SÃO PAULO

CARDEAL ARNS

Dom Paulo Evaristo é homenageado no 39º Prêmio Vladimir Herzog

Por Redação
09 de novembro de 2017

Premiação foi realizada na terça-feira, 31, no Tucarena 

Instituto Vladimir Herzog

A 39ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi entregue, em 31 de outubro, no teatro Tucarena, em São Paulo.
O propósito da premiação é reconhecer e homenagear, anualmente, jornalistas que, com seu trabalho, contribuem para a promoção dos direitos humanos e da democracia e se destacam na defesa desses valores fundamentais.
Além dos jornalistas premiados, a partir da seleção dos melhores trabalhos entre os 634 inscritos, houve homenagens especiais aos também jornalistas Rose Nogueira, Tim Lopes (in memoriam) e Dom Paulo Evaristo Arns (in memoriam), Arcebispo de São Paulo entre 1970 e 1998, morto em dezembro de 2016. A premiação foi entregue por Clarice Herzog, Presidente do Instituto Vladimir Herzog, aos sobrinhos do Cardeal da Esperança: Nelson Arns Neumann e Flávio Arns.
Nascido em Forquilhinha (SC), Dom Paulo ingressou na ordem franciscana em 1939, foi ordenado padre em 1945 e sagrado bispo em 1966, sendo posteriormente nomeado Arcebispo de São Paulo em 1970. O site do Prêmio Vladimir Herzog (hwww.premiovladimirherzog.org.br) aponta que a atuação pastoral de Dom Paulo “sempre foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros e à defesa e promoção dos
direitos da pessoa humana” e que durante a ditadura militar “sob o sufoco imposto pelos militares, Dom Paulo se agigantou. Sua atuação contra a repressão ganhou destaque já em 1969, quando passou a defender seminaristas dominicanos presos por ajudarem mi- litantes opositores. Em 31 de outubro de 1975, uma semana depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), Dom Paulo realizou um culto ecumênico [ato inter-religioso] em memória de Vlado na Praça da Sé. O ato reuniu 8 mil pessoas e se transformou na maior manifestação pública de repúdio à ditadura militar. Ao lado do Arcebispo estavam o Rabino Henry Sobel e o Reverendo evangélico Jaime Wright”.

Fonte: Instituto Vladimir Herzog

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