SÃO PAULO

Política

Doria compõe secretariado com quadros do PSDB e do governo Temer

Por Daniel Gomes
24 de novembro de 2018

Embora durante a campanha eleitoral tenha criticado Paulo Skaf (MDB) por ser o candidato do presidente Michel Temer, Doria terá três dos atuais ministros federais como seus secretários

Agência Brasil

O governador eleito de São Paulo, João Doria Junior (PSDB), já havia anunciado até a sexta-feira, 16, dez nomes do seu futuro secretariado. Não está definida ainda a quantidade de secretarias, todavia o tucano pretende que sejam menos que as atuais 25.

Embora durante a campanha eleitoral tenha criticado Paulo Skaf (MDB) por ser o candidato do presidente Michel Temer, Doria terá três dos atuais ministros federais como seus secretários: Rossieli Soares (Educação), Sérgio Sá Leitão (Cultura e Economia Criativa) e Gilberto Kassab (Casa Civil), este último ex-prefeito de São Paulo e que também fez parte da equipe ministerial do governo Dilma Rousseff. O tucano também já convidou para compor sua gestão Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer e que foi candidato à Presidência da República, mas não havia tido uma resposta até o fim da última semana. 

“Todas as escolhas de secretários que anunciamos e que virão pela frente tomam como base, como referência, a capacidade, conhecimento e eficiência de gestão. A nenhum secretário perguntei e a nenhum vou perguntar qual o partido, ideologia e se votou ou deixou de votar no João Doria, qual a visão programática política. Isso para nós não importa”, disse Doria em coletiva de imprensa, no dia 6. 

Paulo Camargo, cientista político, acredita que Doria queira ter “uma equipe que siga o receituário do Temer. Ele quer fazer uma política de austeridade e de localizar bem o orçamento naquilo que se chama de despesas discricionárias, aquelas em que o governo tem autonomia para atuar. Vai querer ganhar força não só em São Paulo, mas no Brasil com este ministério”, afirmou, destacando, ainda que Doria usará a própria imagem para reagir às críticas de que está compondo o governo com políticos tradicionais: “Ele vai usar muito da própria figura para falar de renovação, como uma pessoa nova e empreendedora”. 

 

MENOR ESPAÇO AO PSDB

Dos dez secretários indicados por Doria até o momento, apenas dois são filiados ao PSDB: Marcos Penido, atual secretário municipal de Subprefeituras na Capital Paulista, que assumirá a pasta de Energia, Saneamento e Recursos Hídricos; e a deputada estadual Célia Leão, uma das fundadoras do partido, que ficará à frente da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Os demais nomes não têm vínculo partidário: General João Camilo Pires de Campos (Segurança Pública), que já chefiou o Departamento de Educação e Cultura do Exército, no Rio de Janeiro; Desembargador Paulo Dimas Mascaretti (Justiça), ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo; José Henrique Germann Ferreira (Saúde), doutor em Administração Hospitalar e Saúde; Gustavo Junqueira (Agricultura), produtor rural; e Júlio Serson (Relações Internacionais), que já ocupou similar função na Prefeitura de São Paulo e é próximo ao governador eleito.  

(Com informações de UOL, Folha de S.Paulo e G1)

 

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