Carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias

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09 de setembro de 2019

A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje, 9, com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no Diário Oficial da União.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.

De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.

O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.

Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

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Carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias

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09 de setembro de 2019

A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje, 9, com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no Diário Oficial da União.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.

De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.

O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.

Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

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Jovens da Fundação Casa farão cursos em Etecs e Fatecs

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30 de julho de 2019

Em julho, 26 jovens que cumprem medidas socioeducativas na Fundação Casa receberam a notícia de um importante passo para ressocialização e qualificação profissional. Eles foram aprovados nos vestibulares do Centro Paula Souza para cursos técnicos e ensino superior.

Um dos estudantes aprovados é Carlos (nome fictício), que cumpre medida no centro de Botucatu. O adolescente recebeu a notícia de que foi aprovado no processo seletivo da Escola Técnica Estadual (Etec) para o curso técnico de Mecânico de Maquinagem.

A conquista foi um complemento à trajetória do jovem, que iniciou no mês passado um estágio na Secretaria de Assistência Social, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). O sonho do adolescente é trabalhar um dia na Embraer.

No segundo semestre, 159 jovens da Fundação foram inscritos para participar das provas das Etecs e outros 57 jovens fizeram os vestibulares das Fatecs. Os aprovados cumprem medidas nas unidades de Itanhaém, São Vicente, Mongaguá, Franco da Rocha, em unidades da capital, do interior (Irapuru, Mirassol, Tanabi, Botucatu, Cerqueira César e São Carlos) e em Jacareí, no Vale do Paraíba.

De acordo com a gerente de Educação Profissional da Fundação Casa, Cristina Lumiko Nakasone Watanabe, o desempenho dos jovens é fruto de um trabalho integrado.

“As equipes multiprofissionais dos centros analisam caso a caso. Quando detectam que o jovem tem perfil para cursar uma Etec ou uma Fatec, elas começam então um trabalho de reforço”, disse. “Os servidores do setor pedagógico trazem provas antigas e refazem com eles, aplicam simulados e tiram dúvidas”, explicou.

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Educação nomeia 1,4 mil Agentes de Organização Escolar

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18 de junho de 2019

Os 1.495 Agentes de Organização Escolar (AOE) aprovados em concurso público foram nomeados nesta terça-feira (18) para atuarem nas escolas estaduais de São Paulo. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial desta terça.

Os candidatos agora precisam agendar o exame médico, e caso estejam aptos à função, já podem tomar tosse e entrar em exercício.

Os agentes têm a responsabilidade de controlar a movimentação dos estudantes nas dependências da escola, auxiliar a manutenção da disciplina geral e contribuir com a gestão escolar na organização de atividades. Com a presença desses profissionais nas escolas, diretores, vices e coordenadores podem direcionar seu trabalho para as questões pedagógicas.

Na rede estadual, a remuneração do Agente de Organização Escolar é de R$ 1.005,79 (salário base), além de abono complementar de R$ 136,85, totalizando R$ 1.142,64 mensais.

Participaram do concurso público candidatos com idade mínima de 18 anos e nível médio completo. O exame foi eliminatório, classificatório e composto de 80 questões de múltipla escolha de: língua portuguesa; raciocínio lógico e matemática; conhecimentos específicos; e informática. Os aprovados foram classificados por ordem decrescente da nota final, em lista de classificação por Diretoria Regional de Ensino e por Polo de Diretorias Regionais de Ensino.

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Manifestantes voltam às ruas por mais verbas para universidades

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30 de mai de 2019

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participam hoje (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país. É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior.

Belém

Na capital paraense, a manifestação contou com a participação de petroleiros e portuário. Além de protestarem contra o contingenciamento de recursos para a educação anunciado pelo governo federal em função da crise fiscal, os participantes do ato criticam as propostas de mudanças nas regras da Previdência Social e de privatização de empresas públicas, como a Eletrobras e as companhias Docas.

Manifestantes interditaram uma via de acesso ao terminal portuário de Miramar. Segundo a administradora do terminal, a Companhia Docas do Pará (CDP), a interdição de um trecho da Rodovia Salgado Filho, que dá acesso ao porto, não chegou a afetar a movimentação de cargas no terminal. A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes, mas informou que o ato foi pacífico e que o tráfego de veículos já foi normalizado.

Além de Belém, há manifestações agendadas para ocorrer ao longo do dia em mais seis cidades paraenses: Altamira, Bragança, Castanhal, Marabá, Santarém e Tucurui.

São Luís

Uma exposição de projetos de pesquisa acadêmica desenvolvidos em quatro instituições de ensino federais e estaduais foi instalada na Praça Deodoro, no centro, onde há a concentração para a caminhada agendada para as 15h. Entre as atividades que estão sendo oferecidas à população que passa pelo local, é possível simular o cálculo de tempo para aposentadoria caso as novas regras propostas sejam aprovadas pelo Congresso Nacional.

Também na capital maranhense, um grupo de estudantes universitários se concentrou em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Entre as 6h30 e as 9h30, os estudantes bloquearam o acesso ao campus, com exceção do ingresso de funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) e dos participantes de um evento acadêmico e de um concurso público cuja prova está sendo aplicada no local. Os estudantes também distribuíram panfletos explicando a motivação dos atos que ocorrem em todo o país.

Em nota, a reitoria da UFMA apoia as manifestações, classificando-as como “um marco histórico fundamental para que se reveja essa decisão e se compreenda que a educação é um investimento no futuro do país e a possibilidade de desenvolvimento social, cultural, tecnológico e humano”. A reitoria sugere que nenhuma atividade acadêmica que inviabilize a participação dos estudantes, técnicos-administrativos e docentes da instituição seja realizada durante o dia.

MEC

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

O MEC afirma também que do total previsto para as universidades federais (R$ 49,6 bilhões), 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas despesas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

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Inscrições para o Enem 2019 encerram na sexta-feira

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13 de mai de 2019

Quem ainda não se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 tem até a próxima sexta-feira, 17, para fazer a inscrição pela internet. No dia 17 também encerra o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira.

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção de taxa deve fazer o pagamento até o dia 23 de maio. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019, mas nesse caso os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer a vagas ou a bolsas de estudo.

 

Estudo

Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação(EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questões Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito.

Já pelo perfil EBC na Rede, é possível acompanhar a série Caiu no Enem. O desafio é responder no fim de semana à questão publicada na sexta-feira. Na segunda-feira, um professor responde ao questionamento. A série fica até a semana que antecede ao exame de 2019. Para ter acesso aos vídeos com as respostas, basta se inscrever no canal do youtube.

 

LEIA TAMBÉM: A importância da Educação Física para a escola e a sociedade

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Ministério da Educação propõe subsídio sobre nova política de alfabetização

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24 de abril de 2019

Está em processo de finalização um caderno com explicações sobre as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA), preparado pelo Ministério da Educação. O documento defende a proposta de que os alunos sejam alfabetizados ainda no primeiro ano do Ensino Fundamental, normalmente, aos 6 anos de idade.

O decreto publicado no Diário Oficial da União, no dia 11, prevê uma ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aceitarem o programa, além da elaboração de materiais didático-pedagógicos utilizados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos alunos.

A mudança na meta de alfabetização para o primeiro ano do ensino fundamental é a principal novidade. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomendava que o aluno aprendesse a cada etapa de ensino, para que as crianças fossem alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental.

Aumentar os índices de alfabetização é uma das prioridades da política de metas dos primeiros 100 dias de governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dados da avaliação nacional de alfabetização, aplicada em 2016, mostram que mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentou nível insuficiente de leitura e de conhecimentos em Matemática para a idade.

Fonte: Agência Brasil

 

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Professores da rede pública já podem se inscrever para o Prêmio Educador Nota 10

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15 de abril de 2019

Já estão abertas as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Educador Nota 10. A ação reconhece e valoriza os trabalhos realizados por Professores, Coordenadores pedagógicos e Gestores escolares das escolas públicas e privadas do país. 

Nesta edição podem se inscrever Professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Gestores, Coordenadores pedagógicos e Orientadores educacionais, com mais de 18 anos.

Uma comissão composta por especialistas, pesquisadores, orientadores de graduação e pós-graduação, além de formadores de gestores e professores irão analisar os trabalhos enviados. 

Na primeira etapa, são escolhidos 50 finalistas. Entre eles, são selecionados os dez vencedores e, por fim, o Educador (a) do ano.

Premiação
Aos 10 vencedores, é oferecido um vale-presente no valor de R$ 15 mil, além de despesas pagas para participar de uma semana de imersão e da cerimônia de premiação em São Paulo. O Educador do ano, escolhido pelos jurados, recebe outro vale-presente no valor de R$ 15 mil. As escolas dos vencedores também recebem uma verba para celebração.


Inscrições 
As experiências educativas podem ser enviadas pelo site premioeducadornota10.org/ até às 23h59 do dia 27 de maio. 

Professores Premiados da Rede Municipal de Ensino 
Na edição de 2018, três professores da rede ficaram entre os 50 finalistas: A professora Luciana Alves (Ed. Infantil), realizou um trabalho na EMEI Antonio Lapenna estimulando o protagonismo das crianças no processo de organização de Mostras Culturais, a professora Jacqueline Martins (EJA), também finalista na edição do prêmio de 2013, desenvolveu um trabalho com os estudantes do CIEJA Aluna Jéssica Nunes Herculano sobre a prática do esporte Tchoukball, e o professor Marcos Ribeiro (EJA), finalista entre os 10 vencedores, trabalhou a prática do maracatu com seus alunos no CIEJA Campo Limpo como forma de combater o preconceito.

Sobre o Prêmio 
Criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. Reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país.

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Eternizar o ‘lugar onde vivo’ com histórias escritas dentro da escola

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13 de abril de 2019

Com o objetivo de contribuir com a melhoria do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita nas escolas públicas, de gerar uma reflexão sobre esses aspectos, a partir das vivências pessoais dos alunos, contemplando teoria e prática, é que a Olimpíada de Língua Portuguesa promove, há seis edições, atividades para a formação de professores de Língua Portuguesa e a realização do concurso que conta com participação de estudantes e docentes.

INÍCIO

A história do concurso entre escolas públicas vai ao encontro da criação do Programa Escrevendo o Futuro - uma iniciativa do Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC) e com a parceria do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e o Canal Futura - criado para apoiar a formação de professores de Língua Portuguesa e aprimorar o trabalho com leitura e escrita.

Em 2008, o programa estabeleceu uma parceria com Ministério da Educação (MEC) para a realização de um concurso de produção de textos, o que hoje é conhecida como a Olimpíada de Língua Portuguesa, que envolve professores e estudantes do 5º ano do Ensino do Ensino Médio das escolas públicas de todo o País.

Maria Aparecida Laginestra, Coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo CENPEC, explicou que “os textos são produzidos a partir de oficinas e atividades realizadas em sala de aula, segundo uma metodologia para o ensino de Língua Portuguesa oferecidas pelo Programa”.

IMPORTÂNCIA PARA A ESCOLA E PARA A VIDA

A metodologia adotada aborda conteúdos didáticos previstos no ensino de Língua Portuguesa, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular.

Para os professores, é oferecida a oportunidade de complementar sua formação, participando dos diversos cursos a distância e utilizando as publicações e recursos didáticos oferecidos pelo Portal Escrevendo o Futuro para perfeiçoar sua prática docente. Para os alunos, é a chance de aprimorar e aprender novas habilidades leitura e escrita em diversos gêneros textuais.

Além disso, estudantes e professores que chegam à fase semifinal do concurso viajam juntos para uma capital do País, onde participam de atividades culturais e de formação.

ETAPAS

Dividida em duas etapas, os anos com finais ímpares são destinados à capacitação dos profissionais que conduziram os alunos nas atividades, que ocorrem no ano seguinte. Para que a inscrição no concurso seja efetivada, é preciso que antes as respectivas secretarias de educação façam a adesão das escolas cadastradas.

Após isso, iniciam-se as oficinas em sala de aula, de acordo com os anos escolares e gêneros textuais envolvidos no concurso: Poema, para os 5º anos do Ensino Fundamental; Memórias Literárias para os 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; Crônica, para os 8º e 9º ano do Ensino Fundamental; Documentário, para os 1º e 2º ano do Ensino Médio; e Artigo de Opinião, para os 3º anos do Ensino Médio.

As produções serão avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos no material didático orientador e no regulamento da Olimpíada, nas etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, até a nacional.

‘O LUGAR ONDE VIVO’

Em todas as suas edições, a Olímpiada pretende por meio de seu tema central “O lugar onde vivo” valorizar a interação de crianças, adolescentes e jovens e professores com seus territórios e comunidades, transformando essas perspectivas em frases, versos e histórias, que quando escritas são eternizadas.

Aos 15 anos, Ana Heloisa Coelho ganhou, em 2016, a medalha de ouro na categoria crônica ao escrever: “O palhaço e o menino”. Ana era aluna do 1º ano do Ensino Médio da ETEC Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP) quando decidiu contar a história dos artistas de rua de sua cidade.

A inspiração para escrevê-la veio enquanto aguardava sua mãe dentro de um carro no centro de Piracicaba, e viu um palhaço -, curiosamente, no mesmo momento a estudante ouvia uma música do grupo musical Teatro Mágico, que falava sobre um palhaço pintado de piada. O fato fez com que ela decidisse expressar a vida no trânsito e o valor que os artistas de rua deveriam receber. Em seu texto, uma criança não oferece dinheiro como pagamento pelo trabalho, mas sim uma flor, simbolizando a gratidão.

UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

Ana Heloisa esteve em Porto Alegre (RS) para uma das etapas do programa: “Nós conhecemos uma cidade nova, aprendemos uma nova forma de enxergar o mundo escrevendo uma crônica”, expressou.

Seu sentimento com as diferentes realidades mudou com a ida ao Rio Grande do Sul. Lá, teve contato com alunos que não tinham ao menos roupas para viajar e que foram ajudados pela mobilização de suas respectivas cidades. A espera de dias melhores por meio da educação demostrada por esses estudantes também lhe motivou.

Para a jovem, a Olímpiada tem o significado de oportunidade. Após ganhar o concurso, Ana Heloisa recebeu uma bolsa de estudos no Colégio Luiz de Queiroz.

NOVIDADES EM 2019

A Coordenadora da Olímpiada contou que a partir deste ano, a Olimpíada celebrará um escritor ou escritora que apadrinhará a edição. A primeira homenageada é a mineira Conceição Evaristo.

Outra novidade é a inclusão do gênero “Documentário” para estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio, já como uma adequação às habilidades e competências colocadas pela Base Nacional Comum Curricular.

Por fim, professores e estudantes finalistas serão premiados com medalha, leitor de livros digital e assinatura de livros digitais, e a escola receberá uma placa de homenagem.

Os ganhadores serão premiados com medalha e uma semana de imersão pedagógica internacional, e estudantes vencedores ganham medalha e viagem cultural para uma cidade brasileira. As escolas vencedoras recebem placa de homenagem e acervo para a biblioteca escolar, definido pela organização do concurso.

As inscrições para a 6ª edição das Olímpiadas seguem até o próximo dia 30, e devem ser realizadas no Portal Escrevendo o Futuro.

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Por uma educação que inclua e acolha

 

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Papa afirma que educar exige amor

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10 de abril de 2019

No sábado, 6, o Papa Francisco concluiu uma série de audiências ao receber, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 2,6 mil estudantes e professores do Colégio São Carlos de Milão, por ocasião dos seus 150 anos de atividades.

Fundada em Milão em 1869, trata-se de uma escola particular, cujo objetivo sempre foi “treinar almas ricas, com uma cultura saudável, preservando-as da falta de religião”. Um de seus alunos mais notáveis foi Achille Ratti, que depois se tornaria o Papa Pio XI.

No lugar do tradicional discurso, Francisco preferiu responder a algumas perguntas do público, formado por alunos, pais e professores.

 

DEUS NÃO FAZ DISTINÇÕES

A primeira pergunta foi feita pelo aluno Adriano: “O que nós e a escola podemos fazer concretamente pelas pessoas menos favorecidas que nós? Por que parece que Deus tem preferências?”

A resposta do Papa foi a seguinte: “Há perguntas que não têm nem terão respostas. Devemos nos habituar a isso (...). Somos nós quem fazemos distinções. Nós somos artífices das diferenças e, inclusive, diferenças de dor, de pobreza. Por que hoje no mundo existem tantas crianças famintas? Por que Deus faz esta distinção? Não! Quem o faz é o sistema econômico injusto.”

“Não se trata de ser comunista” – acrescentou Francisco –, “mas é o ensinamento de Jesus. Devemos sempre fazer perguntas incômodas. Nós cresceremos e nos tornaremos adultos com a inquietação no coração. E depois devemos estar conscientes de que somos nós que fazemos as distinções”.

 

CONCILIAR VALORES

A seguir, uma professora, Sílvia, disse ao Papa: “Como podemos transmitir melhor, aos nossos alunos, os valores enraizados na cultura cristã e conciliá-los com outras culturas?”

Francisco respondeu: “Aqui a palavra-chave é ‘enraizados’. E, para ter raízes, são necessárias duas coisas: consistência e memória. O mal de hoje, segundo os analistas, é – seguindo a escola de Bauman – a liquidez. (...) Regar as raízes com o trabalho, com o confronto com a realidade, mas crescer com a memória das raízes”.

 

EDUCAR COM AMOR

Uma terceira pergunta foi dirigida a Francisco por outra professora, Júlia: “Como nós, educadores e estudantes, podemos dar exemplo e testemunho da nossa nobre, mas difícil tarefa?”

Para o Papa, as palavras-chave são testemunho e sustento. O educador deve confrontar-se continuamente com a realidade, “sujar as mãos”, “arregaçar as mangas”. “O testemunho é não ter medo da realidade.” Já o sustento significa “doçura”. “Não se pode educar sem amor. Não é possível ensinar palavras sem gestos, e o primeiro gesto é o carinho: acariciar os corações, acariciar as almas. E a linguagem da carícia qual é? A persuasão. Educa-se não com escribas, não com segurança, mas com a paciência da persuasão. ”

 

'SÍNDROME DO NINHO VAZIO'

Por fim, a mãe de um aluno, Marta, também dirigiu sua palavra ao Papa, pedindo um parecer a respeito de como acompanhar e orientar seus filhos em suas escolhas futuras.

Francisco aconselhou os pais a não sofrerem da “síndrome do ninho vazio”. “Vocês, pais, não devem ter medo da solidão, não tenham medo! É uma solidão fecunda. E pensem nos muitos filhos que estão crescendo e estão fazendo outros ninhos, culturais, científicos, de comunhão política e social. É preciso proximidade com os filhos para ajudá-los a caminhar.”

Fonte: Vatican News
 

Francisco: ‘a Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja’

A tarde de domingo, 7, foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.

Ao responder a algumas perguntas, sendo uma delas a respeito das dúvidas acerca da fé, afirmou: “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma, diz-se que a Crisma é o sacramento do adeus; isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

O Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades e dos acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Fonte: Vatican News
 

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