicas.

Na rede estadual, a remuneração do Agente de Organização Escolar é de R$ 1.005,79 (salário base), além de abono complementar de R$ 136,85, totalizando R$ 1.142,64 mensais.

Participaram do concurso público candidatos com idade mínima de 18 anos e nível médio completo. O exame foi eliminatório, classificatório e composto de 80 questões de múltipla escolha de: língua portuguesa; raciocínio lógico e matemática; conhecimentos específicos; e informática. Os aprovados foram classificados por ordem decrescente da nota final, em lista de classificação por Diretoria Regional de Ensino e por Polo de Diretorias Regionais de Ensino.

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Manifestantes voltam às ruas por mais verbas para universidades

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30 de mai de 2019

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participam hoje (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país. É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior.

Belém

Na capital paraense, a manifestação contou com a participação de petroleiros e portuário. Além de protestarem contra o contingenciamento de recursos para a educação anunciado pelo governo federal em função da crise fiscal, os participantes do ato criticam as propostas de mudanças nas regras da Previdência Social e de privatização de empresas públicas, como a Eletrobras e as companhias Docas.

Manifestantes interditaram uma via de acesso ao terminal portuário de Miramar. Segundo a administradora do terminal, a Companhia Docas do Pará (CDP), a interdição de um trecho da Rodovia Salgado Filho, que dá acesso ao porto, não chegou a afetar a movimentação de cargas no terminal. A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes, mas informou que o ato foi pacífico e que o tráfego de veículos já foi normalizado.

Além de Belém, há manifestações agendadas para ocorrer ao longo do dia em mais seis cidades paraenses: Altamira, Bragança, Castanhal, Marabá, Santarém e Tucurui.

São Luís

Uma exposição de projetos de pesquisa acadêmica desenvolvidos em quatro instituições de ensino federais e estaduais foi instalada na Praça Deodoro, no centro, onde há a concentração para a caminhada agendada para as 15h. Entre as atividades que estão sendo oferecidas à população que passa pelo local, é possível simular o cálculo de tempo para aposentadoria caso as novas regras propostas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Também na capital maranhense, um grupo de estudantes universitários se concentrou em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Entre as 6h30 e as 9h30, os estudantes bloquearam o acesso ao campus, com exceção do ingresso de funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) e dos participantes de um evento acadêmico e de um concurso público cuja prova está sendo aplicada no local. Os estudantes também distribuíram panfletos explicando a motivação dos atos que ocorrem em todo o país.

Em nota, a reitoria da UFMA apoia as manifestações, classificando-as como “um marco histórico fundamental para que se reveja essa decisão e se compreenda que a educação é um investimento no futuro do país e a possibilidade de desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”. A reitoria sugere que nenhuma atividade acadêmica que inviabilize a participação dos estudantes, técnicos-administrativos e docentes da instituição seja realizada durante o dia.

MEC

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

O MEC afirma também que do total previsto para as universidades federais (R$ 49,6 bilhões), 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas despesas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

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Inscrições para o Enem 2019 encerram na sexta-feira

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13 de mai de 2019

Quem ainda não se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 tem até a próxima sexta-feira, 17, para fazer a inscrição pela internet. No dia 17 também encerra o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira.

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção de taxa deve fazer o pagamento até o dia 23 de maio. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019, mas nesse caso os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer a vagas ou a bolsas de estudo.

 

Estudo

Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação(EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questões Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito.

Já pelo perfil EBC na Rede, é possível acompanhar a série Caiu no Enem. O desafio é responder no fim de semana à questão publicada na sexta-feira. Na segunda-feira, um professor responde ao questionamento. A série fica até a semana que antecede ao exame de 2019. Para ter acesso aos vídeos com as respostas, basta se inscrever no canal do youtube.

 

LEIA TAMBÉM: A importância da Educação Física para a escola e a sociedade

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Ministério da Educação propõe subsídio sobre nova política de alfabetização

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24 de abril de 2019

Está em processo de finalização um caderno com explicações sobre as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA), preparado pelo Ministério da Educação. O documento defende a proposta de que os alunos sejam alfabetizados ainda no primeiro ano do Ensino Fundamental, normalmente, aos 6 anos de idade.

O decreto publicado no Diário Oficial da União, no dia 11, prevê uma ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aceitarem o programa, além da elaboração de materiais didático-pedagógicos utilizados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos alunos.

A mudança na meta de alfabetização para o primeiro ano do ensino fundamental é a principal novidade. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomendava que o aluno aprendesse a cada etapa de ensino, para que as crianças fossem alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental.

Aumentar os índices de alfabetização é uma das prioridades da política de metas dos primeiros 100 dias de governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dados da avaliação nacional de alfabetização, aplicada em 2016, mostram que mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentou nível insuficiente de leitura e de conhecimentos em Matemática para a idade.

Fonte: Agência Brasil

 

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Professores da rede pública já podem se inscrever para o Prêmio Educador Nota 10

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15 de abril de 2019

Já estão abertas as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Educador Nota 10. A ação reconhece e valoriza os trabalhos realizados por Professores, Coordenadores pedagógicos e Gestores escolares das escolas públicas e privadas do país. 

Nesta edição podem se inscrever Professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Gestores, Coordenadores pedagógicos e Orientadores educacionais, com mais de 18 anos.

Uma comissão composta por especialistas, pesquisadores, orientadores de graduação e pós-graduação, além de formadores de gestores e professores irão analisar os trabalhos enviados. 

Na primeira etapa, são escolhidos 50 finalistas. Entre eles, são selecionados os dez vencedores e, por fim, o Educador (a) do ano.

Premiação
Aos 10 vencedores, é oferecido um vale-presente no valor de R$ 15 mil, além de despesas pagas para participar de uma semana de imersão e da cerimônia de premiação em São Paulo. O Educador do ano, escolhido pelos jurados, recebe outro vale-presente no valor de R$ 15 mil. As escolas dos vencedores também recebem uma verba para celebração.


Inscrições 
As experiências educativas podem ser enviadas pelo site premioeducadornota10.org/ até às 23h59 do dia 27 de maio. 

Professores Premiados da Rede Municipal de Ensino 
Na edição de 2018, três professores da rede ficaram entre os 50 finalistas: A professora Luciana Alves (Ed. Infantil), realizou um trabalho na EMEI Antonio Lapenna estimulando o protagonismo das crianças no processo de organização de Mostras Culturais, a professora Jacqueline Martins (EJA), também finalista na edição do prêmio de 2013, desenvolveu um trabalho com os estudantes do CIEJA Aluna Jéssica Nunes Herculano sobre a prática do esporte Tchoukball, e o professor Marcos Ribeiro (EJA), finalista entre os 10 vencedores, trabalhou a prática do maracatu com seus alunos no CIEJA Campo Limpo como forma de combater o preconceito.

Sobre o Prêmio 
Criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. Reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país.

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Eternizar o ‘lugar onde vivo’ com histórias escritas dentro da escola

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13 de abril de 2019

Com o objetivo de contribuir com a melhoria do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita nas escolas públicas, de gerar uma reflexão sobre esses aspectos, a partir das vivências pessoais dos alunos, contemplando teoria e prática, é que a Olimpíada de Língua Portuguesa promove, há seis edições, atividades para a formação de professores de Língua Portuguesa e a realização do concurso que conta com participação de estudantes e docentes.

INÍCIO

A história do concurso entre escolas públicas vai ao encontro da criação do Programa Escrevendo o Futuro - uma iniciativa do Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC) e com a parceria do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e o Canal Futura - criado para apoiar a formação de professores de Língua Portuguesa e aprimorar o trabalho com leitura e escrita.

Em 2008, o programa estabeleceu uma parceria com Ministério da Educação (MEC) para a realização de um concurso de produção de textos, o que hoje é conhecida como a Olimpíada de Língua Portuguesa, que envolve professores e estudantes do 5º ano do Ensino do Ensino Médio das escolas públicas de todo o País.

Maria Aparecida Laginestra, Coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo CENPEC, explicou que “os textos são produzidos a partir de oficinas e atividades realizadas em sala de aula, segundo uma metodologia para o ensino de Língua Portuguesa oferecidas pelo Programa”.

IMPORTÂNCIA PARA A ESCOLA E PARA A VIDA

A metodologia adotada aborda conteúdos didáticos previstos no ensino de Língua Portuguesa, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular.

Para os professores, é oferecida a oportunidade de complementar sua formação, participando dos diversos cursos a distância e utilizando as publicações e recursos didáticos oferecidos pelo Portal Escrevendo o Futuro para perfeiçoar sua prática docente. Para os alunos, é a chance de aprimorar e aprender novas habilidades leitura e escrita em diversos gêneros textuais.

Além disso, estudantes e professores que chegam à fase semifinal do concurso viajam juntos para uma capital do País, onde participam de atividades culturais e de formação.

ETAPAS

Dividida em duas etapas, os anos com finais ímpares são destinados à capacitação dos profissionais que conduziram os alunos nas atividades, que ocorrem no ano seguinte. Para que a inscrição no concurso seja efetivada, é preciso que antes as respectivas secretarias de educação façam a adesão das escolas cadastradas.

Após isso, iniciam-se as oficinas em sala de aula, de acordo com os anos escolares e gêneros textuais envolvidos no concurso: Poema, para os 5º anos do Ensino Fundamental; Memórias Literárias para os 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; Crônica, para os 8º e 9º ano do Ensino Fundamental; Documentário, para os 1º e 2º ano do Ensino Médio; e Artigo de Opinião, para os 3º anos do Ensino Médio.

As produções serão avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos no material didático orientador e no regulamento da Olimpíada, nas etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, até a nacional.

‘O LUGAR ONDE VIVO’

Em todas as suas edições, a Olímpiada pretende por meio de seu tema central “O lugar onde vivo” valorizar a interação de crianças, adolescentes e jovens e professores com seus territórios e comunidades, transformando essas perspectivas em frases, versos e histórias, que quando escritas são eternizadas.

Aos 15 anos, Ana Heloisa Coelho ganhou, em 2016, a medalha de ouro na categoria crônica ao escrever: “O palhaço e o menino”. Ana era aluna do 1º ano do Ensino Médio da ETEC Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP) quando decidiu contar a história dos artistas de rua de sua cidade.

A inspiração para escrevê-la veio enquanto aguardava sua mãe dentro de um carro no centro de Piracicaba, e viu um palhaço -, curiosamente, no mesmo momento a estudante ouvia uma música do grupo musical Teatro Mágico, que falava sobre um palhaço pintado de piada. O fato fez com que ela decidisse expressar a vida no trânsito e o valor que os artistas de rua deveriam receber. Em seu texto, uma criança não oferece dinheiro como pagamento pelo trabalho, mas sim uma flor, simbolizando a gratidão.

UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

Ana Heloisa esteve em Porto Alegre (RS) para uma das etapas do programa: “Nós conhecemos uma cidade nova, aprendemos uma nova forma de enxergar o mundo escrevendo uma crônica”, expressou.

Seu sentimento com as diferentes realidades mudou com a ida ao Rio Grande do Sul. Lá, teve contato com alunos que não tinham ao menos roupas para viajar e que foram ajudados pela mobilização de suas respectivas cidades. A espera de dias melhores por meio da educação demostrada por esses estudantes também lhe motivou.

Para a jovem, a Olímpiada tem o significado de oportunidade. Após ganhar o concurso, Ana Heloisa recebeu uma bolsa de estudos no Colégio Luiz de Queiroz.

NOVIDADES EM 2019

A Coordenadora da Olímpiada contou que a partir deste ano, a Olimpíada celebrará um escritor ou escritora que apadrinhará a edição. A primeira homenageada é a mineira Conceição Evaristo.

Outra novidade é a inclusão do gênero “Documentário” para estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio, já como uma adequação às habilidades e competências colocadas pela Base Nacional Comum Curricular.

Por fim, professores e estudantes finalistas serão premiados com medalha, leitor de livros digital e assinatura de livros digitais, e a escola receberá uma placa de homenagem.

Os ganhadores serão premiados com medalha e uma semana de imersão pedagógica internacional, e estudantes vencedores ganham medalha e viagem cultural para uma cidade brasileira. As escolas vencedoras recebem placa de homenagem e acervo para a biblioteca escolar, definido pela organização do concurso.

As inscrições para a 6ª edição das Olímpiadas seguem até o próximo dia 30, e devem ser realizadas no Portal Escrevendo o Futuro.

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Por uma educação que inclua e acolha

 

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Papa afirma que educar exige amor

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10 de abril de 2019

No sábado, 6, o Papa Francisco concluiu uma série de audiências ao receber, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 2,6 mil estudantes e professores do Colégio São Carlos de Milão, por ocasião dos seus 150 anos de atividades.

Fundada em Milão em 1869, trata-se de uma escola particular, cujo objetivo sempre foi “treinar almas ricas, com uma cultura saudável, preservando-as da falta de religião”. Um de seus alunos mais notáveis foi Achille Ratti, que depois se tornaria o Papa Pio XI.

No lugar do tradicional discurso, Francisco preferiu responder a algumas perguntas do público, formado por alunos, pais e professores.

 

DEUS NÃO FAZ DISTINÇÕES

A primeira pergunta foi feita pelo aluno Adriano: “O que nós e a escola podemos fazer concretamente pelas pessoas menos favorecidas que nós? Por que parece que Deus tem preferências?”

A resposta do Papa foi a seguinte: “Há perguntas que não têm nem terão respostas. Devemos nos habituar a isso (...). Somos nós quem fazemos distinções. Nós somos artífices das diferenças e, inclusive, diferenças de dor, de pobreza. Por que hoje no mundo existem tantas crianças famintas? Por que Deus faz esta distinção? Não! Quem o faz é o sistema econômico injusto.”

“Não se trata de ser comunista” – acrescentou Francisco –, “mas é o ensinamento de Jesus. Devemos sempre fazer perguntas incômodas. Nós cresceremos e nos tornaremos adultos com a inquietação no coração. E depois devemos estar conscientes de que somos nós que fazemos as distinções”.

 

CONCILIAR VALORES

A seguir, uma professora, Sílvia, disse ao Papa: “Como podemos transmitir melhor, aos nossos alunos, os valores enraizados na cultura cristã e conciliá-los com outras culturas?”

Francisco respondeu: “Aqui a palavra-chave é ‘enraizados’. E, para ter raízes, são necessárias duas coisas: consistência e memória. O mal de hoje, segundo os analistas, é – seguindo a escola de Bauman – a liquidez. (...) Regar as raízes com o trabalho, com o confronto com a realidade, mas crescer com a memória das raízes”.

 

EDUCAR COM AMOR

Uma terceira pergunta foi dirigida a Francisco por outra professora, Júlia: “Como nós, educadores e estudantes, podemos dar exemplo e testemunho da nossa nobre, mas difícil tarefa?”

Para o Papa, as palavras-chave são testemunho e sustento. O educador deve confrontar-se continuamente com a realidade, “sujar as mãos”, “arregaçar as mangas”. “O testemunho é não ter medo da realidade.” Já o sustento significa “doçura”. “Não se pode educar sem amor. Não é possível ensinar palavras sem gestos, e o primeiro gesto é o carinho: acariciar os corações, acariciar as almas. E a linguagem da carícia qual é? A persuasão. Educa-se não com escribas, não com segurança, mas com a paciência da persuasão. ”

 

'SÍNDROME DO NINHO VAZIO'

Por fim, a mãe de um aluno, Marta, também dirigiu sua palavra ao Papa, pedindo um parecer a respeito de como acompanhar e orientar seus filhos em suas escolhas futuras.

Francisco aconselhou os pais a não sofrerem da “síndrome do ninho vazio”. “Vocês, pais, não devem ter medo da solidão, não tenham medo! É uma solidão fecunda. E pensem nos muitos filhos que estão crescendo e estão fazendo outros ninhos, culturais, científicos, de comunhão política e social. É preciso proximidade com os filhos para ajudá-los a caminhar.”

Fonte: Vatican News
 

Francisco: ‘a Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja’

A tarde de domingo, 7, foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.

Ao responder a algumas perguntas, sendo uma delas a respeito das dúvidas acerca da fé, afirmou: “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma, diz-se que a Crisma é o sacramento do adeus; isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

O Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades e dos acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Fonte: Vatican News
 

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Redesenhando roteiros de vida

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05 de abril de 2019

O pequeno Victor tinha apenas 3 meses de vida quando chorou, ininterruptamente, por 12 horas. As incontáveis lágrimas serviram de alerta para que sua mãe, Adriana Godoy, percebesse que o menino era, especialmente, diferente.

No entanto, quando Victor completou 5 meses de vida, os choros constantes diminuíram e ele ficava cada dia mais calmo. Porém, aos 2 anos de idade, Victor ainda não falava. Ele até gostava de brincar com os brinquedos das outras crianças, contudo não interagia com elas e demonstrava instabilidade emocional.

Os pediatras que o acompanhavam não conseguiam perceber esses detalhes de seu desenvolvimento. Intrigada, Adriana buscou na internet possíveis motivos para o atraso na fala. Foi, então, que encontrou um artigo com 20 sinais de alerta para descoberta do autismo. Ao mostrar o conteúdo para o pai de Victor, Neimer Gianvechio, ambos entenderam que se tratava mesmo do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

À PROCURA DE ALTERNATIVAS

Neimer e Adriana, que também são pais de Lucka, dois anos mais velho que o irmão (hoje com 18 anos), tiveram dificuldades para encontrar materiais de formação disponíveis em Português. A maior ajuda para Adriana – e hoje maior inspiração para o trabalho que desenvolve – foi uma mãe portuguesa que disponibilizava em um blog imagens explicativas sobre avanços cognitivos de crianças com TEA.

Foi então que, baseados nas experiências que estavam vivendo, Adriana e Neimer desenvolveram o Autismo Projeto Integrar, que hoje, com a distribuição on-line de desenhos roteirizados, imagens semelhantes às de quadrinhos que apresentam aspectos cotidianos (veja acima), auxilia na construção da autonomia de crianças e jovens com TEA.

Neimer, que é desenhista, começou, a pedido de Adriana, a desenvolver, manualmente, figuras que ensinassem a Victor ações básicas do cotidiano, como ir ao banheiro, por exemplo. Tempos depois, os desenhos passaram a ser produzidos digitalmente.

 

2,5 MIL DOWNLOADS

Aos 10 anos, Victor passou a ser assistido pela ONG Projeto Amplitude: “Lá eu conheci muita gente. Na mesma época, começamos a usar o desenho digital; o primeiro desenho que fizemos foi o do ‘banho bom’. Eu via a dificuldade das outras mães e decidi imprimir e levar para elas. Uma delas em especial utilizou o desenho”, contou.

A mãe que recebeu a imagem “banho bom”, ao reencontrar Adriana, falou emocionada que sua filha, na época com 7 anos, havia conseguido pela primeira vez tomar banho sozinha. A tentativa para que a menina se banhasse sozinha já durava um ano e com a ajuda do desenho aconteceu em uma semana.

O impacto com a notícia fez com que Adriana decidisse continuar ajudando outras famílias. E, em 13 de novembro de 2013, disponibilizou o primeiro desenho ainda em um blog. Já no dia seguinte, haviam sido realizados 2,5 mil downloads em diversas partes do mundo.

 

DESENHO ROTEIRIZADO

Desenvolvido pelos pais de Victor e Lucka, o desenho roteirizado é uma técnica de apoio visual que auxilia crianças, adolescentes e adultos com TEA a vencer desafios de aprendizagem em contextos sociais, diminuir os comportamentos agressivos e controlar impulsos.

A técnica foi inspirada em interpelações no tratamento desses pacientes, como o TEACCH (treinamento e programa clínico, surgido a partir de pesquisas na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos; na década de 1960, a fim de desenvolver e formar estudantes e profissionais que atendam indivíduos com autismo; o PECS (sistema de intervenção aumentativa/alternativa de comunicação exclusivo); e as Histórias Sociais, que fazem uso de imagens e figuras. Seu diferencial são recursos específicos de roteirização de histórias em quadrinhos na construção dos desenhos.

AVANÇOS

Utilizando o blog, Adriana desenvolveu um curso a distância para que outros pais aprendessem a criar os desenhos roteirizados. A iniciativa atende a diversas necessidades individuais, pois muitas vezes os desenhos disponíveis apresentam situações genéricas.

Em 2014, o curso na modalidade EAD foi premiado na primeira edição do Programa de Valorização de Iniciativas Tecnológicas (Vai Tec), com o título “Usando Desenhos Roteirizados para Assegurar aos Autistas Autonomia e Aprendizado”. A conquista resultou na atual edição do site Autismo Projeto Integrar.

 

FUNCIONALIDADE

Adriana é a administradora do site e responsável por todo o conteúdo intelectual disponível nele. Neimer faz a criação dos desenhos com a orientação da Planta Academia de Artes, escola que auxilia também na criação dos roteiros para o curso na modalidade EAD.

Entre os parceiros da iniciativa estão o próprio Vai Tec e a Olhar Cidadão – empresa de desenvolvimento social e educação. Além disso, por meio da pesquisa de Maico Krause, que criou o Aplicativo Autismo Projeto Integrar, a acessibilidade dos conteúdos ficou ainda maior.

Todos os desenhos criados para Victor, que hoje tem 16 anos, podem ser acessados gratuitamente no site do projeto.

 

IR ALÉM DA PRÓPRIA CAPACIDADE

Para a idealizadora, o autismo significa “enxergar além dos muros da nossa capacidade”. A afirmação pode ser vista não apenas no oferecimento do material didático para pessoas com TEA, mas em todo o projeto, que tem uma extensa preocupação com a reflexão sobre a inclusão efetiva na educação regular e no fim do preconceito sofrido pelos autistas.

“Espero que em 2019 e 2020, o Integrar possa crescer para além da minha pessoa. Eu nunca fiz o Integrar para que eu tomasse conta, e é justamente por isso que todo o material está disponível. Eu, como mãe, sei o que são conquistas importantes no desenvolvimento”, enfatizou à reportagem do O SÃO PAULO.

 

O MENINO E O PAPA

Estima-se que uma em cada 160 crianças tenham TEA, que é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, uma condição de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, que pode ocorrer antes, durante ou logo após o nascimento.

O transtorno caracteriza-se pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Pode ser relacionado também à deficiência intelectual e problemas na saúde física, como a dificuldade para dormir.

Em 28 de novembro de 2018, um menino chamado Wenzel Eluney, de origem argentina, aproximou-se do Papa Francisco, no Vaticano, durante uma audiência geral e tentou abraçá-lo. Os pais, argentinos, disseram ao Pontífice que o menino autista não sabia falar. “É mudo, mas sabe se comunicar, sabe se expressar. E tem uma coisa que me fez pensar: é livre, indisciplinadamente livre. Porém, livre.”

Para celebrar os direitos dos autistas, em 2007 a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data de 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com a meta de gerar a reflexão mundial sobre o Transtorno do Espectro Autista.

(Com informações da Associação de Amigos do Autista – AMA)
 

LEIA TAMBÉM: Autismo: outro ponto de vista

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MEC tem novo secretário executivo

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30 de abril de 2019

O presidente Jair Bolsonaro nomeou Ricardo Machado Vieira como secretário executivo do Ministério da Educação (MEC). O decreto, assinado também pelo ministro Ricardo Vélez, foi publicado hoje (29) no Diário Oficial da União . Militar da Aeronáutica, desde fevereiro, Vieira era assessor especial da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Nas últimas semanas, Vélez anunciou várias vezes a mudança no cargo. No dia 12 de março, substituiu Luís Antônio Tozi, por Rubens Barreto da Silva, que ocupava o cargo de secretário executivo adjunto. No dia seguinte, anunciou que a secretária executiva seria Iolene Lima, que atua na Secretaria de Educação Básica.

No dia 11, seis funcionários comissionados da pasta foram exonerados. De acordo com o MEC, as mudanças tratam-se de uma reorganização no ministério.

Hoje, o ministro Vélez se reúne com o presidente Jair Bolsnaro para tratar sobre o futuro da pasta.

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“Melhor professor do mundo” é franciscano

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26 de março de 2019

Peter Tabichi, religioso franciscano, ganhou o Global Teacher Prize de 2019, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes. Tabichi foi elogiado por suas realizações em uma escola sem infraestrutura, em meio a classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam “a ciência é o caminho certo” para ter sucesso no futuro. O prêmio, anunciado em uma cerimônia em Dubai, reconhece o compromisso “excepcional” do professor com os alunos em uma parte remota do Vale do Rift, no Quênia. Ele doa 80% de seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, no vilarejo de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar por seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência
“Nem tudo é sobre dinheiro”, diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais. Seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quênia, mas em toda a África, diz.

Ele venceu entre outros dez mil indicados de 179 países, entre eles a professora Debora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo. Mas Tabichi diz que enfrenta “desafios com as instalações precárias” de sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

“A escola fica em uma área muito retoma. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manha é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, contou em entrevista publicada no site do prêmio.

As classes deveriam a ter entre 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas. A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma chance de aprender sobre ciência e ampliar seus horizontes. Seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prêmio da Sociedade Real de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula
Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola. Ele tenta mudar a mentalidade de pais que esperam que suas filhas se casem cedo – encorajando-os a deixar as meninas continuarem seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região. “Insegurança alimentar é um grande problema, então ensinar novos jeitos de plantar é uma questão de vida ou morte”, disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabich se estende aos “clubes da paz” que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos presentes ali. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

“Para ser um grande professor você tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Você realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Você tem que fazer mais e falar menos”, ele disse à fundação.

O prêmio
O prêmio conferido a ele busca elevar o status da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador da premiação, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”. “As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas”, diz.

BRASILEIRA ENTRE OS FINALISTAS

No dia a dia como professora de tecnologias da escola EMEF Almirante Ary Parreiras, na capital paulista, Garofalo agrega à lousa outros instrumentos para ensinar. Pelas mãos dela e de seus alunos, que têm entre 6 e 14 anos, o lixo jogado nas ruas das favelas de São Paulo se transforma em soluções para problemas da comunidade. Garrafas pet, vidro, restos de fiação viram filtro de água, semáforo, máquina de sorvete, e até tecnologia de energia renovável para substituir o gato elétrico em casas da favela. “Coletamos lixo das ruas das comunidades próximas à escola e fizemos um primeiro carrinho movido a balão de ar. Esse carrinho virou febre e, no dia seguinte, tinha criança do lado de fora me esperando com materiais recicláveis querendo fazer o carrinho”, disse Garofalo à BBC News Brasil.

Assim nasceu o projeto “Robótica com Sucata” – que virou referência no Brasil e ganhou a atenção do mundo. Em quatro anos, mais de 700 kg de lixo foram retirados das ruas pelos estudantes; o resultado da EMEF Almirante Ary Parreiras no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino, subiu de 4.2 para 5.2; e alguns alunos de Garofalo já decidiram que querem ser físicos, engenheiros ou programadores. “Um dos meus primeiros alunos passou agora em física na USP. É um orgulho enorme”, conta a professora, que é formada em Letras e Pedagogia.

Fonte: Sean Coughlan, da BBC News

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